domingo, 4 de dezembro de 2011

MA ANANDA MOYI - 04 de dezembro de 2011 - Autres Dimensions




04 de dezembro de 2011.

Mensagem publicada em 05 de dezembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.

Caras Irmãs e Irmãos, eu lhes peço que acolham minhas saudações e minha Presença.

Nós seremos, neste lugar e neste dia, três Irmãs, a intervir entre vocês, cada uma portadora da Vibração de uma Estrela.

Essas três Irmãs, das quais faço parte, e essas Três Estrelas são ligadas a um aspecto Triplo específico, que está em ressonância, bem além da razão, com a lógica do Coração, e que emite a Vibração AL, UNIDADE e PROFUNDIDADE.

Nossa intervenção, nossa tripla intervenção será encerrada, se se pode dizê-lo, pelo Arcanjo ANAEL, Arcanjo do Amor e da Relação e da Comunhão.

Eu venho, hoje, para estar presente com vocês e, sobretudo, Comungar.
Eu venho, também (e isso se inscreve, diretamente, na sequência do que eu disse há uma semana, e do que exprimiu, ontem, IRMÃO K), concernente ao Amor.

Então, eu venho, hoje, simplesmente escutar suas questões concernentes ao Amor e tentar, por nossa Comunhão comum e pelas palavras que eu pronunciarei, fazer de forma a que nos aproximemos, juntos, desse Amor Vibral e desse Amor que engloba, é claro, o humano, mas estende-se bem além do que é compreensível e almejável pela razão.

Então, por favor, vamos avançar, juntos, através de suas interrogações concernentes ao Amor.

Eu os engajo, portanto, a colocar as questões que lhes atravessam porque elas concernem, bem além de sua simples presença aqui, é claro, a muitos Irmãos e Irmãs sobre a Terra, hoje, através do que vocês vivem, através do que haverá a viver.

Então, nós nos escutamos, uns aos outros, nessa Comunhão específica.

Eu esclareço que minhas duas Irmãs, TERESA e GEMMA estão, também, aí, ao mesmo tempo que eu, porque foram elas que prepararam esse espaço para nosso período de Comunhão e de trocas que eu abro agora.

Eu os escuto.


Questão: é correto que é melhor não estar grávida ou ter um bebê em 2012?

Minha Irmã, nós dissemos, Umas e Outras, assim como os Anciões, que vocês estão, hoje, nesta vida, nesse caminho que vocês percorrem, muito exatamente, no bom lugar.

No que o retorno da Luz e o estabelecimento final dela, que é Amor, deve provocar um medo do que quer que seja?

Nada há a antecipar, nada há a preparar, a partir do instante em que o Coração está aberto. Então, se o Coração está aberto e Vibra no Fogo do Amor, tudo o que acontece pode acontecer apenas, justamente, porque a Luz, em sua Graça e em sua Inteligência, vai agir em sua vida.

Querer precaver-se, de um modo ou de outro, é, já, de alguma forma, uma falta de Amor, porque o Amor basta-se por si mesmo.

Ele é estado de Alegria, ele nada antecipa, ele vive apenas o instante presente, não tem qualquer inquietude pelo amanhã, nem por ontem.

Ele é totalmente Livre, porque liberado.
Ele não tem que se precaver e prever.
Não há que esperar.

Ele pode, eventualmente, esperar, mas, quanto mais o Amor cresce em vocês, mais vocês estão no instante de sua Eternidade. E esse instante de Eternidade não se importa com 2012, ele sabe, simplesmente, que o Amor está aí.

E, quando o Amor está aí, não pode existir qualquer projeção em qualquer amanhã. O instante presente não pode ser alterado nem por qualquer inquietação, nem por um medo, nem por um peso do passado.

Hoje, nós os engajamos, verdadeiramente, a instalar-se nesse estado, porque esse estado específico é a resposta a todas as faltas, a todos os sofrimentos. Não é na previsão do que quer que seja, não é na antecipação do que quer que seja que vocês vão regular o que quer que seja.

A Luz, como vocês sabem, revela-se, cada vez mais.
Então, é claro, aquele que permanece fora do Coração pode apenas ter medo, porque a Luz é-lhe desconhecida, porque o Amor é-lhe desconhecido.

Ele conhece apenas uma vertente pessoal do amor, uma vertente que é limitada.

