sábado, 5 de novembro de 2011

IRMÃO K - 05 de novembro de 2011 - Autres Dimensions






05 de novembro de 2011.

Mensagem publicada em 06 de novembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou Irmão K.

Irmãos e Irmãs na humanidade, que a Paz e a Unidade sejam nosso estado nesse Presente.

Eu venho a vocês nesse âmbito de elementos que desejo dar-lhes e que se inscrevem na sequência lógica de minhas intervenções precedentes, concernentes à Liberdade, à Autonomia, ao acesso ao desconhecido, ao que desenvolvi sobre algumas Portas e, em especial, ATRAÇÃO / VISÃO, o fogo da alma em oposição ao Fogo do Espírito que será, esta noite, iluminado por outros elementos que lhes foram comunicados e, em especial, o princípio de Comunhão e de Graça.

Minhas reflexões serão focadas no que decorre do que lhes foi emitido e, talvez, para alguns de vocês, dado a viver e a experimentar.

Eu atrairei, portanto, sua atenção a certo número de pontos que, durante o período que há a viver, nesse momento, é capaz de facilitar-lhes, de algum modo, o que há a viver e a manifestar. Isso se inscreve, também, na lógica do que voltou a ser-lhes dado, de maneira mais ampla, por um dos governadores do Intraterra, concernente ao «Eu sou Um» (ndr: ver a rubrica «Humanidade em Evolução»).

Reenquadremos, se, efetivamente, quiserem, primeiramente, no plano histórico da humanidade em encarnação (em todo caso, para o que nos é acessível, nessa última faixa de História e sem remontar a muito distante), unicamente em relação ao vigésimo século.

O vigésimo século viu nascerem inúmeros ensinamentos, ao olhar ou ao alcance espirituais, através da revelação (de diversas fontes) de elementos constitutivos da alma, de elementos ligados à encarnação e aos princípios do Espírito.

Inúmeros ensinamentos encarnaram-se, naquele momento, e tentaram, cada um em seu domínio, transmitir-lhes um princípio, leis, exercícios, ensinamentos.

É claro, para aqueles de vocês que reconheceram minha presença, é evidente que eu participei, também, à minha maneira, desse conjunto de coisas que foram emitidas durante o vigésimo século.

A maior parte de vocês estava presente, é claro, no vigésimo século e tiveram, talvez, a oportunidade de seguir, de ler ou de praticar certo número desses elementos que foram comunicados.

Eu quero atrair sua atenção a certo número de pontos que são, parece-me, essenciais para o que há a viver, ainda que apenas no estabelecimento da Consciência Unificada, através da Graça, da Comunhão, do «Eu sou Um» e da majoração do aparecimento da Luz Vibral na humanidade.

Eu inscreverei isso no âmbito de um mecanismo Interior, se possível evitando fazer qualquer referência aos eventos, é claro, que se desenrolam, de maneira exterior, na Terra, sobre a Terra, porque eles são apenas os reflexos do que acontece, obviamente, na Consciência do Homem.

Como em minha vida, insistirei, fortemente, no princípio que, se for seguido, permitirá a vocês se descondicionarem, inteiramente, de todo conhecido, de toda certeza concernente às crenças, que os conduz a seguir um ensinamento, uma pessoa ou um conjunto de regras.

Conhecer as leis da alma, conhecer a História, conhecer os exercícios não basta, porque isso não propiciará, jamais, a Liberação na Unidade e na Alegria.

Existe certo número de obstáculos que são diretamente ligados às crenças manifestadas pelo ser humano, quaisquer que sejam essas crenças (seja em um modelo espiritual, em um modelo filosófico ou religioso).

Eu disse e repito que a crença é, certamente, o que mais os afasta da Verdade porque, a partir do instante em que vocês fazem sua uma verdade que não tenham vivido, mas oriunda de uma experiência, qualquer que seja (mesmo se essa experiência seja verdadeira), não lhes conferirá, jamais, a possibilidade de viver a experiência da Verdade.

A crença pode estar situada no exato oposto da experiência.
Hoje, tudo concorre, no que nós lhes demos, para fazê-los viver sua própria experiência. Experiência, é claro, que se inscreve bem além de mecanismos intelectuais, bem além de mecanismos de compreensão, porque é o próprio mecanismo da experiência que os tornará Livres, enquanto o conjunto de crenças que vocês manifestaram durante sua vida jamais pôde, é claro, liberá-los do que quer que fosse.

Não há qualquer meio, para o ser humano, enquanto ele adere a uma crença exterior ou a um mestre exterior, de poder manifestar sua Verdade porque, enquanto vocês seguem uma verdade exterior (como dogma ou crença), vocês não podem viver a experiência dessa Verdade.

