sábado, 3 de dezembro de 2011

IRMÃO K - O Fogo do Ego e o Fogo do Espírito [03/12/2011] - Autres Dimensions





03 de dezembro de 2011.

Mensagem publicada em 04 de dezembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.



Eu sou IRMÃO K.

Irmãos e Irmãs, presentes na humanidade, eu lhes apresento minhas saudações.

Eu venho exprimir certo número de elementos que são complementares a tudo o que pude aportar-lhes nas intervenções precedentes.

Minha intervenção inscreve-se no âmbito do que lhes deu Omraam Mikaël (ndr: O.M. AÏVANHOV) e concernente ao Amor. Isso se inscreve na sequência lógica da maior parte de minhas intervenções concernentes a conceitos (que, eu espero, começam a ser-lhes familiares, agora), concernentes à Liberdade, à Autonomia, ao conhecido, ao Desconhecido.

Vou exprimir-me, também (e isso completará o que eu havia exprimido), sobre o fogo da personalidade, fogo do ego e o Fogo do Espírito. Já que muitos Irmãos e Irmãs começam a viver estados de consciência que parecem sair, eu diria, do comum (da fragmentação), é importante dar-lhes esses elementos, não tanto como elementos de reflexão mental, mas, bem mais, de reflexão da própria consciência, concernente a essa palavra essencial que é a palavra «amor».

Esse amor pode exprimir-se de diferentes modos, e nós todos o sabemos. Se vocês quiserem, para a clareza do que vou expor-lhes (através de minhas palavras e de minha Presença), vamos tentar apreender o que pode existir como diferença entre o amor que se exprime na personalidade e o amor que se exerce na Existência.

Vamos, primeiramente, se quiserem, tentar apreender, de algum modo, o amor, no sentido o mais comum e o mais nobre, tal como ele é compreendido (vivido ou não), tanto por uma consciência humana como pela sociedade, em seu conjunto (e a humanidade mesmo, eu diria, em seu conjunto), qualquer que seja a cultura, as religiões, a origem ou as concepções.

O primeiro princípio é compreender – e vocês todos sabem – que o amor é uma manifestação, quase constante, nos Universos, qualquer que seja a Liberdade desse Universo ou o confinamento desse Universo. Não pode existir – como voltou a esclarecer a FONTE – qualquer vida, nem qualquer criação possíveis sem o amor e sem sua antítese.

É claro, o amor é colorido, sempre, por um conjunto de elementos que pertencem, propriamente, a uma pessoa, que é ligado, é claro (vocês podem imaginar), à sua educação, à vivência de suas primeiras relações e comunicações (em sua família, com seus irmãos, em seu meio social, em seu meio afetivo).

É claro, o amor vai colorir-se, também, de diferentes experiências vividas pela própria consciência, em sua infância (em sua presença na encarnação) que são, eu diria, circunstâncias que vão favorecer ou constranger, de algum modo, a expressão do amor, através de experiências vividas (felizes ou infelizes) e, sobretudo, durante a primeira parte da encarnação.

É claro, em seguida, o amor vai tingir-se de diferentes acepções que são, diretamente, religadas ao que é veiculado por um conjunto de crenças ou de morais (oriundas, elas mesmas, de religiões, oriundas, elas mesmas, de sistemas filosóficos ou de pensamentos). Esse amor está presente, é claro, em todo ser humano, mesmo aquele que manifestaria apenas seu contrário.

É claro, o Amor de que começamos a falar – e que corresponde à Luz Vibral – não é, absolutamente, passível de sobreposição ao amor existente na personalidade, e, no entanto, esse Amor, nós tentamos dele falar, agora (nós o fazemos, justificadamente, durante este período), porque, graças às experiências que inúmeros de vocês começam a viver, vai tornar-se cada vez mais fácil reconhecer o amor na personalidade (e, portanto, que procede do fogo do ego), do Amor, não altruísta, mas do Amor Vibral, que se inscreve na Unidade (que nada mais tem a ver com o amor que se exprime, de algum modo, na Dualidade).

O conjunto de relações humanas pode definir-se por uma dose – mais ou menos importante – que existe de amor ou de não amor. Quantas religiões, quantas guerras, quantos desentendimentos (ou entendimentos) são realizados com o próprio princípio do amor?

Pareceria, portanto, que essa palavra fosse indissolúvel e indissociável, inteiramente, de todas as esferas de expressão da vida, nesse mundo chamado terceira Dimensão.

Nós todos sabemos que o amor – quer seja entre dois seres, entre dois povos, para com uma religião, para com uma filosofia – constrói-se e evolui de acordo com certo número de sequências que podem ser diferentes, para cada ser, para cada sistema social, mas que vai, de algum modo, traduzir-se por uma maior ou menor identificação (uma maior ou menor adesão) ao princípio e ao preceito do amor (que se exprime, igualmente, entre dois seres, construído através de relações, chamadas relações da carne ou relações de convenções familiares, sociais, morais ou espirituais).

Esse amor foi, também, chamado «condicional», em oposição a um amor que seria «incondicional». É, portanto, pressuposto (e prefigurado, de algum modo), que todo amor manifestado na personalidade apenas possa exprimir-se, manifestar-se, através de certo número de condições.

Essas condições são evidentes e caem no sentido comum, a partir do instante em que, por exemplo, nós falamos do amor de uma mãe para com seu filho, ou de um pai para com seu ascendente ou seu descendente.

Existe, portanto, um amor que é inscrito, de algum modo, numa espécie de fibra, numa espécie de laço maternal, afetivo. Existem, também, é claro, relações de amor entre seres que não são oriundos do mesmo sangue e que, no entanto, descobrem-se, através de uma reconexão ou um reconhecimento (quer esse reconhecimento recorra a coisas invisíveis ou a coisas mais palpáveis, em todo caso, entre dois seres, como entre dois países ou entre dois indivíduos), noções que eu qualificaria, de boa vontade, de afinidades.

