terça-feira, 26 de março de 2013

Apenas um sonho ...



26 de março de 2013.

APENAS UM SONHO ...
Por Elizabeth Rodrigues



Áudio da Mensagem em vídeo
Link para download: clique aqui

Sonhei que estava em minha casa, e estava começando a anoitecer.
Tinha várias pessoas comigo, e eu não me lembro de conhecer nenhuma delas.

De repente ouvi alguns gritos de pessoas na rua.
Era uma mistura de espanto, admiração e medo.

Fui até a varanda ver o que estava acontecendo, e vi algumas pessoas olhando para o céu e quase entrando em desespero.

Olhei para o céu e vi algo que pareciam ser dois sóis.
Um era muito grande, imenso, avermelhado. O outro era um pouco menor, ficava ao lado direito do sol maior, e era um pouco azulado. Notei que ambos eram um pouco fluidos, quase como se eu pudesse olhar através deles.

Enquanto as pessoas se espantavam na rua, eu achei aquilo tão lindo que entrei em casa para convidar as pessoas que estavam aqui a ver também. Quando voltei para a varanda, havia uma infinidade de "sóis" como aqueles espelhados pelo céu. Tinham tamanhos variados, alguns eram enormes e outros pareciam ter o tamanho de uma bola de vôlei. Todos aparentavam a mesma falta de densidade, e tinham uma claridade, uma espécie de luz que vinha de dentro de cada um deles. Eram milhares, tantos que quase não dava pra ver um pedacinho de céu.

Enquanto eu admirava a beleza daquilo tudo, as pessoas na rua e as que estavam aqui em casa iam ficando cada vez mais nervosas.

De repente as esferas menores começaram a se movimentar.
Percebi que elas se agrupavam em grupos de 4. E a cada novo agrupamento, a terra tremia um pouco. Minha casa também tremia, mas era muito pouco, e eu sentia uma segurança inabalável. De alguma maneira eu sabia que estava tudo muito bem comigo.

Depois de um tempinho, os tremores de terra foram se intensificando, e algumas casas começaram a cair. A correria e a gritaria das pessoas era algo indescritível. Acho que nunca vi tanto pavor em minha vida. Mas também percebi que, apesar de muito assustadas, as pessoas que estavam aqui em casa conseguiam manter um mínimo de calma.

Os agrupamentos das esferas, de 4 em 4, continuaram, e logo uma ventania absurda começou, arrastando tudo o que havia pelo caminho. Logo depois começou uma chuva fortíssima, e vi as inundações que começavam a acontecer. Ouvi algumas pessoas na rua gritando alguma coisa sobre tsunami. E por último, algumas bolas de fogo (meteoros talvez), começaram a cair do céu.

Era um caos total ao meu redor, mas na varanda de minha casa estava tudo bem. Tremia um pouco às vezes (muito pouco), mas eu sentia que estava firme.

Uma das pessoas que estavam aqui em casa se aproximou e perguntou se eu havia percebido que quanto mais agrupamentos de 4 esferas se formavam, mais as coisas se aceleravam. Eu respondi que era natural, eram apenas os 4 elementos se manifestando, e isto já era esperado. Então ele perguntou porque sempre sobrava um espaço ao lado de cada agrupamento, e eu disse que os 4 elementos precisavam se fundir e dissolver para que pudéssemos retornar o 5º.

De repente uma das pessoas que estavam aqui em casa começou a se apavorar, e disse que tínhamos que sair todos daqui enquanto ainda havia tempo. O medo daquela pessoa foi contaminando as outras, e logo estava todo mundo juntando comida e água, se preparando para fugir.

Fiquei um tempo vendo aquilo, e no final, como insistiram muito, acabei cedendo só para não ter que discutir. Enquanto todo mundo juntava o máximo de comida que podia carregar, eu fiz uma pequena mochila onde botei casaco, meia, luva, e um pequeno cobertor dobrado. Me chamaram de maluca e respondi que se fosse precisar de alguma coisa, seria só daquilo.

Saímos e fomos para uma van que um dos vizinhos tinha conseguido. Andamos um pouco até chegarmos a uma estrada muito larga, que eu não sei onde fica, e lá havia tanta gente tentando fugir, que era impossível continuar o caminho de carro. A única maneira era descermos da van e andarmos junto com a multidão.

Logo que descemos, eu vi algumas crianças muito despreocupadas, brincando entre elas, enquanto os adultos se espremiam no meio daquela multidão pra tentar fugir sei lá pra onde. Nessa hora eu vi a bobagem que havia sido me deixar convencer por aquelas pessoas. Eu estava bem em minha casa e não precisava fugir. Então parei onde estava, e apesar da insistência de algumas pessoas, decidi não dar mais nenhum passo. A multidão continuou caminhando e eu fui ficando para trás. Olhei em volta e vi que outros também tinham feito o mesmo que eu. Todos nós, que haviamos ficado pra trás, nos olhamos por alguns segundos. Foi o tempo suficiente para que, sem nenhuma palavra, cada um de nós compreendesse o que estava acontecendo. Tinha um sorriso em nossos olhares, e logo cada um seguiu em uma direção diferente. Sabíamos o que tínhamos que fazer, e sabíamos para onde ir.

Depois disso eu me vi novamente em minha casa.
Ela estava escura, porque não havia mais energia elétrica para acender nenhuma lâmpada. E estava um pouco bagunçada também, o que me fez pensar que depois de minha saída alguém havia passado por alí e revirado a casa em busca de alguma coisa.

Durante todo o sonho eu estava de calça jeans, camiseta e tênis.
Mas neste momento, quando me vi de novo em casa, eu percebi que estava nua.