Existe, portanto, nesse nível, um mecanismo de revolução Interior a adotar e que, devo dizer, é grandemente facilitado por um aspecto que não estava presente (ou, em todo caso, nos três quartos do vigésimo século), que é o impacto da Luz Vibral na Vibração da própria Consciência e, portanto, na própria Consciência.

Ver uma paisagem de sol não será, jamais, a vivência do Sol.
Ver uma imagem, qualquer que seja, não lhes permitirá, jamais, tornar-se a imagem, tanto nos mecanismos íntimos da imagem e de sua elaboração, como na realidade do objeto que permitiu construir a imagem.

E eu entendo, é claro, por imagem, qualquer mecanismo, não unicamente visual, mas inscrito numa representação, qualquer que seja, presente em todo ser humano.

Enquanto exista a mínima representação da Luz, enquanto exista uma representação figurada da Vibração, enquanto exista uma aceitação do que não é vivido, vocês não podem viver a experiência do que desejam viver. Enquanto vocês seguem uma autoridade exterior, seja ela a mais justa, a mais honesta, a mais sincera e a mais autêntica, vocês não podem estar em seu próprio caminho e manifestar a Vibração de seu caminho.

Existe um momento em que, mesmo através do que lhes foi comunicado (por exemplo, por Um Amigo, concernente ao Yoga da Unidade) (ndr: ver a rubrica «protocolos a praticar»), existe um momento em que vocês devem liberar-se, aí também, desses elementos que lhes foram dados, não como um objetivo ou uma finalidade, mas, efetivamente, como elementos que permitem aumentar a Vibração da Consciência e, portanto, a Consciência.

Mas vem um determinado momento em que vocês não são mais essa Vibração da Consciência, em um determinado ponto do corpo, mas no qual o conjunto da Consciência torna-se essa Vibração e permite-lhes, portanto, sair da limitação.

Vocês não podem viver o ilimitado – assim como não podem viver o Amor ou a Luz – por uma adesão ao que quer que seja, por uma prática, qualquer que seja, por qualquer confinamento numa prática, numa adesão. Enquanto vocês não estão livres, inteiramente, vocês não podem viver a Luz, inteiramente.

É claro, existem mecanismos – didáticos e pedagógicos – que os conduziram a liberar certo número de constrangimentos ligados, justamente, às crenças, às diversas dependências, aos diversos confinamentos.

O papel dos Arcanjos, nesse nível (e seu papel, é claro, e o nosso), foi essencial para impulsionar, na humanidade, esse mecanismo da experiência da Luz, da experiência Vibral, que conduz à sua Liberdade e à sua Liberação.

Hoje, quando nós dizemos, uns e outros, que tudo é Um e que tudo é interligado, o paradoxo é que vocês não podem viver essa interligação enquanto exista a mínima relação.

O fato de viver a Unidade e de aceder à Consciência Unitária apenas pode fazer-se se a re-aliança é Livre de qualquer relação, porque essa re-aliança não é uma relação, mas uma ressonância específica, num estado específico da Consciência, entre o objeto e o sujeito considerado como exterior, entre dois sujeitos ou dois objetos que se liberaram, totalmente, de toda ressonância de relação, para viver a re-aliança, ela mesma, chamada Comunhão.

A Comunhão, como foi dito, é o meio de viver o Serviço, de viver a Liberdade, de viver o Amor, porque essa ressonância de re-aliança não se estabelece mais de acordo com as regras convencionais dessa Dimensão, mas transcende, inteiramente, os elementos constitutivos dessa Dimensão, bem além do corpo e da alma, fazendo-os, ou tentando fazê-los penetrar, por sua experiência, diretamente, no mundo do Espírito.

Eu tive a oportunidade de exprimir o que diferenciava o fogo da alma e o fogo do corpo voltados para o ego, do Fogo do Espírito.

O fogo da alma e o fogo do corpo confinam e nada resolvem.
O Fogo do Espírito libera, porque ele consome o que deve ser consumido, permitindo-lhes encontrar a Liberdade e a realidade do Ser final, que vocês são, e que nós somos, todos, em Verdade.

As relações, as crenças, as certezas, que não são uma experiência, não têm qualquer valor para a Unidade e não permitem, de modo algum, viver a Unidade.

A Unidade é vivida a partir do instante em que o conjunto de crenças encontra-se totalmente dissolvido ou, no mínimo, não eficiente no instante de sua meditação, no instante de seu presente.

Dito diferentemente, o Espírito não depende de qualquer passado e não é responsável por qualquer futuro.

O Espírito é livre de todo condicionamento, livre de toda Dimensão e a Consciência é o agente disso.

