quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MA ANANDA MOYI - 27 de outubro de 2011 - Autres Dimensions




27 de outubro de 2011.

Mensagem publicada em 28 de outubro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.

Irmãos e Irmãs, sobre esta Terra, dignem-se acolher minhas bênçãos e a Graça da Luz.

Eu venho com vocês, hoje, não tanto para explicar, ainda, a Consciência, mas, mais, para interagir com vocês, além das palavras, a fim de estabelecer uma Comunhão íntima e uma compreensão, para além das simples palavras, justamente, dessas três palavras que são: o Presente, a Unidade e o Si.

No período que vocês vivem e nesses processos que estão em curso sobre a Terra, como em muitos Irmãos e Irmãs, talvez seja bom tentar clarificar, ainda mais, se isso pode ser, essas três palavras, porque, para além de sua definição e para além de sua concepção elas são, efetivamente, as palavras – para além das culturas, para além dos séculos – que foram as mais frequentemente empregadas para tentar corresponder, o melhor possível, ao Despertar, à nova Consciência, de fato, para o que os seres que vieram antes de vocês puderam viver, quando desse estado específico, quando eles tocaram o Ser.

Então, hoje, ao invés de longos discursos, vamos tentar, juntos, interagir em relação a essas três palavras, e, exclusivamente, em relação a elas.

E, de maneira muito geral, porque posso bem imaginar que, quaisquer que sejam as experiências que vocês tenham vivido ou que vivam, enquanto essas experiências não são instaladas, de maneira constante e permanentemente, é muito habitual que se coloquem algumas questões.

É claro, a partir do instante em que a permanência do Ser é obtida, como vocês sabem, as questões desaparecem por si, inteiramente. Mas, talvez, para alguns Irmãos e Irmãs, aqui e em outros lugares, há questões que se colocam, justamente, para favorecer os mecanismos da Realização do Ser.

Então, vamos tomar o tempo – porque nós o temos – de fazer o giro de suas questões, ao mesmo tempo sabendo, pertinentemente, que suas questões são as questões de seus Irmãos e de suas Irmãs, por toda a parte, onde quer que eles estejam sobre esta Terra, quaisquer que sejam suas crenças, quaisquer que sejam suas experiências, qualquer que seja sua cultura, sua educação porque, é claro, atualmente, sobre a Terra, há um processo coletivo, específico, que se desenrola, a nenhum outro similar na história da humanidade.

E, em relação ao que se desenrola, é claro, a Consciência é levada a, de algum modo, reposicionar-se, redefinir-se, não através de uma definição, mas, bem mais, em relação à sua própria vivência, à sua própria mutação.

Então, eu escuto suas interrogações concernentes ao Presente, ao Si e à Unidade. Tentarei comunicar-lhes o melhor que eu possa, por minha Presença, a Comunhão de Luz correspondente às palavras que vou pronunciar.

Podemos, agora, avançar, juntos.
Eu os escuto.


Questão: por que ter escolhido associar esses três aspectos: Presente, Si, Unidade?

Porque essas três palavras são as palavras que podem definir, se é que se possa defini-las, a nova Consciência, o estado Turiya, a Realização do Ser. Porque são essas três palavras, para além de qualquer noção cultural, que vão, talvez, o melhor possível, exprimir o que um ser que vive isso vai tentar – quando se lhe põe a questão – traduzir.

Eu evitei, obviamente, as palavras que teriam demasiada conotação ocidental ou oriental, mas é, certamente, evidente que, falar de Unidade, falar de Samadhi, de CRISTO, de Luz Branca, de Turiya é exatamente a mesma coisa.
Mas, para ser o mais lógica e o mais Universal possível, essas três palavras são, a priori, o que, ao nível de nossa Assembleia de Estrelas, é o mais capaz, em sua língua, como em outras línguas, de evocar o que é essa Consciência nova, tanto a título individual como ao nível coletivo da humanidade.

Cada palavra, cada uma dessas três palavras veicula um conteúdo que não pode prestar-se à confusão. Bem mais, por exemplo (como vocês sabem), que as palavras Amor ou Luz que são, muito lógica e naturalmente, coloridas pela experiência de cada pessoa, pela experiência de cada cultura e de cada vivência, coletiva ou individual.

