sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Rocha‏ ...




05 de abril de 2013.

A ROCHA ...
Por Elizabeth Rodrigues




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Para cada um a caminhada iniciou-se de uma forma.
Alguns tinham dúvidas, e até mesmo uma certa descrença sobre tudo o que se apresentava.

Para outros, o primeiro passo foi dado apenas por curiosidade, uma alma aventureira que desejava descobrir coisas novas.

Outros se motivaram a sair do lugar por medo. Descobrir as armadilhas e riscos deste mundo os fizeram mover-se apenas porque ficar parado parecia ser perigoso demais.

Não importa como a caminhada começou, e nem mesmo quantos passos foram dados e a distância percorrida. Alguns tem pernas mais longas do que outros, e conseguem dar passos mais largos causando naqueles que caminham mais lentamente a impressão de que estão ficando para trás, de que talvez não consigam chegar à tempo.

Mas o que todos irão perceber no decorrer deste trajeto, é que em algum lugar haverá uma enorme rocha. E esta rocha, independente de suas vontades, os fará parar.

É neste ponto que todos, os mais adiantados e os retardatários, encontram-se por um curto espaço de tempo. E neste pequeno espaço de tempo, as chances tornam-se iguais para todos.

O desafio, obviamente, será passar por esta enorme rocha e seguir adiante.

Alguns poderão tentar uma escalada, mas não há ganchos e nem cordas. Outros pensarão em contorná-la, mas verão que ela se situa entre dois abismos. Haverá aqueles que desejarão explodí-la, e irão lamentar por não possuir uma mochila cheia de dinamite.

Estes, cansados e desorientados, poderão sentar-se onde estão e ficar aguardando pelo salvamento que jamais virá. Ou poderão decidir retornar ao ponto inicial da caminhada, conformados em ter tentado, e escondendo a frustração atrás da ilusão de acreditar que fizeram tudo o que podiam fazer.

Um outro grupo de caminhantes, talvez não tão rápido, talvez não tão forte e talvez não tão cheio de ideias, irá olhar para a enorme rocha e perceber que se passar por este obstáculo fosse algo impossível, então a caminhada nem teria sido iniciada.

Eles sentam-se calmamente diante do que aos olhos dos outros parecia ser um obstáculo intransponível, e observam a beleza daquela rocha. Neste momento, identificam ali uma parte de si mesmos. São suas dores, suas curiosidades, suas dúvidas e seus medos que se solidificaram à sua frente.

E percebendo isto, aqueles caminhantes nem tentam lutar. Pois lutar contra aquela rocha seria o mesmo que lutar contra uma parte de si mesmos.

E então eles começam a observá-la melhor e encontram tantas belezas que até se esquecem do obstáculo que ela representa. Em um momento de aceitação profunda de tudo o que faz parte de si mesmos, estes caminhantes sem julgamento e sem medo fundem-se à rocha.

Eles podem perceber cada uma de suas partículas, cada nuance, cada ponto de luz que ela abriga. Absorvem o que ela tem de melhor e entregam à ela o que eles são de melhor.

Descobrem que sem suas dores, curiosidades, dúvidas e medos, talvez jamais tivessem se motivado a caminhar.

Eles rendem Graças à rocha por tudo o que ela solidificou em si mesma, deixando-os livres de todos os pesos.

E quando menos esperam percebem que ao aceitar aquela rocha sem julgá-la e sem tentar lutar contra ela, tornaram-se capazes de atravessá-la.

Do outro lado só há Luz.
Do outro lado só há Paz.
Do outro lado eles São.

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Publicação autorizada por Elizabeth Rodrigues.
via: www.despertardaluzinterior.blogspot.com

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