domingo, 5 de fevereiro de 2006

O.M. AÏVANHOV - Perguntas & Respostas [05/02/2006] - Autres Dimensions




05 de fevereiro de 2006.

do site AUTRES DIMENSIONS


Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui

Bem, caros amigos, boa noite,
Estou contente por reencontrá-los.

Primeiramente, certo número de informações sobre o que falamos sem parar desde dezembro. No que diz respeito aos fenômenos climáticos que haviam sido anunciados e, também, aos fenômenos em relação com o Oriente, com Israel, a Palestina e os outros países árabes.

Tudo isso está aumentando em pressão, como vocês podem constatar.
Em contrapartida, no que diz respeito ao Ocidente, e não mais ao Oriente, há um atraso na indução dos eventos que devem produzir-se, o que quer dizer que a onda de frio deveria ser adiada, na França, aproximadamente uma semana, mas isso ocorrerá, efetivamente, como previsto.

E isso é devido à elasticidade entre as diferentes dimensões e a resistência maior ou menor do Espírito humano para integrar as novas energias ou, em todo caso, para entrar em luta com as novas energias.

O que vocês veem, nesse momento, nos países Árabes corresponde a uma reação e uma luta, e não uma aceitação de eventos extremamente violentos que ali se produzem e que irão amplificar-se.

De fato, os povos do Oriente não são capazes de ir ao sentido nem da resistência violenta, nem a um sentido, obviamente, da aceitação da nova dimensão.

Concluem-se, instantaneamente, períodos de lutas que querem não fazer morrer, não deixar morrer o antigo, como no que diz respeito aos conceitos ultrapassados da religião de natureza involutiva.

E, no entanto, os povos do Oriente são aqueles os mais capazes de conhecer a energia do coração. Mas não reconhecendo essa energia do coração, através do conjunto dessa humanidade, eles vivem isso como uma oposição entre a própria humanidade deles e a humanidade do resto do mundo, ou seja, do Ocidente.

Aí está porque há essa onda de violência, que não é uma aceitação, longe disso, mas uma recusa total, extremamente importante do que é novo.

Aí está o que diz respeito ao Oriente.
Agora, no que diz respeito ao elemento de natureza fria, a resistência, ao contrário, é extremamente intensa para os povos do Ocidente, que se têm a conservar as aquisições passadas, que se têm a conservar as próprias estruturas rigidificadas, as próprias estruturas arcaicas e, sem entrar em cólera em relação a isso, mas, antes, fixando-se, ainda mais, nos elementos do passado.

Aí está.
A elasticidade dimensional provocou um atraso em relação à data que eu lhes havia dado. Dessa oposição entre o fogo, entre a água torrencial, entre as manifestações climáticas extremas, também, que sobrevêm nos países do Leste – mas, sobretudo, no Ocidente, muito em breve – há, perfeitamente, aqui a ilustração entre as duas formas de lutas com a energia nova, com a consciência nova que se encarnam nesse momento.

Há ou uma reação de cólera extremamente violenta, ou uma união e uma cristalização aos esquemas antigos. Os dois esquemas são possíveis e os dois esquemas que vocês observam entre o Oriente e o Ocidente são, também, esquemas que se produzem, também, no interior do ser humano: ou uma cólera extremamente grande, ou uma resistência extremamente grande, sem cólera ou uma cólera fria. Mas os dois, não se enganem, são uma oposição extremamente forte ao que vem e, portanto, oposições extremamente fortes a essas energias novas da quinta dimensão.

Os extremos não permitem o equilíbrio que vocês devem encontrar como ser humano, e isso é extremamente importante a compreender e a implementar em si, para corrigir, eventualmente, os erros estratégicos e os erros que os afastam de sua dimensão espiritual, obviamente.

Aí estão as generalidades espirituais que eu tinha a dizer-lhes.
Mas, se quiserem, como de meu hábito, vamos começar por respostas às questões que nos permitirão entrar mais adiante nesse discurso em relação a esse grande período que vive o planeta Terra.

Então, eu os escuto, caros amigos.

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Questão: nós somos, frequentemente, confrontados a escolhas. Como fazer o melhor possível?

A escolha é muito simples: ou permanecer fixado em suas concepções potenciais do futuro, não aceitar a abertura e a fluidez do que vem, ou, ao contrário (e o resultado será o mesmo), permanecer fixado em esquemas de funcionamento do passado, oriundos de tudo o que lhes ensinaram, de tudo o que vocês desenvolveram, de tudo o que vocês educaram, em vocês, em relação à sua vida, tal como ela é, em relação às vidas passadas.

