terça-feira, 23 de agosto de 2011

SRI AUROBINDO - 23 de agosto de 2011 - Autres Dimensions



23 de agosto de 2011.

Mensagem publicada em 24 de agosto, pelo site AUTRES DIMENSIONS.



Eu sou Sri Aurobindo.

Irmãos e Irmãs encarnados, eu lhes dou minha Paz, eu lhes dou a Paz.

Tomem, se efetivamente quiserem, algumas respirações, para alinhar-se em nossa Comunhão de nossa Presença.

Nessa Comunhão vou, agora, comunicar-lhes certo número de elementos que se inscrevem na lógica que é a minha, na Assembléia dos Melquisedeques e, em particular, ao nível do ar.

Há agora quase dois anos, eu lhes dou alguns elementos concernentes à Consciência: a sua e aquela da Terra.

Desde o aparecimento da primeira Luz Azul, desde a Liberação do Núcleo da Terra e do Sol (passando pela Fusão dos Éteres e o Anúncio do choque da humanidade) eu tenho tentado, progressivamente (e eu os remeto, para isso, às minhas precedentes intervenções), conduzi-los até esse ponto presente do qual vamos, hoje, falar.

Minha intervenção é, hoje, eminentemente prática e eu abrirei, aliás, um espaço de questionamento concernente ao que vou dizer.

Certo número de vocês (e eu espero o maior número) vive, agora, desde os Casamentos Celestes (ou desde mais recentemente, ou mesmo de maneira mais anterior aos Casamentos Celestes), mecanismos específicos que acompanham a meditação.

Pode-se qualificar isso de experiências, que lhes permitem aproximar-se de estados, novos para muitos de vocês.

Esses estados são, de algum modo, preliminares à Passagem da última Porta e à Passagem da Porta posterior do Coração, que os estabelece, de maneira definitiva, em sua Unidade.

Assim como vocês, talvez, apreenderam, há dois modos de viver a Unidade: ou nessa Dimensão (pela dissolução da consciência fragmentária), ou por um mecanismo que lhes permite sair dessa consciência fragmentada de 3ª Dimensão para ir tomar seu Corpo de Existência e experimentar o que é a Vida ao nível do Espírito.

Alguns de vocês aproximaram-se, durante esse período (quando de seu período de alinhamento, de meditação ou de conexão), com experiências que se aproximam desse estado Unitário, seja ele traduzido por uma abertura específica do Coração e da Vibração do Coração (por processos Vibratórios intensos, por processos visuais em relação com a Visão Etérea ou a Visão do Coração) ou, ainda, por mecanismos indefiníveis que fazem com que a consciência comece a dissolver-se (diluir-se) na Luz, quaisquer que sejam as etapas que vocês tenham vivido até o presente, a título pessoal e individual.

É claro, ao nível da vida comum (sobre o que não voltarei), alguns Anciões exprimiram-lhes o valor essencial dos Quatro Pilares e, sobretudo, da humildade e da simplicidade, que devem ser a regra da vida na consciência fragmentada, a fim de favorecer a calma propícia ao estabelecimento na Consciência Unitária.

Eu não retornarei sobre esses elementos.
Eles foram amplamente desenvolvidos.

Eu gostaria, sobretudo, hoje, de dar-lhes certo número de elementos que permitem (em seus espaços de alinhamento), quando se aproxima de vocês um mecanismo que eu chamei o Switch da Consciência (ou o Basculamento da Consciência de um estado a outro), tentar favorecer, no interior de vocês mesmos, essa Passagem (e, se possível, essa Passagem final na Consciência Unitária), a fim de estabelecê-los, ao mesmo tempo conservando esse corpo, na Consciência Unitária.

É claro, certo número de elementos serão sobre seu caminho, tanto na vida comum como em seus espaços Interiores.

Eles foram, também, desenvolvidos, por exemplo, por GEMMA GALGANI ou pelo Arcanjo ANAEL, concernentes à Noite escura da Alma ou, ainda, às resistências à Luz.

É necessário que vocês compreendam que, qualquer que seja a vida da personalidade fragmentada (como foi dito), vocês estão, hoje, em face de certo número de elementos de resistência (que são comuns a todos) enquanto vocês não penetraram, não a experiência da Unidade, mas a vivência estável da Unidade.

