domingo, 20 de novembro de 2011

NO EYES - 20 de novembro de 2011 - Autres Dimensions




NO EYES – 20 de novembro de 2011

Mensagem publicada em 21 de novembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Meu nome é NO EYES.

Irmãos e Irmãs humanos, que a Luz preencha-os de suas Graças.

Eu vim a vocês para exprimir certo número de elementos concernentes à Vibração da Estrela VISÃO (ndr: detalhes na rubrica «protocolos a praticar / As Doze Estrelas»).

Vou exprimir certo número de elementos que inúmeros de vocês, certamente, experimentaram – ou vão experimentar – nos tempos que vivem.

Eu já tive a ocasião de exprimir o que era a Visão do Coração, a Visão Etérea.

Eu venho para completar, de algum modo, essa noção de Visão, mas concernente, mais especificamente, ao que, como seres humanos, nós todos chamamos os mundos espirituais.

As Dimensões, mesmo acessíveis aqui, nesse mundo, são-lhes, a maior parte, invisíveis.

O olho, em si mesmo, apenas pode ver algumas frequências.
Os animais, os insetos não veem a mesma coisa que o olho humano.
Em todos os tempos existiram Irmãos e Irmãs que tiveram acesso à Visão de coisas, invisíveis, para a maioria.

Nesses tempos específicos, vocês sabem, alguns planos aproximaram-se.
O espaço de compartimentação e de confinamento diminuiu.

Existem, também, em cada ser humano, mecanismos diferentes que recorrem ao Espírito (ou, em todo caso, ao que é chamado o espiritual), que permitem ver.

A Revelação da Luz, em curso e realização, tem por objetivo – vocês sabem – permitir o Retorno do Grande Espírito, ou seja, pôr fim ao confinamento, ao isolamento.

Muitas transformações estão em curso, tanto no homem como sobre a Terra.
Vocês as vivem, mais ou menos.

Vocês estão conscientes delas, mais ou menos.
O objetivo de minha proposta não é falar disso (isso foi realizado, em numerosas reprises, por outros intervenientes).

Vou ater-me, antes, a dar-lhes elementos que correspondem ao que pode produzir-se em sua vida, em sua Consciência e nas percepções chamadas visuais – sejam elas físicas ou ligadas ao invisível – porque, atualmente, muitos Irmãos e Irmãs vivem contatos específicos com coisas invisíveis. E, quanto mais o tempo vai escoar-se, mais essa possibilidade de contatos vai aparecer (para um número sempre crescente de Irmãos e de Irmãs), de um lado, porque o Canal Mariano, que está constituído, permite entrar, realmente, em contato com uma das Estrelas (senti-la e, eventualmente, vê-la), e, depois, de outro lado, a matriz, chamada astral (de confinamento, como vocês sabem), ao nível coletivo, está em plena desagregação.

Em todos os tempos, em todas as tradições, em todos os povos, houve seres que tiveram a possibilidade de ver o que era invisível ao olho comum. É claro, esse aspecto sobrenatural de ver o invisível evitou, desde o início, uma questão que, hoje, vai tornar-se fundamental e essencial.

É esta: o que é visto, ao nível do invisível, corresponde a qual Vibração?

A qual estado?
A qual Consciência?

Muitos seres humanos começam a perceber e a ver coisas não habituais, seja através do que lhes é conhecido – ou seja, a Visão Etérea –, o que é, também, ligado à modificação da percepção do próprio olho (a Visão dita Interior, a Visão do Coração ou, ainda, a Visão de algumas aparições).

Muito frequentemente, os seres humanos – qualquer que seja sua origem, seu povo – sempre consideraram o fato de perceber e de ver o que é invisível como uma característica específica.

Esses seres foram chamados médiuns, visionários, xamãs (hoje, a palavra canal), sem, contudo, dar informações quanto à origem do que é visto e quanto à implicação do que é visto.

Existem, no entanto, coisas essenciais a apreender, hoje, bem além do intelecto, através do que lhes foi dado a ver (a perceber). E os mecanismos que foram implementados, para ver e perceber o invisível, são extremamente importantes para permitir-lhes compreender ao que vocês são confrontados nesse mecanismo de visão ou de percepção.

Até o presente ninguém – ou não muitos – colocou-se a questão de saber que o que era visto podia ser outra coisa que não o que era visto. É claro, tudo isso decorre da visão comum porque, quando vocês veem uma mesa, vocês sabem que é uma mesa; quando vocês veem o ser amado, vocês sabem que é o ser amado.

Não há possibilidade de enganar-se, porque a forma do que é visto, do que é tocado está em relação a algo que é conhecido a todo ser humano.

É profundamente diferente assim que se entra nesses mecanismos de visão e de percepção do invisível porque, de um lado, as vias de comunicação novas abrem-se no homem e, de outro lado, as separações entre os planos tornam-se cada vez mais tênues, dando acesso ao que era impensável há algumas dezenas de anos de tempo terrestre.

Em geral, o Irmão ou a Irmã que tem visões ou percepções tem apenas poucos meios, até o presente, de saber de onde vem, realmente, o que é visto ou o que é percebido. É claro, o aspecto Vibratório é essencial e, isso, vocês sabem (vocês, que estão aqui ou que lerão minhas palavras) porque, frequentemente, vocês se referem ao estado de Vibração que percebem para identificar a fonte do que é percebido e visto, que lhes dá, portanto, um elemento de apreciação quanto à origem dimensional do que é visto.

Nós todos sabemos que existem outros modos de ver: por exemplo, no sono, através dos sonhos nos quais não são, geralmente, nem os olhos, é claro (que estão fechados), nem o Coração que Vibra, nem a Visão Etérea, mas imagens que se projetam – pode-se dizer – sobre a tela da Consciência, que traduzem, tanto preocupações dos dias como anúncios específicos ou premonições. Alguns sonhos, vocês sabem, dão um sentimento de vivência extremamente forte.

