segunda-feira, 11 de julho de 2011

AÏVANHOV - 11 de julho de 2011 - Autres Dimensions


11 de julho de 2011.

Mensagem publicada em 13 de julho, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


E bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.

Então, eu lhes transmito todas as minhas bênçãos e venho, como de hábito, para tentar ver se temos coisas para interagir.

Eu os escuto.


Questão: poderia falar do Guardião do Limiar?

O Guardião do Limiar é o momento em que se faz frente aos próprios infernos.

Que são os próprios infernos ou seu próprio inferno?
É tudo o que se criou como ilusão, como crença e tudo o que existe como medos no interior de vocês.

Tudo o que lhes dá mais medo vai manifestar-se na tela da Consciência.
Portanto, se vocês têm medo, por exemplo, de morrer, a morte vai aterrorizá-los.

Se vocês têm medo de perder tal coisa ou tal pessoa, vocês serão confrontados, no olho da Consciência e não na verdade material que ele não tem sentido algum, vocês serão confrontados a isso.

Quer dizer: tudo o que está em vocês, que permanece no que foram chamados os diferentes apegos.

Então, é claro, há meios Vibratórios que vocês fazem, eu creio, para liberar, já, os apegos. Mas está claro que, enquanto vocês não fazem esse face a face, vocês não podem ressuscitar.

É o momento em que compreendem que vocês são uma Ilusão total e que o medo não pode existir.

Quando se é um ser que vive no Amor, pelo Amor e na Unidade, o que é o medo?

Enquanto vocês têm medo, vocês não podem penetrar a Unidade.
Portanto, esses medos, são os medos finais que vocês verão.

É o que os impede, no que é chamado Ahriman e Lúcifer, de penetrar sua Existência, ou seja, revelar a Luz e, para aqueles que ainda não o realizaram, ativar a Coroa Radiante do Coração, ou seja, é o momento em que vocês se tornarão, verdadeiramente, esse Samadhi, essa Consciência Unitária total.

E aí, é claro, vocês constatarão, por si mesmos, que não há mais lugar algum para o medo, porque, aí, vocês reencontrarão a Eternidade.

Então, medo de perder isso, aquilo, esse corpo, esse pequeno dedo, esse órgão, essa vida, nada mais quer dizer, porque vocês reencontram a Eternidade.

Lembrem-se de que a programação reptiliana, de algum modo, é o cérebro reptiliano e que é o medo.

O medo está na base de todos os condicionamentos.
Ora, na Liberdade, não pode existir condicionamento algum e, enquanto vocês não cruzaram essa Porta, vocês continuam sob a influência da personalidade, ou seja, da necessidade de compreensão, da vontade de compreender, da vontade de apreender, de apropriar-se ou, ao contrário, de abandonar tudo.

Mas abandonar um ser ou uma situação não é abandonar-se à Luz, é exatamente o inverso.

Muitos seres creem, nos tempos que vêm, já desde anos, que basta deixar pai, mãe, filhos, família, trabalho, para liberar-se.

Mas é uma ilusão.
Isso é uma liberação exterior, que não corresponde, de modo algum, a uma liberação Interior. Geralmente, são mesmo seres que fogem de suas responsabilidades.

O Abandono à Luz não é isso.
Aqueles que adotam essa atitude, mesmo lendo tudo o que se pode dizer e que fariam isso, estão num erro de compreensão total e, justamente, porque isso não se pode compreender.

A Unidade é a Crucificação.
Mas a Crucificação não acontece aqui.

Então, é claro, há, às vezes, impulsos da alma para mudar tal coisa nessa vida.

Isso era válido e nós o dissemos, nos dois, três ou quatro anos precedentes, desde, digamos, antes dos Casamentos Celestes.

Isso faz aproximadamente três, quatro anos.
Mas, hoje, nada mais há a fugir, nada mais há a mudar.

É tarde demais.
Tudo está mudando em vocês.
Mudar uma circunstância exterior estritamente nada quer dizer.

O apelo da Luz, agora, não é mais, de modo algum, esse.
A Consciência que vocês devem portar, desde a revelação da Luz (e isso vai tornar-se cada vez mais evidente), pelas Vibrações que vocês viverão, eu diria mesmo, para alguns de vocês, por sua incapacidade, cada vez maior, para pôr um pensamento um diante do outro, portanto, construir mudanças dizendo-se: «eu estarei melhor com tal pessoa», «eu estarei melhor em tal cidade», «eu estarei melhor em tal lugar».

