segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MA ANANDA MOYI - 12 de setembro de 2011 - Autres Dimensions



12 de setembro de 2011

Mensagem publicada em 16 de setembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.

Irmãos e Irmãs encarnados, na Terra da carne e na carne da Terra, recebam todo o meu Amor e toda a minha gratidão por sua presença e sua escuta.

Eu volto para vocês para tentar exprimir, em palavras simples, o que eu já exprimi, de outra maneira, há algumas semanas de seu tempo terrestre, concernente à reversão da alma, da personalidade, para o Espírito.

Eu vou, hoje, elucidar os mecanismos – ao menos eu o espero – para vocês, da personalidade, na ação nesse mundo, voltando a esclarecer o que acontece no interior de cada Irmão e de cada Irmã, nesse tempo que vocês compartilham sobre a Terra, atualmente, e que é aquele do processo chamado Ascensão, Liberdade, Liberação ou Libertação (que está, atualmente, em curso).

Eu poderia traduzir isso por essa simples frase que vou explicitar: «vocês querem consumir sua vida na personalidade ou vocês querem consumir-se no Amor?».

De fato, mais do que nunca, a circunstância precisa de sua vida, as que vão apresentar-se a vocês e que já se apresentam, para cada um, durante esse lapso de tempo, são, estritamente, as circunstâncias que vão corresponder, para vocês, à possibilidade de determinar-se para cruzar a Porta que os conduz ao Coração (a Porta Estreita), ou decidir, em toda lucidez, continuar no que constitui os mundos carbonados, chamados de personalidade.

Através da personalidade, eu não distingo qualquer elemento pejorativo ou negativo, mas, simplesmente, eu repito, uma polaridade da alma, voltada ou para essa existência da personalidade, ou que se volta para o Espírito.
A personalidade vai conduzi-los a consumirem-se no desejo, qualquer que seja o desejo.

Há um ponto essencial a apreender e a aceitar: é que nenhuma alma pode forçar ela mesma a desviar-se da personalidade.
Isso quer dizer que vocês não têm meio algum de lutar contra os desejos.
Para nada serve querer sufocá-los, porque eles se reapresentarão, sistematicamente, de outra maneira, porque isso é a própria lógica da personalidade e do que foi chamado o corpo de desejo.

Voltar-se, inteiramente, para o Espírito, é fazer abstração, sem recusá-lo, desse corpo, do que pode emergir desse corpo de desejo, a fim de imergir, inteiramente, no corpo do Amor, no corpo da Graça, aquele em que não existe qualquer desejo, a não ser o que eu poderia chamar o desejo da Luz, mas que não é um desejo, no sentido da personalidade.

Isso foi chamado, por minha Irmã HILDEGARDE: tensão para o Abandono.
Poder-se-ia traduzir isso, na personalidade, por essa simples frase e essas simples palavras: «Cada dia de minha vida sobre a Terra, para o que se voltam meus pensamentos? Cada dia de minha vida sobre a Terra, para o que se volta meu objetivo? Para o que se volta minha Atenção? É para a satisfação dos desejos? É para a satisfação das relações sociais, afetivas ou profissionais? Ou será que, violenta ou progressivamente, toda a minha personalidade volta-se, de maneira livre e consentida, para essa busca do Amor, essa busca do Absoluto?».

Então, é claro, nos primeiros tempos da personalidade que tenciona efetuar essa busca para o Absoluto, para o Amor, para a Graça, esse Amor, essa Busca, essa Graça são buscados no exterior de si, através da adesão a princípios diferentes de desejos da personalidade, mas trata-se, sempre, de um desejo, e não, ainda, de uma tensão para esse Abandono.

Há um mecanismo na Consciência que se desenrola, talvez, mais facilmente, hoje, para os Irmãos e as Irmãs encarnados.
Foi repetido, também, que se vocês dão um passo para a Luz, Ela dará cem para vocês.
O que quer dizer que a Consciência deve desviar-se (sem negar, sem rejeitar todos os desejos), transmutando esses desejos no Fogo do Amor, afastando, então, pouco a pouco, o fogo do desejo e os desejos.

Então, é claro, para muitos Irmãos e Irmãs, a diligência espiritual não deve vir obstruir o que quer que esteja estabelecido na personalidade (nomeadamente a família, a profissão, os laços da carne, os laços afetivos).
Assim, a maior parte dos humanos poderá levar a efeito uma busca espiritual, ao mesmo tempo mantendo um status quo ao nível dos apegos, ao nível do próprio modo pelo qual controlam e imaginam sua própria vida, suas próprias relações e sua própria esfera de vida.

A Luz, quando se revela em sua Verdade do Espírito, os quer totalmente.
Não pode existir e, sobretudo agora, nos tempos presentes que vocês vivem, sobreposição do corpo de desejo e corpo do Amor.
Vocês não podem consumir-se no desejo e consumir-se, ao mesmo tempo, no Amor, embora isso tenha sido exprimido, em termos mais figurados, como, por exemplo, pelo Venerável Comandante dos Anciões, a propósito de ter-se entre duas cadeiras (ndr: O.M. AÏVANHOV evoca, frequentemente, a expressão: «estar sentado entre duas cadeiras»).