De fato, o amor vai definir-se de acordo com certo número de afinidades ou de repulsões. Nós todos sabemos, também, que esse amor vai passar por certo número de etapas que não estão, sempre, no mesmo desenrolar e na mesma sequência, mas que vão conduzir a modificações de percepções e de expressões do referido amor, progressivamente e à medida do que é chamado o tempo que passa. Nós todos sabemos isso, por tê-lo vivido, a um dado momento ou outro.

Há amores que, quando desaparecem, por um fim trágico, como a morte de um parente (e eu vivi isso, sendo jovem, em minha última encarnação), são suficientes para perturbar, totalmente, as concepções do amor e representa um choque tão importante que conduz a colocar-se a questão, em sua própria consciência, desse sentido desse amor que desaparece e que, de um dia para o outro, escapa-nos, porque ele se torna invisível (não palpável, não manifestado) e não dá mais acesso aos sentidos, nem à comunicação.

Isso, nós todos sabemos.
E, depois, existem, também, amores independentes do que é conhecido, palpável e apreciável (e que caem sob os sentidos), concernentes, tanto a filosofias como a espiritualidades (quaisquer que sejam).

O ser humano é um ser de amor, inegavelmente, mesmo na personalidade, e é apenas a falta de amor que vai traduzir-se por comportamentos que se poderia chamar de opostos ao amor (seja o sofrimento, o ódio e mesmo a guerra), que são, de algum modo, apenas uma incompreensão do amor ou da relação.

O que é, evidentemente, bem visível, em todo amor (qualquer que seja, manifestado nesse mundo) é que ele desaparece de um dia para o outro, ou pelo desaparecimento do sujeito que é amado (numa relação afetiva ou ligada à hereditariedade) ou, ainda, na adesão ou não adesão a princípios, a filosofias, a regras morais ou espirituais ou, ainda, a religiões.

Esse amor é, portanto, uma afinidade que pode traduzir-se, também, por uma forma de atração, que faz com que haja uma necessidade, uma vontade de querer, de algum modo, comunicar-se e trocar com o objeto ou o sujeito que cai sob nosso amor, ou que é nosso amor.

Nós todos sabemos que essas relações evoluem por fases, mais ou menos cíclicas, mais ou menos reprodutíveis que, em geral, terminam, de um modo como de outro, pelo desaparecimento desse dito amor, mesmo se o amor, em algumas formas de expressão românticas ou idealizadas, possa durar o conjunto de uma vida.

Mas quem pode dizer que esse amor será reencontrado em outra vida ou quem pode dizer, ainda, que essa relação (que flutuou, num tempo mais ou menos curto, mais ou menos longo) será capaz de estabelecer-se para além do desaparecimento do ser amado ou da não adesão a uma religião (por exemplo, para um determinado indivíduo que mudaria de religião)?

No entanto, vocês hão de convir, o conjunto do amor, idealmente, é sempre concebido como invulnerável, indestrutível, eterno.

A personalidade é construída (como vocês sabem, e como nós todos vivemos, a um dado momento ou outro), como algo que é efêmero, aperfeiçoável e que é, sobretudo, levada a desaparecer, uma vez que, jamais, a consciência da personalidade pode estabelecer-se numa duração que esteja além do nascimento e da morte.

Ora, o princípio do amor, tal como ele é veiculado pela própria consciência, na personalidade, é sempre construído sobre a noção de durabilidade, de eternidade, coisa, obviamente, que não pode, jamais, ser, uma vez que ele será, de qualquer modo, limitado pela experiência do nascimento e a experiência da morte.

Pode-se dizer, de qualquer modo, que esse amor é um amor ideal, idealizado e cuja consonância, quer queira-se ou não, é sempre marcada, fundamentalmente, por um elemento chamado o medo.

De fato, quem poderia pensar em amar seu filho, seu pai, sua relação (no momento em que ama), como tendo, possivelmente, um fim, como podendo desaparecer, a um dado momento ou outro?

Nós todos passamos por episódios de luto, de perda, de abandono, que nos reconduzem à fragilidade do amor humano, tal como ele é exprimido e manifestado (seja através de dois seres, através de um filho ou um ascendente, seja num sistema social, qualquer que seja).

O amor é, portanto, condicionado, permanentemente, por algo que deve desenrolar-se num determinado tempo e aportar, de algum modo, uma nutrição que é trocada (compartilhada), que permite – a dois seres, a duas situações ou a uma religião, em relação àquele que a ela adere – um sentimento de satisfação, um sentimento, por vezes, de plenitude, mas que, ele também, vai flutuar no tempo, de acordo com os humores, de acordo com a possibilidade de preencher-se, de algum modo, desse amor, de um modo ou de outro.

Esse amor é, sempre, ligado (como eu havia explicado), é claro, à ATRAÇÃO e à VISÃO (ndr: ver rubricas «protocolos a praticar / Reconstrução do Corpo de Existência»).

O amor é uma atração, mesmo nesse mundo, em todos os mundos.
Não pode ser de outro modo.

O amor é, obviamente, condicionado a certo número de sinais que são, ou imaginados, ou pensados, ou reais, e que se exprimem, essencialmente, pelos sentidos, quer esses sentidos sejam os sentidos amorosos, quer esse sentido seja o sentido da carne ou, ainda, da adesão a ritos ou a crenças, quaisquer que sejam.

Esse amor pode, também, exprimir-se numa plenitude, mas nós observamos, todos, que essa plenitude não é, jamais, duradoura e, ainda menos, eterna, porque ela passa, sempre, por uma satisfação ou uma insatisfação.

O grau de satisfação desse amor ou dessa insatisfação é ligado apenas à manifestação – inconsciente, geralmente – de certo número de medos que nós podemos chamar, além da atração, os apegos.