Ele não tem acesso, como diria IRMÃO K, ao Desconhecido.
Ele não é Livre, ele não é Autônomo.

E, não sendo Livre e não sendo Autônomo, ele vai procurar precaver-se de um conjunto de eventos.

Que são esses eventos?
Com qual olhar vocês querem vê-los e vivê-los?
Com qual estado Vibratório vocês querem viver o retorno da Luz?

Vocês são lagarta?
Vocês são borboleta?

Então, minha Irmã, o que quer que tenha podido ser escrito pelos profetas, o que quer que tenha podido ser dado por alguns Anciões em sua vida, concernente à chegada do Fogo do Amor: o Fogo do Amor é o mesmo para todos, mas a tradução, para cada um, será profundamente diferente.

E essa tradução dependerá, unicamente, do estado no qual vocês estão, no momento em que isso se realizar, inteiramente, no que foi nomeado, eu creio, um tempo coletivo da Terra.

Todo o resto é apenas futilidade, todo o resto é apenas medo, que não pode arrastá-los bem longe do Coração e os leva à personalidade, ao terror.

O Amor é o inverso de tudo isso.
No Coração não há nem terror, nem medo, nem apreensão e, sobretudo, não há amanhã, porque, a partir do instante em que o Coração Vibra (porque o Fogo do Amor e o Fogo do Espírito estão ativos), a partir do instante em que o conjunto de seu corpo – que é esse Templo – Vibra no Fogo do Amor, o que pode existir de importante ou de mais importante do que o que vocês estão vivendo?

Nada.
Absolutamente nada.
Então, é claro, aquele que não vive isso pode apenas tencionar precaver-se, pode apenas vislumbrar sofrimentos, pode apenas vislumbrar elementos catastróficos.

O mesmo evento coletivo sobre esta Terra é o mesmo para todos, mas a resposta aportada por cada um depende, unicamente, de seu estado Interior. Então, se uma mulher deve acolher uma alma, que ela o faça.

Se, hoje, vocês não estão mais no estado de acolher uma alma, hoje, vocês estão em tal função, em tal lugar, é que esse é seu exato lugar. Toda decisão deve ser encarada e pode ser encarada sob dois ângulos: aquele da personalidade e do medo, e aquele do Amor.

Cabe a vocês decidir.


Questão: uma emoção de amor, da personalidade, pode conduzir ao Fogo do Coração?

Não.
O amor, no sentido pessoal – seja uma paixão, seja uma emoção amorosa que concirna a quem quer que seja ou ao que quer que seja – não poderá, jamais conduzi-los ao Coração, porque o que dá esse estado, esse impulso – do amor pessoal, essa emoção – não pode, em caso algum, conduzi-los ao Coração, mesmo se isso possa dar dele a cor, o sabor.

Existe uma diferença fundamental: a emoção amorosa nasce no corpo emocional, eventualmente, no corpo causal ou, ainda, no corpo mental. Ela é função de circunstâncias exteriores, seja para com um ser, para com uma música, para com um quadro.

Essa emoção amorosa apaga-se, muito rapidamente, ou seja, assim que desaparece o estímulo exterior, enquanto o Amor, o Fogo do Coração é estabelecido independentemente de qualquer causa, de qualquer causa exterior.

Ele é um estado de Ser, ele não é uma emoção.
A emoção é um movimento.

O Ser é um estado.
E o estado não será, jamais, um movimento.
Toda a dificuldade está nesse nível, porque muitos Irmãos e Irmãs de boa vontade procuraram, de diferentes maneiras, essa emoção amorosa – seja através de um ser, através de uma situação, através de uma busca, mesmo espiritual – mas essa emoção amorosa, mesmo a mais agradável a viver (e vocês sabem disso, muito bem), não dura, jamais, enquanto o Fogo do Coração é Eterno.

Ele não depende de nada mais do que a FONTE.
E eu acrescentarei a isso (e vocês compreenderão, muito rapidamente), que sempre foi feita referência, na Humanidade, qualquer que seja a religião, qualquer que seja a cultura, ao aspecto primordial do Amor, de: «Amem-se, uns aos outros», de provar o Amor como fator de vida porque, efetivamente, assim que exista uma emoção amorosa, existe uma necessidade que se cria e essa necessidade é a própria Essência da Vida, que é a necessidade do amor.