Hoje – ele lhes disse já há algum tempo – vocês não podem mais estar sentados entre duas cadeiras.
Vocês devem, firmemente, sentar-se na personalidade ou sentar-se no Amor.
E um e o outro são, totalmente, incompatíveis, um e o outro se repudiam mutuamente, porque o fogo do desejo nada tem a ver com o Fogo do Amor.
O Fogo do desejo provocará, sempre, outros desejos.
A apropriação do ego provocará, sempre, outras necessidades e outros desejos.
Isso, todos vocês sabem.

É uma busca sem fim, que apenas encontra satisfação no imediatismo do que é satisfeito e, de modo algum, num longo prazo.
O fogo do desejo é o que concerne ao conjunto da personalidade, mesmo em suas necessidades, chamadas pela própria personalidade, como as mais corretas e chamadas, também, como as mais floridas (como pode ser, por exemplo, o florescimento num casamento, numa família, numa fraternidade, numa profissão).

Hoje, mais do que nunca, o conjunto de Irmãos e de Irmãs encarnados na carne é confrontado a esse dilema.
Eles percebem, é claro, de maneira mais ou menos nítida, mais ou menos afirmada, que algumas ações do corpo de desejo, que algumas manifestações do corpo de desejo não os preenchem mais da mesma sede, da mesma satisfação ou do mesmo impulso.
Tudo o que existia como elemento de certeza, na vida de cada um (seja nas esferas afetivas ou profissionais ou quaisquer que sejam, ao nível da vida da personalidade), não encontra mais eco na alma.
Isso quer dizer que há, realmente, como uma aspiração a algo de diferente.

Então, é claro, aquilo de que falo não corresponde à grande maioria dos Irmãos e de Irmãs que estão encarnados na carne e que se desviaram, de momento, da Luz.
Estes não vislumbram mesmo escolha.
Eles estão perfeitamente integrados ou perfeitamente inseridos, se se pode dizê-lo, em sua esfera de vida e estão perfeitamente contentes com isso, perfeitamente satisfeitos nessa diligência perpétua de satisfação do fogo do desejo.
E lembrem-se de que é a liberdade deles, a mais total.

Mas eu falo, sobretudo, para aqueles de vocês que vivem, nesse momento, essa tensão nas duas direções diametralmente opostas e que se colocam, ainda, questões.
O Fogo do Amor, que está aí para tomá-los em sua Graça, não pode acomodar-se em qualquer desejo.
Ele é, mesmo, a ausência de desejo.

Então, como se pode desejar viver na Graça e manifestar, ainda, desejos que pertencem ao mundo da personalidade?
Isso assinala, simplesmente, que a transformação no que é chamada a Unidade não está, ainda, estabelecida.
Isso assinala, também, que a Coroa Radiante do Coração não está perfeitamente construída e que, qualquer que seja o apelo da Luz que vocês tenham vivido (através da Coroa Radiante da Cabeça, através do despertar do Kundalini ou através mesmo de impulsos da alma para mudar suas condições de vida, já desde numerosos anos), vocês observam que ainda não ativaram as Vibrações a que nos referimos e que são, no entanto, a marca, eu diria, da Consciência Unitária.

Não pode haver Unidade sem Vibração.
Não pode haver acesso ao estado de Existência sem Vibração das Coroas Radiantes, quaisquer que sejam os desejos que vocês exprimam, quaisquer que sejam os exercícios que vocês pratiquem.
Se não há Vibração, não há Unidade.
Isso, inúmeros Anciões disseram.

Então, o que pode ser feito, justamente, se, apesar de sua assiduidade, apesar de seus exercícios, apesar de tudo o que vocês têm empreendido como mudanças, alguns de vocês não acedem a esse Fogo do Amor?
Bem, isso é muito simples, isso se chama o fogo do desejo e o fogo da personalidade.

Não vejam, aí, eu repito, noção pejorativa ou negativa.
Isso quer dizer, simplesmente, que existe, no que vocês são, nesses momentos que vocês vivem ainda, atualmente, uma não compreensão, uma não aceitação, mesmo inconsciente, que vocês devem, de algum modo, fazer o luto de todos os seus apegos, sem qualquer exceção.

E compreendam, efetivamente, que esse luto não deve ser feito em decisões de vida, mas em mecanismos íntimos da Consciência.

Lembrem-se, também, do que lhes foi dito: «vocês não podem penetrar o Reino dos Céus se não voltam a tornar-se uma criança».
Se vocês não passam pela Humildade, pela Simplicidade.
Se vocês não voltam a tornar-se pobres em Espírito.
Se vocês não seguem o Cristo como Luz Vibral Autêntica.
Isso poderia ser chamado, de algum modo, os Quatro Pilares, e será desenvolvido pelo Arcanjo.