Enquanto a Consciência está inscrita nos modos de funcionamento do confinamento, ou seja, do corpo de desejo, da personalidade, da expressão de uma vontade, qualquer que seja, mesmo de bem, enquanto existe, nesse mundo, uma atração da alma e do corpo para o estabelecimento de certo número de leis às quais seria necessário conformar-se, o Espírito não pode ser encontrado e, portanto, a Luz Vibral não pode estabelecer-se, inteiramente.

Há algum tempo, um Arcanjo falou-lhes do Abandono à Luz (ndr: diferentes intervenções de Anael).

Hoje, uma nova etapa pode ser cruzada, a partir do instante em que vocês saem dos condicionamentos da vontade de ajudar, dos condicionamentos de querer curar, mas, efetivamente, quando vocês levam sua atenção, unicamente, ao estabelecimento dessa comunhão de Espírito a Espírito, de Coração a Coração, se preferem, que lhes permite, por essa re-aliança e essa ressonância, escapar das relações condicionantes da personalidade, das relações condicionantes da alma e, portanto, permite-lhes, como disse nosso Comandante, sair de todos os contratos ilusórios, estabelecidos pela alma e estabelecidos pelo corpo, mas que os impedem, literal e objetivamente, de viver a experiência do Espírito.

O que deve manifestar-se, nesse mundo e em vocês, é a Realidade e a Verdade do Espírito.

O Espírito que, eu os lembro, criado perfeito, não pode ser alterado, de maneira alguma, nem pela encarnação, nem pela personalidade, nem pelos jogos da alma que ainda não se voltou para o Espírito, mas participa da encarnação e das forças que encarnam (tais como eu as nomeei: Prometeicas ou Luciferianas).

Assim, portanto, liberar-se do conhecido e aceder à Liberdade apenas pode fazer-se quando há um Abandono total de todos os prejulgamentos, de todos os condicionamentos, de todas as crenças, fossem elas as mais lógicas nesse mundo porque, é claro, a Verdade não é desse mundo, mesmo se ali ela penetre, atualmente.

Ela não vem para iluminar o mundo, mas para pôr fim a certo modo de mundo que não é Unitário nem qualificado para viver a Verdade.

A diligência Interior é, portanto, de algum modo, uma diligência que os faz apreender as asas da Comunhão, do «Eu sou Um», da Graça.

Tantos elementos que lhes permitem verificar, uns com os outros, e Um através do outro, que a realidade do Espírito e da Unidade do Espírito é, efetivamente, o que há a viver, hoje, bem mais do que a adesão a qualquer discurso que seja, a qualquer religião que seja, a qualquer salvador que seja.

Não há saída fora da Luz.
É claro, é o que proclama o conjunto de mestres, o conjunto de religiões e o conjunto de diligências ligadas à espiritualidade, tais como foram vividas durante milênios e tais como foram modificadas, eu diria, no curso do vigésimo século.

Vocês não podem ser Livres enquanto estão submissos.
Vocês não podem ser Livres enquanto existe um contrato que os liga a esse mundo.

Esse é um mecanismo da Consciência e não concerne, necessariamente, à vivência, porque, naquele momento, se devia ser vivido, unicamente, como uma liberação de contratos sem, contudo, compreender dele o sentido, isso não se traduziria por qualquer vivência de Liberdade e, sobretudo, por qualquer Liberação.

A Liberação do confinamento não é uma visão do Espírito, nem uma visão da alma, nem uma visão do corpo, mas, efetivamente, um estado da própria Consciência, que passa da limitação e do confinamento ao ilimitado e à Liberdade. Isso se realiza, concretamente, apenas quando vocês não estão mais apegados a esse mundo, ao mesmo tempo estando, como dizia o Cristo, sobre esse mundo.

O princípio da Graça estabelece-se em vocês apenas quando aquiescem à sua própria Liberação porque, enquanto vocês não estão Liberados e enquanto não aceitam a Liberação, é vão, obviamente, aclamar ou proclamar qualquer Liberação.

Eu entendo por Liberação o fim da consciência limitada, ou seja, o acesso à Vibração da Unidade, ao Si ou, ainda, ao corpo de Existência.
E isso não é um trabalho, isso não é algo a efetuar, mesmo se os exercícios, eu repito, que lhes foram propostos (por exemplo, no Yoga da Unidade) possam ser-lhes de uma ajuda.

Mas são apenas uma ajuda.
Isso não será, jamais, uma finalidade, como tal porque, em definitivo, e assim como lhes foi dito, de diferentes modos, apenas vocês, e vocês sozinhos, é que podem passar a Porta Estreita.