Pode ser o mesmo para o que é percebido – ou visto – nas visões, nas aparições, que dão um sentimento de algo de muito verdadeiro, de autêntico, porque realmente vivido. Mas, aí tampouco, isso não lhes diz de onde vem o que é visto ou percebido.

É claro, aqueles que têm a Vibração aberta (do Coração), pelo Fogo do Coração, identificam, sem problema algum, a fonte do que é visto ou percebido pelo próprio efeito percebido no próprio chacra do Coração da pessoa que vê. Assim, uma visão, que viria de um plano não elevado (e, no entanto, invisível), coloca-os numa situação em que o Coração tem tendência a fechar-se novamente.

Existem, sobretudo no Ocidente e no Oriente (eu não falo, nesse nível, de povos primitivos que escaparam, de algum modo, disso), mecanismos que foram descritos e levados a efeito desde muito tempo, que são ligados à abertura do que era chamado o terceiro Olho, que dá a ver, na tela chamada do Espírito (mas que é apenas a tela da Alma), cenas, imagens, personagens, paisagens, realmente vistos com o terceiro Olho (por vezes, elementos muito construídos, como a própria revivência de suas próprias vidas passadas).

Por vezes, rostos podem desfilar.
Por vezes, também, cores parecem aparecer, específicas, com um degradé específico de cores.

Muitos ensinamentos insistiram nesses mecanismos de Visão Interior, como sendo uma prova da transformação da consciência para outra coisa, admitindo, de fato, que tudo o que era invisível, que se torna visível, corresponde a uma transformação da consciência que concorre para o Despertar ou que concorre, em todo caso, para transformar a própria consciência.

E, é claro, para um Irmão ou uma Irmã que jamais viu outra coisa que não seus próprios sonhos, encontrar-se a ver imagens, cenas, percepções que desfilam – por vezes, muito construídas e muito luminosas – não permite colocar-se qualquer questão sobre a realidade do que é visto e, sobretudo, sobre a origem do que é visto.

A abertura do que é chamado o terceiro Olho, frequentemente, foi chamado o Despertar, em muitas tradições.

No Egito, há o Olho de Horus.
Como por acaso, hoje (na época em que vocês vivem nesse mundo), o famoso terceiro Olho é ilustrado em inúmeros movimentos, ditos iniciáticos ou ocultos, dos quais, um dos símbolos o mais conhecido é o famoso Olho dos Iluminatis (o Olho que se senta ao trono no centro do triângulo).

É claro, muito poucos se colocaram a questão de saber por que um símbolo, dito iniciático, encontra-se nessa ordem e nesses movimentos ditos espirituais.

O terceiro Olho, do qual foi feita a apologia (por exemplo, junto aos orientais) foi, frequentemente, considerado como a iniciação essencial do ser humano.

Nós sabemos, pertinentemente, que inúmeros, entre vocês, viveram isso, mas vivem, hoje, qualquer outra coisa, porque se substituiu, de algum modo, a essas visões do terceiro Olho, seja uma Visão Etérea (de olhos abertos), seja uma Visão Interior que não depende mais do terceiro Olho, mas, verdadeiramente, do Coração.

O aspecto Vibratório, nesse nível, é essencial.
Não está em meu propósito julgar o que quer que seja que vive qualquer consciência que seja sobre a Terra, mas, efetivamente, chamá-los, simplesmente, a tomar consciência do que lhes é dado a ver e a perceber, enquanto a Vibração do Fogo do Coração não está presente em vocês. E, é claro, devido à Presença da Luz, devido ao que é chamada a Coroa Radiante da cabeça, a ativação dessa zona específica do corpo faz-se, eu diria, de maneira cada vez mais fácil.

E muitos seres humanos são subjugados pelo que lhes é dado a ver – e a perceber – por esse terceiro Olho, seja a própria história da Alma nas encarnações, com a possibilidade de reviver, realmente, a memória de vidas passadas, com a possibilidade, bem real, de projetar a consciência através desse centro ou o que seja.

A maior parte do que é chamado o fenômeno de iniciação (que lhes são propostos hoje), baseia-se, exclusivamente, na abertura desse terceiro Olho, que dá acesso a algo de sedutor, ou seja, ver – perceber – o que era invisível anteriormente, dando acesso, também, ao que, há muito tempo, Buda chamava: os Poderes da Alma.

E muitos seres pararam aí, porque isso dá, efetivamente, um poder de ver suas próprias vidas, de poder ver o que vocês chamam as auras, de poder ver o futuro ou o passado de um ser. É claro, há três anos, a Abertura da Coroa Radiante da cabeça pôs fim ao reino do terceiro Olho, para revelar as outras funções espirituais, ligadas às Estrelas.

Vocês sabem, também, que a Luz foi alterada, em sua Revelação sobre esse mundo, através, justamente, de um eixo alterado, que se chama ATRAÇÃO-VISÃO.

Inúmeros elementos foram-lhes comunicados, pelos Anciões e por mim mesma, sobre esse eixo e o modo de transformar esse eixo, a fim de voltar ao eixo fisiológico normal da Luz, que é o eixo AL-OD.

Muitos ensinamentos que lhes foram dados, no Ocidente e no Oriente, insistiram sobre os poderes da Alma, negligenciando o fato de que não era uma finalidade, mas, simplesmente, uma etapa intermediária e absolutamente não obrigatória para aceder à Unidade.

Eu diria mesmo que, permanecer nesse terceiro Olho e no que ele propicia, vai afastá-los, de maneira definitiva, da Unidade e do Coração.

A Visão do terceiro Olho concerne a tudo o que tem a ver com esse mundo, seja no passado, no futuro, na memória de vidas, na capacidade para manifestar algo que é chamado a intuição, a ver o invisível.

Muitos de nós insistimos sobre a diferença entre a Visão do Coração, a Vibração do Coração e a Vibração do terceiro Olho, porque o terceiro Olho – havia-lhes sido dito – é, também, um confinamento em outra Ilusão, que participa e que mantém a própria ilusão de que a Verdade é acessível nesse mundo.

Muitos de vocês, que viveram o Despertar do Coração – que é o verdadeiro Despertar – deram-se conta da diferença, efetivamente, da Consciência e de Vibrações que existem entre a abertura do terceiro Olho e a Abertura do Coração, e que um e outro não participam da mesma evolução ou transformação da Consciência.

Para aqueles, o problema está controlado, porque, tendo vivido o Coração (no Fogo do Coração, na Vibração da Coroa Radiante do Coração), eles sabem, muito bem, fazer a diferença entre uma visão que vem desse terceiro Olho, uma Visão que vem do Coração e, sobretudo, determinar qual é o efeito Vibratório do que é visto ou percebido.

Nós sugerimos que o terceiro Olho era uma Ilusão – uma Ilusão confinante, Luciferiana – cujo único objetivo é o de bloquear o acesso ao Fogo do Coração, confinando o Fogo, em algum lugar, num fogo matricial, que um dos Anciões havia chamado o Fogo elétrico (em oposição ao Fogo do Espírito).

Fogo elétrico que mantém, de algum modo, as resistências, o confinamento e, sobretudo, o ego (e, sobretudo, em seu componente que é chamado o ego espiritual), em oposição com o Coração – a Visão do Coração, que é ligada à Abertura do Coração – e que, em definitivo, absolutamente nada tem a ver com a abertura do terceiro olho.

É claro, todos aqueles que viveram, há numerosos anos, a abertura do terceiro Olho, foram convencidos – com razão – a viver o processo iniciático maior, que visa transformar a consciência.

Eu espero que vocês saibam, hoje, que não é nada disso, porque a visão do terceiro Olho é tão confinante quanto à visão dos olhos, porque a visão do terceiro Olho confina-os na visão da Alma voltada para a matéria. E, aliás, jamais uma visão do terceiro Olho poderá dar-lhes a Visão dos Mundos Unificados para além da matriz.

Apenas a Visão Etérea – que não é a visão astral – ou a Visão do Coração, que não é mais uma projeção da consciência ao exterior, mas, efetivamente, uma introjeção – como foi nomeada – ao interior do Coração, dá-lhes a ver o que não existe na Ilusão, mas na Verdade.

Existem características essenciais que permitem diferenciar, formalmente, o que é dado a ver e a perceber no astral e o que é dado a perceber e a ver no Coração, ou seja, ao nível do que nós chamamos Vibral – ou seja, Supramental – ou, ainda, a Luz Vibral.

Na visão astral, ligada ao terceiro Olho, tudo é espantoso, em correspondência e em adequação com o que vocês veem com seus olhos, mais luminosos, mais iluminados, de algum modo.

As cores podem aparecer como radiantes e não há sentimento de ver algo de diferente do que existe nesse mundo, mesmo se a Luz apareça como mais importante, sob forma de irradiação exterior.

A Visão do Coração não vai dar-lhes a ver a mesma coisa, porque ela não se imprime no olho da Alma, mas no olho do Coração, que não é mais um olho, mas uma Visão, que não pode mais ser localizada numa direção. O que é dado a ver no Coração nada tem a ver com o que é dado a ver no astral.

As repercussões, é claro, não são, de modo algum, as mesmas na consciência, na Vibração, na percepção da Energia ou da Vibração.

Existe, ao nível da visão do terceiro Olho, uma visão, por vezes, muito clara do astral, desse mundo, como do invisível. Mas, como vocês sabem, o astral não é o que está além do Supramental, o astral é apenas um reflexo, de algum modo, da verdadeira Luz.

Vocês têm, todos, na memória, a experiência – talvez leram ou viveram isso – de seres que atravessam um túnel e veem uma luz na extremidade.

Essa luz é descrita como uma luz de amor, que não aquece e que, no entanto, é agradável, que é branca ou dourada, que é magnética, que atrai.

Essa luz dá o sentimento de um amor inacreditável, que o ser humano não conhece aqui, na carne.

Há, frequentemente, seres que estão lá – que são chamados anjos, guias, guardiões, membros, mesmo, de sua família, que morreram – que os acolhem e que falam com vocês, que lhes dão um sentimento de liberdade, de liberação, de algo que é transformador e é, efetivamente, transformador.

A partir daí e, dada a transformação que é vivida por aqueles que viveram essa experiência, há uma adesão sem falha, porque é um mecanismo real da consciência que acede a outra coisa que não a normalidade.

E, partindo daí, o conjunto da humanidade acreditou que o que era dado a ver, nesse nível – a perceber ou a viver como experiência – era, de algum modo, a finalidade última a adquirir e a desenvolver nesse mundo, o que desemboca, é claro, na intuição, na capacidade para sentir o que se chamam Energias dos seres (do ambiente, de situações).

E o ser humano contentou-se com isso como se fosse uma finalidade que devia permitir-lhe viver a Luz nesse corpo ou em sua vida sem, jamais, colocar-se a questão da autenticidade, porque não se pode pôr em dúvida a autenticidade do que é visto e vivido a partir do instante em que, realmente, é vivido.

Mas a questão não é a autenticidade.
A questão é a finalidade.

Qual é a finalidade do que é dado a ver?
Qual é a finalidade do que é dado a viver, tanto nesse corpo como fora desse corpo?

E nós, pouco a pouco – através de nossas intervenções e Comunhões, de Ajustes Vibratórios – decompusemos, de algum modo, e atraímos sua atenção a mecanismos de percepções, porque esses mecanismos de percepções – os mais transformadores que sejam – não lhes permitirão, jamais, Vibrar, realmente, o Coração.

E nós diferenciamos, aliás, a Energia, a vitalidade da Luz, que é uma Vibração, e que não é mais, unicamente, uma Energia, mas uma frequência, uma Vibração muito mais intensa do que a simples circulação da Energia.

Aqueles que têm a Visão Etérea – pela ativação dos Novos Corpos – dão-se conta, efetivamente, que o que eles veem não é ligado às auras, por exemplo (chamadas astrais), tal como foram escritas e descritas por neófitos do terceiro Olho, mas que veem, efetivamente, as forças da ação que foram descritas por outros neófitos (que, no Ocidente, vocês chamam Crísticos) e que deixaram visões específicas da disposição dos Mundos, que nada mais tem a ver com essas visões coloridas, com esse ideal de Luz, mas, bem mais, com o que sustentava a existência do mundo que se chama as forças Etéreas ou, ainda, o Éter.

A visão astral não lhes dá acesso à Visão do Éter.
A visão astral é colorida por emoções, por cores muito vivas que preenchem os objetos e as coisas e que, sobretudo, são irradiadas, desde esses objetos ao exterior do objeto, dando, efetivamente, um elemento específico ao nível da consciência, que é uma forma de exaltação do que é visto, de exaltação do que é dado a perceber e que não existe nesse mundo.

A Visão Etérea dá acesso a outra coisa.
Ela permite ver as forças que são as mais próximas da matéria, não sob forma de irradiação, mas, efetivamente, sob forma de luz, que permite à matéria e aos seres condensarem-se, no interior dessa Luz.

A Visão do Coração, quando aparece, vai dar-lhes completamente outra coisa a ver.

Ela faz, aliás, desaparecer a visão chamada astral, em proveito de uma Visão diferente, na qual a Luz constitui a totalidade da trama do que é visto.

Não há mais irradiação exterior.
Há uma irradiação Interior.

É fácil, também, apreender que a visão do terceiro Olho recorre a uma projeção da consciência ao exterior de si, através de uma vontade, de um desejo de ver, de perceber (a trama do passado, a trama do futuro), de perceber o outro através de suas emanações, que lhes dá a ver a personalidade, através mesmo de mecanismos chamados clarividência (estados mediúnicos), que lhes dá a ver o invisível.

E esses seres que vivem isso não podem suspeitar um minuto de que exista outra coisa que resulta, justamente, da parada de toda projeção nesse terceiro Olho.

É o momento em que a projeção da consciência nesse mundo para, e no qual o que é dado a ver e a perceber não resulta mais, justamente, de um mecanismo de projeção ao exterior do que quer que seja, mas, efetivamente, um mecanismo de interiorização da consciência no interior do Coração, no qual, aí, aparece uma Luz totalmente diferente (que não é mais um reflexo, mas que é a própria Vibração da Luz), no qual a Luz é constituída – e é constituinte – do conjunto do que é visto (sem qualquer irradiação ao exterior), porque o que constituía Luz não tem necessidade de irradiar, uma vez que a Luz está presente por toda a parte.

Existem, portanto, mecanismos, além da Vibração, que, através mesmo do que é visto, são profundamente diferentes.

Outra diferença é que a Visão do Coração não lhes dará, jamais, a ver suas vidas passadas, não lhes dará, jamais, a ver suas encarnações ou seus rostos de vidas passadas, como é corrente com o terceiro Olho. Isso não lhes dará, jamais, a ver o astral (ou a personalidade de uma pessoa), mas os fará viver, diretamente, o Coração e a Essência de cada coisa na qual a Luz não é irradiada ao exterior, mas é, portanto, constituinte da verdadeira realidade.

É claro, a Revelação da Luz, os Casamentos Celestes permitiram pôr fim ao confinamento da Ilusão Luciferiana, neles revelando o que nós chamamos (com vocês): as Estrelas da Cabeça (ndr: ver a rubrica «protocolos a praticar / As Doze Estrelas»), evitando, justamente, que o ser humano confinasse a si mesmo no que é confinante (e, no entanto, que subjuga), de poder ver suas vidas passadas – os rostos de suas próprias vidas – ou imergir-se na luz astral do terceiro Olho, que dá estados de sideração da consciência que podem ser, equivocadamente, assimilados à Consciência da Unidade.

Aquele que acede à Visão do Coração ou à Visão Etérea não pode mais ser enganado por essas imagens que pertencem à matriz, porque as vidas passadas, quaisquer que sejam, pertencem à matriz.

Como nós o dissemos, o tempo na Unidade não existe, e a memória de vidas passadas é uma memória que os fecha nessa Ilusão. E crer que ver isso seja um fator de elevação é, certamente, a fraude que foi levada a efeito, de modo o mais importante, na história da humanidade, neste fim do século XX.

Há, mesmo, devido à modificação que foi induzida por algumas forças, crianças que nasceram com essa particularidade de ver, justamente, a trama astral e, como vocês sabem, essas crianças (que foram chamadas, frequentemente, de crianças Índigo ou crianças Cristal) são consideradas como maravilhas da evolução, uma vez que são despertadas e veem o que o comum dos mortais não vê.

E, no entanto, o que elas veem é apenas o reflexo da Verdade e, aliás, isso explica porque essas crianças estão tão mal nesse mundo e porque elas são desestabilizadas pelo que elas veem.

Então, é claro, os pais logo tudo fizeram para crer que essas crianças estão no Coração porque, é claro, toda ilusão é crer que, quando o terceiro Olho está aberto, vocês estão no Coração. Mas é, muito exatamente, o inverso que acontece porque vocês escapam, justamente, da Visão verídica do Coração, confinando, novamente, uma consciência em outra oitava do confinamento, em outro estágio do confinamento, que é chamada a visão astral.

A visão astral não é a Visão do Éter.
Outros exemplos são-lhes conhecidos (porque, muito fortemente, difundidos, se se pode dizê-lo): o que se chama de aparições.

Há, frequentemente, testemunhos de crianças que tiveram visões (e que, aliás, manifestam, naquela ocasião, uma transformação radical da consciência), nas quais elas são subjugadas pela visão de um Ser de Luz (que aparece apenas a eles, que eles podem descrever de maneira perfeita), como auréola de luz, no exterior, e que vêm fazer irrupção em nosso mundo de terceira Dimensão e que são supostos de trazer informações sobre o futuro, sobre o amor, fazendo, portanto, profecias e previsões.

Em momento algum viria ao espírito dessas crianças – e àqueles que as observam – imaginar que o que apareceu – e que é visto – seja uma ilusão a mais porque, é claro, há adesão ao que é visto, adesão ao que apareceu, tanto mais que há uma sideração da consciência (um transporte da consciência) que faz crer que essas crianças, devido à sua inocência, vivem o acesso à Verdade.

Isso é apenas um reflexo da Verdade, cuja finalidade (aí também, eu repito) é apenas submeter o ser humano a um princípio chamado livre arbítrio, a um princípio de punição (ou castigo), tal como a maior parte das aparições o descreveu, que falam, sempre, do erro do homem, de um castigo a vir (de uma punição a vir), se o homem não ora, se o homem não se arrepende, se o homem não vai para o amor, negando a reencarnação, negando, mesmo, o princípio de liberdade do ser, chamando essas crianças – e aqueles que vão aderir a isso – à oração.

Então, é claro, de acordo com as aparições e o lugar, essa oração será oriunda de um ensinamento cuja finalidade é prometer um futuro melhor, prometer o amor e prometer o acesso ao mundo espiritual.

É claro, muitos seres humanos, muitas crianças que viveram isso apenas podem aderir a isso porque o viveram, em verdade, realmente, e, no entanto, qual desses seres sente seu Coração?

Qual dessas crianças descreveu o calor do Coração?
Nenhuma.

Elas todas descreveram fenômenos de correntes de ar, fenômenos de espíritos, fenômenos de percepção ao redor do corpo, ao redor da cabeça, mas, absolutamente, nada no Coração.

A finalidade, aqui, não é o Coração.
É tempo, agora, de aceitar isso e de fazer, disso, a experiência, vocês mesmos.

Não para aceitá-lo, porque lhes foi dito, de diferentes modos, mas viver, vocês mesmos, a experiência da diferença fundamental que pode existir entre o que é dado a ver ao nível do terceiro Olho, o que dá a Visão Etérea, de olhos abertos, e o que dá, sobretudo, a Visão do Coração, que se acompanha da Vibração do Coração.

Então, é claro, o imaginário humano tem tendência a criar imagens e são, aliás, funções que estão inscritas num cérebro específico do ser humano, que se fez passar pelo cérebro chamado da evolução – chamado o terceiro Olho ou a hipófise, a epífise – e todas as suas estruturas que são, de fato, extremamente antigas e que nada têm a ver com o Coração.

O Coração não está nesse nível.
O Coração não está na cabeça.
O Coração está no Coração.

É tão evidente que muitos esqueceram e muitos não conseguem mesmo mais conscientizar-se e fazer a diferença entre a visão astral, a Visão Etérea e a Visão do Coração.

A Visão Etérea, muitos, entre vocês, têm-na.
É ver as Partículas Adamantinas.
É ver a chuva de Luz.

É perceber os Sons do Céu e da Terra, os Sons da Alma e do Espírito.
É, sobretudo, começar a perceber a Vibração e o Fogo do Coração, que lhes dá acesso ao momento em que vocês nada mais projetam ao exterior, no momento em que não há mais qualquer desejo e no qual vocês acolhem a Luz (que se manifesta nessa Visão do Coração), no qual as luzes não são mais brilhantes e irradiantes, no qual tudo se torna branco.

Toda visão desaparece na Visão do Coração.
É uma preliminar.

E a preliminar é, justamente, a cessação de toda visão astral, que é substituída, a um dado momento, pelo fato de viver a Luz Branca e tornar-se, a si mesmo, essa Luz Branca e essa Vibração da Luz, com um Fogo específico, com uma Energia que não está mais no exterior (ou circundante), mas que é, verdadeiramente, vivida na Vibração das células, dos Centros Energéticos e, sobretudo, na própria Consciência.

E, aí, não há mais necessidade de ver a mínima forma.
Não há mais necessidade de ver a mínima luz irradiar, porque vocês se tornaram, realmente, a Luz, pelo Fogo do Coração e pela Vibração do Coração.

Então, naquele momento, podem voltar a juntar-se (e aparecer) outras imagens, e essas imagens não têm mais o mesmo teor que aquelas que eram vistas anteriormente (como num sonho ou pelo terceiro Olho) porque, justamente, o terceiro Olho dissolveu-se na Coroa Radiante da cabeça e o que se manifesta não é mais o eixo ATRAÇÃO-VISÃO, mas, efetivamente, o eixo AL-OD, que é ligado ao Alfa e ao Ômega, ao Fogo do Coração, à Visão do Amor, que é essa Luz Branca que preenche tudo.

Naquele momento, vocês têm a possibilidade, efetivamente, de ver Seres de outras Dimensões (perceber esses Seres de outras Dimensões) que não têm mais manifestações através de uma corrente de ar que se manifesta, mas, efetivamente, por um Fogo do Coração e uma Vibração que nada mais tem a ver com uma Energia que estaria ao redor do corpo e que, sobretudo, vem alisar, de algum modo, as emoções (e não mantém as emoções, nem o mental) porque, no momento em que a Visão do Coração aparece, não há mais questionamentos.

É claro, não há mais dúvida.
Há a certeza Interior de viver a Verdade (porque essa é a Verdade) e, sobretudo, além da autenticidade, há a finalidade, que é vivida como exata, ou seja, de reencontrar a Luz que é, eu os lembro, nossa Essência, de todos, quer queira-se ou não.

A Visão do Coração é chamada a desenvolver-se, cada vez mais.

Ela passa, é claro, pela instalação da Visão Etérea.
Ela passa, é claro, pelo que chamaram, os Anciões: a Alegria, o Samadhi, a Paz.

Na Visão do Coração não há emoção.
Na Visão do Coração há uma Alegria inefável, que não é um êxtase exterior, que não é uma subjugação da consciência por um ser exterior que vem pregar sermão (que vem preveni-los de um evento ou de um castigo), mas, efetiva e simplesmente, uma Comunhão, uma Graça de Coração a Coração, que se basta a si mesma e que não implica qualquer elemento (nem de castigo, nem de penalidade, nem do futuro), mas que os instala, bem ao contrário, totalmente, no presente, totalmente, na Alegria desse contato, dessa Comunhão.

A Visão do Coração não é fixa.
Por exemplo, se a Visão do Coração dá-lhes a ver um Arcanjo, em sua forma de quinta Dimensão, bem, essa forma não é fixa.

Vocês não podem fixar, de qualquer modo, o Arcanjo, numa forma determinada (mesmo numa representação a mais antropomórfica), uma vez que essa forma mudará sem parar, dado que ela não é prisioneira, justamente, de uma representação, contrariamente a uma forma astral, que é fixa (seja na memória de seus rostos passados, na memória de suas vidas passadas ou nos seres que povoam, ainda um pouco, o astral, que é o seu, pessoal) e que se manifestam a vocês, nessas ocasiões.

Lembrem-se de que não é questão de pôr em dúvida e de dizer é bem ou mal, mas que, simplesmente, nós não temos o que fazer ao mesmo nível de autenticidade e, sobretudo, não temos o que fazer com a mesma finalidade.

A visão astral mantém-nos na Ilusão e no confinamento do bem e do mal.
A Visão do Coração os faz descobrir os espaços ilimitados da Alegria e os espaços, sobretudo, nos quais vocês são livres e nos quais, sobretudo, vocês não estão submissos a essa aparição que vai ditar-lhes qualquer atitude (ou pedir-lhes qualquer oração para salvar o que quer que seja).

Ela os faz Comungar à sua própria Liberdade.
Ela os torna Autônomos.
Ela os torna Livres (como diria um dos Anciões).
Ela lhes permite dar-se conta, por si mesmos, de que a experiência que vocês estão efetuando nada mais tem a ver com os sonhos (nada mais tem a ver com as visões do terceiro Olho), mas põem-nos num estado em que a Alegria e a Paz saturam-nos, inteiramente, porque vocês sabem, naquele momento, que vocês se juntaram à finalidade e que vocês não estão mais nos planos intermediários.

Sobretudo, o estado de humor e de emoção (o estado do mental) não é mais, de modo algum, o mesmo.

Na Visão do Coração não pode haver questão nem questionamento.
Na Visão do Coração há uma evidência que aparece em relação do que é visto e percebido, enquanto, no que é visto ao nível astral, há uma subjugação da consciência.

Há uma sideração da consciência, que permanece ao nível da matriz.
O acesso à Existência não poderá, jamais, fazer-se por qualquer visão ligada ao terceiro Olho.

O acesso à Existência faz-se pela Porta do Coração e pelo Coração, que lhes dá acesso à Multidimensionalidade e que lhes dá acesso, sobretudo, ao fato de viver que vocês não são limitados a esse corpo e que vocês têm uma multidão de outros corpos (situados bem além da matriz), que foi chamado o Corpo de Existência (ou Corpo de Luz), mas que não é o corpo de luz tal como pode ser visto no terceiro Olho, porque vocês não estão fixos numa forma no Coração.

A forma é mutável.
Ela se transforma, permanentemente.

Ela é Luz e toda Luz.
Ela não é fixa.
Ela é Vibrante.

O que é dado a ver na Visão do Coração aparece-lhes, de imediato, como profundamente diferente da visão astral e, sobretudo, a partir do instante em que a Visão do Coração aparece (ainda que apenas uma vez), vocês sabem que não estão mais num mecanismo de projeção da consciência ao exterior do que quer que seja, mas que vocês estão na interiorização, a mais exata e a mais verdadeira do que vocês são (do que nós somos, todos, na totalidade).

Vocês compreendem (e apreendem), também, que não pode existir iniciação, a não ser para o ego, que vai crer-se chegado (através do ego espiritual daquele que tem os poderes da Alma), ver o outro ao nível astral, ao nível de sua personalidade, projetar-se, em consciência, para vir perturbar o outro, ao invés de Comungar.

A Visão do Coração dá-lhes acesso à Comunhão, à Graça, como nós o dissemos.
Ela lhes dá acesso ao equilíbrio e, sobretudo, à Liberdade. Não pode haver, na Visão do Coração, qualquer ataque a quem quer que seja (ou ao que quer que seja) porque, na Visão do Coração, há a interiorização e a Reversão total da Consciência na Verdade.

Muitos Arcanjos e Anciões disseram (e eu posso dizê-lo, com eles), que nós estamos no interior de vocês, inteiramente e, como eles o disseram (e eu lhes repito), isso não é uma visão do espírito, mas é a estrita Verdade.

Quando a Visão do Coração instalar-se, vocês vão aperceber-se, também, de que podem ver o mundo físico, tal como ele é, ainda hoje, sem os olhos.

É o que eu fiz, em minha vida, e é o que alguns de vocês começam a perceber: que vocês não têm necessidade dos olhos e que podem ver sem os olhos e sem o terceiro olho, unicamente, com o Coração.

E isso é uma Verdade que há a experimentar e que um número cada vez mais importante de Irmãos e de Irmãs vão viver.

A diferença essencial, também, é claro, é o próprio estado da consciência que vive a Visão do Coração, em oposição àquela que vive a visão astral.

A visão astral vai reforçar o ego e dar um sentimento de toda potência espiritual que desemboca (de maneira indefinida e infinita), no orgulho espiritual, na vontade de apropriar-se de um papel (de uma função) e que é – vocês hão de convir – o oposto da Humildade, da Simplicidade.

Aquele que vê com o Coração nada mais tem a partilhar do que o Coração.
Aquele que vê com o Coração nada tem a reivindicar de qualquer poder, uma vez que ele encontrou seu Poder Interior.

Em resumo, absolutamente tudo opõe – e oporá, cada vez mais – a iniciação do ego ao orgulho espiritual, do que é chamada a verdadeira Iniciação, que não pode ser outra que aquela do Coração.

E, sobretudo, a Iniciação do Coração não pode ser-lhes propiciada por qualquer ser (seja o Ser mais evoluído, seja ele a Fonte), uma vez que, apenas o Coração decide, em si mesmo, abrir-se, contrariamente ao terceiro Olho, que é extremamente fácil, hoje, de abrir por uma autoridade exterior.

Tudo opõe, inteiramente, o Despertar do Coração e o despertar do terceiro Olho.

É claro, a revelação da coroa do confinamento, no terceiro Olho, limitou, de algum modo, essa possibilidade de Iniciação. Mas vocês não estão sem ignorar que numerosos Irmãos e numerosas Irmãs confinaram-se, eles mesmos, nesse orgulho espiritual.

E, é claro, eles não têm a possibilidade de fazer a diferença com o Fogo do Coração e com a Visão do Coração porque, justamente, o que os conduziu a esse confinamento no terceiro Olho é ligado à ausência de Humildade, à ausência de Simplicidade e à vontade de toda potência ou de ascendência – de uma maneira ou de outra – sobre uma situação ou sobre um ser humano.

Aí está a que as forças, opostas à Luz, procuraram introduzir na humanidade, há um século, para levar o humano a um caminho de desvio, a um caminho de confinamento e não de Liberação.

A única Liberação possível – vocês sabem agora, porque vocês o vivem, muitos de vocês – é o Coração, e nada mais.

E o Coração não é uma lei moral.
O Coração não é um afetivo, tal como se pode exprimi-lo através dos filhos ou dos pais ou de uma relação, mesmo a mais perfeita que seja.

O Coração é outro estado da consciência, totalmente diferente do que é acessível nesse mundo.

E aqueles que vivem o Coração não têm outro desejo que não o de estabelecer-se no Coração, cada vez mais, através da Vibração e da Luz Branca (que invade a totalidade de sua personalidade), na qual mais nenhum marcador pode existir desse mundo, uma vez que o único marcador torna-se o Amor, a finalidade verdadeira da Verdade, e não qualquer ilusão espiritual de dominação do que quer que seja ou de explicação do que quer que seja.

É um ou o outro, e isso foi dito, de diferentes modos.
E, cada vez mais, a consciência será levada a posicionar-se em um nível ou no outro, e não mais fazer idas-e-vindas entre tal nível e tal outro nível.

Compreendam, efetivamente, que eu não denigro o que quer que seja, mas, simplesmente, as experiências são diferentes, porque elas não têm a mesma finalidade.

Elas não têm a mesma vivência.
Elas não têm a mesma tradução na vida de cada um, de cada uma.

Num caso, há Paz e Harmonia: é o Coração.
No outro caso, há exaltação, exuberância, percepção da Energia, percepção do outro, mas ao nível de sua personalidade.

Há vontade de demonstrar e de mostrar que se sabe, enquanto o Coração não tem necessidade de mostrar e de demonstrar nada.

Há, apenas, necessidade de estar na Vibração e na Visão do Coração da Luz Branca.

Então, é claro, a Liberdade é total.
Muitos seres humanos têm necessidade de ver e de compreender suas vidas passadas ou do que lhes é dado a ver na visão astral, mas, naquele momento, convém estar lúcido sobre a finalidade, não na Verdade do que é vivido.

Porque, aquele que vive a visão astral, vive certa forma de verdade (em todo caso, é sua verdade), enquanto aquele que vive a Visão do Coração está, também, em sua Verdade, mas está, sobretudo, numa Verdade cuja finalidade é a Liberdade, a Autonomia, o fim do confinamento e, sobretudo, o fim da Ilusão, o que não será, jamais, possível, contrariamente ao que querem dizer-lhes alguns ensinamentos, que os fazem crer que o terceiro Olho é o auge do que é realizável nesse mundo.

Nada é mais falso.
Isso se junta, também, ao que dizia SRI AUROVINDO (quando le foi o Bem Amado João): «haverá muitos chamados e poucos escolhidos».

«Os chamados serão marcados na fronte», ou seja, eles terão acesso aos mistérios do universo (nessa falsificação), mas não aos Mistérios do Universo nos Mundos Unificados, o que não é – propriamente falando – a mesma coisa.

O que – propriamente falando – não é, de modo algum, a mesma Vibração e o que não é, de modo algum, a mesma Consciência.

Buda dizia: «quando você encontra os poderes, salve-se, rapidamente». Era necessário, sobretudo, não fazer uso dos poderes, porque Buda havia vivido e compreendido isso.

Apenas na Renúncia (como foi chamado, agora), bem mais do que o Abandono à Luz (Renúncia a todo poder) é que se exprimirá o poder pessoal da Unidade e o acesso à Unidade.

É necessário, portanto, renunciar a todas as ilusões do ego, a todas as ilusões espirituais de qualquer projeção da consciência num futuro.

É por isso que muitos Anciões insistiram – como os Arcanjos – no HIC e NUNC, ou seja, no instante presente, porque absolutamente tudo está no instante presente e absolutamente nada da Luz está no passado, mesmo se ele se apresente sob forma luminosa.

Absolutamente está no futuro.
Absolutamente tudo é acessível no Coração, no presente, e a porta de saída é o Coração.

Ela não poderá, jamais, ser o terceiro Olho, mesmo se alguns pensem que o terceiro Olho está acima do Coração.

Nada, absolutamente, há acima do Coração.
Todo o resto são apenas abusos e ilusões, mesmo se são vividos como verdadeiros.

Isso significa, simplesmente, que vocês aderiram à Ilusão e que vocês vivem a Ilusão como verdadeira.

Será, efetivamente, sua verdade.
Mas observem a diferença que é, mesmo, a sua, de acordo com os momentos em que vocês estão na Vibração do Coração e de acordo com os momentos em que vocês têm, ainda, veleidades (para alguns) de estabelecer a visão astral.

As consequências, as implicações e os resultados não são, absolutamente, os mesmos.

Vocês devem, para isso, renunciar, também, aos poderes espirituais.
Vocês devem afastar o conjunto de visões astrais, conservar apenas a Visão Etérea, conservar apenas a Visão, de olhos fechados, e a Visão do Coração (a Luz Branca).

Naquele momento, vocês poderão ver, realmente, as outras Dimensões, mas não o abuso ou a Ilusão da matriz astral.

As consequências e as implicações na consciência são enormes, porque, no caso do Coração (vocês sabem), há a Paz, há a Alegria, há a Serenidade, enquanto na Ilusão do terceiro Olho há o questionamento, há a avidez, há os desejos.

No Coração não há desejo.
O que lhes é dado a ver participa, grandemente, do estabelecimento de sua Consciência.

Cabe a vocês determinar se o que veem vem do Coração (ou da Visão Etérea) ou vem da visão astral, e cabe a vocês adaptar a Vibração e a Energia para viver, precisamente, sua finalidade.

É, aliás, a questão que vocês devem colocar-se hoje: qual é sua finalidade?

Então, é claro, outras Estrelas e outros Anciões disseram que a finalidade de todo ser humano (se o coloca-se assim), vai ser de dizer: «a Luz e o Amor».

Mas, é claro, a vibração do amor e da luz, no terceiro olho não será, jamais, a Vibração do Amor e da Luz no Coração.

Uma preenche.
A outra esvazia.

Uma é energia.
A outra é Vibração.

Uma é busca.
A outra é resposta.

Vocês querem estar na busca ou vocês querem estar na resposta?
Quando eu estava encarnada, eu via sem os olhos e eu via tudo, obviamente (tanto o físico como o etéreo, como os outros Mundos).

Cabe a vocês definir o que vocês querem ver, ao que vocês atribuem seu crédito, sua Consciência e seu Coração.

Eu repito, isso não é um julgamento, mas, simplesmente, uma iluminação do que está no trabalho, atualmente, e que está no trabalho (sobretudo, há um século, sobre a Terra), através de muito numerosos ensinamentos.

Na hora em que o desaparecimento do astral coletivo dá acesso (a um número sempre maior de seres humanos) a percepções e visões, é muito importante colocar-se a questão do que vocês veem, do que percebem, não para saber se é bem ou mal, não para saber se é a Sombra ou a Luz, mas, efetivamente, para saber o que vocês vivem.

É o Coração ou não é o Coração?
É o Fogo do Coração e o Fogo do Amor que os consome ou é a Ilusão do Fogo do Amor?

Não há que se colocar mil vezes a questão porque, a partir do instante em que penetram a Vibração do Coração e a Visão Etérea ou do Coração, vocês vivem, instantaneamente, isso, como a Verdade final e a finalidade última.

Os testemunhos Vibrais são extremamente importantes, mas, também, a própria qualidade de sua consciência fragmentada, quanto a definir onde vocês estão, vocês mesmos, em relação à vontade de poder (à vontade de dependência de um Irmão ou de uma Irmã ou de uma situação).

Onde vocês estão em sua vontade de controlar tal ou tal pessoa, tal ou tal fato?

Onde vocês estão, então, ao contrário, na vontade de Abandono, que não é mais uma vontade (como dizia minha Irmã Hildegarde), mas uma tensão para o Abandono, que os conduz a viver a Luz e nada mais?

Qual é sua finalidade?
É isso que vem perguntar-lhes a Luz.
Ela não vem perguntar-lhes outra coisa que não isso.
E isso não é mais uma escolha, mas o estabelecimento de uma evidência, em vocês, que surge através, justamente, do que vocês percebem, do que vocês veem.

Aí está o que, como Estrela Visão, tinha a comunicar-lhes.
Então, permaneço com vocês, em vocês e entre vocês, na Luz do Coração.

Eu lhes digo até já.


... Efusão Vibratória / Comunhão...



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Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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