sábado, 9 de abril de 2011

ANAEL - 09 de abril






09 de abril de 2011.

Mensagem publicada em 10 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


PRIMEIRA PARTE :

Eu sou Anael, Arcanjo.
Bem amados Filhos da Luz, bem amadas Sementes de Estrelas, que a Paz, o Amor, a Alegria e a Unidade estejam em vocês.

Eu estou com vocês, primeiramente para exprimir certo número de elementos concernentes à Unidade e, mais especificamente, como pode se traduzir o fato de viver a Unidade nesta Dimensão dissociada, nesses tempos tão específicos.

Numerosos autores exprimiram-se sobre a própria experiência, sua vivência, traduzindo seu acesso à Unidade.

O primeiro a ter traduzido a própria percepção, pela noção de energia e de modificação dessas energias, foi, é claro, Sri Aurobindo. Outros viveram esses estados de Unidade da Consciência sem, no entanto, falar, em momento algum, do que nós chamamos, juntos, as Vibrações a Luz.

De fato, cada experiência é diferente, mas é preciso também reter que, antes do período correspondente a uma ou duas gerações, se excetua-se Sri Aurobindo nos anos 40 e 50, era muito difícil obter as manifestações Vibratórias ligadas, como vocês sabem, à Existência, à Luz e, portanto, às estruturas novas, que apareceram apenas há trinta anos na superfície desta Terra.


Hoje, as coisas são bem diferentes.
Inúmeros seres humanos viveram o despertar, o Despertar e a transformação. Isso se traduz, é claro, pela ativação de certo número de circuitos vibratórios do qual UM AMIGO, por exemplo, falou-lhes longamente, concernente aos diferentes yogas, novos, desvendados e revelados, assim como suas percepções, mesmo Vibratórias, traduzindo-se, para além da percepção, por uma modificação de seu ponto de vista e uma modificação de seu próprio modo de ver a vida, não limitada nesse corpo, não limitada nos pensamentos ou nas emoções habituais e cotidianas e usuais do ser humano.

Viver a Unidade, hoje, traduz-se por um número cada vez maior de seres humanos abrindo-se à Verdade da Unidade, por, além das percepções que eu não desenvolverei hoje, modificações comportamentais por vezes importantes.

A consciência se modifica.
Ela consegue tocar momentos e estados em que a limitação habitual, em que a fragmentação habitual do ego não tem mais lugar.

A consciência se descobre a si mesma infinita, ilimitada, podendo ascender a experiências que, até o presente, não podiam revelar-se na vida comum do ser humano, mesmo se este estivesse no caminho ou na busca espiritual.

Viver a Existência e a Unidade não está ligado a uma ação exterior vinda de um conhecimento qualquer. O que eu posso dizer de outro modo é que jamais viver a Unidade poderá ser realizado por um conhecimento, qualquer que seja, seja ele o mais perfeito de um sistema de crenças.

O Despertar e a Unidade são justamente estados de Consciência em que a crença não tem mais qualquer peso na manifestação da própria Consciência.

Os seres que vivem o Despertar vão, portanto, manifestar potenciais e tomadas de consciência e ações e comportamentos que se tornaram profundamente diferentes do que era esperado num molde social, societário, afetivo ou outro.

A experiência da Consciência ilimitada, que muitos de vocês são chamados a viver nos dias e nas semanas que se manifestam à sua consciência vão conduzi-los pouco a pouco a desengajarem-se de certo número de situações, de certo número de crenças e, sobretudo, vão lhes permitir, em Verdade, sair da Ilusão.

Então, qual é esta Ilusão?
A primeira das ilusões é, certamente, crer que a vida se confina a esse mundo, a este planeta e ao que vocês vivem.

O que vocês vivem, justamente quando vocês participam da Ilusão, é apenas ilusão. Isso pode ir muito longe, mesmo se, é claro, nos textos e na tradição oriental essa Ilusão seja onipresente como descrição.

Esse mundo é descrito como ilusório e, no entanto, obviamente, é no interior desse mundo que sua consciência está. Ela está mesmo fechada nesse corpo e na ilusão de que vocês são esse corpo, a tal ponto que a consciência é totalmente dependente, quando vocês ali estão fechados, desse corpo, e ela não pode manifestar-se, exceto em raros casos, fora dessa consciência.

Então, é claro, na consciência do Homem, existem três estados.
Esses três estados são chamados o estado de vigília, o estado de sono e o estado de ausência.

O estado de ausência é um estado em que não há qualquer reminiscência de um sonho, é o sono profundo, propriamente dito. Há também uma consciência de sonho, nessa consciência de sonho vocês estão conscientes de seu sonho e, entretanto, limitados pelo espaço do próprio sonho. Ele desaparece, esvai-se de sua consciência assim que vocês acordam pela manhã ou à noite.

A consciência de despertar ou de vigília, mais exatamente, é aquela que vocês manifestam em sua vida, quaisquer que sejam as atividades que vocês ali efetuam.

A Consciência Unitária, viver a Consciência do Fogo do Coração, do Fogo do Espírito, da Existência, necessita o aparecimento de um quarto estado da consciência, que não é nem o sonho, nem o estado de vigília, nem o estado de sono.

Esse estado específico porta um nome oriental muito preciso, que se chama Turiya.

Turiya é a denominação da Consciência Unitária.
A Consciência Unitária se traduz, antes de tudo, por uma não limitação da própria percepção da Consciência. Existe, portanto, uma desidentificação, por vezes violenta, quando de uma experiência dita mística, geralmente progressiva, mesmo se, hoje e nos dias que vêm, isso vá tomar uma importância sem medida comum com o que foi vivido até o presente, mesmo pelos seres humanos despertos.

O estado Turiya é a Consciência Unitária, fazendo-os dizer que não há mais separação, que não há mais limite, onde vocês podem ser tanto esse corpo como o conjunto do universo, ser um grão de areia, como o mar, como o oceano.