O Abandono à Luz, agora, é o abandono de tudo o que não é a Unidade. Não é mais tempo de recriar algo em outro lugar, com outras pessoas ou diferentemente.

Acabou.
O apelo da Luz vai tornar-se cada vez mais intenso.

Vocês o sentem.
Pelo instante, vocês podem dizer-se que é porque vocês estão aqui, nesse espaço e vocês trabalham nessa revelação da Luz.

Mas é similar para toda a humanidade, informem-se.
Exceto para aqueles que dormem e, estes, continuarão a dormir até os últimos instantes.

Mas entre os seres que estão na busca ou que estão, realmente, despertos à própria Unidade, o tempo não é mais para construções.

O tempo é para viver a Unidade e para cultivar essa Unidade; para imergir-se, cada vez mais, nesse estado de Ser, de Alegria, de Samadhi e não mais para querer ir fazer isso ou aquilo.

É muito raro, hoje, que os impulsos da alma sejam tão nítidos do que há ainda seis meses, porque eles não têm mais razão de ser.

O impulso, eu diria, da alma, agora, é o impulso do Espírito.
E esse impulso do Espírito não se importa com as circunstâncias exteriores de suas vidas, porque o Espírito revela-se em tal potência e majestade que, quaisquer que sejam as circunstâncias de suas vidas, não existem mais obstáculos que se tenham para estabelecer sua Existência.

Isso vai tornar-se, a cada semana, a cada minuto, cada vez mais evidente.
Vocês verão, aliás que, se querem empreender tal coisa, terão cada vez mais dificuldade para levar a efeito essas coisas, se elas os afastam do Espírito.

O Espírito chama-os para o Espírito.
Ele não os chama para outra coisa.


Questão: a Alegria no Coração indica que se aproxima do estado de Turiya?

Mas é o que o acompanha mesmo.
Vocês não podem pretender estar no Turiya se não há Alegria.
A primeira etapa da Alegria é a Paz, ou seja, o instante em que nenhum medo, em que nenhuma, como dizer..., contrariedade do ego pode desestabilizá-los, nem emocional, nem mentalmente.

Mas, é claro, instalar-se na Existência é instalar-se na Alegria.
Aliás, não pode haver outra coisa que a Alegria no Turiya e na Existência.

É impossível.


Questão: como passar de uma alegria-prazer, para outro tipo de Vibração, que é a Alegria?

Mas é muito simples.
Há seres que são rabugentos.
Eles jamais estão na Alegria, porque há, sempre, algo que não funciona.

Isso se vê, há os cantos dos lábios que descem, o olhar está sempre sombrio.
E, depois, há o que se poderiam chamar os simplórios: eles têm sempre os cantos dos lábios para cima e o olhar reluzente.

Isso é o humor.
É o estado emocional de base da pessoa.

Mas a Alegria de que falamos nada tem a ver com isso, uma vez que ela é estritamente independente do humor.

É um estado que foi
chamado, eu creio, Sat Chit Ananda; é um estado de felicidade total, no qual não existe distância alguma entre o si que realiza o Si e todo o resto do Universo.

É totalmente independente das circunstâncias.
De um ser que vive esse estado de Turiya, pode-se cortar-lhe uma perna, ele permanecerá no Turiya, porque ele transcendeu as emoções, ele transcendeu a alegria do prazer, da emoção, do humor.

Não confundam o humor feliz, que é um estado, como há o humor rabugento.

Há pessoas que são, como se diz, de boa natureza, de boa composição: eles estão sempre felizes. Isso é já extraordinário porque, ao nível Vibração, isso eleva muito mais do que aquele que está sempre rabugento.

Aquele que está sempre rabugento vai sempre ter problemas sob o diafragma, nas pernas, por exemplo.

Aquele que está sempre feliz jamais terá problema nas pernas.
É um exemplo.

Mas não é porque se está feliz que se vive a Alegria.
A Alegria de que eu falo é a Coroa Radiante do Coração, é o fim, como dizia Irmão K, da compartimentação.

É um estado místico.
E não se podem confundir os dois.

Mas é evidente que, para um simplório encontrar a Alegria, é muito mais fácil do que para um ser rabugento, porque um rabugento tem energias mais densas do que um feliz.

Mas é evidente, para todos nós, que a Alegria de que falamos nada tem a ver com o humor feliz, não é?

Não basta sorrir, como um simplório, para estar na Alegria do Espírito, mas é, de qualquer forma, melhor sorrir do que ficar na careta.

É mais facilitador, porque o nível Vibratório não é o mesmo.