Eu insisti, longamente, em minhas últimas intervenções, sobre a Liberdade, sobre a Autonomia, sobre os princípios que são um pouco ao oposto, de algum modo, do que o ser humano, na personalidade, chama de amor. E, no entanto, será que há uma diferença fundamental entre o amor manifestado pela personalidade e o Amor manifestado, no sentido Vibral, ou no sentido do Coração?

Então, é claro, a linguagem corrente emprega as expressões que recorrem ao coração, como «ter coração», ou dizer a alguém que ele não tem coração. E, no entanto, será desse coração de que falamos, quando nos referimos ao Coração, no sentido Vibral, no sentido do Si, no sentido da Unidade?

Vocês sabem muito bem que aqueles que fazem a experiência da Vibração do Coração não podem mais, jamais, confundir – nem enganar-se – no sentido e na qualidade do Amor que é vivido, porque o amor da personalidade não poderá, jamais, ser assimilado ao Amor que se exprime na Existência, no Si, na Unidade, portanto, realmente do Coração, não como o coração concebido como princípio moral, mas num espaço Vibratório específico (alojado no peito), e que se traduz por uma modificação, perceptível e completa, da Consciência.

Será que o amor da personalidade pode existir ou coexistir com o Amor da Existência?

De um conjunto de elementos que lhes foram dados, é evidente que isso é impossível, porque o amor da personalidade é ligado ao eixo ATRAÇÃO-VISÃO. Ele é ligado ao fogo do ego, ao fogo da personalidade, que se traduz por uma necessidade de atrito, por uma necessidade de contato, por uma necessidade de visão, de atração, de provas, enquanto o Amor que é situado ao nível do Coração (uma vez que a Porta Estreita é cruzada), não tem necessidade de provas, uma vez que ele é, ele mesmo, sua própria fonte.

Assim, portanto, o amor, no sentido humano e pessoal, traduz-se por uma espécie de atração e de projeção a algo que é exterior, seja o amor de deus ou o amor de outro ser humano ou de um filho.

Obviamente, no amor pessoal, existe uma muito grande dificuldade para viver o outro, mesmo na empatia e no carisma, nos quais é perfeitamente possível colocar-se no lugar do outro, mas sem, no entanto, tornar-se o outro. E, obviamente, não viria ao espírito de qualquer personalidade poder substituir – ou tornar-se – aquele que se ama, uma vez que esse amor nasceu apenas na visão e na atração do que é visto, é claro, no exterior de si mesmo, se esse objeto, esse sujeito, nasceu no interior de si (eu penso, em especial, na relação mãe-filho).

É claro, tudo isso é conhecido.
Tudo isso é perfeitamente reconhecido e perfeitamente razoável, para qualquer ser humano, qualquer que seja seu caminho, qualquer que seja sua experiência, na qual haja a possibilidade de viver uma maior quantidade e qualidade de amor (em função de suas crenças, de suas feridas, de suas esperanças, de suas experiências).

Existe, portanto, um contexto, por definição, pessoal, na expressão e na manifestação do amor para um ser humano, em função de suas próprias feridas, de suas próprias emoções, em resumo, tudo o que faz o conjunto da personalidade.

Para muitos de vocês, nós começamos a falar de Luz Vibral.
Nós falamos de Estrelas e de Portas, de Novos Corpos, de novas estruturas que os conduzem a experimentar o Amor em outro modo, no qual não pode mais existir o mínimo apego, o mínimo, de qualquer forma, de personalização. Quer essa personalização seja o objeto de uma ideação Interior, como de uma projeção exterior, através de um ser amado, quer seja um filho, um pai, uma relação ou uma religião.

Assim, passar do fogo da personalidade – ou do amor pessoal – ao Fogo do Espírito traduz-se por certo número de perturbações e de reversões que vêm, de algum modo, substituir um amor por defeito (de atração), um amor que se estabelece, sobretudo, na ressonância, propiciando, para os seres que o vivem, a capacidade para Comungar, além dos sentidos, além da carne, além das convenções, além das religiões, em suma, independentemente de qualquer história pessoal.

O Amor vivido ao nível do Coração torna-se, portanto (como nós o dissemos), uma Vibração, e, sobretudo e antes de tudo, um estado de Consciência profundamente diferente, que se manifesta, hoje, tanto mais facilmente, que se realiza em vocês, o que foi nomeada a Fusão dos Éteres, que lhes permite, de algum modo, sobrepor o amor da personalidade – ou que se expressa na personalidade – e o Amor da Existência – que se expressa no Coração.

Do encontro do fogo do ego – e dos conjuntos de características da personalidade – com o Fogo do Amor (ou o Fogo do Espírito ou Fogo do Coração) traduz-se uma espécie de alquimia.

Essa alquimia traduz-se, para a consciência, por modificações da percepção, bem reais, bem concretas, do conjunto de manifestações afetivas e de amor. Há, também, paralelamente a isso, a instalação – como vocês sabem, aqueles que o vivem – de certo número de elementos, que os fazem dizer que vocês realizaram a Alegria, a Unidade, a Visão do que está além da aparência (pela Visão Etérea ou pela visão do Coração), que os conduz a conscientizar-se, literalmente, de outro mecanismo da vida (aplicado e explicado, também, pelo Amor), mas que não depende mais de outra coisa que não de si mesmo.
Não num amor egoísta (contrariamente a um amor altruísta), mas, efetivamente, um Amor que é, de algum modo, irradiado desde a FONTE, e manifestado desde a FONTE (como a palavra que empreguei), que não tem mais necessidade de projeções, mas que é, inteiramente, uma introjeção.