Assim, essas três palavras – Presente, Unidade e Si – escapam dessa diferença veiculada, porque podem ser apreendidas além de qualquer dogmatismo, além de qualquer compreensão subentendida, ligada a um modelo cultural ou mesmo espiritual.

Dizer «o Si» não é, de modo algum, a mesma coisa, mesmo se a Vibração seja a mesma, que dizer «o Atman». Dizer «a Unidade» é a mesma Vibração, mas não é, de modo algum, a mesma coisa que dizer «Dissolução Brahmânica» etc.etc.

Nós escolhemos, portanto, palavras que podem, à perfeição, ilustrar-se fora de qualquer dogmatismo (de qualquer capela, eu diria) ou de qualquer cultura.

Aí está a razão da escolha dessas três palavras ao invés de outras palavras.
Porque as três, também, referem-se a uma mesma ressonância, inscrita no corpo, no Templo do Coração: são, de algum modo, os três atributos que podem, o melhor possível, exprimir o que é a vivência do Fogo do Coração.


Questão: pode-se dizer que a Unidade é baseada no Amor, na medida em que o Amor Unifica tudo, em todos os Mundos, em toda a Criação?

Meu Irmão, o Amor, em seu sentido o mais direto, está na própria base do que é chamada a Vida.

O Amor seria, de algum modo, a síntese e a reunião da Unidade, do Si e do Presente, mas sem qualquer coloração ligada, justamente, à experiência vivida por cada Irmão e Irmã, profundamente diferente do Amor, liberado, de algum modo, de todas as conotações afetivas, emocionais, mentais, próprias a cada um, segundo a vivência de cada Irmão, de cada Irmã.

Assim, pode-se dizer que o Amor, no sentido o mais autêntico (Vibral, como foi chamado), é a reunião e a conjunção do Presente, da Unidade e do Si.

A palavra Amor foi tão usurpada para definir qualquer outra coisa, na personalidade e na experiência. Porque o amor, nesse mundo, privado da FONTE, dessa conexão Lúcida e Consciente à Unidade, apenas pode traduzir-se, como foi dito, por uma falta a preencher (ver em nosso site a canalização de IRMÃO K, de 26 de outubro).

E, é claro, se emprego a palavra Amor, cada um vai compreender algo que lhe é próprio. Enquanto, se eu emprego a palavra Presente, a palavra Si, a palavra Unidade, e suas Vibrações correspondentes, vocês não podem ali associar outra coisa porque, justamente, a Unidade, o Si e o Presente não lhes são acessíveis, inteiramente (para a maior parte de vocês) enquanto não estão, de algum modo, atualizados, revelados mesmo na Consciência.
E isso vai, portanto, evitar as distorções.

Mas, efetivamente, aquele que vive a Unidade, o Si, que está Presente, descobre a Verdade do Amor. Mas de um Amor que não tem necessidade de qualquer projeção, de qualquer identificação ou de qualquer suposição.

O Amor existe em diferentes estágios, em diferentes oitavas.
O Si existe apenas no Si.

A Unidade existe apenas nela mesma, e o Presente existe apenas nele mesmo.


Questão: poderia desenvolver sobre a relação entre o Si e a Unidade?

O Si é Realizado (Conscientizado, é a palavra a mais exata) a partir do instante em que a Consciência situa-se não mais na separação e na fragmentação, mas, justamente, nesse estado de Unidade.

O Si e a Unidade, e o Presente são os três lados, as três facetas de uma mesma realidade.

O Si e a Unidade apenas podem encontrar-se no Presente.
O Presente comporta o Si.
O Si é Presente e é Unidade.

A Unidade é o Si e é o Presente.
Cada uma dessas palavras implica a outra.
E a relação que existe (como eu disse) é, de algum modo, três modos de dizer o Amor, no sentido autêntico e não modificado.

O Amor (no sentido Vibral) é uma inversão total.
O amor, quando estamos presentes na Terra, tem tendência a ser projetado, de maneira contínua.

Ele é encarado como uma relação, qualquer que seja sua forma, como uma comunicação.