Questão: que fazer quando a chegada da Luz gera um enorme medo?

E bem, naquele momento, está-se muito exatamente no que eu chamo o Guardião do Limiar.

O medo pode tomar uma máscara: o diabo, as crenças, o avô que tinha um olhar terrível, não importa o que.

E depois, mais fundamentalmente, isso será esse medo no ventre de abandonar-se.

É o medo arquetípico do ego.
É preciso passar do outro lado desse medo para ser ressuscitado.

Há quem passe, assim, graciosamente, digamos.
Há os que vão espernear, porque perder o ego é um luto.

É isso o choque da humanidade.
É preciso abandonar-se.


Questão: justamente, como abandonar-se quando esses medos voltam?

É necessário olhar-se.
É o face a face.

Você não é seu medo.
Enquanto você está identificada ao medo, o medo não vai soltar de você.
O problema da emoção e do mental é que o ego, quando ele não viveu a Unidade, é persuadido de que ele é suas emoções, ele é persuadido de que é seu mental.

Ele emprega «Eu».
Por exemplo: «Eu vivo o medo».
Mas você não é o medo, você não é seu mental, você não é suas emoções.

É isso, a distância que é propiciada pelo afluxo da Luz.
Mas enquanto o ego quer fazê-la crer que você é isso, você não está abandonada à Luz.

Abandonar-se à Luz quer dizer tornar-se Luz e não mais identificar-se a tudo o que é ilusório.

Mas o ego é tenaz: ele vai fazê-la crer que é você que está no medo.
Mas como é que um ser ilimitado pode estar no medo?

É verdade que, dito com palavras, é de bater a cabeça contra as paredes [ou de arrancar os cabelos – expressão idiomática].

É exatamente isso.
Enquanto você não saiu do jogo de papel você não pode viver a Unidade, porque você crê que você é o medo; porque você crê que você é essa doença; porque você crê que você é essa falta; porque você crê que você é esse sofrimento, porque o marido partiu, porque isso, porque aquilo.

E, portanto, você se identifica, enquanto você não é nada de tudo isso.
Quando os Orientais e quando eu dizia, também: «Vocês não são esse corpo, vocês nada são».

Quando eles dizem: «é Maya», mas não sei como é preciso dizer-lhes isso.

Vocês nada são do que manifestam aqui.
Portanto, a etapa do medo aterrorizante que sidera é o Guardião do Limiar.

É uma das formas do Guardião do Limiar.
Tudo o que há a fazer é aceitar que você não é esse medo, que você o vive, mas não é você.

Assim que há uma distância que se toma em relação ao que é vivido ao nível emocional, naquele momento, você começa a abandonar-se à Luz, que é sua Essência.

Eu diria que aquele que realizou Turiya, quando se vê no espelho, ele não vê ele mesmo; ele vê o conjunto do Universo.

Ele não vê mais a Ilusão, ele vê a Verdade; ele vê a Visão do Coração.


Questão: reler textos sobre esse estado de Turiya pode ajudar a atingir esse estado?

Sim, perfeitamente.
Mas dar-se uma ideia do que se prepara não é vivê-lo, hein?
Por mais que vocês saibam todos os mistérios do Universo, não é por isso que vocês viverão a Unidade.

Não é porque vocês compreendem que vocês o vivem.
É justamente porque vocês aceitam tudo soltar que vocês vivem a Unidade.
Portanto, eu repito, querer, com o intelecto, compreender algo esperando vivê-lo, é uma ilusão total.

Mas total.
Você pode bater a cabeça na parede...


Questão: uma disfunção de Chacra pode obstruir a revelação da Luz Vibral?

Então, nós sempre dissemos que apenas vocês mesmos é que podem obstruir-se a si mesmos.

Nenhum critério de idade, de carma, do que quer que seja impede a revelação da Luz Vibral.

Exceto vocês mesmos, no instante, que não se abandonam à Luz e, eventualmente, alguns apegos que estão, aí também, ligados ao ego e sobre os quais muitas coisas foram-lhes dadas (os diferentes medos).

O único obstáculo para a Luz será, sempre, se se pode dizer, vocês mesmos.

É a Verdade.


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, caros amigos, vou aportar-lhes todas as minhas bênçãos.

Eu lhes digo até muito em breve.
Todo o meu Amor os acompanhe.

Fiquem bem.



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Compartilhamos essas informações em toda sua transparência. Agradecemos em fazer o mesmo, se as divulgarem, reproduzindo integralmente este texto e informando sua fonte: www.autresdimensions.com
Versão do francês para o português: Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com

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