Esses elementos não estão aí para desencorajá-los nem para encorajá-los a lutar contra o que se manifesta, mas, bem mais, para favorecer-lhes o mecanismo de estabelecimento da Consciência na Unidade.

Então, nesses momentos – de alinhamento Interior, de meditação, de conexão – certo número de processos desenrola-se, tanto ao nível dos sentidos como ao nível da própria Vibração (como ao nível, por exemplo, do Som da Alma, do Espírito) ou, ainda, da percepção das Coroas (do que é chamado o Kundalini ou, em todo caso, o Canal do Éter e o Fogo do Éter), vocês se aproximam, todos, nesses momentos, ao seu modo, dessa Unidade.

Alguns, durante esses momentos, podem, aliás, perder totalmente a consciência comum sem, contudo, recordar-se do que quer que seja. No entanto, vocês constatam, uns e outros – em graus diversos – que esses períodos de alinhamento (de conexão, de meditação) são capazes de favorecer, em sua consciência comum, certa forma de Paz, certa forma de serenidade e, em alguns casos, certa forma de dilema entre duas consciências (dois estados) nos quais algumas interrogações (lógicas, da personalidade) podem vir tocar e obstruir, de algum modo, o estabelecimento da consciência nessa Alegria e nessa Paz da Unidade.

Retornemos, se efetivamente quiserem, a esses momentos de Interioridade que vocês vivem. O mais difícil, nesses momentos, será, aí também, soltar, totalmente, com qualquer vontade, ainda que apenas de sentir, ainda que apenas de ver, ainda que apenas de perceber o que quer que seja.

De fato, a preliminar para a dissolução na Consciência Una passa, irremediavelmente, por nenhuma espera, nenhum desejo e nenhuma vontade.

É claro, é muito tentador, quando se vive uma experiência, querer reforçá-la, querer observá-la (certamente do exterior), mas, também, de alguma forma, apropriar-se dela.

Digam-se, nesses momentos (sejam os mais felizes e os mais intensos para vocês), que o que vai buscar apropriar-se da Luz será, sempre (e, indiscutivelmente, sempre), a personalidade e o ego.

É naquele momento que vocês deverão tornar-se extremamente lúcidos sobre o que acontece nesses momentos de alinhamento. Quer isso, eu repito, traduza-se por uma intensificação de suas Vibrações ou de um dos Fogos ou, simplesmente, por uma majoração do Som da Alma ou do Espírito ou, ainda, por uma modificação de seu ritmo respiratório ou, ainda, do Coração.

Nesses momentos, será necessário aprender a fazer o Silêncio, o Silêncio de qualquer vontade, o Silêncio, de algum modo, de qualquer apropriação de mecanismo que se viva.

Não é necessário, unicamente, ser um observador do que se vive, mas renunciar, de algum modo, mesmo ao que se vive e não querer apropriar-se, desenvolvê-lo ou amplificá-lo.

Então, vocês podem ajudar-se (e isso foi dito em muito numerosas reprises) da respiração. Isso pode permitir estabilizar um estado, mas não lhes permitirá, geralmente, desencadear o Switch total da consciência.

Lembrem-se de que existem três pontos que lhes foram dados por Irmão K (ndr: ver a intervenção de IRMÃO K, de 22 de agosto, na rubrica «mensagens a ler»), que corresponde a uma aproximação, de algum modo, dessa Unidade, simplesmente por ressonância da atenção sobre três pontos.

Esse ponto AQUI (IM, HIC, situado em três lugares do corpo) vai permitir, por ressonância, aproximar-se, também, do que foi nomeada a Porta Estreita, a Última Passagem, que permite à Consciência Cristo emergir no interior de vocês, na Luz Branca e nessa característica essencial do Cristo (ou do Supramental, se a palavra Cristo perturba-os).

Nesse momento preciso, quando há uma amplificação de seus sinais, quaisquer que sejam (sejam Vibratórios, respiratórios, auditivos), o mecanismo o mais importante a respeitar (assim que esse estado está suficientemente estabilizado) será, de algum modo, distanciar-se, aí também, do que é vivido (ou seja, superar, mesmo, o simples estado de observador).

E é nesses momentos que vocês deverão entregar, como dizia Cristo, seu Espírito nas mãos do Pai ou da Fonte.

É naquele momento que será necessário realizar o Abandono total.
Então, é claro, o Abandono total pode ser – e é, frequentemente – naquele momento, precedido de um sentimento de morte iminente.