A Porta Estreita, chamada de diferentes modos (Crucificação, Renúncia, Abandono), traduzirá, sempre, a única e mesma Verdade que, enquanto vocês não são Livres, vocês não podem ser Liberados.

E ser Livre é liberar-se do conjunto de suas crenças, é considerar e viver a experiência da Liberdade a mais absoluta.

É claro, o ser humano vive, como vocês sabem, numa forma de prisão da qual ele não tem consciência.

Inúmeros mestres, no passado, exprimiram isso e pensaram (corretamente, para eles, mas incorretamente, para o outro), que podiam levá-los, através do que podia ser chamada uma iniciação ou sua proximidade, a viver sua própria Liberação.

A partir do instante em que um ato é colocado, a partir do instante em que um mestre exterior ou um guru ou aqueles que o seguem (que vão, obviamente, transformar sua mensagem inicial) vão querer ser aplicados e seguidos, naquele momento, é impossível viver a Liberação e a Liberdade.

Bem ao contrário, é um fator suplementar do confinamento.
A Liberdade e o desconhecido não podem encontrar-se no conhecido.
É necessário, portanto, liberar-se, inteiramente, de tudo o que lhes é conhecido.

E eu entendo por conhecido todo sistema de adesão ou de crença, todo princípio ao qual vocês aderem, de uma maneira ou de outra.

Enquanto vocês creem ser esse corpo, vocês não podem sair desse corpo.
Enquanto vocês creem que a Luz encontra-se nesse mundo, vocês não podem encontrar a Luz.

A Luz chega a esse mundo, mas a Luz esteve ausente desse mundo durante tempos imemoráveis.

É o próprio princípio da ruptura, do esquecimento, da queda (tal como foi nomeada por algumas religiões), que os fez esquecer a dimensão do Espírito, até negá-la e até chegar nesses tempos, em que o conjunto da humanidade não crê mesmo mais na existência de qualquer alma ou de qualquer sobrevida.

E isso não é melhor ao nível das crenças de tipo oriental, nas quais existem princípios de leis aplicáveis a essa matriz, chamado carma (a ação/reação) e algo que é muito caro aos espiritualistas de qualquer ramo, que eu chamaria o livre arbítrio.

Na Liberdade, no Espírito não há que se importar com o livre arbítrio.
O livre arbítrio é o álibi, dado pela personalidade, para aproximar-se de uma luz tão ilusória quanto a personalidade.

A Liberdade não se embaraça nem com a personalidade nem com o livre arbítrio.

A Liberdade é a Liberdade.
Ela é o fim do confinamento, o fim da compartimentação, o fim das crenças e o início da experiência da Unidade. Mas, para viver o início da experiência da Unidade é necessário, efetivamente, Liberar-se, inteiramente.

A problemática é que o ser humano é persuadido de que ele se libera dos confinamentos que lhes são acessíveis como, por exemplo, um sofrimento ligado a um traumatismo vivido, qualquer que seja, estudando esse traumatismo, analisando-o, tendo dele a compreensão, tendo dele o conhecimento e, após, por diferentes técnicas, perfeitamente estudadas durante o vigésimo século, liberar-se desse elemento.

Mas liberar-se desse elemento não libera, contudo, o Espírito, mas confina, ainda mais, a alma nos princípios de ação/reação ligados ao mundo da ATRAÇÃO-VISÃO da ilusão Luciferiana, do livre arbítrio, da ilusão Prometeica, do renascimento eterno nesse mundo.

O Espírito não conhece as leis da matéria.
A matéria não conhece as leis do Espírito.

A alma conhece apenas as leis da matéria, aplicáveis nesse universo e nessa Dimensão.

Frequentemente foi dito que as leis do Espírito não são as leis da matéria.
Foi dito, também, que o que está no alto é como o que está embaixo. Mas o que está no alto não é um limite, é uma imposição.

Essa imposição traduz, simplesmente, o alto e o baixo de um confinamento porque, fora do confinamento, no Espírito, não existe nem alto, nem baixo, nem dentro, nem fora, nem esquerda, nem direita, nem bem, nem mal.

A consciência confinada e limitada, adepta, mesmo, de caminhos espirituais inscritos em diferentes modelos, não pode conceber outra coisa que não o que lhe é conhecido.

Ela não pode conceber, essa consciência, que existem universos nos quais o confinamento não existe, ou seja, nos quais o princípio do bem e do mal não pode existir, nos quais o princípio do que é chamado o alto e o baixo não existe porque, nesses mundos, apenas existe a Luz.

Não a luz vista no exterior, não uma luz vista com a ilusão do terceiro olho, não uma luz vista, eventualmente, com a visão etérea, mas a Luz vivida como Consciência total do Ser, o que é profundamente diferente.

