quinta-feira, 19 de junho de 2008

O.M. AÏVANHOV - Perguntas & Respostas [19/06/2008] - Autres Dimensions




19 de junho de 2008.

do site AUTRES DIMENSIONS



Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui

Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
Eu creio que há intervenientes prestigiosos que vieram antes de mim.

Eu os escutei, também, e eles disseram coisas muito belas.
Então, se permitem, eu também lhes apresento minhas saudações, meu amor, minha bênção e tudo o que de uso normal na fraternidade que representamos ao nível da humanidade desse lado do véu ou do outro lado.

Então eu serei, esta noite, extremamente pragmático.
Eu virei responder às questões que os inquietam.

Questões, por favor, obviamente, em relação à sua abertura espiritual e em relação ao que eles disseram, os dois intervenientes prestigiosos antes de mim.

Eu venho tentar, através de palavras que são as minhas, ajudá-los a ir para esse mesmo objetivo, é claro.

Então, se quiserem, coloquem suas questões.

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Questão: como superar as crenças que obstruem nosso desenvolvimento espiritual?

Então, é simples: se você tem crença, pare de crer nisso.
É tão simples assim.

Isso soa simples de dizer, mas é a verdade.

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Questão: mas há interferências sociais, afetivas que bloqueiam isso...

Ainda uma vez, são crenças.
Se você crê em algo, basta parar de crer nisso.

Se você quer crer em outra coisa, o que é que o impede de crer naquilo?
Eu creio que é um problema fundamental, o problema das crenças, porque tudo o que vocês constroem é oriundo de suas crenças, de suas certezas, para alguns. Mas, para chegar ao Amor, é preciso parar de crer em tudo, exceto no Amor.

Então, como deixar cair as crenças?
Eu creio que a resposta já está, também, na questão: se eu decido não mais crer, basta que eu não creia mais.

Então, você vai me responder: «se eu tenho uma pressão exterior, algo que está aí, diante de mim, que me faz mal, se eu suprimo a crença, será que o objeto que faz mal vai desaparecer?».

Não, não é tão instantâneo.
Enquanto isso lhes parecer difícil, mesmo se vocês afirmem o contrário, é que vocês ainda creem naquilo.

Há crenças que não se apagam de um dia para o outro, mas há crenças que são muito mais fáceis a apagar, eu diria.

Então comecem, já, a compreender que são apenas sistemas de crenças: a obrigação de trabalhar, a obrigação de participar da sociedade, de um modelo social, a obrigação de nutrir seus filhos, a obrigação disso e daquilo são apenas crenças.

Então eu creio que, quando Ma Ananda Moyi disse isso, ela destruiu tanto todas as crenças, que ela pôde ser o que ela foi (ndr: canalização de Ma Ananda Moyi, de 10 de junho de 2008).

A única diferença, e o que ela disse quando falava da folha de papel de cigarro entre vocês e ela, é a intensidade da crença.
Ela abandonou todas as crenças.

Tudo o que freia a expressão de seu ser autêntico, de sua autenticidade são apenas crenças.

Aí está, eu creio, o que ela quis dizer.
Então, como superar essas crenças?

Vocês vão substituir essas crenças por outras crenças, vão crer que vão encontrar uma técnica que será superior, para fazer desaparecer o que está diante de vocês, mas isso será, novamente, uma crença.

E é sem fim: vocês empilham crenças sobre crenças e não veem, jamais, o fim, obviamente, porque, a partir do momento em que colocam a questão de «como fazer desaparecer um apego» (que é, portanto, uma crença), vocês elaboram estratégias para fazer desaparecer essas crenças, vocês vão recorrer a outra elaboração de crenças. E vocês passam sua vida a criar crenças e a substituir crenças por outras crenças.

É um jogo apaixonante, não é?
A maior parte de nós passou milhares e milhares de vidas a construir crenças, para nós e para os outros. E é ainda melhor se se pode fazer crer a mesma coisa que se crê aos outros, porque é muito satisfatório para o ego, não é?