Simplesmente, nesse aspecto (que eu qualificaria de horizontal) não há verdadeira verticalidade. Então, é claro, vocês podem, sempre, chamar uma emoção amorosa (concernente a um salvador, um ser), uma emoção vertical, mas essa verticalidade, como vocês sabem, é enviesada.

Ela é alterada, pelo Eixo ATRAÇÃO-VISÃO, porque depende, efetivamente, de fatores de atração e de alguns dados que se pode qualificar de visuais.

E isso não será, jamais, a vertical.
Em contrapartida, a partir do instante em que vocês tocam o que se pode chamar de diferentes nomes (então, em minha última encarnação, eu chamei a isso o Atman, eu chamei o Samadhi Brahmânico, mas vocês podem muito bem chamar de Shakti, a Shékina, vocês podem muito bem chamar, como os místicos ocidentais, a Fonte de Cristal, pouco importa o nome que vocês deem), mas, quando tocam isso, vocês são regados, permanentemente, à FONTE, que desencadeia o Fogo do Coração em vocês que está, de fato, em vocês.

Há, portanto, uma diferença fundamental entre esse aspecto vertical e esse aspecto horizontal. E o ser humano é incompleto enquanto não está na posse, se se pode dizê-lo, de sua horizontalidade e de sua verticalidade a mais estrita.

O humano encontra-se no meio, mas, simplesmente, a própria alteração do contato com as outras Dimensões introduziu, nele, desde tempos imemoriais, um princípio de falta e um princípio de busca.

O princípio de falta e de busca faz sempre procurar, no exterior de si, o objeto do amor, enquanto o único objeto de amor é o Amor a si mesmo que é, em verdade, a Essência do Ser.

Num caso, há emoção amorosa, no outro caso, há estado de Ser no Amor. O efeito e as consequências e o estado nada têm a ver, mesmo se, efetivamente, muitos seres humanos deixam-se arrastar por essa emoção amorosa, sobretudo, nesses tempos específicos que vocês vivem, porque há uma abertura do Céu, porque a Luz está aí e porque, antes de viver o estado de Amor, obviamente, há um impulso da alma e do Espírito, que os arrasta nessa sede de amor.

Ora, enquanto a verticalidade não é estabelecida, essa sede de amor vai exprimir-se de diferentes modos, através de uma busca.

Mas essa busca será, sempre, exterior.
E ela não será, jamais, o Amor, no sentido do Fogo do Coração, no sentido dessa plenitude Interior, que desencadeia uma modificação e uma transformação, totais e radicais, da consciência.

A consciência comum não será, jamais, a Consciência, tal como nós a nomeamos: Turiya.

É claro, na consciência humana horizontal existe uma forma de exaltação do amor, que visa preencher uma falta Interior por uma busca exterior. Mas isso não é o Amor ou, em todo caso, é um amor incompleto e que não é duradouro, contrariamente àquele que se estabelece no Coração, porque, quem tem a vivência do Coração, sabe que é a Verdade.

E o Irmão ou a Irmã que se estabelece nisso não tem necessidade de qualquer acréscimo exterior: ele está pleno, porque é alimentado pela FONTE, pela Fonte de Cristal.

Ele se tornou o Atman, ele se tornou a Unidade, o Si, e não tem mais necessidade de nada mais. O que não quer dizer que ele não está agindo no amor, mas, em todo caso, ele não está mais na reação e, sobretudo, não está mais numa busca exterior do que quer que seja, porque a resposta foi encontrada.

E a resposta não estará, jamais, no exterior, mesmo num ser o mais admirável, mesmo num amor o mais puro (no sentido humano).


Questão: como passar do Amor do Pai Celeste e da Mãe Divina, tal como se podia concebê-lo antes, para aquele da FONTE?

Por que substituir um Amor pela Mãe Divina por um Amor pela FONTE?

A Mãe Divina é uma representação.
Uma Estrela, qualquer que seja, pode ser uma Mãe Divina.
Mas vocês são, também, cada um e cada uma, uma Mãe Divina.

Enquanto vocês têm uma adoração exterior, ao que quer que seja, vocês não podem ser vocês mesmos. Enquanto vocês concebem e creem que existe, no exterior de vocês, algo a adorar ou a amar, vocês não podem viver o Coração.