Enquanto a luz é concebida e vivida como um objetivo e um objetivo a atingir, esse objetivo faz apenas afastar-se, de vida em vida, e nos conduz, de maneira extremamente lógica, ao que foi chamado o fim da idade sombria ou Kali Yuga.

O Espírito pode apenas encontrar-se fora de um momento ou de um instante em que vocês não estão mais nesse tempo, sem, contudo, fugir desse tempo e desse mundo. É o momento preciso em que vocês percebem e conscientizam-se de seu próprio confinamento.

Então, é claro, a experiência inicial, que considera o que aconteceu para inúmeros místicos, em todas as tradições, considera esse evento inicial como o mito que vai permitir realizar, real e concretamente, o Despertar, que faz, realmente, escapar da matriz a alma, o corpo, ao mesmo tempo estando presente no corpo, na alma, mas tendo revelado o Espírito.

O Espírito não está em outro lugar que Aqui e Agora, mesmo se exista uma contrapartida da Consciência (chamada corpo de Existência), presente no Sol, e que se sobreporá, no momento vindo, com o conjunto de estruturas ilusórias e confinantes.

Viver o Espírito não pode ser assimilado a qualquer outra experiência, porque o Espírito, quando é vivido, confere a liberdade e confere certo número de elementos que não podem ser obtidos por qualquer ascese (qualquer que seja), por qualquer crença, porque os estados tocados, naqueles momentos, são apenas efêmeros e não podem perdurar e, em todo caso, não permitem viver o Espírito de modo permanente e ilimitado.

A liberação que está em curso, hoje, em vocês, se vocês a aceitam, como para o conjunto da humanidade, é, efetivamente, uma liberação final, no sentido em que haverá um antes e um depois.

Esse antes e esse depois se inscrevem numa duração de tempo, aí também, como vocês sabem, cada vez mais estreita, cada vez mais fulgurante, que os conduzirá a posicionar-se, como Consciência, nessa Luz ou fora dessa Luz. Mas vocês não poderão mais, tanto uns como outros, ignorar o princípio de conexão à Luz, o que mudará, completamente, a vida da própria consciência, quer ela se realize num mundo dito carbonado ou em mundos totalmente livres ou, ainda, no que é chamada a dissolução na Luz.

Enquanto vocês não aceitam o princípio de Liberdade total, é claro, a Liberdade total não pode revelar-se. Enquanto vocês não respeitam – não como âmbito, mas como princípio dinamizador – o que são chamados os Quatro Pilares do Coração, vocês não podem escapar dos condicionamentos da personalidade.

O conjunto de Pilares, o conjunto do que lhes foi desenvolvido sobre a Transparência, sobre a Humildade, a Simplicidade e o Caminho da Infância ou a Pobreza são, estritamente, os Pilares que lhes permitem desengajar-se, inteiramente, da ilusão das crenças.

Viver isso é um grande passo para a Liberdade e para a Liberação, mas não é a Liberação.

De fato, virá um momento em que se colocará, dentro de vocês mesmos, se já não foi feito, a questão que vocês se colocarão a si mesmos: vocês estão prontos para tudo perder, para viver a Verdade?

Vocês estão prontos para fazer desaparecer o conjunto de ilusões, personalidade, corpo, relações, apegos, seduções desse mundo, para viver a Luz?

É isso que vem lembrá-los a Fonte, no que foi chamado a Promessa e o Juramento. É a isso que o conjunto de elementos que lhes foram comunicados, de maneira Vibral e como ensinamento, se se pode dizê-lo, deve permitir posicionarem-se.

Haverá apenas dois posicionamentos: o posicionamento no medo e o posicionamento na Liberdade.

O medo não poderá liberar o que quer que seja, mesmo se o mecanismo de liberação concirna à totalidade da humanidade, à totalidade das almas. Mas haverá uma dificuldade para Liberar-se, totalmente, da influência da alma sobre a matéria, que deve conduzir à perpetuação da alma, por um determinado tempo, específico a cada Um.

A Liberdade é um ato de Abandono total.
A Liberdade é um ato de resolução que permite Liberar-se, inteiramente, de tudo o que é conhecido.

Liberar-se do conhecido implica, necessariamente, para a personalidade, um elemento essencial.

Esse elemento essencial é a angústia de seu próprio desaparecimento.
E, aliás, a maior parte dos fenômenos de Despertar, no antigo tempo, que remonta a mais de uma geração, realizou-se quando desses momentos de perda dramática ou de conscientização da Ilusão desse mundo, através de uma angústia de morte súbita.