Têm-se as mesmas crenças, portanto, fazemos parte do mesmo grupo: «eu, efetivamente, disse que era verdade, a prova, vocês vivem a mesma coisa».

A doença é uma crença, então, vocês vivem na certeza de que a doença é inexorável.

Não, é, também, uma crença.
Então, depois, você tem o pensamento positivo: você vai dizer «eu estou em boa saúde».

Você vai, portanto, substituir a crença da doença pela crença na saúde.
Mas, quando você pronuncia a palavra «saúde», isso quer dizer, nesse mundo, que existe outra coisa que não a saúde, ou seja, a doença.
É, portanto, uma crença que se opõe a outra crença.

Vocês continuam em um fenômeno de dualidade.
Será que vocês creem no que eu digo?

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Questão: mas, por trás de tudo isso há, sobretudo, uma forte crença no amor universal?

Mas a crença não é o Amor.
A crença no Amor e o Amor são duas coisas diferentes, não é?
Pode-se ter a íntima convicção, profunda, de que o Amor é a realidade final, mas não é por isso que se vai viver o Amor.

É, ainda, uma crença.
Não é demandado crer, é demandado viver o Amor.

Não é a mesma coisa.

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Questão: a queda do homem começou com o pensamento humano?

É o quê, a queda?

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Questão: a separação.

Eu prefiro essa palavra, de qualquer forma.

A separação começou com o pensamento humano, efetivamente.
A questão e a resposta são a mesma coisa, é prático.

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Questão: quando Cristo disse «se vocês se reúnem a três, eu estarei entre vocês». Ele fazia referência a um número de pessoas ou à fusão corpo/alma/espírito?

Ele fazia, realmente, referência à multidão de seres que se reuniam no objetivo do Cristo.

Quando Ele dizia «quando vocês forem dois ou três reunidos em meu nome», Ele disse uma vez «dois», Ele disse uma vez «três».
Em todo caso, isso quer dizer mais de um.

Mas será que isso quer dizer que, sozinho, o Cristo não está aí?
Tampouco, isso não quer dizer isso.

Isso quer dizer, simplesmente, que, quando há intenção coletiva, ou seja, superior a um, nesse caso, Sua presença é muito mais tangível, mas não é a Trindade corpo/alma/espírito, são, verdadeiramente, pessoas.

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Questão: o Pai é Trindade?

A questão é muito complexa, mas isso vai resolver-se muito facilmente: o Pai é três em um.

O Pai é Trindade na Unidade e Unidade na Trindade.

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Questão: qual é seu olhar sobre as mídias?

É o quê, as mídias?

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Questão: os meios de comunicação atuais.

É uma paródia de comunicação.
Vocês têm a impressão de comunicar-se, mas vocês se comunicam cada vez menos.

Então, vocês têm mídias, como vocês dizem, modernas, nas quais a informação circula de um extremo ao outro do planeta, instantaneamente.

Isso lhes dá a impressão de que se tornaram muito inteligentes, porque não importa quem digite uma palavra em algum lugar, e há informações como se ele tivesse feito estudos durante trezentos anos.

Então, efetivamente, é muito satisfatório, de algum modo.
Vocês têm acesso a muitas coisas.

Mas a verdadeira comunicação não é uma comunicação visual, intelectual.
A verdadeira comunicação é uma comunicação de coração a coração, e isso não é possível com máquinas.

É, já, difícil, de corpo a corpo e de coração a coração entre dois seres humanos, então, se vocês põem em cima a tecnologia, é a informação ou, antes, eu diria, a deformação.

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Questão: a instalação de redes magnéticas, segundo Kryeon, poderia servir para despoluir a Terra de ondas, em especial, ligadas à internet?

Primeiro, você fala de instalação de redes magnéticas terrestres.
Mas as redes magnéticas terrestres sempre existiram.

Sem isso, a Terra não existiria.
Primeira coisa.

Em contrapartida, essas redes magnéticas podem reposicionar-se, reprogramar-se. Agora, você crê que redes magnéticas podem apagar redes elétricas, os dados que transitam via internet?