Ele é, frequentemente, precedido pelo sentimento de perder terreno com a consciência, de perder terreno consigo mesmo, e isso é extremamente lógico, perfeitamente normal e mesmo desejável.

É nesse momento, uma vez que vocês tenham estabilizado, eu diria, seu estado ótimo, que é diferente para cada um (de meditação, de alinhamento, de conexão), que vocês poderão desencadear, por si mesmos e contando apenas com a própria Consciência, esse processo de Passagem que é, eu os lembro, agora, grandemente facilitado (bem além da Liberação da Terra e do Sol, bem além da Fusão dos Éteres ou dos Fogos dos Éteres), pela Abertura da Porta posterior que lhes permite, pelo Impulso do Espírito, cruzar, uma última vez, a Porta da Ressurreição.

É nesses momentos que vocês fazem prova, uma vez que a Consciência chegou a seu máximo, eu diria, de possibilidades (de Vibrações, de percepções sonoras, de desengate, de dissolução) que é necessário, naquele momento, Abandonar-se, inteiramente, ou seja, renunciar (ou seja, que não é mais questão de manifestar a mínima importância a qualquer fenômeno vivido ou percebido).

Renunciar a si mesmo, não mais resistir ao que quer que seja e deixar, naquele momento, a Luz Branca invadi-los, inteiramente, pelo Coração e pela Porta posterior; nada mais buscar, nada mais pedir, nada mais ousar e aceitar entregar seu Espírito entre as mãos da Fonte e morrer, naquele momento, simbolicamente, à personalidade.

É nesses momentos que vocês viverão (de modo cada vez mais próximo) a possibilidade de efetuar essa Passagem, bem mais facilmente do que o que vai levá-los a viver sua vida comum (se não é o caso, para cada um) porque, como vocês sabem, cada um reencontrar-se-á em face de suas últimas Sombras, a olhar, sem delas ocupar-se.

Cada um reencontrar-se-á em face de seus últimos medos.
Do mesmo modo que não será necessário dar peso, de algum modo (ou atenção), a esses medos, a esses processos que podem invadi-los (quer isso concirna ao corpo ou à esfera psicológica), do mesmo modo, nos processos de alinhamento, é necessário adotar, estritamente, a mesma estratégia, eu diria, que vai permitir-lhes – e nós o esperamos – passar, definitivamente, a essa Consciência Unitária.

Naquele momento, a Noite escura da Alma não poderá mais, jamais, existir.

Naquele momento, nunca mais seu humor poderá tornar-se triste.
Naquele momento, mais nenhuma interação com o ambiente poderá alterar sua Consciência e vocês saberão, de maneira inabalável, que vocês estão estabelecidos na Unidade.

Vocês não serão mais fragmentados.
A personalidade não estará mais na dianteira da cena, mas vocês tomarão consciência, com extrema facilidade, de que algo de novo coordena (dirige, de algum modo), seus próprios pensamentos, suas próprias emoções e alguns elementos – ligados aos medos, ligados a projeções, ligados a inquietações – apagam-se, muito naturalmente, porque, naquele momento, vocês estarão estabelecidos na Unidade, de maneira não mais experiencial – que aproxima dessa Unidade – mas, realmente, na Unidade totalmente vivida, integrada e aceita na encarnação.

Naquele momento, vocês poderão dizer que, qualquer que seja o que vocês tenham a viver (no corpo, em seu ambiente o mais próximo ou, ainda, nas circunstâncias de seu país ou do lugar em que vocês se encontram), vocês não poderão mais ser afetados, de maneira alguma, pelo que quer que seja e, ainda uma vez, isso não é um estado de destacamento – que os enviaria a outros lugares que não na encarnação – mas, efetivamente, um estado de lucidez total, plenamente encarnada, plenamente consciente, mas, acima de tudo, com os mesmos mecanismos de consciência.

Naquele momento, vocês não poderão mais manifestar a mínima interrogação sobre o que quer que seja porque vocês estarão estabelecidos – de maneira definitiva – na Alegria, na Paz e na serenidade, o que quer dizer que vocês não viverão mais esses mecanismos de ida-e-vinda de um ao outro (mais ou menos amplo, conforme sua própria consciência), mas vocês estarão estabelecidos em algo de imutável (de estável), quaisquer que sejam os contatos (possíveis ou não), conforme seu esquema de espírito com o Corpo de Existência, mas vocês estarão, entretanto, na consciência Unitária, inteiramente.