O Amor (no sentido Vibral) é um estado que induz a Graça do Ser, e que manifesta o Si no Eterno Presente.

Na Presença e no Presente, há, também, a imediaticidade do Instante, que não pode ser assimilada a outro instante, e esse Instante é vivido, pela Consciência, como indissolúvel da Eternidade.

O tempo não aparece mais, portanto, como linear, mas, efetivamente, como englobante, como inscrito no mesmo tempo, chamado o Presente.

Esse princípio de Reversão do amor traduz-se pela descoberta ou a redescoberta da Unidade, entre Si e todos os outros Si, entre Si e o conjunto do Universo, uma vez que, naquele momento, não pode mais existir qualquer separação, qualquer distância, qualquer sofrimento e qualquer falta.

Há, portanto, bem mais do que uma relação entre cada uma dessas palavras, mas é, sobretudo, o que é mais capaz de fazer Vibrar, em vocês, certo número de estruturas físicas, celulares, Vibratórias, energéticas, e mesmo na Consciência.

O Si pode, também, e é claro, opor-se ao «mim», ao «eu».
Ele exprime, portanto, outra oitava, aí também, de manifestação da Consciência.

E esse Si implica a Presença, o Presente e a Unidade.
Pode-se dizer, portanto, que cada uma dessas palavras implica-se numa outra, na mesma realidade.


Questão: Vibrar, em nós, é Vibrar em nosso corpo, nossa personalidade ou nosso ego?

Meu Irmão, a personalidade e o ego não podem, jamais, Vibrar.
Podem apenas comover-se e, portanto, fazer circular a energia.
A Vibração não é uma energia que circula, é um estado, justamente, de Presente.

Essa Vibração pode ser definida, justamente, como uma ausência de movimento,como uma ausência de circulação, como uma ausência de emoção.

É claro, o ego tem tendência a querer apreender-se dessa Vibração para fazê-la dele.

A Vibração do Ser não pode ser monopolizada nem possuída pelo que quer que seja, uma vez que ela recorre, justamente, às virtudes e às características que são diametralmente opostas ao ego e à personalidade.

O ego é opaco: ele não conhece a Transparência.
O ego jamais é simples: ele procura, sempre, a complexidade, porque ele é complexo.

O ego não conhece a Humildade ou, então, ele faz apenas traduzir uma falsa humildade.

E, enfim, o ego não pode, jamais, ser uma Criança.
Assim, portanto, o Si opõe-se, formalmente, ao «eu» e ao «mim», não tanto como uma oposição de contradição, mas, justamente, uma oposição de Vibração.

O ego não conhece o Presente; ele está, permanentemente, tomando marcadores, na experiência passada ou na projeção num futuro.

Ele elabora e constrói hipóteses, permanentemente.
O Si não se importa com hipóteses, não se importa com ontem, não se importa com amanhã, porque está mergulhado em outra coisa.

O ego não pode apreender nem conhecer, nem viver a Unidade, porque ele é construído sobre o princípio de Dualidade, e essa Dualidade exprime-se, permanentemente, na vida, como Bem e Mal.

Assim, portanto, tudo opõe o ego e a personalidade, ao Si: nos mecanismos de funcionamento, mas, também, em tudo o que vai daí decorrer, nas atitudes na vida.

O ego guarda tudo para si, mas no Mim.
O Si está na Transparência a mais total e nada guarda para ele, a não ser que ele encontrou a Fonte do Amor que é, certamente, ele mesmo, num Espaço e num Tempo que nada tem a ver com o espaço e o tempo da personalidade e do ego.

O ego, por definição, é limitado, fragmentado, e constrói-se apenas através do medo, através da vontade de bem e de melhoria.

O Si nada tem a construir, porque ele É, de toda a Eternidade, e ele é totalmente independente de qualquer construção, de qualquer projeção.

Ele não tem necessidade de nada mais que Ser e manifestar a Transparência e o Amor.

Não como algo a procurar (como algo a construir, que se inscreve numa busca e portanto, num tempo): não há caminho, não há busca.

Há apenas, justamente, que parar tudo isso para viver o Si.
Enquanto há busca, enquanto há pergunta, enquanto há dúvida, há ego, porque o Si não pode, jamais, duvidar do que quer que seja.