Mas não há apenas internet, há muitas outras coisas.
Você pode falar de ondas que correm sobre este planeta.

Hoje, é uma cacofonia de ondas.
Infelizmente, eu não creio, de modo algum, que as redes magnéticas terrestres sejam suficientes para suprimir a nocividade dessas diferentes ondas.

Isso pode, talvez, em certa medida, atenuar os efeitos delas, mas, em caso algum, fazê-las desaparecer.

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Questão: como conciliar vida profissional e espiritual?

É impossível, exceto se você trabalha na espiritualidade, como eu o fiz.
Mas, naquele momento, não é mais, o trabalho, é o prazer.
Mas como você quer trabalhar e estar no espiritual?

É impossível.
Você pode ter compromissos, até certo nível.
Infelizmente, a partir do momento em que você trabalha, mesmo em algo que lhe agrada, que leva a sério, o trabalho, mesmo com prazer, é algo que vai tornar dificilmente conciliável o interesse intelectual, no sentido básico, e uma espiritualidade vivida.

Coloque-se a questão, se aqueles que se chamaram os Mestres espirituais, na vida deles, você conheceu quem trabalhava.

Então, coloque-se a questão: por quê?
E eu não falo, unicamente, do Oriente.

Olhem, também, do lado do Ocidente.
Será que os diferentes taumaturgos, os diferentes Santos, os seres despertos trabalhavam?

Dê-me um único exemplo de seres despertos que tenham trabalhado.

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Questão: qual é o impacto de estruturas piramidais sobre as estruturas energéticas?

Eu não sou um professor para as formas, eu.

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Questão: e pôr-se, a si mesmo, na própria pirâmide ou própria Merkabah?

Pessoalmente, eu não penso nada sobre isso, mas é preciso saber que não é uma moda passageira.

As pirâmides, sempre se falou delas.
Em minha vida, também, mesmo em meu jovem tempo, na Bulgária, à época, utilizavam-se, já, as pirâmides.

Isso tinha virtudes específicas.
Agora, se você crê que basta visualizar-se em uma pirâmide ou uma Merkabah é, também, uma forma de crença.

E lembre-se de que, quanto mais você crê em algo, mais está na realidade do que você é.

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Questão: na astrologia, Plutão vai, em breve, chegar em Capricórnio. Isso corresponde ao fato de que a Terra vai abrir-se?

É o quê, esse truque?
Isso subentende que há eventos inexoráveis, inevitáveis.
Há eventos inexoráveis, inevitáveis, que são etapas, mas a forma de manifestação é extremamente livre e variada.

Ela depende de certo número de ressonâncias e, também, da psique humana.
Então, quando eu ouço «a Terra que se abre», por que não quebrada em quatro pedaços?

Isso quer dizer o quê, uma Terra que se abre?
É uma visão do Espírito, não é?

A Terra, ela sacode, a Terra, ela se move, a Terra tem elementos que estão mais ou menos em cólera.

A Terra vive uma transformação.
Vocês vivem uma transformação.

Até aí, todos estão de acordo, não é?
Agora, por que vocês querem saber o que eu penso de um evento que ainda não ocorreu?

Por que vocês querem programar um evento que não está programado?
A posição dos planetas, ela é programada, é claro.

Isso significa algo de preciso, que os astrólogos conhecem e que tentam cercar, mas a virada do evento, em si, depende de milhares de coisas, outras, que nada têm a ver com a astrologia.

Isso vai depender de reações humanas, em relação a algumas luas cheias, já, sem mesmo falar de aspectos, de trânsitos, de planetas lentos.

Então, eu poderia falar-lhes de outros eventos que ocorrerão daqui até o final do ano, também.

Mas, eu repito, um evento que vai acontecer em dois anos, ligado a configurações astrais específicas não é nem definido, nem predefinido.
Ele dá uma orientação sobre o tipo de evento.

Efetivamente, simbolicamente, a Terra abre-se.
Ela se abre por quê?