O Coração é o Amor autêntico de si, não do ego ou da personalidade, mas, efetivamente, através dos Quatro Pilares. Através da Transparência, da Pobreza e da Humildade e da Simplicidade há a possibilidade de viver o Coração Vibral. Não é uma questão de levar ao exterior de si um olhar exterior da personalidade, é exatamente o inverso.

É necessário, efetivamente, fazer cessar toda crença, toda ilusão, toda vontade. É claro, isso é profundamente contrário ao que inúmeros ensinamentos tentaram dar-lhes, ou seja, que havia a manifestar uma vontade de bem (porque é por ela que vocês podiam lutar contra o mal). Mas o mal e o bem não são sem qualquer importância para aquele que vive o Amor, no sentido Vibral.

É claro, haverá uma ação que vocês podem chamar (no sentido da personalidade), para o bem da humanidade, porque esse ser, que viveu a FONTE, Irradia ao Infinito desse mundo e não unicamente de próximo em próximo. Mas, enquanto vocês continuarem numa visão exterior de adorar algo ou alguém (seja, mesmo, a FONTE), vocês não podem viver a Unidade, porque vocês estão num processo de projeção ao exterior de vocês, do que deve ser voltado ao Interior de você (não de acordo com um sentido narcisista ou da personalidade egoica).

O Fogo do Coração é outra coisa, e aquele que o viveu – ainda que apenas por um bilionésimo de segundo – não pode mais confundir os dois tipos de amor, é impossível.

Agora, como fazer?
Bem (isso foi dito em muito numerosas reprises, e penso que o Arcanjo ANAEL voltará a falar), passar a Porta Estreita é Abandonar-se, nada mais ser aqui, pra Ser Tudo.

É claro, a personalidade vai, sempre, protestar, porque ela quer, sempre, apropriar-se, descobrir por ela mesma e identificar-se a algo que ela quer possuir. E, enquanto vocês querem possuir o amor, vocês não podem viver o Amor.

Vocês devem dar-se, inteiramente.
Isso não corresponde a distribuir, simplesmente, toda riqueza aos pobres, mas é, bem mais, um estado Interior de vacuidade, de Transparência total e, sobretudo, de Humildade (real, e não fingida).

Como lhes disse ontem, o Comandante (que nós escutamos atentamente) (ndr: O.M. AÏVANHOV), vocês podem realizar todos os protocolos do mundo, podem realizar todos os exercícios do Yoga da Unidade (dados por UM AMIGO), sem, contudo, avançar um passo, enquanto não têm a Humildade necessária e indispensável para viver o Coração. Isso implica, hoje, bem mais do que o Abandono, mas, verdadeiramente, uma renúncia, não à vida, é claro, mas uma renúncia a todas as crenças, a todas as ilusões.

Enquanto vocês não fazem essa Reversão, e enquanto vocês não vivem essa revolução, vocês estarão, sempre, na busca de algo de exterior a vocês.

Lembrem-se desta frase – que foi transformada, mas que é oriunda da Bhagavad-Gītā – que dizia: «os deuses, quando se reuniram, disseram: onde vamos esconder a Divindade do homem?». E, naquele momento, foi dito que ela seria escondida onde ele jamais pensaria em procurar, ou seja, no Interior dele mesmo.

É exatamente isso.
A Unidade não está na projeção da consciência.

Esse mundo é Maya, para nós.
Mas, enquanto vocês estão inseridos nessa realidade tridimensional e não têm acesso à verticalidade de que falei, como vocês querem encontrar, nesse mundo, o que não é desse mundo?

Nesse mundo, mesmo suas leis ditas espirituais – por exemplo, na coloração da alma, no que foram chamados, por exemplo, os Raios – são as leis da alma. Mas as leis da alma não serão, jamais, as leis do Espírito, porque o Espírito não se importa com esse mundo.

Ele ali está presente, mas foi escondido e ocultado.
Busquem o Reino dos Céus, em vocês, e todo o resto ser-lhes-á outorgado.

É necessário cessar todo olhar exterior.
É necessário cessar toda projeção da consciência em algo que seria exterior a vocês, para adquirir. Porque os Arcanjos disseram, e eu volto a dizer: vocês são a Luz, cada um.

Mesmo se vocês a reneguem, mesmo se vocês não a vejam, mesmo se vocês não a vivam ainda, não pode ser de outro modo.


Questão: qual é o lugar da oração, hoje?