Nesse princípio de Abandono, a partir do momento em que não há mais esperança, a partir do momento em que a alma é apreendida pelo medo de sua própria dissolução e a partir do momento em que não há resistência nem luta no Interior da personalidade, é nesses momentos privilegiados que se pode viver, de maneira final, eu diria, o próprio princípio da dissolução, da Liberdade e da Liberação.

É claro, durante esse período, o corpo de desejo (no que dele resta), qualquer que seja a purificação de seus próprios desejos, vai manifestar-se, de modo ruidoso, induzindo certo número de medos, uma vez que a personalidade, como projeção num mundo ilusório, existe apenas porque o medo a manteve.

Esse medo concerne a diferentes segmentos da personalidade, que se traduzem, antes de tudo, pela própria perda da própria personalidade.

A consciência fragmentária é dirigida pelo medo.
A Consciência Unitária é dirigida pelo Amor.
A consciência fragmentária chama o Amor para dele apropriar-se.
A Consciência Unitária é o Amor, por restituição.

Esse princípio de restituição é a única porta de acesso ao desconhecido.
Isso foi chamado a Porta Estreita, em sua terceira Passagem.

Hoje, cada ser humano, cada Irmão e Irmã presente na superfície deste planeta encontrar-se-á, de um modo ou de outro, a realizar essa conscientização para, eu repito, posicionar-se de um lado ou do outro.

Assim, portanto, vocês não têm que aceitar, tampouco, minhas palavras.
A única coisa que vocês podem fazer, como foi enunciado há pouco tempo, é Comungar a elas e ver se essa Comunhão realiza, em vocês, a ativação da Vibração do Coração, o sentimento de Liberação total, a ausência de influência do mental e das emoções que vêm dizer-lhes o inverso.

Naquele momento, nós teremos comungado e, naquele momento, as palavras que eu teria pronunciado não serão palavras que foram aceitas pelo mental, ainda menos por uma crença qualquer, mas, efetivamente, pela ressonância de campos Vibratórios Unificados que teremos estabelecido, que lhes permitirá, então, viver e aproximar-se de sua Liberação e de sua Liberdade.
Não há alternativa.

Qualquer outro caminho é um malogro.
Com o conjunto de mestres e de salvadores que se encarnaram, com o conjunto de gurus e de sistemas que lhes foram dados, se um único ser tivesse conseguido liberar-se do mesmo modo, a humanidade teria sido Liberada, inteiramente.

Nós podemos constatar, e vocês podem constatar, vocês, que ainda estão encarnados, que esse jamais foi o caso, qualquer que seja o mestre, qualquer que seja o guru e qualquer que seja aquele que criou uma religião, qualquer que seja.

Porque, a partir do instante em que o Homem, mesmo através de algo que seja totalmente exato e verdadeiro, põe-se a aderir, sem verificar, pela própria experiência, ele confina o modelo, quer esse modelo seja o mais exato e o mais autêntico.

Não há alternativa que não a de fazer a experiência da Liberdade.
Não há alternativa que não a de realizar a Luz, caso contrário, vocês continuarão numa crença na Luz e numa projeção exterior da Luz.

A novidade, desde uma geração, é que a Luz Adamantina ou Vibral está cada vez mais presente em seu ambiente, em seus chacras, em seus corpos, em suas células, realizando o que havia sido visto, há certo tempo, por Sri Aurobindo, concernente à chegada do Supramental.

E o que observamos, hoje, na superfície desta Terra?
Inúmeros mestres apreenderam-se dessa Luz Vibral para apropriar-se dela e não para dá-la.

Obviamente, naquele momento, a Transparência não pode ser vivida e, ainda mais, a Humildade e a Simplicidade, afastando sempre mais os adeptos e aqueles que seguem esses seres de sua própria Verdade.

Hoje, vocês devem desembaraçar-se, inteiramente, de todas as crenças.
Façam o exame de sua consciência.

O que existe, em sua consciência, em sua vida, como crenças?
Enquanto vocês creem que dependem de um ser, enquanto creem que dependem de uma relação, seja a mais harmoniosa e a mais correta, vocês não são Livres, porque a relação é uma comunicação, mas não é uma comunhão.

Os elementos que lhes foram comunicados, concernentes à Comunhão e ao «Eu sou Um» são, muito certamente, o meio de fazer a experiência, por si mesmos, de uma consciência em via de Liberação para outra Consciência, do que representa a experiência da Unidade e da Graça, porque a Graça e a Unidade, a Existência e o Si representam a mesma realidade da Consciência e do Espírito Liberados.

Vocês não podem viver a Consciência Liberada enquanto aderem a uma parte de vocês mesmos que não é Livre. Ora, tudo o que lhes é conhecido de si mesmos é, por essência e por natureza, confinado e confinante.