Para deixar aparecer sua dimensão interior.
É uma reversão da Terra.

Reversão, vocês vão dizer-me «isso aí, são os polos que basculam, dê-me a data, rápido, para que se faça as provisões».
Isso seria um erro, porque pode ser assim como qualquer outra coisa.

Frequentemente, os astrólogos são capazes de predizer, na trama astrológica, um tipo de evento, mas não o evento em si mesmo, caso contrário, isso se saberia, hein?

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Questão: quais seriam os eventos previstos para o fim do ano de que você falou?

Eu falo, desde o ano passado, da crise financeira, alimentar, da crise dos transportes.

Vocês estão em plena caca que veem todos os dias, e isso é apenas o começo.
Isso não é uma predição, é a realidade do que vocês vivem.

A realidade é feita do que vocês vivem.
Há países que estão submetidos aos elementos.
Atualmente, vocês compreenderam, o que domina é a terra e a água.

Muito em breve, será o ar e o fogo.
Os elementos são apenas a ilustração, ao nível terrestre, de transformações que vocês vivem no interior de seu corpo físico.

Então, para que lhes serviria saber que, em 24 de julho, às 12 horas, tal país da América Central será devastado por um ciclone?

O que é que isso vai mudar em suas vidas?
Expliquem-me o interesse em conhecer isso.
É do sensa.... não sei mais a palavra, encontrem-na para mim, é do sensacional, sim.

Mas, em momento algum, isso vai induzir qualquer transformação.
Olhem os eventos que se produzem, já, há alguns anos.

Todo mundo sabe, por exemplo, que seu sistema financeiro é corrompido, porque ele é construído ao inverso da verdadeira finança.
Vocês atribuem ao dinheiro o valor em função do tempo.

É um erro, e todo mundo sabe disso.
Todo mundo observa que as bolsas e os sistemas econômicos, financeiros, estão desmoronando, há mais de um ano agora.

Será que isso mudou algo?
Não.

Tudo está desmoronando.
O fato de saber não permite transformar-se.
É similar para os eventos importantes do planeta.
A transformação, vocês a sofrem, mas não a vivem, contudo, no interior, por antecipação.

O ser humano é assim feito que, mesmo se ele tenha sob os olhos (de maneira racional, eu não falo, mesmo, mais, de intuição), ele continua, de qualquer forma.

Então, o que é que vocês querem fazer com isso?
Por que querem conhecer os eventos?

Vocês os têm sob os olhos, os eventos.
Há colheitas que são destruídas, por toda a parte no mundo.
Eu dizia, já, no ano passado, que os alimentos vão diminuir.
Vocês viram o que aconteceu, no ano passado, com as colheitas.

Isso nada era, em relação a este ano.
Então, o que é que isso vai mudar em suas vidas?
Vocês vão fazer reservas, saindo daqui?

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Questão: você está otimista sobre o futuro do planeta?

A um dado momento, em dezembro de 2005, eu estava assustado e extremamente pessimista, porque pensava, em alguns momentos (e, mesmo, ao nível de diferentes estruturas galácticas que existem e de diferentes Conselhos), que a Terra ia não para sua abertura, mas sua destruição, pura e simples.

Devo dizer que, agora, estou profundamente otimista, mas isso não quer dizer que as coisas que vão acontecer sejam agradáveis, não é?

Eu estou otimista quanto à finalidade para a Terra e para seus habitantes.

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Questão: o que é que pode motivar uma alma a não fazer a escolha da ascensão?

Uma alma, por exemplo, que está em descensão.
Uma alma que não terminou seu caminho de descida na matéria, que não terminou sua experiência.

Vocês estão, todos, em momentos diferentes de experiências.
Há os que esperam a ascensão há centenas de anos e, outros, que chegaram sobre a Terra para viver um caminho de descensão.

Vocês não estão, todos, no mesmo estágio evolutivo.
Vocês não estão, todos, no caminho de retorno.