Convém a vocês abordar o período do fim do inverno, do início da primavera como um ser totalmente novo.

Como dizia seu grande neófito «Ninguém pode penetrar o reino dos Céus se não volta a tornar-se uma criança», ou seja, novo, sem passado, sem futuro, estar totalmente no instante não pode mais fazer referência em relação a um passado, não mais fazer plano em relação a um futuro, mas estar na aceitação total do que quer a energia da alma em sua vida e na vida do planeta.

Cara amiga, a solução a mais simples, obviamente, é evitar o Oriente e o Ocidente em si, ou seja, evitar o passado, estar no instante presente, evitar estar no passado ou fazer projeções sobre um futuro hipotético, simplesmente, centrar-se no instante.

Estando centrado no instante, sem projeção alguma no futuro, sem qualquer ideia ou pensamento em relação com uma construção do passado, vocês poderão ser capazes de estar alinhados em seu eixo energético o mais fundamental, que é aquele de sua alma, e de estar à escuta da vontade de sua alma e não de projeções no futuro, e não, tampouco, de construções oriundas da personalidade, que vêm do passado.

É extremamente importante adotar essa atitude de espírito, que consiste em estar no presente. Mas, verdadeiramente, estar totalmente presente ao instante.

Estar na ação e presente nessa ação, totalmente.
Não estar numa determinada ação e pensar em outra coisa.

Ou não construir ou elaborar uma ação presente em relação a um passado.
Isso é exatamente a mesma coisa.

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Questão: poderia dar-nos precisões sobre o «ciclo da alma»?

O ciclo da alma, o ciclo o mais importante da alma corresponde aos períodos passados em encarnação e aos períodos passados em excarnação.
Aí está o ciclo o mais importante para a alma.

Em seguida, a alma, uma vez em encarnação, apresenta certo número de ciclos. Esses ciclos são ligados a essa própria evolução dessa encarnação.

Período de crescimento: a adolescência.
Período de maturidade: de conclusão do crescimento e de plenitude. E, em seguida, ciclo de regressão desse crescimento, de velhice, como vocês chamam, não mais de plenitude, mas de exaltação espiritual, e, enfim, a morte.

Portanto, os ciclos de crescimento e de decrescimento são os mais importantes no período de encarnação.

Aí está o que se chama o ciclo da alma.

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Questão: poderia falar-nos da música das esferas?

Perfeitamente.
A música das esferas é um som específico, que é sutil, ouvido não unicamente através dos ouvidos, mas através do chacra ou da ampola da clariaudiência, que é situada de cada lado de cada ouvido.

Há certo número de sons que vão até sons extremamente agudos.
No momento da abertura da alma (no momento em que a alma está em contato total com o espírito e é capaz de voltar a descer esse contato total, com o espírito, na personalidade inferior), naquele momento, é gerada o que se chama a música das esferas, que é uma música que corresponde, efetivamente, ao que acontece nos planos os mais altos, e pode tocar o ser humano encarnado, no momento dessa expansão de consciência a mais importante.

Essa música das esferas é algo que é ouvido por inúmeros místicos em algumas meditações, mas, também, por alguns artistas, quando eles compõem música. É, também, um processo iniciático importante, que acompanha a recepção, digamos, do kundalini, e a recepção de Shakti.

Quando os dois estão conjuntos, produzem esse fenômeno de música das esferas, tal como eu o chamei em minha vida, que corresponde a um alto grau da iniciação.

Algumas experiências que ocorrem quando pessoas estão no coma (que se chama, na França, as experiências de morte iminente) correspondem a esse esquema extremamente específico: não o som que é ouvido quando as pessoas tomam o túnel, mas quando elas chegam a essa Luz que não queima, brilhante, ofuscante, e penetram no interior da Luz.

Aí, pode ser ouvida a música das esferas.
A música das esferas encontra, de fato, sua origem e sua fonte vibratória no domínio dos Hayoth Ha Kodesh de que já falamos.

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Questão: poderia desenvolver o papel do Arcanjo Uriel?

O Arcanjo Uriel é aquele que intervém em segundo, na hierarquia, após o Arcanjo Miguel.