Agora, eu falo, sempre, do que é observável ao olho de sua personalidade.
É claro, muitos de vocês, que ainda não despertaram as Coroas, constatam que existem desejos, que esses desejos concernem, muito logicamente (não vejam, aí também, qualquer julgamento), às relações que vocês estabeleceram com seus ascendentes, seus descendentes, os diferentes papéis ou as diferentes funções que vocês têm na vida.

É claro, existiram alguns impulsos da alma, nesses anos precedentes, que orientaram sua vida para uma forma de liberação de alguns apegos.
Mas, hoje, as circunstâncias atuais chamam-nos a muito mais do que isso.
Elas os chamam à renúncia total do conjunto de desejos e, no entanto, vocês não podem renunciar ao desejo por um ato de vontade, porque eles se reencontrarão em outro lugar e de outro modo.
Vocês podem, efetivamente, apenas abrir o Fogo do Amor e é o próprio Fogo do Amor que virá transmutar o fogo do desejo e que fará com que, num tempo muito curto, se vocês o aceitam, a consumação no desejo será substituída pela consumação no Fogo do Amor.
O fogo do desejo apagar-se-á.
Então, o Fogo do Amor acender-se-á e a Coroa Radiante do Coração abrasar-se-á.

O que lhes foi comunicado pelo Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV), ontem, e que será completado pelo Arcanjo ANAEL, mas, também, por minhas palavras muito simples, correspondem, inteiramente, a esse processo.
Eu não falo mais, aí, de reverter a alma (que estava nos processos de Atração e de Visão) para o Espírito, mas, efetivamente, de deixar o Espírito da Luz CRISTO agir em vocês (ndr: todos esses elementos são desenvolvidos nas canalizações de 11 a 17 de setembro de 2011, na rubrica «mensagens a ler» e retomados num protocolo, na rubrica «protocolos», de nosso site).
É outra oitava que é cruzada.

Desde que a Porta Posterior de KI-RIS-TI (ndr: ponto entre as omoplatas) foi acesa, se se pode dizê-lo, há uma faculdade, para cada Irmão e Irmã, de orientar-se para o Espírito, não por uma reversão da alma ou por uma inversão do fogo Luciferiano em Fogo do Amor, mas por um ato consciente da personalidade, que será o de aceitar ver seus próprios desejos, quaisquer que sejam, não para, neles, encontrar a causa ou os fundamentos, mas, simplesmente, aceitar vê-los e aceitar, simplesmente, deixá-los transcender-se, não por qualquer vontade pessoal de querer constranger um desejo afetivo, um desejo sexual ou um desejo financeiro ou profissional, mas, simplesmente, para olhá-los, tais como eles são, e olhar o lugar que eles ocupam em sua vida, na personalidade.
Não como uma busca de justificativa, não como uma busca de satisfação, mas, efetivamente, como um elemento que se põe, literalmente, transversalmente ao Fogo do Amor.

De fato, vocês não podem e não poderão, de maneira cada vez mais evidente, prosseguir e deixar prosseguir o fogo dos desejos e penetrar o Fogo do Amor.
O apelo da Luz torna-se tal que, agora, mais do que nunca, vocês devem aceitar olhar-se, como foi dito, mas olhar, também, o que age em vocês, ao nível do corpo de desejos.

Lembrem-se de que existem apegos, ao nível do ser humano.
Esses apegos coletivos, que fazem, mesmo, o jogo da encarnação e da falsificação na matriz (ndr: ver a rubrica «protocolos a praticar / liberação dos apegos coletivos» de nosso site).

Vocês devem desidentificar-se.
Desidentificar-se não quer dizer rejeitar, porque o que vocês rejeitam, como eu o disse, voltará, ainda mais fortemente, em sua consciência e em sua cara, mas, simplesmente, tornar-se cada vez mais lúcido do que acontece em vocês, através de suas decisões, através de suas ações, através mesmo do modo pelo qual vocês se comportam em qualquer relação e em face de qualquer ser humano com o qual vocês estejam em relação.

O que vocês procuram?
O que vocês desejam?
A Luz vai fazer-lhes, mesmo na personalidade, essa pergunta.

Então, é claro, a iluminação será cada vez mais violenta e cada vez mais crua, sobre os desejos e sobre o que os anima.
E vocês constatarão, se o aceitam, que o que os anima, para o conjunto daqueles que ainda não estabeleceram, de maneira estável, a Coroa Radiante do Coração, a Paz, a Serenidade e o Samadhi, nada mais é do que a persistência desse corpo de desejo.

Eu repito: não é questão de denegri-lo, não é questão de negá-lo, não é questão de querer não vê-lo, mas, bem ao contrário, aceitar que a Luz transcenda isso.
Isso faz parte da renúncia e do Abandono à Luz.
Mas essa renúncia não é uma renúncia que seria um isolamento, mas, efetivamente, uma entrada na verdadeira Vida, que é aquela do Coração e do Fogo do Coração, que nada tem a ver com o fogo dos desejos.

Então, é claro, o conjunto da vida (e, em particular, para aqueles de vocês que atingiram, eu diria, certa idade nessa vida), talvez, por vezes, é mais difícil, porque existem alguns hábitos, existem algumas relações que foram concebidas como indissolúveis no sistema de crenças que é o seu.