A consciência, de algum modo, não é mais localizada tão firmemente como de hábito num corpo, num espaço-tempo. Há, portanto, na Consciência Unitária, a capacidade real e vivida (e que vocês viverão) de extrair-se, literalmente, da linearidade do tempo, de extrair-se de sua própria vida, sem, no entanto, deixar sua vida.

Isso corresponde ao acesso a esse estado de Turiya.
Turiya traduz-se também por certo número de modificações comportamentais extremamente importantes.

A primeira é, obviamente, o que eu chamaria a equanimidade e a capacidade da consciência, naquele momento, de não mais estar na reação ao que quer que seja. Isso se traduz por uma espécie de vacuidade, essa própria vacuidade fazendo com que o ser humano não esteja mais submisso à lei de ação/reação.

Falando da lei de ação/reação, isso concerne, antes de tudo e em primeiro lugar, ao que eu chamaria as emoções, num segundo lugar, ao que eu chamaria o mental e, enfim, ao que foi chamado, em sua vida consciente nesse mundo, à lei de ação/reação ou lei de carma.

Pouco a pouco, o fato de viver em Turiya vai substituir a lei de ação/reação pela lei de ação de Graça. A lei de ação de Graça, manifestando-se no estado Turiya, vai permitir então viver estados de Graça.

A fluidez da Unidade, o abandono à Luz e a integração da Luz vão manifestar, em sua vida, o que é necessário para percorrer o que vocês têm a percorrer ainda nesse mundo da Ilusão.

A Graça é, de fato, naquele momento, total.
Vocês se tornam, realmente, como lhes disse Sri Aurobindo, Criadores de seu presente.

A Consciência que vive o estado de Turiya não está mais condicionada pelo passado, e ainda menos pelo futuro. Isso quer dizer que não há mais preocupações concernentes a um medo projetado pelo mental num futuro, qualquer que seja, que diga respeito ao seu corpo, à sua profissão, ao seu afetivo, aos seus filhos ou aos seus descendentes.

O estado de Turiya não é um estado de indiferença.
É, ao contrário, um estado de lucidez total da ilusão na qual o holograma do corpo está inserido.

O holograma da consciência se descobre realmente holograma e não é mais, portanto, limitado a esse corpo ou a essa vida. Isso supera amplamente a reminiscência das vidas passadas que podem aparecer quando da iniciação Luciferiana que revela a memória de suas vidas passadas. Não é mesmo mais questão, no Turiya, de ter essas memórias presentes ou ativas.

A reversão da consciência, ocorrendo também quando o estado Turiya vai se instalar é feita da compreensão de que não há diferença entre o que é Interior à consciência fragmentária e o que acontece no mundo.

Porque o que acontece fora acontece dentro, do mesmo modo. Não pode haver, por exemplo, uma luz exterior sem que esta esteja presente no Interior.

Há, portanto, uma abolição total de separação.
Essa abolição de separação pode fazê-los dizer, como o disse Cristo: «eu e meu Pai somos Um». Ela pode também fazê-los afirmar que o outro é você mesmo, não por um sentimento de compaixão ou de empatia, onde vocês se colocam no lugar do outro, mas, efetivamente, onde vocês se tornam o outro.

Assim, no estado de Turiya, tudo o que vai se manifestar em sua vida os faz perceber claramente, e de maneira distinta, a ausência de separação. O que vai se produzir, o que vai chegar no estado Turiya é diretamente procedente do abandono à Luz, correspondendo, assim, palavra por palavra, à frase que disse Cristo: «o pássaro se preocupa com o que ele vai comer amanhã?». Há, de fato, um Abandono à Luz, mas também um abandono da personalidade à Luz.

A personalidade, obviamente, enquanto vocês estão encarnados e presentes na superfície desse mundo, estará sempre presente, mesmo quando ela morreu. O que quer dizer que o veículo de sua personalidade, que é a própria consciência do ego, está ainda presente. Mas não há mais identificação, nem sobreposição da consciência ao ego.

A consciência evolui bem amplamente acima do ego.
Naquele momento (e eu repito, não falarei dos processos Vibratórios que muitos de vocês vivem e que correspondem ao estabelecimento desse estado de Turiya), os ritmos do sono não são mais de modo algum os mesmos. A alma não tem mais necessidade de passar pelas fases de repouso, mesmo se ela durma ainda.

Do mesmo modo, o estado de Turiya pode desencadear estados importantes em que a fisiologia, ela mesma, vai se tornar totalmente modificada, ou mesmo, ao olhar da ciência, totalmente aberrante. Isso se traduzindo, por exemplo, pela não necessidade de alimentar-se, de nutrir-se, literalmente, da Luz.

Turiya pode manifestar um número de fenômenos chamados místicos, tudo também extraordinário para a consciência comum. Entre estes, figura a capacidade de saída do corpo, não para viajar num veículo astral, mas diretamente em seu veículo de eternidade. Por exemplo, estar ao mesmo tempo nesse corpo e num outro corpo, processo chamado a bilocação.

Há também a capacidade nova de fixar o Sol.
Há também a capacidade nova de perceber, clara e distintamente, pela transparência pessoal, todo ser humano que se encontre frente àquela que vive o estado de Turiya.

A característica deTuriya é também desenvolver, obviamente, o Amor e o Serviço. Porque não pode existir estado de Turiya se não há devoção, se não há Serviço e se não há Humildade.

Portanto, paralelamente a esse estado de Turiya, que verá a consciência expandir-se cada vez mais até os limites desse universo e de outros universos, ou seja, reencontrar-se totalmente ilimitada, encontra-se também essa noção de Serviço, essa noção de Amor e de Irradiação, que vai fazer com que o ser humano torne-se cada vez mais humilde e cada vez mais simples.

Turiya não pode, efetivamente, acompanhar-se de qualquer interrogação mental.

O estado de Turiya é um estado que se satisfaz a si mesmo.
Uma vez que é abertura ao mundo e transparência total, não pode existir, nesse estado, limitação mesmo de percepção, concernente a qualquer mecanismo de consciência, aparentemente separada.