Eu resolvi que ficar no escuro não era legal, e apesar de saber que não havia energia, liguei um interruptor, e vi a lâmpada da sala acender.

Nesta hora o sonho mudou radicalmente.
Eu estava de novo no meu quarto, vestida, com todas as lâmpadas da casa acesas, e havia um Ser enorme (muito enorme mesmo), que começou a falar comigo. Vou tentar repetir exatamente o que ele disse, porque ficou bem gravado. Algumas coisas que ele enfatizou mais, eu vou colocar em letra maiúscula.

"Isto foi apenas um sonho.
Isto foi apenas mais um lembrete.

Você deve ter notado que as pessoas estiveram seguras enquanto dentro de sua casa. Mas bastou irem para a varanda, e elas começaram a ter medo. O que isto te diz?"


Eu não tive resposta. E ele continuou:

"Lembre-se do seguinte: quem os convidou para ir à varanda ver o que ocorria? Foi você, não foi?

Percebeu o que você fez?
A sua visão do que ocorria era a visão do belo.
E em sua euforia você quis compartilhar isto com aqueles que haviam se aproximado de ti para receber a Luz que agora já está em seu mundo para todos. Mas eles não estavam ainda totalmente firmes por si mesmos. Se você tivesse se limitado a ficar em sua varanda observando EM SILÊNCIO o que ocorria naquele momento, então eles naturalmente se aproximariam e veriam também, cada um a seu tempo. Mas você os chamou, e eles não estavam todos prontos ainda.

Em seguida, cada um deles decidiu que deveria fugir.
Isto era natural, pois nenhum ser neste mundo poderá se manter sob abrigo da Luz de outrem quando chegar o momento em que todos forem chamados. Então, eles não poderiam permanecer em sua casa. Cada um precisava seguir seu próprio caminho. Mas eles te chamaram, assim como muitos ainda chamarão acreditando que a salvação estará lá fora em algum lugar.

BASTAVA A VOCÊ MANTER-SE EM SEU SILÊNCIO E DEIXÁ-LOS IR.
Mas você se deixou levar.

Não pelo medo, porque não havia medo.
Você deixou-se levar pelo cansaço.

Ao ver que mais uma vez teria de manter firme sua posição enquanto todos ao seu redor insistiam que era preciso fugir para salvar-se, você não quis insistir, pois assim como muitos que hoje se encontram na mesma posição que você, o cansaço já é grande. MAS LEMBRE-SE DE QUE SERÁ NESTES MOMENTOS QUE A PERMANÊNCIA NO CORAÇÃO SERÁ MAIS NECESSÁRIA. Não importa o cansaço, não importam as insistências. Nada importa, e se você, em seu sonho tivesse se recordado disto, não teria saído de sua casa.

Mas não julgue coisa alguma, não se culpe e não se arrependa por nada.
O principal, você o fez.

Ao se dar conta do que estava fazendo, você, assim como outros que também deixaram suas casas, foram capazes de parar e retornar. Isto é o que realmente deve importar. Nós esperamos que cada vez menos vocês se afastem de suas casas, que nada mais são do que o seu interior. Mas sabemos que ainda é possível que pequenos momentos de afastamento ocorram. Mas o que deve realmente importar é a capacidade que vocês recuperam a cada momento, de observar estes afastamentos e retornar ao seu interior. Isto, você e outros em seu sonho foram capazes de fazer, e o farão cada vez com maior facilidade.

Você encontrou sua casa às escuras e desarrumada.
Saiba que assim como os tremores de terra, os ventos fortes, a água e o fogo não puderam derrubar sua casa, assim também nenhuma força deste ou de qualquer outro mundo poderá derrubá-la. Pois aquilo que em seu sonho foi representado através de uma construção de tijolos, na verdade é o seu interior, o seu coração. NÃO EXISTE NENHUMA FORÇA PODEROSA O SUFICIENTE PARA DERRUBAR O SEU CORAÇÃO, QUE É AQUILO QUE VOCÊ VERDADEIRAMENTE É. Lembre-se disto sempre.

A escuridão e a desarrumação encontradas não foram causadas por forças externas, mas por você mesma. Ao decidir deixar sua casa, você automaticamente baixou a vibração que lá existia. Mas da mesma forma, ao retornar, foi fácil iluminá-la novamente e fácil deixá-la arrumada novamente. Pois o que há em seu interior, jamais poderá ser apagado ou desarrumado. Pode apenas passar por momentos em que a Luz não é tão intensa, mas isto se deve apenas às suas próprias escolhas, e nada mais. E a cada momento você, e todos os que foram vistos em seu sonho estarão cada vez mais fortalecidos em sua própria Luz. Isto é inevitável, para isto não há mais retorno, não há mais nenhum impecílio.

Vocês agora irão perceber que será cada vez mais fácil estar em seu interior, até chegar o momento em que aquilo que lhes é exterior já não lhes pareça com nada mais do que uma breve ilusão. Isto irá se intensificar até que nenhum chamado externo, por mais alto que seja, possa retirá-los de suas casas novamente.

Lembre-se disto então: NÃO CHAME, NÃO MOSTRE, NÃO SIGA E NÃO ESPERE SER SEGUIDA. Não faça coisa alguma que venha de sua própria vontade. Apenas permaneça em sua casa, QUE É O SEU CORAÇÃO, e permita que a Luz faça aquilo que deve ser feito."


**************
Publicação autorizada por Elizabeth Rodrigues.
via: www.despertardaluzinterior.blogspot.com

3 comentários:

Postar um comentário