Há relações que foram concebidas como evidentes e, também, indissolúveis (quer essas relações concirnam a uma casa, quer essas relações concirnam a um filho), porque há um sentido de responsabilidades, há um sentido da responsabilização, há uma causalidade, também, por trás desse corpo de desejo.
Mas isso pertence, de maneira irremediável, ao corpo de desejo, e vocês não podem penetrar o Fogo do Amor deixando manifestar-se esse fogo do desejo.

Mas lembrem-se, também, de que vocês não podem apagar o fogo do desejo pela negação do desejo.
Ele apenas pode ser transcendido e transmutado pelo Fogo do Amor.

Então, não há paradoxo, há, simplesmente, nesse nível, que aceitar ver-se tal como vocês são.
Não há qualquer inimigo exterior.
Não há qualquer inimigo, tampouco, Interior.
Há, simplesmente, atitudes de Espírito.
Há, simplesmente, atitudes de comportamento e de ação que, ou reforçam seu corpo de desejo, ou reforçam e fazem nascer o Fogo do Amor e o corpo do Amor.
E o corpo do Amor não é o corpo de desejo: o corpo de desejo arrasta-os para a densidade; o corpo do Amor arrasta-os para a leveza.

Nenhum desejo, mesmo satisfeito, pode torná-los leves, mesmo se ele os torna leves no instante, ele terminará, cedo ou tarde, por um peso, por uma densidade, por uma gravidade.
Olhem o que se tornam as relações afetivas, quaisquer que sejam essas relações afetivas, quando essa relação se distende e quando um dos dois morre, olhem o sofrimento que, naquele momento, é o seu.

Obviamente, essas relações, inscritas ao nível do corpo de desejo como uma relação de amor, são, de fato, apenas relações ligadas aos desejos, às crenças, ligadas às convenções, à carne, ligadas aos hábitos.

O Fogo do Amor libera-os, totalmente: ele não lhes diz para deixar tal pessoa, tal casa ou tal situação, mas ele os faz portar um olhar profundamente diferente e, sobretudo, torna-os livres, torna-os totalmente liberados de tudo o que podia dominá-los e impedir sua própria Liberação.

Nesses tempos específicos que vocês são chamados a viver (e que vocês já vivem), o conjunto de sua vida chama-os a tomar consciência do que ainda anima esse corpo de desejo, desses fogos (geralmente mascarados e escondidos), que aparecem em suas vidas e que freiam, literalmente, seu acesso ao Fogo do Amor.

Enquanto exista o mínimo desejo e o mínimo fogo de desejo vocês não podem penetrar o santuário do Coração.
Enquanto exista um fogo de desejo presente, vocês não podem viver, inteiramente, o Fogo do Coração, mas jamais foi dito que, quando vocês estão estabelecidos no Fogo do Coração, não pode mais existir desejo.

Compreendam, efetivamente, é uma dinâmica que eu qualificaria de sequencial e temporal.
Vocês devem, primeiro, ver os desejos, vocês devem aceitar que têm desejos e, naquele momento, unicamente naquele momento, se vocês aceitam ver-se na transparência a mais total, se aceitam ser transparentes, então, vocês penetrarão no Fogo do Coração e, nesse Fogo do Coração, o fogo de desejo será transmutado.

Então, naquele momento, vocês poderão estabelecer relações, seja com um lugar, com uma pessoa, na liberdade a mais total, mas não antes.
Para isso, vocês devem aceitar a Humildade, a Simplicidade de tornar-se pobres em Espírito e tornar-se Transparentes porque, sem Transparência, vocês não podem penetrar o Reino da Transparência, que é aquele da Graça e do Amor.

Então, é necessário aceitar que, se hoje, apesar de sua assiduidade, a Coroa Radiante do Coração ainda não está ativa, é que existem – necessariamente e de maneira implícita e explícita, mesmo se vocês ainda não tenham consciência disso – as manifestações do corpo de desejo.
Agora, não é necessário negar esse corpo de desejo, não é necessário rejeitá-lo; é necessário, simplesmente, aceitar tornar-se transparente e aquiescer a essas presenças de diferentes fogos do desejo, e é apenas naquele momento que vocês poderão, então, realmente, cruzar a Porta do Coração; é apenas naquele momento, realmente, que vocês cruzarão as Portas da Humildade, da Simplicidade.

Esses Pilares do Coração que vão, então, permitir-lhes viver a efusão do CRISTO, permitir-lhes viver a Luz Vibral e a Presença ao seu lado, à sua esquerda, de MARIA, Rainha dos Céus, ou de uma das Estrelas porque, de fato, cada uma de nós pode acompanhá-los, durante este período, e participar para estabelecê-los no Fogo do Amor.

Como lhes disse MARIA, um Canal foi aberto.
Esse Canal foi aberto à sua esquerda e corresponde à possibilidade de uma das Estrelas, ou da própria MARIA, vir Comungar com vocês, vindo assisti-los, de algum modo, não para fazer a Passagem em seu lugar, mas para Comungar em sua Passagem no Fogo do Amor.