A diferença essencial vai traduzir-se ao nível dos comportamentos, porque o amor pessoal tem, sempre, subentendida, a noção de falta, a noção de medo da perda ou a noção de Abandono, enquanto o Amor, vivido no sentido Vibral, satisfaz-se por si mesmo, não ao nível da personalidade, mas da qualidade desse Amor que vem, de algum modo – como vocês sabem – mudar a lei de ação/reação em um estado de Graça no qual o Abandono à Luz (a Renúncia à personalidade) vai traduzir-se por uma maior fluidez na vida, por uma maior aceitação do princípio do Amor, não mais confinante, não mais limitante.

Esse Amor era-lhes, portanto, Desconhecido.
E muitos de vocês, hoje, começam a viver isso e a fazer dele, de algum modo, um elemento conhecido e, sobretudo, um elemento de aprendizagem, que permite distanciar – separar – o que é oriundo do amor da personalidade (ou na personalidade) e o amor na Existência ou na Unidade.

Então, é claro, aquele que não vive o Amor na Unidade não pode, mesmo, conceber o que é esse Amor, enquanto ele não é vivido, porque o amor da personalidade é a única coisa acessível aos sentidos, acessível ao afeto, acessível às emoções, acessível a um mental, mas, também, acessível à carne (ou, ainda, à estrutura causal, quando se trata de uma relação amorosa), que põe em cena, de algum modo, de indivíduos que, no passado, tiveram uma relação (qualquer que seja).

Hoje, reproduz-se uma relação com um sentimento de déjà vu, de déjà connu [já visto, já conhecido], de reconhecimento e de reconexão.

O Amor Vibral nada tem a ver com isso, porque a diferença essencial, como eu disse, é que esse Amor Vibral inscreve-se no âmbito de uma introjeção, na qual não há mais necessidade de qualquer projeção ao exterior de si, de um amor idealizado ou romântico.

O Amor Vibral basta-se, de algum modo, a si mesmo.

Ele não é, no entanto, egoísta.
Ele é o altruísta o mais total, porque ele é a Doação e o Abandono, contrariamente ao amor condicional, expresso pela personalidade, mesmo quando esta exprime certa forma de altruísmo. A diferença, como vocês sabem, encontra-se nos comportamentos e, sobretudo, na Vibração.

Nós conhecemos, todos, o amor, na perda: quando um ser querido vem a desaparecer, nós provamos angústia, medo, tristeza, depressão, que se traduzem por percepções corporais extremamente precisas.

Do mesmo modo, quando reencontramos um ser que nos é querido e que amamos (de maneira mais privilegiada, eu diria), qualquer que seja essa relação (entre pessoas ou em relação a uma religião ou em relação a um filho), há uma espécie de arrepio superficial, uma energia que se põe a circular (e, mesmo, no peito), que, estritamente, nada tem a ver com a Vibração do Coração e o Fogo do Coração.

Essa vibração (esse arrepio, esse frisson) traduz a reconexão ou o reconhecimento, na personalidade, de uma estrutura ou de um indivíduo que foi amado anteriormente, ou reconhecido, nessa vida.

O Amor Vibral não se importa com qualquer projeção exteriorizada.
O Amor, no sentido Vibral, é um estado de Consciência que se basta a si mesmo.

Agora, aquele que vive isso, vive a Vibração do Fogo do Coração e torna-se, por ele mesmo, em seu estado de Ser, uma irradiação de Amor que modifica o espaço-tempo, que modifica o ambiente, que modifica, mesmo, a vida da personalidade, porque é a partir do instante em que esse Fogo do Coração realiza-se em vocês (pela Fusão dos Éteres ou pela instalação do Fogo do Coração pela Coroa Radiante), que vocês começam a ter percepções, cada vez mais claras, cada vez mais lúcidas, para além dos sentidos, para além de qualquer intuição e de qualquer visão (diretamente pela Visão Etérea, diretamente pela Visão do Coração), da realidade do que é o Amor: independente de qualquer projeção, independente de qualquer personalização e, sobretudo, independente de qualquer condição.

Existe um princípio de vasos comunicantes (são as palavras que lhes foram dadas) entre o amor pessoal e o amor do Coração, mesmo se, obviamente, a personalidade vá chamar «amor» o que, para ela, representa, de algum modo, o Amor. Mas a representação do amor, no sentido da idealização, no sentido, mesmo, da relação e da comunicação (mesmo a mais harmoniosa) entre dois seres (entre um pai e um filho, por exemplo), não pode ser, em caso algum, o Amor, no sentido Vibral, porque, justamente, existe uma relação, quer essa relação seja da carne, quer essa relação seja cármica, quer essa relação seja ligada, simplesmente, à projeção exterior do amor.

O Amor é uma Irradiação, no sentido Vibral.

Ele não é, em caso algum, uma projeção.
Ele confere o que nós chamamos a Alegria, o Samadhi, a Paz, a serenidade, com diferentes expressões (dificilmente traduzíveis em língua francesa), como Sat Chit Ananda ou, ainda, Maha Samadhi.

Jamais uma relação amorosa entre duas pessoas poderá fazê-los viver o Samadhi. Apenas alguns seres foram capazes, no momento da vida deles, de extrair-se de sua personalidade, inteiramente, quer seja por uma forma de tensão para a Luz ou de tensão para o Abandono (como havia exprimido Hildegarde de Bingen) ou, ainda, esse Amor indizível que animava outras Estrelas como Gemma ou, ainda, Santa Teresa.

É extremamente difícil, para o comum dos mortais (que nós somos e que nós fomos), poder, de algum modo, identificar-se a essa tensão. Geralmente, o Amor Vibral vai nascer de um encontro que está além de um encontro exterior, mas é, bem mais, um encontro Interior, que vai exprimir-se ou na ocasião de um sofrimento (a perda de um ser querido), ou na ocasião de um medo ou, ainda (como dizia SRI AUROBINDO), na ocasião do choque da humanidade, ou seja, da Fusão dos Éteres, que se produz ao nível do corpo, não mais unicamente no céu, não mais unicamente na Terra, mas no conjunto da Consciência da Terra e das Consciências que ali são suportadas e portadas.