Assim, um ser que vive o estado de Unidade e o estado de Consciência de Turiya é perfeitamente capaz de captar, literalmente, não importa qual outra consciência presente sobre esse mundo ou em outros mundos.

A ausência de limitação e a ausência de confinamento do estado de Turiya não permite a manifestação de outra coisa que a Luz na vida dessa pessoa.

A lei de atração podendo atuar então plenamente, não podem mais manifestar-se eventos ou circunstâncias contrárias a esse próprio estado de Turiya.

A Graça vai, portanto, desenvolver-se cada vez mais distante em seu ambiente, fazendo dizer que alguns seres, vivendo em Turiya, vão gerar campos energéticos suficientemente grandes para serem percebidos a alguns quilômetros de distância.

Isso é uma estrita verdade.
O estado de Turiya sendo uma Consciência ilimitada, os próprios campos energéticos da limitação vão tornar-se e tender a tornar-se ilimitados.

É uma característica essencial do estado de Turiya.
Não pode haver estado de Turiya se o mental reage.

O estado de Turiya é uma não reação.
Essa não reação é, obviamente, bem longe de uma indiferença, mesmo se aquele que está na Dualidade constate que há indiferença.

Em caso algum, para aquele que vive o estado de Turiya isso é uma indiferença, mas, efetivamente, um respeito da liberdade do outro, que evolui em sua própria fragmentação.

A consciência que não evolui no Turiya, ou que ainda não está ali instalada e estabilizada, vai frequentemente perceber o outro como algo de estranho, ou seja, algo que não entra em seu campo de coerência e em seu campo de consciência. Isso é perfeitamente evidente, uma vez que, por definição, um ser estabelecido na quarta consciência, ou Turiya, não pode mais estar limitado pelas circunstâncias, pelos comportamentos, pelas ações e pelas reações desse mundo e, no entanto, ali está inserido.

Essa inserção, no entanto, não se desenrola do mesmo modo que um ser que não vive o mesmo estado. O ser que vive a Existência, vivendo o acesso a Turiya vai manifestar potenciais cada vez mais importantes, e isso em todos os setores de sua vida.

Há a possibilidade, real e efetiva, de ser projetado, literalmente, não ao exterior de si, mas cada vez mais profundamente no interior de si, ali descobrindo então o conjunto do que era visto no exterior.

Assim, e sem qualquer ilusão, o conjunto das estrelas, o conjunto dos universos encontra-se no Interior de vocês. Isso não é uma visão do espírito, isso não é uma concepção, mas é realmente uma vivência Vibratória daquele que vive o estado de Turiya.

Assim, aquele que está estabelecido no estado de Turiya não pode mais colocar-se questões sobre o que isso seja, porque ele tornou-se, ele mesmo, a resposta a toda interrogação. Ao mesmo tempo sabendo que o estado de Turiya pode desencadear Samadhis extremamente profundos em que, naquele momento, há como uma extração total da consciência para o interior de si mesmo.

Nesses momentos de Samadhis importantes ou extremos a alma está sempre no Turiya. Simplesmente sua imersão nos mundos do ilimitado faz com que sua presença, no limitado, seja extremamente limitada, traduzindo-se, para alguns de vocês, já, por mecanismos em que vocês se sentem como saídos de sua própria vida, em que vocês não conseguem mais efetuar suas atividades comuns.

Esse estado de Turiya que se instala pode por vezes gerar, na consciência limitada, certo número de angústias e de interrogações sobre o próprio desenrolar de sua vida.

O processo de Abandono à Luz, total, e de integração da Luz vai resolver, em seu lugar, suas próprias interrogações. Essa é uma confiança absoluta na Luz que gera, sempre, o que é necessário para vocês, sem que vocês tenham ainda que intervir ou que manifestar qualquer vontade pessoal ou limitada no ego.

Essa passagem de um ao outro vocês a vivem todos, vocês que viveram a abertura dos chacras, a abertura das Coroas Radiantes, seja uma ou outra, ou ainda o despertar de seu Kundalini. É um processo totalmente normal que se estabelece agora, de modo cada vez mais abrupto, para muitos de vocês e que vai, efetivamente, conduzi-los a viver um mecanismo chamado a estase e, portanto, que prepara de maneira final o fenômeno e seu mecanismo ascensional que verá, não sua dissolução, mas a dissolução do mundo e da Ilusão.

É como se vocês passam de um estado ao outro, onde o que estava presente antes não existe mais. Toda limitação abolida, isso poderia corresponder à passagem do estado de sono ao estado de sonho ou também do estado de sonho ao estado de despertar, onde vocês sabem pertinentemente que, cinco minutos antes, vocês sonhavam e que aí, agora, vocês despertaram ou acordaram.

Trata-se exatamente do mesmo processo.
Turiya corresponde ao estabelecimento da consciência na Existência.
Muitos de vocês concluem, nesse momento mesmo, a construção do corpo de Existência.

O conjunto de Vibrações percebidas corresponde à penetração ou aglutinação da Luz em proporções que jamais foram atingidas sobre esta humanidade e cujo único objetivo é revelar a Luz que vocês são, revelar a Fonte que vocês são e essa dimensão específica de Sementes de Estrelas.

Viver Turiya desincrusta-os, literalmente, da ilusão de sua vida e os faz penetrar na verdadeira Vida, que nada tem a ver com a vida que vocês vivem.

É claro, existem numerosas possibilidades de amar essa vida através da beleza manifestada no exterior de vocês. Mas o que é necessário compreender, e como o disse Snow: existe uma Busca exterior traduzindo uma Busca Interior. E quando vocês se extasiam diante de uma árvore, diante de um sol, diante de um vegetal ou diante de outro ser humano, de fato vocês se extasiam de vocês mesmos.