Minha Irmã, há tantas orações quanto há amores.
Se a oração é uma demanda concernente à personalidade, ela não cruzará a barreira da personalidade.

A única oração, hoje, se vocês fazem essa experiência, é dizer, como o Cristo disse: «Pai, eu entrego meu Espírito entre suas mãos». «Que a Graça e a Inteligência da Luz manifestem-se em minha vida».

Mas, enquanto vocês reclamam, quem é que reclama?
Porque o Coração nada tem a reclamar.

Eu repito: ele é um estado de Ser.
E, se vocês estão num estado de Ser, o que vocês podem pedir mais do que Ser a Luz?

Portanto, há tantas orações quanto consciências.
É claro, todas as religiões insistiram na oração.

Hoje, nós preferimos substituir essa palavra pela Comunhão, porque a Comunhão é um estado de Ser que não depende de uma projeção nem de um pedido, e ainda menos de uma espera. Porque a oração, por definição, é sempre voltada ao exterior de si, para um outro lugar, para um ser situado em outro lugar.

E nós dissemos, todos, sem qualquer jogo de palavras, que estamos, inteiramente, no Interior de vocês. Então, é claro, não é questão de dizer que a oração não seja útil ou inútil, mas, simplesmente: o que vocês oram e como vocês oram?

Lembrem-se: o Coração é um estado de Ser, que é permanente e que não está sujeito a quaisquer flutuações ligadas a qualquer falta porque, no Coração, tudo é plenitude e abundância, permanentemente.

Eu acrescentarei que o Coração apenas pode ser encontrado a partir do instante em que vocês aceitam fazer silêncio (silêncio de qualquer projeção), a partir do instante em que vocês aceitam olhar em si mesmos.

O que era extremamente difícil a realizar, há um século, é, hoje, extremamente fácil, por uma razão precisa: é que a Luz está presente por toda a parte.


Questão: poderia falar do Amor de nossa Mãe, a Terra?

Minha Irmã, eu responderei de uma maneira muito simples: a partir do instante em que o Coração está aberto, não pode existir, em sua consciência, qualquer diferença entre o Amor da Terra, o Amor do Céu, o Amor de um Arcanjo, o Amor de um fio de erva, porque não há hierarquia no sentido do Amor.

O Amor é UM, como Tudo é UM.
Há tanto Amor no fio de erva como na Consciência de um Arcanjo.

O projeto, é claro, não é o mesmo, mas é a mesma qualidade e a mesma intensidade que pode ser vivida porque, eu repito, absolutamente tudo está no Interior da Consciência. E, enquanto vocês vislumbram que a Terra é exterior a vocês, vocês olham, então, a Terra, com a personalidade. Enquanto vocês olham uma árvore como um objeto a admirar ou a amar, vocês não são a árvore e, portanto, não há Unidade.

O Amor da Terra não é diferente do Amor de uma mãe.
Ele não é diferente do Amor da FONTE, a partir do instante em que não é mais vivido na separação e na distância, mas, efetivamente, na Unidade.

Então, falar do Amor da Mãe Terra é falar de qualquer outro amor.
Mas, para isso, é necessário ser capaz não de defini-lo através de palavras ou através de uma identificação, aí também, mas fazer cair, de algum modo, todas as barreiras e todas as distâncias, porque apenas isso é que lhes permite viver a Unidade e Comungar à Terra, como ao Céu, como aos Arcanjos, como à FONTE, como ao Cristo, como – através do Canal Mariano – com uma de minhas Irmãs ou eu mesma.

Não há mais distância, mas é necessário, para isso, que seu olhar não esteja mais distante.

Não há mais separação, mas é necessário, para isso, que vocês não estejam mais separados ou fragmentados.

É necessário, vocês também, reunificar-se.
E reunificar-se passa pela passagem da Porta Estreita e pelo que foi nomeado os Quatro Pilares do Coração.

Fora disso, não há outra possibilidade.
Poder-se-ia falar indefinidamente das características diferentes, de acordo com o olhar da personalidade, do Amor da Terra, do Amor de uma árvore ou de um Arcanjo e dar deles características.

Então, é claro, como Estrela AL, eu sou portadora de uma Vibração.
A Vibração de minha Irmã TERESA não é a mesma, mas é o mesmo Amor que é a ligação e a Liberdade de nossa Presença e de nossas manifestações.