Existe, portanto, uma diferença fundamental: é que o Amor, no sentido Vibral, basta-se a si mesmo, o que não quer dizer que convenha, naquele momento, separar-se de quem quer que seja ou do que quer que seja, mas, qualquer relação – qualquer comunicação – torna-se transcendida, não por uma vontade de idealização, não por uma vontade de bem, mas porque, simplesmente, a relação acontece mais numa relação de dois objetos separados, mas Unificados (ou de duas Consciências separadas, mas, efetivamente, Unificadas) pelo princípio da Comunhão, da Graça, tal como lhes foi dado pela Nova Aliança.

Vocês têm, portanto, a possibilidade, hoje (bem maior do que há certo tempo), de perceber a diferença, por sua Consciência, do que é o Amor Vibral e do que é o amor pessoal.

É claro, a consciência que se estabelece no Amor Vibral vai magnificar e transcender suas próprias relações, vividas no amor pessoal, não para libertar-se (ou liberar-se ou romper o que quer que seja), mas, bem mais, para iluminar a relação, bem além de qualquer relação, bem além de qualquer condição, ou seja, permitir, naquele momento, viver, por intermédio do Amor Vibral, a Liberação de toda relação e, portanto, aproximar-se da Liberdade, aproximar-se do Desconhecido e viver a Autonomia e a Liberdade.

Quer dizer que não há Autonomia e Liberdade numa relação pessoal?

Isso é perfeitamente exato, porque, se o ser humano é honesto com ele mesmo, qualquer que seja o grau de satisfação de uma relação, qualquer que seja (eu repito, mesmo a mais harmoniosa, a mais feliz, a mais autêntica, no sentido da personalidade), ela não substituirá, jamais, a Comunhão que pode ser vivida, de Coração a Coração, para além de qualquer relação.

Assim, portanto, quando o CRISTO veio, Ele havia dito que vinha libertá-los da carne. Ele o ilustrou, aliás, na Cruz, através dessas palavras, que dirigiu a MARIA, concernentes àquele que foi, naquele momento, São João, dizendo, a ele e a ela: «Mãe, eis seu filho. Filho, eis sua Mãe».

O que ele exprimia com isso?
Era uma transferência de relação?

Absolutamente não.
Era uma transferência do amor pessoal, no Amor Vibral, pela vivência do Espírito Santo.

A descida do Espírito Santo (ou a polaridade feminina, se se pode dizê-lo, da FONTE, expressa por diferentes termos, e tal como Ela se apresenta sobre a Terra, desde agora uma geração), é o elemento motor, de algum modo, que iniciou a Passagem do amor pessoal ao Amor Vibral.

Essa Passagem, hoje, está inteiramente realizada por aqueles que a vivem (e no caminho de realização, para aqueles que não a vivem, ainda), porque, lembrem-se: o único modo de poder conscientizar-se da diferença entre o amor pessoal e o Amor Vibral é, obviamente, viver o Desconhecido, a fim de que isso se torne, para vocês, um campo de experiências conhecidas.

Vocês não podem tornar-se Autônomos, vocês não podem tornar-se Livres enquanto o Fogo do Coração, enquanto o Amor Vibral não está instalado.
Não pode existir verdadeira Autonomia, efetivamente, enquanto existe a mínima relação situada ao nível da personalidade. Isso, é claro, vislumbra não uma separação de quem quer que seja ou do que quer que seja, mas, efetivamente, uma revolução interior, que conduz a reconsiderar as relações e a substituí-las por uma Comunhão.

Essa Comunhão, quer seja entre um pai e um filho, entre um indivíduo e outro indivíduo, passa de palavras.

Ela passa de sentidos.
Ela passa de comportamentos, uma vez que é, justamente, algo que transcende a personalidade, a partir do instante em que os seres que estão nessa ressonância vivem, eles mesmos, sua própria Comunhão Interior à própria Liberdade, à própria Autonomia, que permite, então, uma troca (que não é mais uma troca, mas uma identificação), na qual o outro se torna, inteiramente, si, e na qual o um torna-se o outro e o outro se torna o um.

A partir do instante em que a Vibração do Coração está ativada e instala-se numa forma de permanência, torna-se cada vez mais difícil, de algum modo, confundir o amor pessoal e o Amor Vibral.

Como vocês sabem, um é confinamento, o outro é Liberação.
É claro, as próprias leis desse mundo (que foram, como vocês sabem, falsificadas, através do eixo ATRAÇÃO-VISÃO), vieram substituir o Alfa e o Ômega, ou seja, AL-OD (ou o Fogo do Espírito), por um fogo da personalidade.

Esse fogo da personalidade inscreve-se numa noção de limites.
Esses limites exprimem-se, muito naturalmente, no amor pessoal: há sua mulher, seu marido, seu filho. Mas o marido de uma não é o marido da outra, e tudo é recíproco.

Um filho, que considera que seus pais são seus pais não chamará, jamais, outro casal de «papai» e «mamãe».

Esses são, de algum modo, os próprios princípios que federaram o princípio da Ilusão, através de laços (de hereditariedade, da carne e do sangue, os laços afetivos) que se exprimem ao nível de memórias de ressonâncias ditas cármicas ou emocionais ou mentais.

Assim, cada sistema social, cada indivíduo que se exprime e cria leis, através da personalidade, comportamentos (morais ou imorais), vai basear-se nessa noção do amor e da própria falsificação do amor, o que não quer dizer, eu repito, que o amor não exista, mas que esse amor é condicionante, confinante, limitante e impede-os, com isso, de viver a Autonomia e a Liberdade.