As palavras que eu lhes disse são extremamente simples.
O Arcanjo ANAEL esclarecerá esses Pilares e esse trabalho de desenvolvimento das energias, de algum modo, e da Consciência direta dos Pilares dos Mundos que são os Hayoth Ha Kodesh, os Querubins, que velam por toda transformação dimensional de um ser que vive, qualquer que seja essa Passagem, em todas as Dimensões.

Essa reversão específica, que acompanha a Passagem de uma dimensão a outra, inscreve-se em vocês, agora.
É pela revelação final dessa Luz, ao nível da Coroa Radiante do Coração, que é realizado o Fogo do Amor que vem pôr fim ao fogo do desejo.

Mas, para isso, é necessário reconhecer que o corpo de desejo, a personalidade está, ainda, efetivamente presente em vocês, como em qualquer ser humano.
Para isso, é-lhes pedido não negar qualquer desejo.
É-lhes pedido ver claramente e estar em total Transparência, a fim de poder esperar que o Fogo do Amor venha apreendê-los e venha levantar esses fogos de desejo.
Mas, para isso, é necessário reconhecer que eles estão aí, é necessário reconhecer que existe uma personalidade que os atrai e arrasta-os a manifestar, quaisquer que sejam os nomes que vocês deem, a persistência mesmo da matéria: devido ao medo da morte, devido ao medo de perder isso, devido ao medo de perder tal pessoa, tal filho, tal pai, pelo medo de perder sua própria vida ou perder seu dinheiro.
Enquanto isso não for transcendido, vocês não podem viver o Fogo do Coração.

Como dizia o Cristo: «será mais difícil a um rico passar pelo buraco da agulha do que a um camelo ali passar».
A Porta Estreita apenas pode realizar-se, apenas pode viver-se quando o fogo do desejo é reconhecido como tal e quando vocês deixam, naquele momento, realmente, agir em vocês, por essa Tensão para o Abandono, para esse último desejo, da noite escura da alma, para a Luz.
Isso vocês todos viveram ou vão, todos, viver.
Cada um está numa etapa do que eu acabo de descrever.
Isso corresponde, estritamente, também, ao que JOÃO chamou, há quase um ano, o Choque da Humanidade, que está em fase, eu diria, de atualização, a mais total, em seu mundo.

As próprias regras da vida nessa Dimensão serão alteradas e estão mudando.
Então, é a vocês, também, que cabe definir se querem fazer parte do antigo ou fazer parte do desconhecido e do novo.
Mas, como dizia IRMÃO K, tornar-se Autônomo e Livre não pode fazer-se mantendo relações, quaisquer que sejam, nesse Mundo.
Isso não quer dizer que vocês devam tornar-se um eremita recluso e isolado do mundo, mas é, simplesmente, o olhar da Consciência que deve mudar, em Verdade, pela Transparência a mais total, na Humildade e na Simplicidade as mais totais, e na pobreza do Espírito.

Enquanto vocês não tenham consumado isso, a Coroa Radiante do Coração não poderá, jamais, abrir-se.
Mas ela se abrirá como uma flor e ela se ativará, instantaneamente, neste período que é o período final da Graça, tal como o definiu MARIA e até o fim dessa dimensão final, do qual ninguém conhece a data.

É durante este período que vocês têm que fazer – se não o fizeram – esse último Abandono à Luz.
Mas retenham, efetivamente, que vocês não podem constranger qualquer desejo.
Simplesmente, vocês podem, apenas, dele estar conscientes, mas estar consciente é aceitar vê-los, não é esconder-se a face e esconder-se de si mesmo.
É aquiescer a tudo o que a vida lhes propõe viver, seja uma doença fulminante, seja uma perda fulminante: é nessas circunstâncias que o ser humano deve mostrar que ele está na Luz e não na resistência.

Lembrem-se dessas palavras porque, cada um em seu grau, cada um em função do que vocês vieram viver nesse momento preciso da história da humanidade, vocês estarão em face do que têm a enfrentar, não como armadilha, não como punição, não como retribuição, mas, efetiva e unicamente, como um mecanismo íntimo que sobrevém em sua consciência, que lhes permite – se tal é seu verdadeiro caminho – sair do corpo de desejo e entrar no corpo do Amor.

Se vocês ainda não foram chamados, vocês o serão, nos dias, eu digo, efetivamente, nos dias que se instalam diante de vocês e que vocês terão, de qualquer modo, para toda a humanidade, a viver: é a Passagem da Porta Estreita, é a Noite Escura da alma, é o momento em que é necessário renunciar à Atração e à visão de Ahriman e de Lúcifer, como dizia IRMÃO K.
É o momento em que é necessário engajar-se.
É o momento em que é necessário – como o disseram vários místicos, no Ocidente – desposar o Cristo, tornar-se, para uma mulher, sua esposa, tornar-se a Luz do mundo.

Vocês não podem ser uma luz desse mundo e ser a Luz do mundo.
Onde está sua Luz?
Ela está em seu corpo de desejo?
Ela está na satisfação de seus desejos, quaisquer que sejam, ou ela está em seu Coração, que é a Liberação total?
Mas não poderá ser um e o outro.