Do mesmo modo, quando uma manifestação contrária à Unidade manifesta-se à sua consciência, por exemplo, quando outro ser humano vem agredi-los, é que há efetivamente, em vocês, uma falha que permite a manifestação dessa Dualidade, porque se vocês penetram mais no estado de Turiya, jamais isso pode se produzir. Assim, portanto, tudo o que se produz atualmente em sua vida é apenas o reflexo de seu Interior, sem exceção.

De sua capacidade para viver na fluidez, de sua capacidade para viver o que eu chamei o Abandono à Luz decorrerá a facilidade de sua instalação de Turiya. Existe, portanto, no ego, mesmo em parte transcendido pela Luz, certo número de resistências. Essas resistências são apenas ligadas ao inverso da Vibração e ao inverso de Turiya.

Qual é o inverso de Turiya?
É o medo.

O medo é um elemento imobilizador, o medo é um elemento que freia a expansão de Turiya. Então, o mental vai se perguntar como não mais ter medo, e ele vai construir estratégias chamadas de evasão. Mas essas estratégias de evasão, elas mesmas os afastam de seu estado de Turiya.

Turiya é a aceitação de ver de frente seus próprios medos, ver de frente seus próprios inimigos, porque seus próprios inimigos, como seus próprios medos são, na realidade, apenas a iluminação de suas próprias sombras. Assim, tudo o que acontece no exterior acontece, do mesmo modo, no Interior de vocês. E isso não concerne unicamente à sua vivência, isso não concerne unicamente aos fenômenos agradáveis que ocorrem em sua vida, mas ao conjunto de fenômenos que se desenrolam no exterior, no conjunto deste planeta.

Esses fenômenos que se desenrolam puxam-nos sempre ao que é chamado númeno [filosofia], ou seja, a própria Essência de sua manifestação. A própria Essência de sua manifestação, no estado Turiya, vai englobar sua vida, como o conjunto de consciência presentes, mesmo se elas não lhes apareçam sob seus olhos ou sob seus sentidos.

A consciência não estando mais fechada na limitação vai descobrir que ela pode ser, ao mesmo tempo, essa consciência, como todas as consciências, mesmo do outro lado dos universos ou do outro lado das Dimensões.

É exatamente isso que vocês vivem.
Isso se acompanha, obviamente, por manifestações Vibratórias cada vez mais intensas, correspondendo à aglutinação da Luz em seu corpo físico, revelando seu corpo de Existência.

O que vive também, exatamente, a Terra, inteiramente.
Assim, enquanto vocês se separam de um evento, qualquer que seja, vocês não estão no Turiya.

Há, portanto, uma identificação e, além da identificação, uma fusão real pela própria consciência e o estado de Turiya, fazendo-os iluminar, com uma lucidez específica, que tudo o que se produz no exterior, qualificado de agradável ou de desagradável é, de fato, apenas o reflexo do que acontece em cada um de vocês.

O estado de Turiya não conhecendo limite, não pode definir um evento como exterior a ele mesmo, qualquer que seja.

Turiya é, portanto, uma consciência que vai englobar o conjunto de manifestações de consciências que, anteriormente, pareciam totalmente fora de Turiya, totalmente separadas e totalmente independentes desse estado.

Não existe independência.
Inúmeros profetas, inúmeros sábios disseram que, por exemplo, quando a asa de uma borboleta se quebrava, todo o universo tremia.

E é a estrita verdade.
Isso não é uma poesia, isso não é uma visão exterior, mas efetivamente um mecanismo Interior.

O estado de Turiya corresponde à instalação disso.
O estado de Turiya, que vocês vão manifestar cada vez mais, corresponde também à dissolução final da Ilusão, a sua, como aquela do exterior, a fim de que não haja mais do que uma única coisa que permaneça, chamada o Si.

O Si é totalmente independente de qualquer circunstância exterior.
O Si é totalmente independente de qualquer identificação a esse corpo.

O Si é totalmente independente da identificação a outra coisa que o Si, ou seja, a outra coisa que a Luz. E a Luz engloba todas as manifestações da vida, mesmo na falsificação.

Vocês são chamados a viver isso.
O estado de Turiya está, portanto, em curso de instalação.
É claro, aqueles de vocês seres humanos, Irmãos e Irmãs, que recusarem viver isso, não poderão entrar no Turiya . Daí resultará o que é chamado por alguns o fogo do ego.

O Fogo do Espírito é um estado de comunhão, um estado de fusão, um estado que vai englobar o conjunto de consciências que lhes pareciam, até o presente, exteriores.

No Turiya não existe qualquer inimigo.
No Turiya existe apenas a Consciência Una.
Naquele momento, progressivamente e à medida que vocês penetram o estado de Turiya, pouco a pouco e devido mesmo aos mecanismos e ao relógio cósmico que se desenrolam atualmente sobre a Terra vocês vão, efetivamente, penetrar cada vez mais frequentemente em seu ser Interior e extrair-se, em Verdade, da Ilusão desse mundo.

Não para apagá-lo, mas para integrá-lo.
E ele se apagará, efetivamente, porque, tendo-o integrado, vocês não verão mais distinção entre vocês e o Sol, vocês não verão mais separação entre vocês e a Terra, vocês não verão separação entre vocês e o conjunto da Criação. Naquele momento, vocês poderão efetivamente afirmar: «eu e meu Pai somos Um».

Vocês a afirmarão, mas, além disso, vocês viverão essa realidade.
Turiya é, portanto, um mecanismo extremamente potente, visto da consciência limitada do humano, que vai, portanto, modificar o conjunto de suas percepções, o conjunto de suas estruturas e o conjunto dos mecanismos de funcionamento da própria consciência.

No Turiya vocês não fazem mais diferenças, nem distinções entre o que vocês chamariam «vocês» e «o resto do mundo». Há, portanto, realmente, um estado de ilimitado que se instaura e que lhes conferirá, no momento vindo, uma palavra importante que é a liberdade e a autonomia, tal como foi definido há alguns dias por Irmão K.