Esse último Switch (realizável entre agora e o prazo que lhes foi dado, de 26 de setembro) corresponde, para vocês, a mecanismos e possibilidades inesperados de estabelecer-se, com grande facilidade, na Consciência da Unidade.

Então, mesmo para aqueles que nos seguiram e que viveram aberturas, retenham que, aí também, nada há a forçar, nada há a pedir e que, se, contudo, vocês não conseguem soltar, suficientemente (se, contudo, vocês não conseguem estabilizar a experiência da Unidade num estado definitivo), vocês não têm, aí tampouco, de modo algum, nem que culpar nem que ter medo do que quer que seja, uma vez que – qualquer que seja a Coroa que esteja ativa em vocês – vocês estão, de qualquer modo, religados.

O que quer dizer que, naquele momento, quer vocês tenham conseguido estabelecer-se – de maneira definitiva – na Paz e na Unidade ou não, não tem em definitivo, nenhuma importância, não para agora, mas para depois.

Para agora, isso tem, contudo, uma importância que quer dizer que, se vocês estão estabelecidos – de maneira definitiva – em sua Unidade, a Alegria será muito presente, a Paz será muito presente.

Vocês se tornarão, efetivamente, esses Semeadores de Luz de que lhes falou um Arcanjo.

Vocês não terão mais, tampouco, que viver processos de ida-e-vinda que vão, efetivamente, tornar-se penosos (ou mesmo dolorosos) para aqueles que não o estabeleceram (nesse instante e nesse período).

Mas, mesmo para aqueles, lembrem-se de que há outros prazos, mas que é, certamente, muito mais confortável e útil (tanto para vocês, como para o conjunto da Terra) viver na Unidade do que viver o que eu chamaria as atribulações do fim da Dualidade.

Então, fora de seus estados de alinhamento (é claro, não para condenar-se, não para buscar uma explicação), estejam, simplesmente, lúcidos e claros sobre o que vocês são.

Olhem-se, eu diria, francamente (com Clareza) no HIC e NUNC porque, se vocês aceitam ver-se (sem subterfúgios, sem hipocrisias), se vocês respeitam – tanto em seu ambiente o mais próximo como o mais amplo – a Atenção e a Intenção, a Ética e a Integridade, AQUI e AGORA, se vocês respeitam o princípio de humildade e de simplicidade (ou seja, de não buscar coisas complicadas, de ir sempre para onde está a Fluidez, para onde está a simplicidade, a facilidade), vocês poderão, naquele momento, olhar-se cada vez mais facilmente (face a face, em sua vida comum), para ver os elementos que podem, ainda, ser freios ou resistências à sua Unidade.

Lembrem-se, contudo, de que certo número de elementos de suas vidas é chamado a transformar-se, modificando, mesmo, o equilíbrio da personalidade (tal como foi estabelecido nesse início do Século XXI), através das diferentes seguranças materiais (mais ou menos importantes) que cada um de vocês estabeleceu, até o presente, em sua vida, em função de seus próprios medos, de suas próprias aquisições e de suas próprias resistências.

A Luz Vibral – como vocês sabem – estabelece-se de maneira cada vez mais densa, cada vez mais importante e vem, efetivamente – por vezes de modo abrupto – modificar alguns dos caminhos que vocês tomaram até o presente e, eu repito, isso pode concernir tanto ao seu corpo como às relações, como a elementos que vocês julgavam, até o presente, essenciais e fundamentais de sua vida.

Lembrem-se, também, nesses tempos, de que não é mais tempo de querer empreender mudanças essenciais, porque o Impulso do Espírito não é mais para realizar essas mudanças essenciais, mas, efetivamente, antes, aceitar as circunstâncias que a Luz cria para vocês e em vocês.

Porque, o que ela criará, mesmo se vocês não percebam, imediatamente, o interesse (de fato, qual é o interesse de sofrer ou qual é o interesse de pôr em jogo um prognóstico vital ou de pôr em jogo um medo colossal, em vocês?), ainda que vocês não apreendam os prós, os contras, digam-se, efetivamente, que vocês estão na consciência fragmentada e que vocês não têm qualquer meio, pela consciência fragmentada, de obter explicações que, aliás, não têm qualquer espécie de importância.

Só o Abandono, aí também, vai permitir-lhes viver a Unidade (e absolutamente nada mais).