Cada vez mais, isso vai tornar-se evidente para vocês, mesmo para aqueles de meus Irmãos e Irmãs que não o percebem ainda.
Isso vai tornar-se cada vez mais flagrante, igualmente, em sua vida, porque as circunstâncias de sua vida, durante esses momentos, são, exatamente, aquelas que lhes são necessárias para levar a efeito essa decisão: aquela de estabelecerem-se no Fogo do Amor ou aquela de continuar no fogo do desejo.

Lembrem-se de que não há solução superior a outra, mas que há, simplesmente, orientações e escolhas, profundamente diferentes, mas que vocês não podem pretender a Luz se mantêm, em vocês, qualquer ilusão, se mantêm, em vocês, qualquer fogo do desejo, qualquer que seja.

Então, efetivamente, é a vocês que cabe ver-se, na Transparência a mais total.
É a vocês que cabe olhar-se, na Humildade, na Simplicidade.
É a vocês que cabe aceitar nada ter a compreender, porque vocês não podem compreender e ser: é ou um ou o outro.

Hoje, vocês querem ser ou vocês querem compreender?
Porque nada há que possa ser compreendido, no que concerne à Existência.
A Existência é algo que se vive no Fogo do Amor e da Graça e que não tem qualquer justificação e qualquer explicação outra que aquela da renúncia ao conjunto de fogos do desejo.

Aí estão as algumas palavras que eu tinha a dar-lhes, através de minha Presença e de minha Vibração.

Então, temos ainda um pouco de tempo e se, em vocês, existem questões em relação ao que acabo de dizer, e se posso ali aportar ainda mais Luz, eu o farei com grande prazer.

Questão: poderia desenvolver sobre a expressão: «ser pobre em Espírito»?

Há um momento, meu Irmão, em que é necessário voltar a tornar-se uma criança e viver as coisas como uma criança.
A Luz é, para vocês, desconhecida.
Ela é uma descoberta, e essa descoberta pode instalar-se apenas se vocês aceitam deixá-la trabalhar.
Não são vocês que decidem na Luz.
Não é a personalidade nem o corpo de desejo, nem o mental nem o intelecto que decide.
É a Luz que decide.

Então, jogar o jogo da Luz é tornar-se a Luz, e isso não necessita de qualquer explicação nem de qualquer compreensão.

Vocês devem, portanto, superar e transcender a fase da compreensão, a fase da explicação.
Isso se chama, aí também, o Abandono a essa Luz.

Pobre em Espírito é aquele que aceita não mais fazer jogar seu mental, não mais fazer jogar sua inteligência, não mais fazer jogar seu ego, fosse ele o mais espiritual, mas entregar-se, totalmente, na confiança a mais absoluta à Luz.

Enquanto vocês querem dominar o que quer que seja, vocês não podem viver a Coroa Radiante do Coração.

Questão: o Canal para estar em comunicação com você ou outras Irmãs está despertado em cada humano?

Desde a abertura da Porta Posterior do Coração, chamada a Porta KI-RIS-TI, existe um Canal que está constituído, para todo ser humano, mas isso não quer dizer que cada ser humano sobre este planeta seja capaz de ouvir a Irmã que está presente ao seu lado.

Para isso é necessário que a consciência volte-se para esse Abandono à Luz.
A personalidade não poderá, jamais, ouvir o que diz esse Canal, mesmo se ele estiver presente.
Esse Canal dirige-se ao Espírito e para ouvi-lo e vivê-lo, de maneira a mais consciente, é necessário ter penetrado o Templo do Coração.
Isso corresponde, dito em outros termos, ao que foi dito por alguns Arcanjos: que nós nos encontramos, doravante, na orla de sua Dimensão, perceptíveis, cada vez mais perceptíveis.

Mas aquele que está voltado para o corpo de desejo não poderá, de modo algum, ouvir-nos, exceto a um dado momento, chamado o face a face, no qual MARIA exprimir-se-á no ouvido de cada um.

Mas é antes que é necessário fazer o trabalho, e esse trabalho não é um, vocês compreenderam.
É apenas uma mudança de consciência.

Questão: a ausência de medo é um indicador para transcender o que se tem a transcender para atingir a Luz?

Minha Irmã, tudo o que se opõe ao Amor é apenas o medo e nada mais.
Se, portanto, não há mais medo presente, não há mais obstáculo ao Fogo do Amor.

Questão: o que é do Fogo do Amor, quando se tem, no ambiente, seres negativos?

Como é que alguém que estaria estabelecido no Fogo do Amor poderia ser alterado pelo que quer que fosse de exterior?
Isso é impossível.

O único obstáculo é si mesmo.
Não há inimigo, nem interior nem exterior.
Há, sempre, apenas a personalidade e o ego.

Enquanto existe a impressão de um obstáculo exterior (seja um filho, um pai, seja financeiro, seja o corpo), é apenas um álibi encontrado pelo ego e nada mais.