É por isso que é preciso não julgar.
Jofiel falou de seres e de sua liberdade, mas há, também, seres que chegaram sobre a Terra há muito pouco tempo.
Eles são extremamente etéreos.

Eles estão aí para a descensão, que é o mesmo processo energético, ao inverso. Portanto, as almas não estão, todas, no mesmo grau de maturidade, não estão, todas, no mesmo caminho.

Há as que estão em um caminho para baixo e, outras, para o alto.
Há almas muito evoluídas, que estão em um caminho para baixo, e há almas menos evoluídas, que já estão em um caminho para o alto. Portanto, todas as almas sobre a Terra, presentes nesse fenômeno de fim de ciclo, não são, todas, almas que escolheram o caminho da ascensão ou o caminho da encarnação ou o caminho da experiência.

Há, também, caminhos de alma que são eminentemente diferentes.

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Questão: nesse percurso, onde se situa, verdadeiramente, a escolha?

É uma questão extremamente ambígua, que remete à noção de determinismo e de livre arbítrio.

Ninguém os forçou a vir sobre esta Terra, absolutamente ninguém, se não é certo peso ao nível de seus apegos.

Mas, eu repito, não há qualquer obrigação.
Assim como, hoje, não há qualquer obrigação.

O único problema é que há pessoas que lhes dizem: «o livre arbítrio» é importante. Então, eu lhes responderia que o livre arbítrio existe até certo grau de consciência porque, em outro grau de consciência (diferente, nem melhor, nem pior), não há mais qualquer livre arbítrio, há determinismo total.

Eu responderia, por um trocadilho, que o único livre arbítrio do homem é saber quanto tempo ele vai levar para compreender o que está, inteiramente, determinado.

Porque vocês estão determinados.
Vocês têm, todos, a mesma finalidade, mesmo as almas em descida, que estão se afastando da Luz.

O objetivo é o de voltar, um dia, para a Luz.
Portanto, vocês estão determinados para ir para a Luz.
Todos, sem exceção, vocês estão determinados, como dizia a Mãe, para ser a Luz e o Amor.

Onde está a liberdade, aí?
Vocês têm a liberdade de recusar, obviamente, mas até certo estágio de nível de consciência.

A um dado momento, vocês voltarão, de qualquer modo, ao que vocês são.
Portanto, vocês são, inteiramente, determinados.

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Questão: o combate entre a Sombra e a Luz é real?

É uma realidade total, que dura uma eternidade, e que se libera, também, obviamente, no interior de cada ser humano em encarnação.

Não é uma visão do espírito, não é, tampouco, uma crença, é uma realidade, mas é uma realidade que é preciso superar.

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Questão: como superá-lo?

Sendo Luz, Amor, Compaixão total.
Se vocês portam sua consciência nesse combate que existe no mais alto dos Céus, entre algumas formas de Arcanjos, para citar apenas eles, mas, também, sobre a Terra (através da dominação de alguns grupos sobre outros seres humanos), isso vai dizer que vocês ali aportam a energia, portanto, vocês nutrem isso.

O que quer dizer que o combate da Sombra e da Luz necessita de três etapas sucessivas no tempo.

Primeiramente, identificar o Bem e ter identificado o Mal, o que nem sempre é evidente.

Em seguida, é preciso aprender a combater o Mal ou o que se crê ser o Mal.
E, depois, há uma terceira fase, que é a superação do Bem e do Mal, ou seja, que não se tem mais que combater, porque a Luz torna-se tão forte, que o Mal não tem mais o lugar para estender-se. Isso é ao nível da encarnação que vocês passam, necessariamente, por essas três etapas.

O que acontece, em outros planos, entre as forças arcangélicas, é apenas o reflexo do que acontece em seu pequeno ser interior.

Mas vocês devem, no final, superar a dualidade do Bem e do Mal.
Portanto, primeira etapa: identificação; segunda etapa: combate; terceira etapa: superação.

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Questão: hoje, a massa crítica das forças da Luz supera aquela da sombra?