Compreendam, efetivamente, o sentido de minhas palavras.
Não é liberando-se de qualquer laço que seja (decidindo romper o que quer que seja ou com quem quer que seja) que vocês vão encontrar o Amor Vibral. É, efetivamente, Vibrando e passando ao Amor Vibral do Abandono e da Renúncia que vocês vão permitir a uma relação evoluir no sentido de um amor pessoal para um Amor mais altruísta, porque vivido, realmente, no Coração – e na Vibração – e não mais nas concepções da carne, da moral, da sociedade, nas quais vocês estão ou, ainda, da adesão a princípios filosóficos, espirituais ou morais.

A experiência da Vibração é aquela capaz de fazê-los não compreender, porque isso, estritamente, para nada serviria: vocês podem compreender a Unidade como conceito, sem, no entanto, vivê-la; vocês podem reivindicar a Unidade como conceito, sem, no entanto, vivê-la, porque a Unidade, como vocês sabem, está além do bem e do mal.

Ela está além do princípio de Atração e de Visão e situa-se no eixo retificado AL-OD (ou seja, Alfa e Ômega), e inscreve-se numa retidão que nada tem a ver e que, absolutamente, não é tributária de qualquer regra social, moral, afetiva, hereditária ou cármica.

A Liberdade é a esse preço.
E é ao que vocês são confrontados, Interiormente: a Passagem da projeção de um amor pessoal à introjeção de um Amor que é a Verdade Vibral e que é a Luz.

É claro, como vocês sabem, todo ser humano, que se volta para a espiritualidade, reivindica a Luz e reivindica o amor como um estado de ser que ele vai poder manifestar através do conhecimento exteriorizado.

O Amor não é um conhecimento exterior.
O Amor Vibral é um estado de Ser que se manifesta pela Vibração e pela própria Consciência, que vem pôr fim à Ilusão de todos os apegos, sem qualquer exceção.

Viver a Liberdade e viver a Autonomia, viver o Amor, no sentido Vibral necessita não mais estar apegado ao que quer que seja, não mais ser identificado ao que quer que seja nesse corpo. Isso quer dizer, plenamente, nesse corpo, a fim de nele viver a Liberação.

Isso quer dizer que, naquele momento, não pode haver qualquer confusão entre o Amor manifestado e Vibrado no Coração, e o amor da personalidade porque, no Coração e na Vibração do Coração, manifesta-se o Amor, no sentido Vibral, que torna livre, que liberta e que mostra, realmente, o que é um amor limitado (contrariamente ao Amor ilimitado, vivido no Coração), porque o Amor Ilimitado (o Amor Vibral) não dependerá, jamais, de qualquer circunstância desse mundo.

Então, é claro, aqueles que não vivem isso e que não estão inscritos no âmbito da Vibração, mais ou menos permanente, do Coração, vão justificar o amor da personalidade por um lado que vocês todos conhecem, que se chama «o salvador», ou seja, quem vai querer agir pelo bem do outro. Nada há de pior do que aquele que quer agir para o bem do outro, porque ele se coloca, ele mesmo, sob o princípio da Dualidade.

A Unidade Vibral e o Amor, ao nível do Coração, não se importam com essa vontade de bem, não se importa com essa luta contra o mal, porque ela se situa, de maneira definitiva e irremediável, para além dessa oposição, para além desse antagonismo, para além de qualquer relação e para além de qualquer apego.

Naquele momento (uma vez que o Supramental, como lhes explicará SRI AUROBINDO, tenha, suficientemente, penetrado as Coroas Radiantes, o corpo e a Consciência, assim como os corpos sutis), o ser começa a manifestar a Liberdade e a Autonomia, renunciando e Abandonando-se, e cruzando a Porta Estreita.

Naquele momento, os Quatro Pilares – tais como eles lhes foram dados: do Coração – tornam-se a evidência da instalação no Coração (ver rubrica «protocolos a praticar»).

Não pode existir Amor Vibral sem Humildade.
A Humildade que consiste em ser mais nada, sobre esse mundo, para ser tudo, no outro mundo, como o exprimiu, à sua maneira, o Mestre PHILIPPE.

Vocês não podem estar na Unidade e estar na Dualidade.
Vocês não podem ser Transparentes e ser opacos ao amor de todos os seres humanos da criação.

Vocês não podem estar na pobreza (no caminho da Infância), enquanto reivindicam qualquer intelecto, qualquer controle ou domínio de seu próprio efetivo, de sua própria vida ou da vida de quem quer que seja mais.

Na realidade e em definitivo, existe uma total oposição e um total antagonismo entre o amor pessoal e o Amor Vibral.

Entretanto, o Amor Vibral deve confrontar-se, pela transmutação da Passagem da Porta e a Ressurreição (pelo princípio da Fusão dos Éteres, vivida ao nível do corpo), ao amor da personalidade.

E, através dessa confrontação (que é, antes, uma forma de alquimia, uma forma de colocação na Luz, uma forma de Revelação), vai viver-se, pouco a pouco, o que vocês chamam (o que nós nomeamos, com vocês) a translação Dimensional ou a Ascensão, que nada mais é, em definitivo (agora que vocês começam a vivê-la), que a etereação de seu próprio corpo e de sua própria consciência, assim como do corpo da Terra.

Esse mecanismo de etereação do planeta, assim como seu próprio desaparecimento, como lagarta, acontece nesse momento mesmo.

Muitos de vocês vivem disso as primícias, ou seja, um desaparecimento de toda consciência pessoal (que pode, aliás, colocar problema), um desaparecimento de todo amor pessoal e de todos os laços, que os fazem penetrar no Amor Vibral, no qual tudo é Liberdade, tudo é respeito e restituição da Liberdade de cada um e de cada ser.