Vocês devem, portanto, apresentar-se, de algum modo, sem a priori e sem pedido, em qualquer tentativa de Comunhão.

Vocês devem substituir a comunicação e a relação afetiva pelo Coração, ou seja, pela Comunhão de Corações.

Essa Comunhão que não se importa com seu passado, que não se importa com suas experiências passadas, que não se importa com suas emoções, mas que se vive, unicamente, no instante presente.

A única relação correta que pode existir apenas pode estabelecer-se através da Graça e dessa Comunhão. Apenas realizando sua própria Unidade e, portanto, sua própria Liberação, é que se pode comungar e não Liberar o outro, é claro, mas permitindo a ele também, aproximar-se de sua própria Liberação, pela ressonância de campos e pela Liberdade que vocês manifestam.

Vocês não são, portanto, um modelo para o outro, mas vocês são chamados a tornar-se aquele que vai permitir fazer ressoar o campo unificado da Consciência, que permite, para o conjunto da humanidade, sair do sonho.

O que disseram nossos Irmãos orientais, em todos os tempos, concernente à ilusão desse mundo e à projeção desse mundo e ao confinamento desse mundo é a estrita verdade.

Mas essa verdade, vocês não podem tocar se não a vivem.
E não há outro modo de viver essa verdade, a não ser liberar-se de tudo o que lhes é conhecido como crença, como relação, que não é uma Comunhão (como qualquer comunicação com qualquer plano que seja).

Em resumo, mesmo o ser no qual estou (ndr: aquele que canaliza essas informações) não pode viver sua própria Liberação enquanto é dependente de qualquer comunicação.

Apenas a Comunhão, que pode estabelecer-se de Coração a Coração, é que permite liberar.

E essa é uma experiência que deve ser efetuada, cada um por si, mesmo na Comunhão, tal como lhes foi dado por diversos intervenientes.

Mais do que nunca, vocês são chamados a Liberar-se.
Mais do que nunca, vocês são chamados a viver a Graça.

E essa Graça está ao alcance do Coração.
É necessário passar por essa revolução da Consciência, total, fazendo cessar, em vocês, toda adesão ao que não é da ordem da Luz. E, é claro, como disse, com humor, nosso Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV), não é questão de matar pai e mãe.

É, simplesmente, questão de restituir a Liberdade a cada ser.
Mesmo se ele não a queira.

Não há outro meio de estabelecer a Comunhão.
A Comunhão é uma relação de Liberação, é uma ressonância.
Qualquer outra relação é apenas confinante e limitante, em condicionamentos, quaisquer que sejam (morais, sociais e mesmo espirituais).

O Espírito não é espiritual.
O Espírito É, de toda a eternidade.
E ele se manifesta, agora, para que vocês dele se conscientizem.
E o conscientizar-se pode apenas realizar-se se absolutamente nada de conhecido – nem ao nível da alma, da matéria ou da personalidade – venha interferir. Mas, como vocês sabem, vocês não podem lutar contra a personalidade, não podem lutar contra seu próprio mental, não podem lutar contra suas próprias emoções porque esse contra o que vocês lutam, ao final, reforça-se.

Todos vocês fizeram a experiência disso e nós todos a fizemos, em nossa vida. Há apenas um modo de proceder: é Liberar-se da totalidade das crenças, da totalidade do conhecido e apresentar-se nu diante da Porta Estrita. Isso necessita, efetivamente, de um Abandono e de uma Renúncia.

Como dizia o Cristo em sua vida, vocês estão prontos para segui-Lo, vocês estão prontos a tudo perder para encontrar a Verdadeira Vida?

Porque a vida, tal como é vivida no confinamento, não permite, jamais, viver a Luz.

É uma Ilusão mantida, aliás, propositalmente, pelas forças confinantes e pelas forças fossilizantes.

A Luz chama-os, hoje, a Liberar-se, inteiramente.
E vocês devem apresentar-se, em face dela, nus, sem qualquer crença, sem qualquer relação.

Não há outro modo de realizar a Unidade.
Caso contrário, a Unidade continua uma crença, uma adesão, mas não uma vivência.

A Unidade é uma vivência, e em curso de instalação, a partir do instante em que vocês não tenham mais qualquer dificuldade para entregar-se à Luz, ou seja, no estado de dissolução, que se traduz pela Alegria, pelo Sat Chit Ananda, pela felicidade, pelo Samadhi, o que não os impede, de modo algum, de participar desse mundo, enquanto esse mundo exista. Mas vocês se Liberaram e livraram-se dele, vocês não são mais prisioneiros dele.
O efeito na consciência, é claro, é totalmente diferente.