Ele não conhece a dúvida e não pode conhecê-la.
Não há pergunta, porque ele É a resposta.


Questão: quais são as diferenças e as relações entre o Espírito e o Si?

O Espírito compreende as características, globais e essenciais, do Si, da Unidade e do Presente.

O Espírito possui, além disso, uma Dimensão outra que esse corpo de carne.
O Espírito é, para vocês (e para nós, quando estivemos encarnados), imaterial, porque invisível, Desconhecido e situado em outras Esferas.

O Espírito é, em outras Dimensões, um Corpo.
Um Corpo com sua densidade (que lhe é própria), uma forma (que está além da forma, tal como ela é definida nesse mundo), uma coloração (se se pode dizê-lo, que não é uma coloração da alma, mas, bem mais, um estado Dimensional específico, mas que não é compartimentado ou limitado).

O Espírito é o Si.
O Espírito é a Unidade.
O Espírito é o Presente.

Mas, além dessa Dimensão, ele é, também, um Corpo.
Um Corpo Aberto, não confinado, não fragmentado e, sobretudo, não isolado.
Ele é, portanto, religado à Comunhão e à Graça, permanentemente, à Vida e à FONTE.

O Espírito é Eterno.
É, portanto, um Corpo Eterno que não pode desaparecer: ele pode apenas transformar-se.

Ele pode apenas seguir o Si, porque ele é, de algum modo, seu Veículo.


Questão: o Espírito habita outros corpos, nesta Dimensão ou outras?

De maneira a mais geral possível, nesse mundo, a um corpo corresponde um Espírito.

Mas, em outros Mundos Unificados, o Espírito não é dependente de um Corpo, mesmo se ele seja um Corpo, porque esse Corpo é mutável e porque esse Corpo não é confinado, nem localizado.


Questão: como fazer durar os momentos de Unidade que se pode, por vezes viver?

Nada há, justamente, a fazer.
Há que se manter nesse estado, que se manter no Ser, nessa Vibração, como foi dito pelo Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV) e por outros Anciões e, também, por algumas de minhas Irmãs Estrelas.

Há, de algum modo, um processo de aprendizagem, que é específico.
Porque ele tem, na textura, de algum modo, tempos específicos que vocês vivem, que estão em relação e em ligação direta com um processo que não concerne mais, unicamente, a um indivíduo (de acordo com seu caminho anterior), mas que concerne à totalidade da Terra e, portanto, a Consciências que ali estão presentes.

Para a maior parte de vocês, a Realização total e inteira do Si significa, hoje (porque vocês estão nesse Tempo), a Fusão ou a Transmutação no Corpo de Existência (ou corpo do Espírito), e que significa (ou que significaria) o desaparecimento total desse corpo e dessa personalidade que, como vocês talvez saibam, deve esperar um momento coletivo específico, que é ligado, ao mesmo tempo, a eventos de ordem cosmológica, astronômica e, é claro, planetária.

Alguns, contudo, têm a capacidade para instalar-se na Unidade, no Si e no Presente, de maneira mais duradoura do que outros, porque a Transparência (que está em ligação direta com o Abandono à Luz, com a Porta do CRISTO) está mais acabada, de algum modo, na personalidade.

A personalidade tende a tornar-se, para esses seres, Transparente.
Ela tende, portanto, a não mais reter a Luz, a não mais freá-la.

Isso é diretamente oriundo, é claro, dos próprios comportamentos da personalidade, na qual o medo foi – não por qualquer vontade – Transcendido e eliminado, na qual o Amor aproxima-se de sua definição a mais Vibral e perde todas as suas características pessoais, e na qual o ego (a personalidade, o «eu», o «mim») nada mais reivindica para ele mesmo.

Para esses Irmãos e essas Irmãs é mais fácil manter-se no Ser, portanto, viver as três facetas do Ser: o Si, a Unidade e o Presente. Mas é necessário, efetivamente, aceitar que não é algo a procurar, mas que é, verdadeiramente, algo a que é necessário Abandonar-se.

Enquanto existe – e mesmo na personalidade – uma vontade própria do «eu» e do «mim» a querer viver a Luz, de maneira sistemática, a personalidade vai apropriar-se da Luz, numa não Transparência e numa opacidade.

Dito diferentemente, o Si, a Unidade e o Presente é tornar-se a si mesmo essa Luz, mas não utilizar essa Luz para outra coisa que não a Luz.

A dificuldade reside, efetivamente, nesse nível, porque a alma humana é assim feita e assim voltada, no Plano Vibratório, que ela é polarizada para a encarnação e não para o Espírito.

Dito diferentemente, como CRISTO havia dito: «seu Reino não é desse mundo». Ora, a personalidade quer, a todo custo, estabelecer seu reino com a Luz, o que, é claro, não pode acontecer.

Jamais.

A eliminação e a Transcendência do «mim», do «eu», é um Sacrifício.
E essa Crucificação – essa Passagem da Porta Estreita, do ego ao Coração, da Nova Fundação de Vida – realiza-se apenas se o ego capitula, inteiramente.

E, aliás, nas experiências de Luz, antes desse período coletivo (e, para alguns seres, também, Irmãos e Irmãs que são os mais maduros para viver isso), apenas quando de um evento específico, no qual o ego capitula (pela meditação, por uma experiência às portas da morte), é que se revela a Luz, não de outro modo.

Existem, hoje, alguns Irmãos e Irmãs que vivem a Luz, de maneira instantânea. Naquele momento, como eu disse, os comportamentos mudam, completamente.

O Irmão ou a Irmã que vive isso, de maneira inesperada e espontânea, não pode mais fazer uso de suas capacidades habituais.

Tudo é transformado.
Mas, enquanto o ego está presente e crê dirigir, controlar ou dominar, a Luz não pode ser vivida, porque a Luz, o Si, a Unidade, o Presente são, muito exatamente, a antítese (como eu disse) dos próprios princípios do ego e da personalidade.

Não compreendam, com isso, que vocês devem matar o ego, porque vocês em nada mudariam o estado no qual vocês estão.

Porque, o que é que quereria matar o ego, se não é o ego?
Que, é claro, não pode, jamais, matar-se.

Ele pode, como eu disse, apenas capitular, tornar-se Transparente à Luz.

Os Quatro Pilares do Coração, que lhes foram comunicados e que foram ativados, são destinados, de algum modo, a favorecer-lhes esse estado.

Questão: se esse estado não pode ser atingido pela vontade pessoal, pode-se atingi-lo por todos os protocolos comunicados, em especial, sobre as Portas?

Tudo o que lhes foi comunicado, seja por UM AMIGO (concernente ao Yoga da Unidade), seja pelos elementos novos sobre a falsificação (que lhes foram aportados pelo IRMÃO K), os testemunhos que lhes foram dados (por minha Irmã GEMMA ou por HILDEGARDE ou outras) são apenas testemunhos.

Os exercícios, as ginásticas, a meditação, a oração, tudo o que se pode imaginar pode ser de ajudas, mas na condição de, efetivamente, apreender que não são, jamais, objetivos, mas meios, e que, mesmo esses meios, não os farão, jamais, passar a Porta Estreita.

Jamais.

Há apenas meios para aproximá-los dessa Porta.
Não há outro modo, que não Abandonar-se à Luz, aceitar viver, simbolicamente, sua própria morte, a abolição de toda vontade, a abolição de todo Mim, a abolição de todo medo, de toda opacidade à Transparência. É isso que foi chamado, em muito numerosas reprises, o Abandono à Luz e como disse o CRISTO: «eu entrego meu Espírito entre tuas mãos».

É conceber, aceitar e viver que o efêmero nada é diante do Eterno e diante da Eternidade.

Enquanto há uma vontade de apreensão ou de compreensão, é apenas o ego que fala. A diferença essencial em relação a uma época anterior à chegada da Luz (há uma ou duas gerações), é que, hoje, esse processo é muito mais fácil, porque vocês não são obrigados a subir para a Luz, mas é a Luz que desceu até vocês.

Simplesmente, resta Conscientizar-se disso.
E o Conscientizar-se é fazer cessar toda a vontade, é fazer cessar todo ato de personalidade.

É Abandonar-se à Luz.
Crer que um exercício ou que uma prática vai conduzi-los ao Despertar, se isso fosse verdadeiro, vocês seriam centenas de milhões sobre a Terra, e o conjunto da humanidade já teria vivido o Despertar, e esse não é o caso, mesmo se esse processo de hoje seja um mecanismo aberto a todos, porque as condições iniciais, prévias, são totalmente diferentes, desde uma geração ou duas gerações.

Enquanto vocês não são Humildes, enquanto vocês não são Simples, enquanto não são Transparentes, e enquanto não estão nesse Caminho da Infância, o Coração não pode permitir-lhes viver o Si, a Unidade e o Presente.

É o mental que procurará, sempre, pela compreensão, apropriar-se da Luz.
A Luz não é, jamais, uma apropriação, é uma restituição, é uma Transparência total.

O ego que se criou (eu não voltarei nas circunstâncias históricas ou nos mecanismos, pouco importa), mas o ego, progressivamente e à medida do que foi chamada a encarnação, as encarnações, pouco a pouco, cristalizou-se.
A alma desceu, cada vez mais, Vibratoriamente, a mecanismos de ação / reação (quaisquer que sejam os nomes que possam ser dados, tanto no Oriente como no Ocidente ou como em qualquer época).

O próprio princípio da ação / reação, que é a lei desse mundo, está em total contradição com a Lei do Espírito.

Vocês não podem aceder a esse Desconhecido enquanto mantêm o que quer que seja desse Conhecido, e o que lhes é mais Conhecido, é claro, é a personalidade, sua pessoa, seu Mim, mas que não é o Si.

O Si não está no extremo de um caminho, ele não está, tampouco, amanhã, não está, tampouco – é claro – ontem, mas ele está – como foi dito – no Instante Presente.

Ora, o ego jamais está no Presente porque, a partir do instante em que o mental escuta, ele procura compreender e, portanto, ele não pode estar no Presente, porque ele já está no instante seguinte.

É o mesmo para as emoções, e é o mesmo para todos os funcionamentos do que é limitado na personalidade.

Não existe qualquer mecanismo presente na personalidade que permita viver a Unidade, o Si e o Presente.

Todos esses mecanismos, sem qualquer exceção (referências ao passado, ascese ou aprendizagem), devem desaparecer porque, mesmo aquele que segue uma ascese aproxima-se, como eu disse, da Porta Estreita, mas, jamais, a ascese, por si, fará cruzar a Porta Estreita.

O único modo de cruzá-la é o Sacrifício e a Crucificação.
Não pode haver Ressurreição (ou seja, manifestação da Consciência do Ser, Realização, Despertar do Si, da Unidade e do Presente) enquanto os elementos que não são o Si, a Unidade e o Presente são majoritários.

E o que conduz a personalidade é, muito exatamente, a antítese do Si, da Unidade e do Presente.

As condições prévias de fazer calar o mental, as emoções (pela meditação, pela oração, pelo estado Interior) são condições prévias: essas condições prévias são úteis, mas não serão, jamais, a Passagem da Porta.

Questão: foi dito que nossa alma não conhece nosso Espírito. É possível, por uma intenção específica, fazer de forma a que, justamente, nossa alma conheça nosso Espírito?

Sim, isso foi explicado por IRMÃO K (ndr: ver em nosso site a canalização de IRMÃO K, de 7 de julho de 2011, concernente à revelação da Luz no eixo lateral anterior direito, assim como a descrição dos Atalhos correspondentes – Portas AL, VISÃO, PRECISÃO – na rubrica «Protocolos a praticar – Reconstrução do Corpo de Ressurreição»).

É a Reversão da alma, da Visão e da Atração para o Espírito.
É a Renúncia.

É o mesmo mecanismo que acabo de explicar.
Não há outro caminho, não há outra possibilidade.


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs dessa assembleia, eu rendo Graças por nossa Comunhão.
Eu permanecerei Presente, em vocês (porque eu ali estou), para o período comum de Comunhão.

Eu lhes dirijo a Plenitude da Graça e da Alegria.

Comunguemos, antes que eu me estabeleça em vocês.


... Efusão Vibratória/Comunhão...

Até breve.



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Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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