Respeitar o outro é deixá-lo Livre.
Respeitar a sociedade é não interferir numa sociedade dual.
Isso não quer dizer deixar (entre aspas) «apodrecer as coisas» ou, ainda, degradar uma situação, mas é tomar consciência de que, enquanto vocês agem num sistema que é dedicado à Dualidade, vocês não podem instalar qualquer Unidade.

Viver o Amor Vibral não pode adaptar-se com qualquer amor pessoal.
Obviamente, não é algo que convém aceitar como princípio, é algo que convém viver, e conduzirá, necessária e obrigatoriamente, a essa mesma conclusão: eles não podem coexistir.

Eles podem confrontar-se, transmutar-se, alquimizar-se.
Pode realizar-se um processo de Fusão dos Éteres, ao nível da célula, pela descida do Supramental (eu deixarei SRI AUROBINDO exprimir-se sobre isso), mas deve tornar-se cada vez mais evidente que vocês não podem ser um e o outro.

Contudo, eu repito, a relação pessoal tornar-se-á transmutada pela relação do Amor Vibral, que não é mais uma relação nem uma projeção, mas, efetivamente, uma introjeção que corresponde, assim, ao que nós dizemos quando estamos no Interior de vocês.

Quando um Arcanjo ou um Ancião diz que está no Interior de vocês, não é uma visão do Espírito.

Não é uma projeção.
Não é uma quimera, mas, efetivamente, uma realidade Vibratória.
Isso quer dizer que, quando vocês tomam consciência de que seu filho, de que o conjunto da sociedade, de que o conjunto da humanidade – amigo como inimigo, gostando ou não gostando – encontra-se no Interior de vocês, vocês não poderão mais, obviamente, entrar em qualquer amor pessoal.

Vocês permanecerão no Amor Vibral, que lhes conferirá Alegria, inteiramente. E essa Alegria crescerá, progressivamente e à medida de sua aceitação do que é chamado esse Abandono à Luz e essa Renúncia.

Enquanto vocês quiserem exprimir ou manifestar o amor, isso é apenas o reflexo da personalidade. Se o amor escapa de vocês, naquele momento, não é mais uma projeção, mas, efetivamente, uma introjeção.

Vocês Irradiam.
Vocês difundem.

Mas essa Irradiação e essa difusão, vocês tomam consciência de que ela não é voltada para outra coisa que não vocês mesmos, mesmo se é o objeto de uma Comunhão entre duas pessoas.

De fato, amar o outro é amar-se a si mesmo.
Mas amar-se a si mesmo não é um amor, no sentido pessoal, é um estado de Vibração que confere a Alegria, a Liberdade, a Autonomia total. É unicamente naquele momento que vocês poderão decidir, conscientemente, estabelecer-se, de maneira constante e cada vez mais importante, nesse Amor Vibral.

Assim, portanto, o Amor Vibral vai obrigá-los, de algum modo, a desapegar-se de todos os conceitos errôneos de todas as transposições do amor, em relação com as feridas ou os contentamentos que vocês podem provar, em relação a um ser humano, a um sistema social, a um sistema moral, espiritual ou religioso.

Vocês vão compreender, como eu disse em minha última vida, que não existe, para a Liberdade, caminho conhecido; que, para viver a Liberdade, não é necessário ser dependente de qualquer crença, porque, enquanto existe a mínima crença, vocês não são Livres, porque a crença – e mesmo num amor, idealizado, de uma religião ou de um salvador exterior ou de um deus qualquer – reflete apenas a incapacidade para viver a plenitude e é apenas o reflexo de um vazio Interior concernente ao objeto dessa projeção de amor para o exterior.

Há apenas muito raros casos em que essa projeção pode ser vivida como uma tensão para o Abandono, como eu o disse precedentemente.

Assim, nós somos, todos, tributários de relações, que nós podemos dizer condicionais, e elas são condicionadas, eu repito, pela educação, pelos laços da carne, do sangue, pela experiência na personalidade e na alma.

Mas a alma não será, jamais, o Espírito.
Isso eu havia explicado.

O fogo da alma, nesse mundo é, exclusivamente, voltado para a matéria.
O fogo da alma não conhece o Espírito, ao menos enquanto não há inversão e Reversão do Triângulo Luciferiano (ou fazendo passar do fogo da personalidade ao Fogo do Coração), enquanto não há Passagem da Porta Estreita, pela terceira vez, que permite estabelecê-los no Coração, que é, eu os lembro: Liberdade, Autonomia; que é, Desconhecido; que é, sobretudo, satisfação permanente e perpétua (que não depende de qualquer relação efêmera), sobretudo, que não depende de qualquer humor, de qualquer afeto, de qualquer mental, de qualquer concepção e, sobretudo, de qualquer crença.

O Amor Vibral torna-os Livres e torna-os fortes porque, justamente, ele não é dependente de nada de exterior e, sobretudo, não de uma projeção da consciência ao exterior.

O Amor Vibral torna-os fortes, porque vocês consideram – porque o vivem – que não há diferença e que não há necessidade de qualquer projeção desse Amor para um exterior que existe apenas na Ilusão da consciência desse mundo.

Realizando o Amor Vibral, vocês se aproximam – como foi dito por numerosos Anciões e numerosas Estrelas – do que chamamos a Alegria, do que chamamos o Samadhi, da Paz Eterna.

Se vocês raciocinam, efetivamente, e se compreendem, efetivamente, bem além do mental, as relações – quaisquer que sejam, no sentido pessoal – são, sempre, condicionais, por sua própria possibilidade de desaparecimento, seja numa relação de casal, de pai a filho, num sistema social, numa sociedade ou não importa o que.

O que não é o caso assim que vocês passam ao sentido do Amor Vibral, pela percepção da Vibração e pelo estabelecimento da consciência nesse estágio específico da Consciência.