O que quer que lhes proponha a Luz, o que quer que lhes proponha seu ambiente, o que quer que lhes proponham suas relações, compreendam, efetivamente, que não se trata de estar, eu repito, num derrotismo ou num destacamento qualquer do que quer que seja, mas, bem mais, de tornar-se, ao contrário, mais vivo do que nunca, mais desperto do que nunca.

A resistência, a oposição (a um medo, a uma doença, a um sintoma) não será, jamais, o meio de encontrar a Unidade, mas é, bem mais, nessa circunstância (que lhes é própria) que será proposto o desafio que lhes permitirá (para aqueles que ainda não o encontraram) viver sua Unidade e estabelecer-se nessa Unidade.

Então, para nada serve rebelar-se, para nada serve lutar contra, para nada serve interrogar-se.

O que quer que vocês tenham a viver, o que quer que se manifeste a vocês, lembrem-se de que é apenas a instalação da Luz Vibral, Supramental, nesse mundo.

Aí estão as palavras que eu tinha a dar-lhes, que são extremamente curtas.

Eu abro, em contrapartida, com vocês, um espaço de questionamento (de interrogações) concernente, especificamente, a esses mecanismos gerais que acabo de evocar e não a questionamentos de origem ou de ordem pessoal, mas, bem mais, gerais.


Questão: sensações de paralisia do corpo, não mais poder falar, fazem parte desses sintomas?

Nos momentos de alinhamento, sim, inteiramente.
São mecanismos que devem aproximar-se de um processo que nosso Comandante (ndr: Omraam Mikaël Aïvanhov) chamou o fato de tecer a crisálida.

São, mesmo, marcadores extremamente importantes, eu diria, do Impulso do Espírito, do Impulso da Luz Vibral, para viver isso.

Obviamente, se, naquele momento, o medo invade-os, vocês não penetrarão e não viverão a Unidade.

É naquele momento, precisamente, que é necessário aceitar não mais perceber seu corpo e ter, mesmo, a impressão de morrer.

Mas, se, naquele momento, vocês perdem a consciência, totalmente, sem passar à Unidade, será necessário recomeçar num outro momento.

Lembrem-se de que a Consciência da Unidade (a Consciência da Luz Vibral) que se estabelece, é a Consciência Turiya e que essa Consciência Turiya, estritamente, nada tem a ver com a consciência do sono que é, justamente, a ausência de consciência.


Questão: que fazer quando o estado de Abandono é perturbado por pensamentos ou desejos?

O desejo, como o pensamento, pertence, como vocês sabem, ao corpo de desejo, ou seja, ao ego.

Isso quer dizer, simplesmente, que o ego não quer Abandonar-se.
Então, talvez convenha, fora desses momentos de alinhamento e de meditação, realizar procedimentos (diversos e variados que já lhes foram comunicados: pela respiração, pelas ferramentas, como cristais ou outras) que permitem acalmar o mental.

O objetivo da meditação jamais foi, é claro, viver a Unidade.
O objetivo da meditação, hoje, é, também, esse acesso à Unidade (porque o período é especial).

Mas o primeiro objetivo da meditação é, certamente, fazer calar o conjunto dos desejos e o conjunto dos pensamentos e o conjunto das emoções.

Se isso não é realizado, é claro, não pode ser questão de qualquer Unidade.


Questão: sentir a Luz, durante várias horas, não mais poder mover o corpo, ao mesmo tempo estando em consciência, corresponde ao que você descreveu?

Sim.
É naquele momento que é necessário abandonar-se.

Lembrem-se de que vocês não podem trapacear com a Consciência da Unidade porque, quando vocês voltam ao que chamam a consciência comum, vocês não serão mais, jamais, os mesmos.

Nenhuma perturbação de natureza emocional, nenhuma perturbação de natureza mental, nenhuma afecção de qualquer espécie poderá perturbar a Consciência Unificada.

Qualquer que seja a intensidade da percepção e da vivência da Luz Vibral, no momento de seus alinhamentos, se, saindo desse estado específico (que eu chamei meditação, conexão, alinhamento), vocês se reencontram no estado anterior, é, obviamente, que vocês não estão estabilizados no estado Unitário.

Vem um dado momento (e esse momento é chegado) em que vocês devem compreender e aceitar que as experiências que vocês vivem não são a estabilização da Consciência.

É necessário, agora, passar, definitivamente, a essa Consciência.
Vocês devem passar a Porta, morrer e ressuscitar.