Questão: como desenvolver e estabilizar o Fogo do Coração?

Simplesmente, deixar trabalhar, aceitar, sempre, os Quatro Pilares (ndr: Transparência, Humildade, Simplicidade, Infância) que são, de algum modo, os elementos que vão permitir a esse Fogo do Coração manter-se.

Lembrem-se, também, do que foi dito por numerosos intervenientes (Irmãs, Anciões ou Arcanjos): o apelo da Luz vai tornar-se cada vez mais intenso.
Ele os tomará de surpresa.
É nesses momentos que será necessário demonstrar, a vocês mesmos, que vocês aceitam e aquiescem ao Fogo do Amor e que vocês não sucumbem mais ao fogo do desejo.

Lembrem-se de que a cada dia, a cada minuto, a cada sopro, vocês estarão, cada vez mais, nessa evidência.
Um e o outro não podem ir de par: eles se afastam, de maneira definitiva.
Vocês não podem manter o que quer que seja dessa Dimensão na qual estão, no Fogo do Amor.
É essa escolha, última, que é o choque da Humanidade, através de circunstâncias ou de seu próprio corpo, ou de sua própria família, ou de seu país, ou da Terra inteira, em definitivo.

Questão: na terceira Dimensão, como responder às consequências dos próprios atos, pensamentos?

Essa é uma visão e um ponto de vista da personalidade.
Quando você vive na Graça, nessa Dimensão, nada mais de tudo isso pode afetá-lo.

Questão: e se devemos assumir alguns encargos?

Minha Irmã, quem diz: «eu devo», se não é a personalidade?

Você crê que, quando eu vivia meus Samadhi, havia um «eu devo»?
Você crê que, quando eu passava anos nesse estado de Alegria inefável, qualquer «eu devo» podia manifestar-se?
Isso mostra, simplesmente, a diferença de perspectiva.
Isso mostra, de diferentes modos explícitos, o que é o fogo do desejo (ou fogo do dever) em relação ao Fogo do Amor.

Questão: mais nenhum dever, mais nenhuma responsabilidade deve, então, obstruir-nos?

Eu não disse isso.
Eu disse, simplesmente, que é necessário aceitar ver esse «eu devo» como fazendo parte do fogo do desejo e, portanto, da personalidade.

Você quer viver o Amor ou você quer viver o «eu devo»?
Não há alternativa e não se pode sair disso.

Agora, não é questão de negar: «eu devo».
Eu disse e repeti: é a consciência que muda.
A partir do momento em que há um acesso autêntico (e que se tornará permanente) à Unidade, vocês creem que a Consciência Unitária, vocês creem que a Unidade e a vivência dessa Unidade, o acesso a essa Multidimensionalidade tenha algo a ver com as vidas que vocês viveram, aqui, sobre esta Terra?
Vocês creem que isso tenha algo a ver com um sentido de responsabilidades, qualquer que seja?
Se vocês creem nisso, então, isso quer dizer que vocês deixam lugar ao corpo de desejo e não ao corpo do Amor.

O corpo de desejo será sempre uma justificação e uma explicação ou uma reivindicação.
O corpo do Amor é um estado de Graça que se basta a si mesmo e, cada vez mais, vocês não poderão estabilizar a Graça se estão no «eu devo».

É agora que é necessário levar a efeito as escolhas.
É agora que é necessário levar à conclusão e à concretização ou do corpo de desejo ou do corpo do Amor.
E um não pode ir com o outro.

Mas, eu repito, não é porque vocês vão desembaraçar-se de seus compromissos, desviar-se de seus filhos, de seus pais, de seu trabalho, que vocês vão encontrar o Fogo do Amor;
Eu, efetivamente, esclareci isso.

Dito em outros termos, enquanto existe uma esperança colocada nesse mundo, vocês estão nesse mundo e vocês não saem desse mundo.

Cristo havia apresentado isso exatamente do mesmo modo, com outras frases, com outras parábolas.
Mas essas parábolas não são destinadas a serem virtudes de teologia, mas, efetivamente, para serem vividas em sua vida, se não, qual é o sentido delas?

Questão: o que você chama corpo de desejo compreende o medo, o dever e o desejo?

É o conjunto do que foi chamado o corpo de desejo, que foi, muito longamente, exprimido.
O corpo de desejo é tudo o que os mantém na ilusão desse mundo, é tudo o que é projetado no exterior de vocês, porque o que é projetado ao seu olho, na tela de sua consciência, é apenas o resultado de suas próprias projeções.
Nada acontece por acaso.

Assim, se a vida dá-lhes a viver tal medo, tal doença, tal perturbação, é que isso existe, irremediavelmente, em vocês, antes de tudo.

Esse mundo, tal como vocês o vivem, é uma ilusão e, no entanto, é nessa ilusão que deve encontrar-se a Verdade.
Portanto, enquanto vocês dão peso a qualquer ilusão, a qualquer participação nesse mundo (o que não quer dizer, eu repito, não participar dele, mas, efetivamente, estar Lúcido e Consciente, inteiramente), vocês não podem dele sair.
Enquanto existe uma projeção, enquanto existe uma atração, enquanto existe uma visão de qualquer imagem, de qualquer desejo que seja, vocês não podem penetrar o Reino do Coração.