Então, é claro, a personalidade vai empacar [resistir].
Ela vai dizer que tem obrigações, responsabilidades.
Ela vai dizer que tem coisas a manter, coisas que permitem a ela viver.
A questão é extremamente simples e a resposta é extremamente simples: o que vocês querem viver?

A Luz não tergiversará.
Quando do momento coletivo da humanidade, vocês deverão ou responder ou virar as costas, ao mesmo tempo tendo consciência de sua natureza, se vocês ainda não a têm, agora.

A Luz torna-os livres, mas essa liberdade passa pela dissolução do que, justamente, participa do confinamento, tanto em vocês como no que vocês são, como no conjunto de setores de sua vida e no conjunto de setores desta Terra.

Crer que a liberdade vai manter um status quo, ao mesmo tempo transformando-o, agradavelmente, é apenas uma visão da personalidade que se inscreve no medo de sua própria dissolução, de seu próprio desaparecimento e que traduz, naquele momento, o apego da personalidade a ela mesma e à não liberação da consciência.

Vocês devem estar cada vez mais lúcidos sobre o que rege suas vidas.
Vocês devem estar cada vez mais conscientes da experiência da Luz e da experiência da Sombra desse mundo.

Não há mais, doravante, que lutar contra a sombra, porque esse contra que vocês lutam reforça-se e, dito de outra maneira, explodir-se-á, mais cedo ou mais tarde, na cara.

Em definitivo, caberá a vocês compreender e viver, por si mesmos, que, fora do Abandono à Luz e à Alegria, não há possibilidade de ser Liberado. Isso vai tornar-se, também, cada vez mais importante em sua consciência, conduzindo-os, aí também, em alguns casos, a colocar-se questões.

Mas quem é que coloca questões, se não é a personalidade?
O Coração não coloca qualquer questão: ele vive a Comunhão, ele vive a Graça, ele vive o «Eu sou Um» e não está, absolutamente, no instante seguinte, não está, absolutamente, na irresponsabilidade, tampouco, de sua vida, mas, efetivamente, na responsabilização que é consecutiva à Liberdade e à Liberação.

São, é claro (o que lhes dou), elementos complementares.
Como disse Um Amigo, para o Yoga da Unidade (e como eu tive a oportunidade, também, de dizê-lo), nós lhes aportamos tudo o que era possível aportar-lhes, para aproximá-los da experiência de sua própria Liberação e liberar-se, mesmo, do que nos dissemos, das Vibrações mesmo, a fim de viver, realmente, quem vocês São, a fim de fazer cessar toda projeção e todo medo.

Não há outro modo de conscientizar-se da experiência da Liberdade e da liberação.

Eu chego ao fim de minha exposição.
Nada mais há a seguir do que vocês mesmos.
Nada mais há a realizar do que o que vocês São.
Nada mais há a esperar do que o Amor.

E isso não é amanhã, nem depois de amanhã.
Esse Amor está inscrito na Graça, na Comunhão, na afirmação do «Eu sou Um» e na Vibração do que foi chamado o Fogo do Coração.

Todo o resto (pensamentos ou outros) afastam-nos dessa vivência.
Vocês vão tomar consciência disso, cada vez mais facilmente, porque inúmeros de vocês viveram momentos de aproximação dessa Porta Estreita na qual ou vocês se dissolvem na Luz ou vocês vivem a Unidade.

E, como vocês sabem, essa Consciência não é instalada, de maneira definitiva, em sua vida e em sua consciência. Cada vez mais, os espaços expandidos da Consciência e os momentos expandidos da Consciência tornam-se, como vocês percebem, para muitos de vocês, um apelo cada vez mais premente.

Então, é claro, esse apelo da Luz pode pô-los em face de medos (da dissolução, do futuro e da evolução).

O que vocês devem conscientizar-se, na finalidade, é que o que vocês São é, realmente, essa Luz ou o que vocês vivem, naquele momento.

Vocês nada mais são do que isso.
E, quando vocês São, inteiramente, isso, todo o resto não existe, simplesmente mais.

Quer isso aconteça no momento coletivo da humanidade, quer isso aconteça em seu ritmo e de modo totalmente livre, agora.

Se temos tempo, antes do espaço de Comunhão e de Alinhamento comum, e se existem, Irmãos e Irmãs presentes, em vocês, interrogações em relação a isso, eu os escuto.


Não temos perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs na humanidade, eu participarei, em vocês, do espaço de Comunhão e de Graça.

Eu posso apenas dizer: sejam o que vocês São, na Liberação e na Liberdade.
Sejam a própria Consciência.

Até já.



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Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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