Questão: o que você chama de distanciamento?

O distanciamento é ser capaz, na consciência dita comum (de todos os dias), de estar plenamente presente e de estar, ao mesmo tempo, fora de toda alteração ligada aos desejos, ligada ao mental, ligada às emoções.

É ser capaz de manter um estado de vacuidade, um estado de plenitude, um estado de Alegria, independentemente do que acontece – em sua vida, em sua consciência, em seu corpo – porque sua Consciência não é mais limitada a isso e não está mais sob a influência disso.

Eu esclareço – e já o disse – que o distanciamento, nesse nível, não é um devaneio, não é uma recusa qualquer de qualquer manifestação da encarnação, mas, simplesmente, a Consciência tornou-se tão vasta que ela não pode mais ser confinada nesse corpo de desejo, nesse corpo físico, em seus pensamentos ou em suas emoções.

Há, portanto, naquele momento, um real distanciamento e não uma negação.
Esse distanciamento não é o efeito da vontade, não é o efeito de um desejo, mas é o efeito, direto e concreto, da Consciência Unificada.

Lembrem-se de que é nesse período específico (nesse tempo extremamente reduzido que vocês vivem, neste momento) que tudo lhes é facilitado, que tudo lhes é dado, se vocês dão a si mesmos, porque a Luz está aí.


Questão: há uma técnica para Abandonar o pensamento sem cair no sono?

Sim: aumentar a percepção Vibratória (pela respiração ou outros); elevar o nível Vibratório; portar a Consciência sobre os pontos AQUI ou sobre outros pontos das Estrelas ou das Portas.

Alguns gestos foram-lhes comunicados (já há certo tempo, por Um Amigo) concernentes ao Yoga da Unidade que é, atualmente, de longe superior a outras formas de yogas (no entanto, bem conhecidas) porque é por esses simples gestos e esses simples movimentos que vocês poderão aproximar-se desse estado e, em todo caso, criar as condições ótimas Vibratórias, que transcendem e superam as condições do corpo de desejo ou do corpo de personalidade.

Muitos elementos foram-lhes comunicados.
Sirvam-se deles, amplamente (ndr: ver a rubrica « protocolos a praticar » de nosso site).


Questão: a sensação de um contato com um «pequeno sol» é o bom caminho?

O que é chamado o «pequeno sol»?

É uma percepção visual?
É uma percepção ligada ao terceiro olho?
É uma Visão do Coração?
É uma Visão Etérea?

Qual é a definição desse «pequeno sol»?
Ou, em resumo, não é necessário que essa percepção de «pequeno sol» seja uma projeção da Consciência para o exterior.

O que é chamada uma percepção de um «pequeno sol»?
Há, portanto, uma analogia com o Sol.

Se o Sol não é visto, o que isso vai significar?
Isso aquece como o Sol?

O Sol é percebido como exterior a si?


Questão: é como conservar a percepção do Sol, por exemplo, após tê-lo olhado.

Isso é tipicamente o que é chamada a Ilusão Luciferiana que é, portanto, a percepção de uma luz amarela, exterior, que corresponde ao sol, mas que é chamado o terceiro olho que é, portanto, uma projeção da consciência, sem qualquer noção negativa, mas isso não é o Sol Interior.

Meu irmão, se você se instala no Coração, uma Alegria invade-o.
Você não é mais o Sol, apenas você mesmo.
Você é a Luz e a Luz está por toda a parte.

Eu lhe proponho, portanto, meditar sobre essa frase: enquanto existe uma percepção de qualquer coisa exterior a si, a conquistar, isso não pode ser a Unidade.

A resultante, não se esqueça jamais, é muito simples.
Se isso é uma experiência da Unidade, mesmo se ela não está estabilizada, então, simplesmente, sua vida muda completamente, em seus aspectos os mais comuns.

A humildade, a simplicidade, a Atenção, a Intenção, a Ética e a Integridade são uma constante da vida comum, naqueles momentos.

O humor é igual.
Não podem mais existir os mínimos ressentimentos.
São, verdadeiramente, os sinais que traduzem a aproximação da Unidade, independentemente do que você define como essa sensação de sol.


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs encarnados, eu lhes transmito, novamente, o Espírito da Comunhão em Cristo.

Eu lhes digo até um próximo dia.

Comunguemos.


... Efusão Vibratória...



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Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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