Não é uma questão de massa, é um pouco mais complexo.
Como eu disse, há quase três anos, eu estava extremamente pessimista e pareceria que a Terra, hoje, dirige-se para seu processo de ascensão. Entretanto, é um eufemismo dizer que as forças escuras não existem mais sobre a Terra.

Quando vocês veem o que acontece, isso dá um pequeno arrepio.
Elas se sabem condenadas, mas vocês sabem, é como um animal que se sente condenado, ele não vai deixar-se condenar, é claro, sobretudo, se ele pertence à Sombra, suas propriedades de nocividade são exacerbadas.

Mas vocês não têm que se preocupar com isso porque, se vocês portam sua consciência sobre esses eventos, vão dar a eles ainda mais peso e ainda mais crenças.

Busquem o reino dos Céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo.
Não sou eu, hein?, isso vocês sabem.

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Questão: hoje, você está, sempre, em acordo com os ensinamentos que dava em sua vida?

Eu estou em acordo com todos os ensinamentos que eu dei, exceto que, hoje, eles são não obsoletos, mas superados. É como a palavra de Cristo: «meus escritos passarão, mas eu serei, sempre, a Verdade».

O que eu disse, o que pratiquei é a Verdade, também, entretanto, hoje, é-lhes solicitado superar tudo isso.

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Questão: o que você pensa do que propunha Krishnamurti: viver o instante presente?

É por isso que eu não quero responder o que vai acontecer em dois anos.
É evidente que, quando a Mãe falava de Amor e de Luz, para isso, é preciso estar no presente.

Enquanto vocês têm crenças, vocês não estão no presente, porque as crenças fazem referência ao sistema passado, vocês estão no mental.

Quando vocês estão nas crenças, vocês não estão na realidade.
A realidade é parar o tempo, é o instante presente, quando vocês estão desembaraçados de todos os condicionamentos e de todas as projeções no futuro. Obviamente, todo mundo sabe, mesmo aqueles que nada fazem, que algo está mudando.

Não é preciso tomar os economistas, os financeiros para embotar-se.
Eles sabem muito bem, todos, a título individual, mesmo se não o digam, que tudo está mudando.

Todo mundo sabe disso.
Não há um ser humano sobre o planeta que não o saiba.

Então, há os que põem a cabeça no saco, tudo vai bem, Madame a Marquesa.
E agora, Krishnamurti, para voltar à sua interrogação, através das palavras, utilizando a ferramenta mental, quando ele dizia que apenas havia Verdade no instante presente, é isso o que dizem todos os místicos, não, unicamente, Krishnamurti.

Fora do presente não há realização.
O problema é que vocês chegam a um período que é anunciado e esperado há muito tempo, no qual vocês têm tendência, sem parar, a projetar-se no futuro: «o que vai acontecer amanhã?». E, para outros, será: « oh, eu quero purificar meu carma, eu quero purificar meu passado, para estar livre em meu presente».

Enquanto vocês oscilam assim, entre a limpeza de seu passado – quaisquer que sejam as técnicas – ou querendo, por exemplo, saber o que vai acontecer (para vocês, a título individual, ou para o planeta), é a mesma coisa: vocês não estão no instante presente, vocês fogem do instante presente.

Ora, a Luz e o Amor encontram-se apenas no instante presente.
Não no amanhã, não no ontem.

Aí está a última resposta.
Ela está um pouco mais feliz, aquela ali, não é?

>>>

Então, agora, será tempo de concluir nossas trocas.
Eu lhes digo, certamente, até muito em breve, é claro.

Eu lhes aporto todo o meu Amor, eu também, todas as minhas bênçãos, todos os meus encorajamentos para a Luz, todos os meus encorajamentos para seu Ser total.

Sejam abençoados, e eu lhes digo até breve.

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Mensagem de O.M. AÏVANHOV no site francês Autres Dimensions:
http://autresdimensions.info/article72d6.html
19 de junho de 2008 (Publicado em 19 de junho de 2008).
Versão do francês para o português: Celia G.
via: http://leiturasdaluz.blogspot.com.br

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