Enquanto há separação, distância, enquanto há impressão de não estar reunificado ao conjunto dos Universos e dos Mundos, há sofrimento, não há vida em sua totalidade e em sua globalidade.

Há uma falta, há um medo.
Hoje, vocês são, todos, convidados, pela Luz, para viver a Graça da Luz e sua Inteligência.

Para isso, é necessário cessar toda projeção.
É necessário que vocês parem, alguns instantes.
Fazer a Paz, o silêncio, não mais depender de um instante precedente e não mais depender de um instante seguinte.

Se vocês estão totalmente presentes a si mesmos, então KI-RIS-TI abrir-se-á e a Porta Estreita será cruzada e vocês viverão, instantaneamente, o Fogo do Coração.

Cada dia que vai passar verá aproximar-se a inutilidade de toda ação exterior e de toda projeção, mesmo num protocolo, mesmo o mais perfeito deles, porque vocês vão descobrir que são a Essência do Amor e que nada mais são do que isso. E que apenas o olhar da personalidade, de seus medos e de suas faltas podia fazê-los vislumbrar e viver outra coisa.

E, a partir do instante em que vocês vivem essa Comunhão com a Unidade, que mais pode ser necessário?

Absolutamente nada.


Questão: qual é a diferença entre a comunhão e a Fusão?

Meu Irmão, se você quer, efetivamente, vamos ponderar três palavras, porque elas veiculam três estados diferentes do Ser: a Comunhão, a Fusão e a Dissolução.

A Comunhão pode viver-se em si e pode, também, viver-se com outra Consciência. Isso foi realizado pela Nova Aliança e pela abertura da Porta Posterior, chamada KI-RIS-TI, que lhes permite estabelecer uma Comunhão de próximo em próximo, ou de distante em distante, com outra Consciência e, em seguida, com o conjunto de Consciências (ndr: ver a rubrica «protocolos a praticar»).

Nessa Comunhão, há percepção da Unidade, vivência da Unidade, mas vivência, também, não de uma distância, mas da própria Consciência, de Consciências que são diferentes.

No processo de Fusão há uma Comunhão, que vai até ao seu termo, o que quer dizer que, naquele momento, o objeto de sua Comunhão faz com que vocês se tornem a árvore, que vocês se tornem o Irmão ou a Irmã com a qual vocês Comungaram, que vocês se tornem o Sol, ou qualquer outra Consciência.

E, enfim, vem o ato final, que é a Dissolução.
A Dissolução é perder todo o sentido de qualquer identificação.
É tornar-se a totalidade da Criação, é tornar-se a FONTE, inteiramente.

É integrar e englobar, em si, o conjunto de Dimensões e de Universos, não por uma concepção, mas, realmente, por um mecanismo Vibratório que os faz viver isso na Consciência real.

Assim, a Comunhão prefigura a Fusão que prefigura a Dissolução.
Então, é claro, no momento coletivo da Terra, haverá Dissolução.

Cada um terá vivido, ao menos uma vez, a Comunhão, a Fusão e a Dissolução, mesmo se vocês não tenham, todos, que manter e estar, em definitivo, nessa Dissolução, porque cada caminho é diferente e cada Consciência tem necessidade de experimentar coisas que podem ser diferentes. Mas, o que é certo, é que não haverá mais, jamais, divisão, jamais, predação, jamais, ilusão, no momento coletivo da Terra.

O que vocês estabelecem como capacidade, hoje, de Comunhão ou de Fusão ou de Dissolução traduz, simplesmente, sua capacidade para manter o Coração em Unidade e a Consciência em Turiya.


Questão: nos espaços de Comunhão com alguém, por que sentir uma forma de lassidão para focar-se num destinatário dessa Comunhão?

Seja nos momentos de alinhamento, de Comunhão, ou em momentos que vocês vivem, pela Graça da Luz (nos quais lhes parece sentir um mecanismo de entorpecimento do corpo ou da própria Consciência), isso é, de algum modo, uma preparação que lhes é oferecida para aproximar-se da Dissolução.

Há perda de marcadores no espaço e no tempo.
Há perda, mesmo, do sentido de identidade.

No minuto após, é como se perguntassem: mas onde você estava, o que você fazia e quem era você?

Tudo isso faz parte do processo normal de revelação da Luz e do retorno à Luz que vocês São.