CRISTO havia dito: «busquem o Reino dos Céus e o resto advirá por si mesmo».
Cabe a vocês prová-lo e provarem-se.
Porque, como pretender viver a Graça e precipitar-se para consumir um medicamento?
Porque, como pretender viver a Graça e pôr o dinheiro ao lado?
Porque, como pretender viver a Graça e ter medo que um filho ou um cônjuge abandone-os?
É impossível, e isso vai aparecer-lhes cada vez mais violentamente e cada vez mais cruamente.
Eu repito: não é nem uma punição, nem uma justiça, nem uma retribuição, mas, simplesmente, a colocação em ação da Luz sobre esse mundo.

CRISTO havia dito: «aquele que quiser salvar a vida, perdê-la-á».
O que vocês querem salvar e o que vocês querem viver?
Sua vida ou o Amor?
O apelo de MARIA resumir-se-á a isso, mas, aí, vocês não terão mais o tempo de fazer-se esse gênero de pergunta.

Questão: o que é o «face a face»?

O face a face é o momento em que vocês percebem a distância ou a coincidência que corresponde ao que vocês projetaram no exterior e a diferença ou a coincidência que existe com o que vocês são, em Verdade.

Em resumo, é o face a face entre o ego e o Espírito.
Ou o ego foi transcendido pelo Espírito, ou ele não o foi.

Os testemunhos disso são a Alegria, a Paz e as Coroas Radiantes.

Questão: não viver os fenômenos que você descreve releva da Noite Escura da alma?

Não.
A Noite Escura da alma é algo de muito mais violento e profundo do que o simples fato de não sentir a Coroa Radiante do Coração.

É o face a face, empurrado ao extremo.
É perceber, em Verdade, onde está a Luz e onde ela não está, e, em Verdade, onde vocês estão: na Luz ou não na Luz.

Esse face a face é, também, de algum modo, o que foi chamado, pela própria Fonte, a Promessa e o Juramento, que restabelece a conexão com o Espírito, qualquer que seja seu futuro e sua evolução, de acordo com a persistência ou não do corpo de desejo.

A Noite Escura da alma corresponde, também, à iluminação, pela Luz, das zonas de sombra.
Se essas zonas de sombra são aceitas, elas são, ao mesmo tempo, transcendidas, e a Noite Escura da alma desaparece, então.

Se a Noite Escura da alma dura, isso quer dizer que não há transcendência das zonas de sombra e que elas não querem ser olhadas na Transparência, na Humildade e na Simplicidade.

Questão: há uma diferença entre a Crucificação e a Noite Escura da alma?

Isso é diferente para cada um, mas o que se estabelece, agora, é um fenômeno coletivo, vocês compreenderam, que vai, de algum modo, sincronizar o caminho de cada um na mesma Verdade.
Para alguns, isso será concomitante, para outros, não.

Quanto mais o tempo terrestre avança, mais esse tempo tende a desaparecer.
Essa distância tende a desaparecer entre os dois mecanismos.

Questão: por que é tão difícil não mais cambalear na dualidade?

É muito fácil.
O que é difícil é Abandonar sua pequena pessoa: é o mesmo princípio que os conduz do que vocês chamam a vida à morte.

Quem aceita sua morte quando ela lhe é anunciada por uma doença?
Exceto que, aí, vocês passam da morte à vida e, no entanto, vocês não podem aceder à Autonomia e à Liberdade se não aceitam liberar-se, totalmente, do conhecido para viver o desconhecido.
Isso se chama (e chamar-se-á, sempre), o medo, que está inscrito nos próprios mecanismos de sobrevivência da personalidade.

O maior dos paradoxos da personalidade é crer-se imortal, enquanto, quando vocês voltam em outra vida, o que resta da personalidade que existia anteriormente?
Estritamente nada.

A personalidade tem medo da dissolução.
É necessário Abandonar-se.
Isso se chama a Crucificação.
Isso parece muito difícil, como você diz, quando se está preso dentro.
Enquanto é um mecanismo muito simples, na Humildade, na Simplicidade e na Transparência.

O que diz ser difícil é apenas o ego e sempre o ego e sempre o fogo do desejo.

Questão: poderia fazer-nos experimentar um espaço de Amor incondicional?

Vocês o vivem a cada vez que estamos com vocês.
Vocês o vivem a cada vez que vocês se alinham.

Se vocês não o vivem, é que existe, no Interior de vocês mesmos, reservas e medos.
Ninguém pode cruzar a Porta em seu lugar e, para cruzar essa Porta, é necessário soltar, inteiramente, tudo o que pertence ao corpo de desejo.
O Abandono à Luz é isso.
Apenas vocês é que podem realizá-lo, do Interior.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs encarnados na carne desta Terra, na terra dessa carne, eu lhes proponho um espaço de Comunhão entre nós e eu espero revê-los, e estar ao seu lado, para alguns de vocês.

... Efusão Vibratória...


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Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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