Como vocês sabem, as emoções manifestam-se no plexo solar.
Uma perda vai manifestar-se na garganta.

O corpo vai ressoar e manifestar o que está em relação com o sofrimento, vivido no plano da alma e no plano do que é chamada a psicologia. Aquele que realiza o Espírito não pode ser afetado, de modo algum, por um estado emocional, por um estado mental.

Então, é claro, para alguns, isso vai estabelecer-se progressivamente e, para outros, isso vai realizar-se de um só golpe, de repente, porque cada um é diferente em seu processo de integração do Amor Vibral, que lhe permite passar de um ao outro e estabelecer-se, em definitivo, na Vibração do Coração, ou seja, na Unidade e no Si.

A experiência que vocês estão efetuando, individual e coletivamente, leva-os a reencontrar o Amor, não mais como um fogo pessoal, mas, efetivamente, como o Fogo da Luz, que vem tomar seu lugar e devolvê-los ao seu próprio lugar.

Existe uma diferença essencial, mesmo ao nível de percepções ditas espirituais. Eu os remeto, para isso, ao que disse NO EYES, sobre o terceiro Olho, sobre a visão do terceiro Olho e a Visão do Coração. Pode-se, também, falar, aí também, de diferenças ao nível dos sentidos.

Efetivamente, no sentido do astral (ou seja, da personalidade), a visão espiritual do terceiro Olho remete-os a mundos extremamente coloridos (extremamente físicos, de algum modo), mesmo se eles se situam no plano astral, enquanto, assim que vocês penetram a fusão dos Éteres, de seu próprio Éter, assim que vocês passam pelas Portas do Coração e se estabelecem, de maneira quase permanente, na Consciência Vibral e no Amor Vibral, existe apenas uma Consciência, que não é mais limitada, nem por esse corpo, nem por qualquer corpo.

Vocês estão, naquele momento, na Luz Branca, e o que veem, por seus olhos (como se viajassem na Existência), é apenas a Luz Branca. Essa Luz Branca não é uniforme, entretanto (e isso é difícil de exprimir com palavras), quando vocês penetram esses mundos, vocês sabem que penetram as Moradas da Eternidade, porque há numerosas Moradas, mas todas essas Moradas, presentes na Luz Unificada, não possuem coloração, no sentido que vocês entendem.

O som do astral não é o Som, tampouco, nem a Música das esferas.
A Música das esferas, que acompanha o Samadhi, nada tem a ver com a música do astral, ligada ao terceiro Olho.

Tudo isso, é claro, não me cabe desenvolver.
Cabe-me, em contrapartida, dizer-lhe que lhes é, hoje, fácil (e ser-lhe-á cada vez mais fácil) distinguir, pela experiência, o que é o amor pessoal do que é o Amor Vibral.

Essa confrontação, essa Fusão dos Éteres (que vocês têm a chance de viver antes do momento coletivo da humanidade), leva-os a posicionar-se e, obviamente, não pode haver dúvida quanto ao posicionamento.

Só o mental vai tentar interferir para dizer-lhes que isso não é verdadeiro, para dizer-lhes que, se vocês se estabelecem nessa Luz Vibral e nesse Amor, vocês vão perder todos os amores que fazem suas relações, seus afetos e seus laços.

Não.
Eles vão, simplesmente, transformar-se, por uma maior Liberdade, por uma maior Clareza e pela capacidade, também, pelo que vocês se tornaram, de transformar seu ambiente, sem nada querer, sem nada pedir, mas, simplesmente, pelo que nós temos chamado de sua Presença.

O Amor Vibral é transformador, por ele mesmo, mesmo nas relações limitadas da personalidade. É o próprio princípio da ação da Inteligência da Luz, que é Graça e que não se importa com sua intervenção na personalidade.

É hoje que é necessário colocar-lhes a questão: «o que é que vocês querem ser?» e «o que é que vocês querem fazer?».

«Vocês querem procurar uma luz no exterior, ou através de um conhecimento, ou vocês querem estabelecer-se na Luz Vibral, que é Unidade, Simplicidade?».

A Porta posterior do Coração, chamada KI RIS TI, deu-lhes, para muitos, os meios para estabelecer-se – de maneira muito mais direta – no Coração, incitando-os, de algum modo, pela Espada de MIGUEL ou pela Espada de METATRON (como eles mesmos dizem), para estabelecer-se, ainda mais, no Coração, e afastar-se de tudo o que é limitante, de tudo o que é condicionante, não por qualquer ação da vontade própria que é sua, mas, bem mais, pela ação direta da própria Luz, que os conduz – pela Irradiação e pela Fusão de seus próprios Éteres – a colocar-se, permanentemente, sem o querer, de acordo com o princípio da Graça, da Abundância, da Serenidade, da Paz e da segurança (não aquela, ilusória, ligada a uma condição material ou afetiva, mas, bem mais, ligada ao seu próprio estado de ser), porque é nesse estado de Ser que não pode existir a mínima falta.

Aí estão as algumas palavras que eu tinha a dar-lhes e trazer à sua reflexão e à sua consciência, não tanto para fazê-los interrogar ou compreender, mas, mais, para ver o que vocês estão vivendo ou não vivendo.

Caríssimos Irmãos e Irmãs, na humanidade encarnada, eu rendo Graças por sua Presença e sua escuta atenta.

Eu os convidarei a reler essas palavras, além da própria Vibração de minha Presença, a fim de situarem-se, não intelectualmente, mas, bem mais, por sua própria Vibração.

Lembrem-se de que o Amor Vibral é evidência, de que o Amor Vibral é Luz, de que o Amor Vibral não é o amor pessoal, mas de que ele vem transcendê-lo, transformá-lo, liberá-lo e torná-lo Autônomo.

Eu lhes digo até dentro de alguns minutos.

No Amor.



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Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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