Nos momentos os mais intensos de Dissolução, vocês São a Luz.
Vocês não são mais tal pessoa, vocês não são mais tal alma, vocês não são mais tal consciência.
Vocês São apenas a Luz, e esse é o maior dos Samadhi, porque, naquele momento, nada mais há que não o que vocês São, ou seja, Luz.

Vocês são, ao mesmo tempo, o Tudo e são, ao mesmo tempo, o nada.
E isso se vive sem qualquer angústia, isso se vive como a Verdade absoluta.

A personalidade é baseada no medo do desaparecimento, e todas as técnicas adotadas pela personalidade, nesse mundo, são apenas estratégias que visam evitar ter que enfrentar o vazio e a aniquilação da personalidade que, no entanto, desaparece, como vocês sabem, a cada morte.

O acesso ao Coração e a Dissolução são, justamente, a vivência da plenitude, da ausência total de personalidade.

Não é a morte, mas é a Vida, em todos os seus componentes.
É claro, para a personalidade, enquanto essa experiência não foi vivida, isso pode parecer absurdo e pode, mesmo, parecer totalmente fora de alcance e, sobretudo, a evitar porque, efetivamente, há mecanismos, na personalidade, que são ligados ao corpo de desejo, que os arrastam, sempre, para mais vitalidade, mais materialidade, mais necessidade de possuir.

Então, é claro, na materialidade, há necessidade de possuir, material. Mas na necessidade de possuir, espiritual, há uma necessidade (que é uma ilusão), que é de possuir a Luz.

A Luz não se possui.
Ela É.


Questão: pode-se viver a Dissolução e continuar a viver nesse mundo tridimensional?

Meu Irmão, o que eu fiz em minha vida?
A diferença, hoje, tem-se ao fato de que a Luz – para aqueles de vocês que vivem dela a Vibração – começa a invadir a totalidade de sua consciência, e vocês se apercebem, alguns de vocês, estupefatos, que podem evoluir nesse mundo, ao mesmo tempo estando imersos nos momentos de Luz, nos quais vocês reencontram outros seres (amigos, pais, filhos), mas no corpo de Existência deles.

E, no entanto, vocês continuam aí.
Esse instante individual de Dissolução não é, ainda, acompanhado da Dissolução do coletivo.

Vocês podem, portanto, perfeitamente, viver essa Dissolução e estar presentes nesse mundo.

O que fez UM AMIGO?
O que fez o CRISTO?

Pode-se dizer, naquele momento, que a Consciência não é mais limitada a esse corpo, a essa personalidade e a essa vida.

A Consciência é, realmente, naquele momento, multidimensional: ela não é mais limitada, não é mais confinada, não é mais tributária de um corpo, de um apego, de uma situação, de um sofrimento, do passado, do futuro.

E, no entanto, o corpo está, efetivamente, aí.
E, no entanto, vocês continuam aí.

Mas vocês não são mais limitados.
Isso, muito numerosos Irmãos e Irmãs vivem, ou através do Canal Mariano, ou através da Presença, junto a eles, dos Anjos do Senhor ou de outros povos, ditos extraterrestres ou, então, pela comunicação com os Anciões ou, ainda, com os Arcanjos.

Não é uma ilusão, essa é a estrita Verdade do que é vivido pela Consciência, quando ela não é mais limitada a esse corpo, a essa pessoa, a essa identidade que vocês creem ser a única que existe.


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs, eu rendo Graças por suas questões.
Eu rendo Graças por sua escuta e nossa Comunhão.

Então, com seu acordo, vou, se se pode dizê-lo, densificar minha Presença em vocês, a fim de viver, além da Comunhão, um espaço que, eu espero, para vocês, será de Fusão ou, ainda, de Dissolução.

Eu realizo isso porque a Luz é cada vez mais presente.
Há, portanto, uma possibilidade maior de Comunhão, de Fusão, ou mesmo de Dissolução.

Então, esse será meu modo de render Graças ao Amor.
Vivamos isso, e eu me retirarei imediatamente após.

Eu lhes digo, já, até muito em breve.


... Efusão Vibratória / Comunhão...


Eu os Amo.
Até breve.



________________________________
Compartilhamos essas informações em toda sua transparência. Agradecemos em fazer o mesmo, se as divulgarem, reproduzindo integralmente este texto e informando sua fonte: www.autresdimensions.com
Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário