sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eu disse não ao meu coração‏ ...




12 de abril de 2013.

ESCOLHAS ...
Por Elizabeth Rodrigues





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Eu entrei em um quarto muito escuro.
Estava tudo negro, era quase impossível enxergar alguma coisa.

Fazendo muito esforço eu consegui ver uma cama. Sobre ela havia uma pessoa que pareceu ser alta e forte, deitada de barriga para cima, com o corpo esticado. Acho que era um homem, mas estava muito difícil definir bem o pouco que eu via no meio daquela escuridão. Pensei que ele estivesse dormindo e resolvi ir embora. Mas quando ia me virar para a porta surgiu uma luz muito branca e muito forte no teto, do lado esquerdo do quarto.

Achei interessante que apesar de ser fortíssima, aquela luz só iluminava o ponto em que estava. Todo o resto do quarto continuava na escuridão. Era uma luz muito intensa. Ela pulsava como se fosse um enorme coração. Uma beleza indescritível.

Nessa hora eu percebi que aquele homem não estava dormindo, mas em catalepsia. Ele não conseguia falar, mas eu ouvia os seus pensamentos. E vi que ele estava desesperado. Quando viu aquela luz, ele pensou que fosse morrer e se apavorou. Em pensamento ele gritava coisas como: "Não me leve! Me deixe aqui. Não me mate!"

Ele tentava se mover, queria fugir dali. E quanto mais ele se desesperava, mais rápido e forte aquela luz pulsava, como se estivesse tentando chamar a atenção dele. E ele continuava: "O que foi que eu fiz? Por que estou sendo castigado? Por que isto está acontecendo comigo? Onde está meu Deus que não vem me socorrer?" Então resolvi falar com ele. Disse que se ele se acalmasse e aceitasse aquela luz, ela o levaria para um lugar onde ele nunca mais sentiria nenhuma dor.

Ele respondeu que ainda estava preso a coisas que não havia resolvido, e que precisava de mais tempo para resolvê-las.

A luz pulsava cada vez mais rápido, a cada resistência dele, que não parava de se esforçar pra se mover e tentar fugir. Eu senti que o tempo dele estava acabando e insisti dizendo que bastava um sim. Se ele apenas dissesse sim, então todo o sofrimento iria acabar. Mas ele disse que apesar de ver a luz, ele não conseguia se mover. Ele não sabia como chegar até ela.

Eu insisti mais uma vez e falei que ele não precisava fazer nada. Que se apenas dissesse sim para luz, ela se aproximaria. Disse que ela só estava esperando pela autorização dele pra se aproximar e libertá-lo. E então ele respondeu que não sabia o que era aquela luz, e que não podia dizer sim pra algo que não conhecia.

Logo após esta resposta a luz começou a pulsar mais lentamente. Ela não diminuiu a intensidade de seu brilho, apenas o ritmo de sua pulsação. E de repente sumiu. Entendi que não tinha mais nada a fazer ali, e saí do quarto deixando aquele homem imóvel e apavorado para trás.

A última coisa que o ouvi pensar foi: "Eu devia ter ido. Eu disse não ao meu coração".

Quando acordei percebi que se passaram apenas 10 minutos, mas a sensação era de que fiquei por horas vendo o sofrimento daquele homem, que aquilo tudo durou muito tempo. E eu estava um pouco frustrada. Achava que se tivesse insistido um pouco mais, se tivesse dito a coisa certa, ele teria aceitado a luz. Levei um tempinho pra lembrar que devemos respeitar as escolhas de todos, e para aceitar que nada do que eu dissesse ou fizesse iria mudar a escolha que ele fez. Aquela luz tentou, ela se mostrou em toda a sua beleza e esperou por ele. Mas quando ele disse não, ela se retirou com a mesma simplicidade com que havia chegado.

Porque não havia nada a impor, a convencer, nada a provar. A oportunidade estava ali, mas acima disto, havia o respeito às escolhas daquele homem.

Aprendi naquele momento que respeitar as escolhas vai muito além de simplesmente deixar cada um por si. Aquela luz me mostrou que respeitar as escolhas é um profundo ato de amor.

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Publicação autorizada por Elizabeth Rodrigues.
via: www.despertardaluzinterior.blogspot.com

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