Durante a era em que vocês vivem, hoje, e desde, mesmo, 50.000 anos, o Regente Arcangélico planetário foi o Arcanjo Miguel. E, agora, no advento dessa quinta dimensão, uma vez que essa quinta dimensão estiver instalada, definitivamente, o Arcanjo que tomará a regência arcangélica será o Arcanjo Uriel.

O Arcanjo Uriel preside o que se chamam as reversões.
É ele que trabalha, na quinta dimensão, muito mais facilmente do que o Arcanjo Miguel.

O Arcanjo Miguel, Príncipe e Chefe das Milícias Celestes, tem por vocação essencial desembaraçar a terceira dimensão das esferas de influências ligadas à sombra.

O Arcanjo Uriel trabalha apenas com a Luz da Verdade da quinta dimensão, e não pode, em caso algum, ser aquele responsável por combates que acontecem na terceira dimensão.

Em contrapartida, ele intervém na reversão da terceira à quinta dimensão, e na estabilização da quinta dimensão.
Nisso ele é, de algum modo, o precursor.

Sua presença intervém na terceira dimensão para preparar a reversão inerente à quinta dimensão ao nível planetário.

Ele já interveio, certo número de vezes, para preparar o basculamento dos polos. Agora, ele intervém, também, junto a alguns humanos, para preparar a passagem à quinta dimensão.

Devido à sua vibração, ele afeta as estruturas genéticas e permite, eu diria, uma inversão ao nível das estruturas do DNA, que são capazes de favorecer a multiplicação das fitas de DNA que corresponde à passagem à quinta dimensão.

Aí está o sentido do trabalho dele, ao nível dos indivíduos.
Eu não creio que haja orações ou ações específicas a efetuar para facilitar esse trabalho.

Ele se faz muito naturalmente, no momento em que os seres estejam prontos para viver o fenômeno de ascensão.

Mudanças colocam-se, sobretudo, ao nível celular, ao nível genético.
Em seguida, sobrevém certo número de mudanças que vão fazer com que a reversão induza, também, modificações profundas de funcionamento, ou seja, as energias da esfera sexual, em especial, são transmutadas a um nível altamente espiritual, e as energias espirituais podem e devem manifestar-se ao nível sexual.

Isso corresponde a uma transmutação alquímica do nível de consciência.
O olhar portado sobre as coisas, portado sobre a vida não é mais, de modo algum, o mesmo.

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Questão: como, no processo de criação, passar do plexo ao coração?

Essa é uma questão extremamente difícil, porque, no homem, o potencial criativo manifesta-se, sempre, para a maior parte dos humanos artistas homens, ao nível do plexo solar, assim como o potencial artístico no indivíduo mulher manifesta-se, sempre, pelo quinto chacra, que é o centro de energia diretor, nesse caso, mas que é, também, o centro patológico.

Não há regras intelectuais a dar, para passar do terceiro ao quarto chacra.
Isso necessita de uma compreensão de processos que animam o indivíduo no processo criativo, mas, também, no processo de vida, simplesmente.

O terceiro chacra é o mundo dos desejos, o mundo dos prazeres, o mundo da ilusão, o mundo da sedução.

A sedução, não tomada no sentido pejorativo, mas para agradar a uma multidão, por exemplo. Mostrar algo que agrada para ter a imagem de volta não é a mesma coisa que criar no sentido de dar sem nada esperar de volta.

É isso que deve ser compreendido e implementado, tanto na vida de todos os dias como na criação artística.

E, infelizmente, não basta dizê-lo.
Basta aceitá-lo.

Mas, tendo aceitado, intelectualmente, é necessário, também, fazê-lo passar nos fatos, na realidade, na vida de todos os dias, ou seja, deixar cair a noção de prazer/desejo/ilusão, aspiração à sedução, e passar à autenticidade do ser sem perder o potencial criativo.

O problema dos artistas homens em geral é que eles pensam que, estando no plexo solar, ou seja, no mundo da ilusão, da sedução, do desejo, do prazer, eles arriscam, passando ao estágio do coração, perder essa especificidade que eles têm de artistas.

Bem ao contrário, o artista sublimado é um artista que evolui pelo chacra do coração.

Mas isso é extremamente raro.
Talvez, em alguns casos, isso necessite, efetivamente, de fazer o luto desse lado artista.

Entretanto, a atração para a noção do prazer astral (dos mundos astrais intermediários) e para a sedução do espetáculo é, também, um elemento limitador e que freia a chegada das energias ao nível do chacra do coração.

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Questão: estando no instante presente, não se arrisca encontrar-se num modo de funcionamento impessoal?

A emoção não é ligada ao impessoal.
A emoção faz parte da vida, mas a emoção exata define-se como um equilíbrio total entre as manifestações emocionais.

A emoção que corresponde a esse estado de ser corresponderia à alegria interior, que é uma etapa de íntase. Isso corresponde a uma centralização de energias ao nível do peito, que corresponde a um estado de alegria sublime interior, sem objeto exterior, que nada tem a ver com o prazer, a cólera ou a tristeza, ou com o sofrimento, que eu saiba.

Entretanto, não há impessoalidade, ao contrário.
O verdadeiro pessoal, o pessoal autêntico encontra-se nesse equilíbrio, do presente.

Eu não digo negar as emoções.
Eu não digo rejeitar para longe, como se se fosse frio e isolado.

As emoções fazem parte da natureza humana de terceira dimensão.
Mas, simplesmente, esse estado emocional deve deixar o lugar para a vacuidade mediana, ao instante presente, no qual a esfera mental, racional, deve impor às emoções, sem amordaçá-las, contudo, um estado de vacuidade, um estado de serenidade.

Coisa que procuravam, desde sempre, as pessoas que meditavam.
Mas isso deve ser encontrado hoje, não na meditação, que escapa à vida real, mas deve encontrar-se em cada minuto de sua vida.

Aí está o desafio que lhes é solicitado.
É nisso que os modelos de funcionamento tradicionais passados – quer sejam hinduístas ou também budistas – são completamente superados e errôneos, hoje, porque eles insistem na meditação, na liberação cármica, extraindo-se do mundo, extraindo-se da realidade.

Hoje, esses modelos são obsoletos.
Eles pertencem ao passado, totalmente.
O que lhes é demandado, hoje, é ser um homem novo, sem referência ao passado.

E manter apenas a liberação.
A espiritualização de sua essência, de seu corpo atém-se a isso: encontrar o equilíbrio entre as emoções, encontrar sua essência.

Ora, a essência encontra-se apenas na pacificação das emoções e não na mestria artificial, fora da vida das emoções, tal como ela era concebida na meditação de tipo hinduísta ou budista.

Isso pertence ao passado.
Isso pertence à terceira dimensão, mas não é, absolutamente, mais válido para aceder à quinta dimensão.

Quanto mais um indivíduo engaja-se na busca de seu presente, de sua essência, mais ele vai perturbar aqueles que veem nele aquele que não funciona como eles e vão ter vontade de fazê-lo entrar na emoção, ou seja, gerar uma cólera, gerar algo que o faça sair desse estado.

Progressivamente e à medida, aliás, que vocês entrarem nesse estado (em seu trabalho, em seu próprio meio familiar), se vocês conseguem permanecer suficientemente longo tempo nesse estado, vocês se aperceberão que isso gera, necessariamente, junto aos outros (no meio profissional, afetivo e nas pessoas que vocês encontram), uma espécie de desconforto.

Porque os outros não veem a Luz que emana de vocês, mas, ao contrário, alguém que escapa da linearidade do tempo, alguém que aparece não como um iluminado, mas como profundamente diferente.

E isso perturba.
Portanto, a melhor prova de que vocês estão nesse estado da essência, nesse estado presente são, justamente, as intimidações que podem vir do exterior. Mas essas intimidações não estão aí para fazê-los sair de seu estado, contrariamente ao que creem aqueles que exercem essas intimidações, mas, efetivamente, para estabilizá-los ainda mais nesse estado de presença, nesse estado da essência que é extremamente importante a cultivar.

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Questão: a que corresponde a aura dourada?

A aura dourada corresponde a algo que se encontra apenas uma vez.
Uma vez que ela é encontrada, torna-se um ser realizado.

Torna-se um Boddhisattva, ou seja, um ser que superou as limitações da matéria, um ser a quem vocês chamariam «realizado».

No momento em que a Shakti desceu, ela auréola a cabeça com uma Luz dourada, mas, simplesmente, a cabeça. É apenas no momento em que a Shakti, a energia Shekina, reencontrou o kundalini, que essas duas energias casaram-se, fundiram-se, que elas vão gerar, ao nível do casulo de Luz, uma Luz uniforme, de cor dourada, que corresponde à realização.

Ora, a particularidade da realização é a mestria total dos quatro elementos, em um grau mais ou menos forte.

Eu tinha, lembrem-se, em minha vida, a mestria do fogo.
Eu comandava os incêndios.
Eu comandava todos os fogos no sul da França.

Entretanto, a aura dourada é apenas o marcador desse aspecto da realização elementar em si e, portanto, o controle no exterior de si dos elementos.

Isso faz parte dos princípios de realização, ou seja, o momento em que os quatro elementos estão equilibrados e permitem ao ser acelerar o processo de etereação de seu corpo físico, ou seja, de acesso, em parte, à quinta dimensão.

E, efetivamente, quando vocês chegam à mestria total de seu veículo e dos elementos que estão em vocês, vocês têm a capacidade de entrar em contato, de maneira formal, com esses elementais e, também, de comandar os elementos, assim como o ilustraram a maior parte dos seres realizados que viveram nesse planeta e, isso, em todas as tradições.

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Questão: você poderia ver e descrever nossas auras?

O termo «ver» é um pouquinho presunçoso, uma vez que não tenho mais olhos, mesmo passando por meu canal. Entretanto, a soma de informações que eu recolho em minha consciência diz respeito tanto a espectros visuais – coloridos, se preferem – como a indicações extremamente precisas sobre o que faz sua natureza de alma.

Agora, dar indicações precisas sobre a cor da aura, do casulo de Luz não lhes dará indicações outras que não aquelas que eu lhes darei. Não é porque eu lhes diria que vocês têm uma aura de tal cor ou de tal outra cor que vocês tirariam conclusões quanto ao funcionamento de seu ser.

Isso é extremamente mais sutil.
De fato, quando eu vejo uma vibração espectral de cor verde sobre uma pessoa a quem eu me dirijo, eu posso, daí, concluir que essa pessoa é uma mediadora, que essa pessoa é uma terapeuta, mas isso vai bem além.

Há outros elementos vibratórios que me chegam e que vêm colorir (de um modo, certamente, diferente, essa informação do espectro colorido) e que vão dar indicações profundamente diferentes de acordo com os indivíduos.

Portanto, é presunçoso fazer atalhos, como foi feito sobre este planeta, em função de diferentes cores de aura e de diferentes funções que lhes são atribuídas diretamente.

A única coisa que nós podemos dizer é que a aura dourada corresponde, efetivamente, à aura da realização.

Agora, no que diz respeito às outras cores, há seres extremamente evoluídos que têm uma aura rosa ou vermelha, mas vermelho escuro, mas vermelho, de qualquer forma.

E há seres não muito evoluídos que têm uma aura azul.
Então, certamente, vocês verão seres que oram o dia inteiro que terão uma aura violeta, e poder-se-ia dizer: «Ah, os grandes místicos!», mas vocês não sabem, contudo, a cor do coração deles.

A cor da alma, a cor do coração é diferentemente mais importante do que aquela do casulo de Luz, tal como eu a percebo em meu mundo de desencarnados.

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Questão: você fala, igualmente, de cor de coração, poderia desenvolver?

Eu não vou desenvolver, de momento.
Simplesmente, nós definimos, através de nossa visão desencarnada, uma atmosfera vibratória global, que é a coloração da alma no sentido de sua inspiração.

Em seguida, temos a cor primária, eu diria, da alma, que corresponde à cor da alma e ao próprio fundamento de orientação da alma.

Temos, em seguida, a cor da alma, que nos traduz de qual maneira essa alma exprime sua relação com o espírito.

É uma relação direta ou indireta?
É uma relação de amor ou de tensão?
Mas isso é extremamente complicado para explicar agora.

Retenham, simplesmente, que nessa noção de cor que vocês abordaram, há a coloração da alma que é o casulo de Luz.

Há, em seguida, a cor da alma, que é a cor precisa atrás da cabeça, que assinala uma orientação da alma.

E, enfim, há a cor do coração da alma, que corresponde à ligação entre a alma e o espírito, que traduz modos de funcionamento entre a alma e o espírito.

Mas nós desvendaremos isso em outro momento, se efetivamente quiserem.
Não vale a pena sobrecarregar a cabeça.

Isso de nada serve, para encontrar o presente.

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Questão: como não fazer a amálgama entre as próprias emoções e aquelas dos outros?

Cara amiga, é muito difícil, como você o diz, gerir as próprias emoções e as emoções dos outros.

Convém, simplesmente, alinhar-se, totalmente, centrar-se em sua essência e fechar a porta às emoções.

Basta decidir, afirmar que seu próprio centro emocional, que seu próprio plexo solar está barricado com uma cruz de Luz branca às influências exteriores.

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Questão: você poderia dar-nos precisões sobre os sonhos, em geral?

Isso necessitaria de vários livros, cara amiga.
Entretanto, vamos resumir isso em algumas frases.

O mundo dos sonhos pode revelar vários mecanismos subjacentes.
A primeira mecânica, que é a mais importante junto a todos os seres humanos, é, certamente, o sonho que vem de uma atividade dos neurônios, que é ligada aos últimos pensamentos ou às preocupações as mais fortes do dia que acaba de escoar-se.

Por exemplo, você tem uma emoção violenta de raiva para com alguém, por exemplo, você tem um pensamento ou uma emoção que você trabalha.
Bem, à noite, isso vai descarregar-se pelos neurônios, que vâo pô-los na situação do que vocês viveram na vigília.

Essa é a situação a mais frequente da mecânica dos sonhos.
Agora, há o sonho premonitório, profético, o sonho que vai prevenir.

Há necessidade de confrontar o que é vivido em sonho, não tanto em relação ao seu sentido simbólico, mas, sobretudo, para ver, antes de tudo, se ele corresponde a uma preocupação do dia anterior que acaba de escoar-se, caso em que não há lugar para encontrar um significado profético, divinatório ou outro, uma vez que 90% dos sonhos são ligados a isso.

Agora, se você tem o hábito, cara amiga, de ser prevenida em sonho, confrontam-na, aí, as demandas que foram formuladas antes de seu sono, de maneira consciente.

E os planos espirituais vão responder em plena noite, por esse sentimento de sonho que se chama estar «animado», «em êxtase», tal como isso funcionava no antigo e no novo testamento quando, por exemplo, Maria recebe a visita do Arcanjo Gabriel, que lhe faz o anúncio de sua gravidez.

Esse é um sonho profético, iniciático.
Tudo depende do contexto dos sonhos.

Retenham, simplesmente, que 90% dos sonhos são descargas dos neurônios ligadas à atividade do dia anterior. Agora, há sonhos que vão exprimir, também, um desejo ou um temor da alma, sem conotação profética, ou divinatória, ou antecipatória, mas, simplesmente, são o reflexo de temores ou de desejos da alma.

Aí está, grosso modo, e resumido, muito sumariamente, o que se pode dizer.

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Questão: que aconteceria se os neurônios não fossem descarregados?

Bem, isso se tornaria um sonho recorrente, algo que gira em círculo ao nível dos sonhos, algo que volta sem parar.

A consciência autoconsciente de si, o que se chama a consciência ampliada seria, permanentemente, poluída pelos pensamentos passados.

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Questão: nós temos necessidade da memória para pôr os atos de nossa vida, portanto, como se faz para que tenhamos essa capacidade de memória e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento espiritual nos pede para soltar isso para ancorarmo-nos no instante presente?

O instante presente jamais foi o equivalente de ausência de memória, bem ao contrário.

Trata-se, aí, de um erro de apreciação.
Quando se fala do desenvolvimento linear da consciência, não espiritual, não horizontal, mas vertical, vocês terão uma memória que faz referência ao instante presente, ao passado e ao futuro.

Agora, quando vocês se centram no instante presente, não é questão que não haja mais memória.

Ao contrário, vocês passam a uma memória expandida.
A maior parte dos místicos que tiveram acesso ao instante presente e, portanto, à energia da realização, tem a memória de universos neles.

Eles têm a memória de todas as suas vidas passadas.
Eles têm a memória de toda a história planetária.
Eles têm a memória do ser humano que está em face deles, em sua totalidade.

Portanto, o parar no presente, o centramento em sua essência e no presente não é um parar da memória, mas uma mudança do eixo da polaridade de memória.

Enquanto vocês estão em sua condição humana de terceira dimensão, vocês estão num eixo linear horizontal, passado/presente/futuro. Em seguida, quando entram em sua essência, vocês estão no eixo vertical da cruz.

Naquele momento, vocês entram no que se chama a memória ampliada ou a memória espiritual, que é independente de condições lineares do tempo.

Eu jamais disse, e ninguém jamais disse que o instante presente era um instante desprovido de memória. Mas, ao contrário, uma memória não mais exclusiva (ligada à sua própria encarnação ou às suas encarnações), mas uma memória inclusiva, na qual a memória de vidas passadas torna-se mais importante do que essa vida presente, na qual a memória dos universos torna-se mais importante do que a memória da história histórica do mundo no qual vocês vivem.

É nesse sentido que a memória é um fenômeno extremamente apaixonante, mas extremamente longo. Mas não cometam abuso de linguagem dizendo que, no presente, não há memória.

Extrair-se de condições limitantes da memória nada tem a ver com a aquisição da memória vertical.

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Questão: quando não se lembra mais de alguns aspectos do passado, isso corresponde ao que algumas escolas psicológicas chamam «repressão»?

São idiotas!
Há numerosas razões possíveis para que a memória no instante presente não se lembre mais do que aconteceu a um dado momento.

Quem é que pode dizer o que fazia ontem, à mesma hora precisa?
Portanto, isso é a memória de ontem.

Portanto, imagina-se, efetivamente, que, para a memória da infância, há pessoas que têm a memória do que aconteceu durante suas primeiras horas de vida, outras, que não têm mais qualquer lembrança durante tal ou tal faixa de idade.

Isso não quer dizer, necessariamente, e, aliás, o mais frequentemente esse não é, absolutamente, o caso, que haja repressão de um evento traumatizante psicológico, absolutamente não.

Há numerosas circunstâncias que fazem com que a alma não imprima, ao nível memorial, certo número de elementos no presente.

Não é por isso que seja preciso procurar uma repressão qualquer.
São eles os reprimidos, os idiotas!

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Questão: mas quando há um evento traumático, a memória imprime-o, forçosamente?

Em 99% dos casos, sim, porque o traumatismo é tão violento, quando se trata de sofrimentos emocionais intensos, que eles giram em círculo no cérebro.

Não há possibilidade, para a consciência, de não ver o que aconteceu.
Mesmo se, nesse caso, haja uma possível repressão, a repressão não vai até a ocultação total do evento.

Há uma recusa em ver, entretanto, isso é visto.
Não é, de modo algum, a mesma coisa.
Não há inconsciente.

Há apenas coisas conscientes ou subconscientes, eventualmente, mas, absolutamente, não inconscientes.

A consciência do ser humano é bem mais forte do que o inconsciente.
O inconsciente é algo ao qual vocês dão tomada quando aceitam ter um inconsciente.

Se vocês pedem para estar conscientes de tudo, vocês se tornarão cada vez mais conscientes e, portanto, cada vez mais fortes.

Portanto, não há inconsciente.
O inconsciente é uma criação.

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Questão: existem, hoje, grandes Mestres, ainda encarnados?

Mais do que nunca.
Eles são ilustres desconhecidos, a maior parte trabalhando na própria vida de todos os dias.

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Questão: após a passagem à quinta dimensão, o que advirá dos ciclos da alma?

Eles serão profundamente diferentes, porque, na quinta dimensão, há a possibilidade de ter um ciclo extremamente longo, no qual a vida é de duração quase eterna.

Portanto, não há mais essa alternância encarnação/excarnação.
A vida na quinta dimensão é profundamente linear na alternância de ciclos.

Não há mais alternância de ciclos.
Há, também, ao nível da quinta dimensão, modos de funcionamento que são profundamente diferentes, mas que para nada lhes serve apreender, hoje, em sua realidade de terceira dimensão, porque isso, estritamente, nada quer dizer.

A densidade, o peso não são os mesmos.
A visão de cores não é, absolutamente, a mesma.
Os desequilíbrios no corpo físico não existirão mais.
A quinta dimensão não conhece a sombra.

Aí está o que se pode dizer disso, muito sucintamente, e sem entrar nos detalhes.

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Bem, caros amigos, estou muito contente por ter trocado com vocês sobre tantos assuntos.

Nisso, eu lhes aporto todo o meu amor e eu lhes digo até breve.
Fiquem bem.

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Mensagem de O.M. AÏVANHOV no site francês Autres Dimensions:
http://autresdimensions.info/articled850.html
05 de fevereiro de 2006 (Publicado em 05 de fevereiro de 2006).
Versão do francês para o português: Célia G.
via: http://leiturasdaluz.blogspot.com.br

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