Tudo isso está em curso de instalação.
E, obviamente, isso pode se traduzir em suas vidas por modificações, por vezes violentas, de suas condições de vida e, já para alguns de vocês, a capacidade para deixar essa vida, de maneira autônoma e livre.

O estado de Turiya é também um estado que se acomoda muito mal na Dimensão falsificada na qual vocês estão. Aliás, nos tempos mais remotos do que essas duas precedentes gerações, a maior parte dos seres que ascenderam à Unidade eram considerados como personagens para se colocar de lado, ou como personagens que deviam por si mesmos isolar-se e viver sozinhos para não ser contaminados ou, aliás, para não contaminar esse mundo exterior que os recusava.

Eles haviam integrado o mundo neles, mas o mundo não podia reconhecê-los. Havia uma oposição frontal entre a consciência limitada e o estado de Turiya que viviam esses seres. Assim, portanto, esses seres encontraram mais sabedoria, alguns deles, refugiando-se, tornando-se eremitas e não manifestando, nesse mundo em oposição, seu estado.

Nos tempos mais antigos, o estado de Turiya provocava sistematicamente, da parte do resto do mundo que não reconhecia seu próprio estado de Turiya, uma lista negra, ou mesmo em alguns casos, situações muito mais penosas para aquele que vivia seu estado de Unidade, indo até o desaparecimento por um assassinato, pelo resto da humanidade, desses seres.

Hoje, as coisas são profundamente diferentes, porque a própria terra está se despertando de seu estado de letargia para viver Turiya, ela também. E também, ainda mais importante, vocês são em número cada vez mais vasto sobre esta Terra a viver os mesmos estados, os mesmos processos Vibratórios de acesso ao seu estado de Unidade.

Assim, portanto, existe uma força, real, ligada à presença de vários seres (milhões) que vivem atualmente o estado de Unidade, de modo mais ou menos consciente, de modo mais ou menos estendido. Isso vai se traduzir pelo aparecimento de novas frequências sobre a Terra, ilustradas pelas chaves Metatrônicas, mas também pelos derramamentos de Luz que vive a Terra atualmente na superfície.

Esses derramamentos de Luz, derramamentos da Consciência Unificada vêm tanto do Sol, como do Cosmos, como da própria Terra, realizando o que foi chamada a Fusão dos Éteres. A Fusão dos Éteres acontecendo em vocês, eu os lembro, ao nível de seu Coração, ao nível de sua cabeça e, doravante, ao nível de seu sacrum. Isso lhes permite, se vocês aceitam a manifestação, penetrar mais adiante em sua Unidade e extrair-se, ao seu ritmo, da Ilusão desse mundo.

A instalação, hoje, faz-se de maneira certamente um pouco mais violenta, porque seu próprio ritmo é empurrado pelo ritmo comum dos seres no Despertar e dos seres que vivem a Unidade. Há, portanto, de algum modo, não uma urgência, mas uma forma de revelação mais intensa da Luz, obrigando literalmente os seres no Despertar a penetrarem mais adiante no estado de Turiya e de Unidade.

Isso está em curso de instalação.
O estado de Turiya vai desembocar, se vocês o aceitam, se vocês não estão na resistência com relação a isso, em estados de Graça cada vez mais intensos, permitindo-lhes ir para estados de Samadhi cada vez mais importantes.

Enquanto não há Alegria quando a Vibração é vivida, é que existem, ao nível do fogo do ego, resistências, limitações, impedindo-os de aproveitar plenamente o que é realizado em vocês.

Pouco a pouco vocês perceberão que, quanto mais vocês avançarem no estado de Turiya, mais vocês terão facilidades para penetrá-lo novamente. É esse aprendizado que vocês efetuam e isso corresponde totalmente ao que enunciou ontem uma das Estrelas.

Vocês têm, portanto, que ir cada vez mais para esse estado porque ele proverá ao conjunto de suas necessidades, tanto na limitação como na ilimitação.

O estado de Turiya é a nutrição absoluta da Consciência, permitindo a essa Consciência não mais se enganar sobre suas obrigações, sobre papeis, sobre funções, mas simplesmente viver o estado de ser correspondente a essa própria consciência manifestada no estado de Turiya.

Isso é exatamente o que vocês estão vivendo.
É claro, vocês não podem pretender Turiya sem viver as manifestações Vibratórias. Mas não me cabe entrar mais adiante nessas manifestações, fazendo parte de um conjunto de descrições que estão em curso, atualmente, por UM AMIGO.

Entretanto, isso é bem real.
Há sobreposição de estados Vibratórios e do estado de Turiya.
Tornar-se Turiya, inteiramente, e viver a Unidade, inteiramente, não pode se fazer, efetivamente, sem a manifestação dessas Vibrações e desses Fogos da Luz em vocês, até o momento em que vocês se tornarem, inteiramente, identificados à Luz. Mas, naquele momento, vocês não poderão mais estar presentes na superfície desse mundo.

Assim, portanto, mesmo nas manifestações da Graça a mais completa de seu estado de consciência Turiya manifestam-se ainda resistências, devido mesmo à presença de sua personalidade nesse mundo, mesmo se a personalidade é transcendida pelo estado de consciência da Unidade.

Progressivamente e à medida que vocês avançarem na profundidade desse estado de Turiya, progressivamente vocês constatarão que esse corpo não os obedece mais, que a consciência fragmentada não os obedece mais, até viver, mesmo, momentos em que vocês não saberão mais o que vocês foram nesse corpo e nesse pensamento, do que constituía sua vida.

Vocês sairão, naquele momento, do espaço do sonho para penetrar a Verdade. Isso se fará, em parte ao seu ritmo, condicionado, é claro, pelo ritmo da Terra, porque é ela que decide, atualmente, o momento final da própria Ascensão que corresponderá, aliás, à sua Ascensão que, eu os lembro, está em curso.

Aí estão as algumas palavras que eu desejava desenvolver com relação a esse estado de Consciência Unitária, perfeitamente localizado e descrito, eu os engajo, aliás, a ler as obras escritas por alguns sábios da Índia que perfeitamente descreveram os mecanismos de acesso, há numerosos séculos, para esse estado de Consciência Unitária, para o estado de Turiya.

Se existem em vocês interrogações com relação a isso, então eu responderei com grande prazer.


Questão: Você pode nomear os sábios da Índia que falaram desse estado?

Primeiro há o mais próximo de vocês, em termos temporais, que foi Sri Aurobindo, através do yoga integral. Eu não falo de seus escritos eruditos, mas falo da obra desse yoga integral, através de alguns de seus escritos.

Em seguida há, é claro, todo o ensinamento chamado Kriya Yoga, de Babaji.

Há, em seguida, os yogas sutras de Pantajali, onde é retomado o conjunto de manifestações dos siddhis e dos nadas, ou seja, poderes da alma, traduzindo-se quando o estado Turiya se desperta.

Em seguida, foi formado certo número de escritos, progressivamente e à medida da experiência que viviam esses seres, mas, eu repito, aplicada ao nível mental.

Há muito numerosos seres, no Oriente como no Ocidente que descreveram o próprio estado em termos mentais, porque eles não tinham outras ferramentas à disposição para descrevê-lo.

Mas, eu repito, atenção à armadilha enorme.
Não é porque vocês aceitam o que está escrito e descrito que vocês vão vivê-lo.

Muitos seres, de fato, podem falar de Unidade e de Turiya, mas não vivem absolutamente Turiya. Eles transformaram, portanto, a Unidade em um conceito mental.

Lembrem-se de que não pode haver Unidade sem Vibrações.
Isso é impossível nesse mundo.


Não temos mais perguntas, agradecemos.

Bem amados Filhos da Luz, bem amadas Sementes de Estrelas, então, vamos deixar esse assunto.


SEGUNDA PARTE

Questão: Colocar-se uma pergunta concernente a uma pessoa ausente e ouvir essa pessoa dar a resposta é ir para Turiya?

Bem amada, ouvir uma voz não é necessariamente a prova de um Turiya. Existem numerosos mecanismos que permitem ouvir vozes e estritamente nada têm a ver com um estado de Turiya.

Não é, portanto, possível responder à sua questão.
É claro, é possível ouvir vozes no Turiya, mas nem todas as vozes relevam de um estado de Turiya.

Bem amada, como eu já disse, quem melhor do que você pode conhecer a resposta?

O estado de Turiya não pode ser definido do exterior.
É você, e você sozinha quem sabe se você o vive ou não.

Enquanto você coloca a questão você não está no Turiya.
Turiya é uma ausência de questionamento.


Questão: Como enfrentar os medos, as resistências, sem mantê-los?

Bem amada, os medos que se manifestam em vocês, hoje, fazem parte da experiência da iluminação pela Luz.

Agora, esse medo, o que precisa nele fazer?
Já, aceitar olhá-lo.

Num segundo tempo, aceitar também que você não é esse medo e, enfim, num terceiro tempo, não mais agir por si mesma, desemaranhando os mecanismos desse medo (porque não é mais o tempo para isso), mas, bem mais, pedir ao Universo e à Luz Una para iluminá-la ainda mais.

Isso participa, inegavelmente, do Abandono à Luz.
O conjunto dos medos manifestados à sua consciência hoje corresponde, de uma maneira geral, a uma iluminação específica do que resta a iluminar em vocês, como no exterior de vocês.

Ir para Turiya é, portanto, aceitar vê-los tais como eles são, mas, também, efetivamente compreender que esses medos não fazem parte de seu estado Turiya e, ainda menos, de sua consciência.

Assim, portanto, eles são um encorajamento para ir para uma transcendência desse medo, o medo estando no oposto, diametralmente, do que é chamado o Amor e a Paz.

Assim, portanto, manifestar a Luz pode, efetivamente, nesse caso e no período que vocês vivem, favorecer a manifestação desses medos, não para ali aderir (caso em que vocês recaem na personalidade), tampouco para lutar contra (caso em que vocês retornam na Dualidade), mas, efetivamente mais para transcendê-los através da ação da Luz em vocês.


Questão: Então, se vejo um medo que chega a mim, eu devo remetê-lo à Luz?

Não.
Remeter um medo é um ato de Dualidade.
Isso quer dizer que você percebeu um medo que chega e que você quer remetê-lo de onde ele vem, mas, de onde ele vem?

Bem amado, o modo de apresentar as coisas não é de modo algum aquele.
O que eu acabo de dizer é: quando um medo se manifesta na consciência, então, aí, deve manifestar-se seu próprio Abandono à Luz e sua própria confiança à Luz.

Não há, portanto, ação a realizar, a não ser entregar-se a si mesmo ao Universo e, portanto, à Luz.

Não há que pedir a esse medo para voltar à Luz, porque na Luz não existe medo algum.


Questão: Sinto um calor no Coração quando os intervenientes estão aí e, quando eles partem, o calor se vai. Por quê?

Bem amada, se você sente esse calor do Coração no momento em que os intervenientes chegam, é que há a abertura para a Presença do Arcanjo ou de um Ser que evolui em outras Dimensões, em você. Resta-lhe, agora, conscientizar sua própria Presença a si mesma nas outras Dimensões.

Mas essa é uma primeira etapa.
Existe, aí, nesse nível, como eu dizia precedentemente, uma forma de aprendizagem da Luz e aprendizagem do Fogo do Coração.

Apenas quando há, num primeiro tempo, uma discriminação, é que isso permite, justamente, perceber a diferença entre o estado de vigília normal e o estado de Turiya.

O estado de Turiya, efetivamente manifesta-se por essa Vibração calor ou invasão do peito. Assim, portanto, você percebe, por si mesma, em sua consciência limitada, que existem momentos em que você penetra o estado de Turiya.

Fazer a distinção entre os dois é capital porque há, como eu dizia, uma passagem cada vez mais importante, em intensidade e em tempo, nesse estado de Turiya.

Pelo momento, ele lhe parece exterior a você, porque você considera que um Arcanjo seja exterior a você. A partir do momento em que há identificação, e não separação, no estado de Canalização entre sua própria consciência e a Consciência do Arcanjo, então, naquele momento, você terá integrado, inteiramente, a Vibração do Arcanjo em você, e você poderá manifestar esse Turiya independentemente da Presença do Arcanjo, porque ele será você.


Questão: Se um fator desencadeia uma tristeza, pode-se oferecer à Luz?

Bem amado, se um problema, do mesmo modo que uma emoção, apresenta-se a você, em sua vida, é que isso, efetivamente, tem necessidade de Luz. Não é questão, em suas expressões, de dar um chute no traseiro desse problema para que ele desapareça de sua vista e de sua consciência. Isso é unicamente destinado a fazê-los tomar consciência de que a ressonância desse problema não está em outro lugar além de em você, qualquer que seja esse problema.

Assim, portanto, um problema, enquanto é considerado como exterior, não está integrado e transmutado pela Luz. Não é, portanto, questão de dar um chute ou decidir separar-se desse problema, qualquer que seja.

O problema, que ele concirna a um ser humano ou a uma situação, está aí apenas para fazê-los colocar-se face a face consigo mesmo. Assim, portanto, enquanto você considerar que esse problema é exterior, você não poderá viver um estado de Alegria, porque ele é, em definitivo, sempre e exclusivamente Interior. Apenas o olhar exterior da consciência fragmentada é que faz vislumbrar algo de incômodo como exterior a si.

O princípio de Atração e de Ressonância vai sempre manifestar à sua consciência limitada o que é necessário para a descoberta de sua ilimitação, mesmo se isso possa parecer frustrante ou extremamente limitante. É exatamente o inverso que isso representa porque, obviamente, assim que você manifesta seu estado de Turiya, o problema não pode mais existir, qualquer que seja.

Aliás, no estado de Turiya, progressivamente e à medida que vocês avançam em seu Samadhi e em sua Unidade, nenhum problema pode aparecer nos tempos que vocês vivem agora. Obviamente, esse não foi o caso para Cristo, que tinha um sagrado problema.

Eu esclareço que considerar o que quer que seja, que emirja à sua consciência, como exterior a vocês, faz apenas remetê-los à sua Dualidade porque, a partir do momento em que vocês penetram as esferas da Unidade, nada é exterior, nada é Interior.


Questão: No estado de Unidade, como gerir uma situação em que uma pessoa pede ajuda?

Bem amada, a partir do momento em que você vive seu estado de Unidade, nenhuma manifestação exterior, contrária à sua Unidade, pode aparecer.
Se esta venha a aparecer, ela faria apenas traduzir a não instalação total de sua Unidade.

A Unidade cria um estado de consciência e um campo Vibratório que, por atração e ressonância, vai fazer manifestar, mesmo nessa consciência, elementos que vão sempre no sentido da Unidade. Assim, portanto, supor que, na Unidade, esse gênero de situação possa se produzir é totalmente inexato.

Qualquer manifestação na consciência limitada é apenas a experiência da Ilusão, visando fazer tomar consciência da referida ilusão e, portanto, do ego, sem exceção.

O jogo desse mundo e a Ilusão desse mundo são baseados numa única Lei e uma única, que é o confinamento na ação/reação, e isso é quase infinito. Assim, portanto, nós dissemos que é impossível sair da ação/reação mantendo a ação/reação.

Vocês não podem resolver o problema e o dilema da dualidade e da encarnação ali operando regras ligadas a essa própria encarnação. O que explica tudo o que é falsificado como ensinamento dito espiritual, arrastando-os permanentemente a querer fazer o bem, a manifestar uma consciência do bem, em oposição ao mal.

Na ação/reação o bem e o mal se mantêm mutuamente, assim como vocês podem ver em suas vidas, enquanto vocês estão submissos à sua própria Ilusão.

Questão: Vamos para uma idade Divina ou tudo vai recomeçar?

Bem amada, o ser humano, enquanto ele vive na limitação, tem sempre tendência a crer que o conjunto da vida, e mesmo do mundo do Espírito manifestar-se-á, de modo eterno, na Dualidade.

Ele transpõe, portanto, suas próprias projeções de Luz na Dualidade. Não pode haver solução de continuidade, nem acesso ao ilimitado no limitado, é impossível.

Os diversos ensinamentos Unitários presentes nas diferentes civilizações, nas diferentes correntes, sempre disseram a mesma coisa: extrair-se da Ilusão, percorrer a Unidade, não pode se acomodar, de maneira alguma, na persistência da Ilusão, ou seja, na ação/reação.

A substituição da ação/reação (ou fim da idade sombria chamada Kali Yuga) traduzir-se-á por uma idade de ouro onde a predação não existirá mais, onde esta Dimensão, ela mesma, não existirá mais.

Obviamente, é muito difícil, para o ser humano que não viveu a extração da Ilusão (através da saída de sua consciência no Corpo de Existência) considerar que esse mundo possa ter um fim e, no entanto, existem, na superfície desta Terra, provas que remontam a tempos extremamente antigos, de que a vida foi em várias reprises destruída.

A idade de ouro a vir não está absolutamente inscrita nesta Dualidade, nesta Dimensão, porque é impossível estabelecer a Unidade na Dualidade.

Vocês fazem a experiência disso nesse momento mesmo.
A falsificação consiste em fazer crer que o que é imperfeito hoje tornar-se-á perfeito amanhã, na mesma Dimensão.

Isso é estritamente impossível.


Questão: Luz da Fonte, Onda Galáctica, Supramental, Luz do Dharma, Luz do Brahman, isso designa a Luz Vibral?

Bem amada, a partir do momento em que há, como você diz, falar ou emitir nesta Dualidade, são apenas palavras.

Raros são os seres que têm a capacidade Vibratória de exceder a palavra e a aparência da palavra, porque o que você entende pela palavra Amor não é de modo algum o mesmo sentido, nem o mesmo entendimento em outra consciência.

Assim, portanto, falar de Luz conduz a certo número de obstáculos.
Falar de algumas coisas não é vivê-las porque, a partir do momento em que há a vivência real da Luz Vibral, as palavras serão sempre diferentes.

Enquanto não há acesso a esse estado, vocês podem falar de um estado, mas não é o estado. Do mesmo modo que é possível definir a Unidade com palavras (tal como eu o fiz ou tal como numerosos autores o fizeram) enquanto vocês não a vivem, isso a nada corresponde para vocês, a não ser a adesão a uma crença como outra.

Aceitar já, como conceito, é um caminho para a Unidade, mas não é absolutamente a Unidade. Não é porque você adere a certo número de crenças, a certo número de dogmas que você vai, contudo, vivê-los.

A Unidade não é uma concepção.
A Unidade não é uma adesão.
A Unidade é uma vivência.

Mesmo se podemos, efetivamente, tentar dela traduzir, de algum modo, através de palavras, a Essência ou a quintessência.

Não se esqueçam de que o diabo não vai jamais falar-lhes de Sombra.

Ele falará sempre da Luz.
Ele falará sempre de liberdade.
Ele falará sempre de promessas, mas vocês não as viverão jamais.
Assim, existe uma diferença fundamental entre a crença, a adesão, a palavra e o fato de viver a Unidade.

Falar da Unidade não permite viver a Unidade, porque é justamente o silêncio que permite viver a Unidade mesmo se, num segundo tempo, falar dessa Unidade, na Dualidade, seja possível. Mas, enquanto vocês mesmos não vivem seu estado de Turiya, é-lhes extremamente difícil discernir, pela lógica intelectual, o que é do domínio da falsificação ou não.

É, portanto, um convite para penetrar em seu Ser Interior, do mesmo modo que respondi precedentemente que, quem melhor do que vocês pode saber se vocês vivem Turiya?

Questão: Se, nesse estado de Turiya, os eventos são menos excepcionais do que as manifestações extraordinárias descritas nos textos antigos, como saber se viveu-se verdadeiramente, por exemplo, uma subida do Kundalini?

Bem amado, é preciso substituir isso no contexto da época.
A melhor descrição que há, nos textos Orientais, de despertar do Kundalini, acompanhava-se, efetivamente, de manifestações exuberantes, chamadas os poderes da alma ou Siddhi.

Hoje, o despertar do Kundalini realiza-se numa estrutura que é profundamente diferente do que era chamado a Shushumna na época. É por isso que nós o chamamos o Canal do Éter, porque, de fato, essa Shushumna transformou-se, sob a ação da Luz Vibral, sob a ação da descida do Espírito Santo que forrou, pelas Partículas Adamantinas de Luz, essa Shushumna, transformando-a em Canal do Éter.

Naquela época, a energia do despertar do Kundalini era uma energia de tipo ascendente, vindo fazer irrupção numa personalidade fechada, ela mesma, na Dualidade, com nenhuma possibilidade de dali sair.

As manifestações exuberantes, naquele momento, eram habituais.
Desde trinta anos os mecanismos de despertar do Kundalini correspondem a algo de profundamente diferente porque, antes de ter um despertar do Kundalini, hoje, é preciso que a energia do Espírito Santo ou a energia Luz tenha acompanhado, no sentido da descida, o Canal do Éter, constituindo-o, progressivamente.

Assim, portanto, o Kundalini pode voltar a subir, embora existam, eu repito, aí também, numerosas possibilidades de voltar a subir, de maneira muito mais simples, sem manifestações terríveis, como era o caso anteriormente.

Mas trata-se, efetivamente, do mesmo processo, mas vivido numa estrutura preparada que não é mais a Shushumna, fechada dentro de Ida e Pingala, mas uma Shushumna transformada, transmutada e chamada Canal do Éter.

Questão: É possível viver os protocolos com pessoas que não seguiram todas as etapas, mas que estão abertas a isso?

Bem amada, assim como foi dito: «os primeiros serão os últimos».
Aqueles que se abrem hoje fazem o caminho que vocês fizeram em alguns anos.

Hoje é preciso compreender que existem, sobre a Terra, seres que viveram esses fenômenos de despertar há quase trinta anos e que, hoje, constatam a aceleração desse tempo e dessas Vibrações.

Há aproximadamente uma geração os primeiros abertos passavam o que eu chamaria de anos de seu tempo Terrestre para a abertura de um chacra, no sentido da descida da energia.

Hoje, a aglutinação e a Presença da Luz é tal que o Canal do Éter se constitui quase instantaneamente, para aqueles de vocês que começam a viver as aberturas.

Vocês vivem, portanto, de modo simultâneo, aqueles que se abrem hoje, a descida do Espírito Santo, ao mesmo tempo a subida do Kundalini, ao mesmo tempo o despertar da Coroa Radiante do Coração e da Coroa Radiante da Cabeça.

Esses processos, que eram anteriormente perfeitamente distintos e distinguíveis no tempo, não o são mais. Naquela época, as novas frequências podiam se abrir, umas após as outras, por vezes com sintomas muito desagradáveis.

Hoje, aquele que recebe o Espírito Santo e que se abre, vai Vibrar no conjunto de suas estruturas, de imediato, passando da não percepção à percepção da Coroa Radiante do Coração, passando da não percepção das novas estruturas à percepção completa das novas estruturas.

Portanto, isso é totalmente compartilhável com não importa quem e eu diria que é mesmo mais fácil para alguém que não tenha ideia preconcebida ou que não seguiu um caminho confinante numa crença ou numa escola dita iniciática.


Questão: Todas as pessoas que estão despertas vão participar para atenuar esse choque?

Bem amada, o choque da humanidade é a revelação da Luz, em todos os seus componentes, nesta humanidade.

Recordem-se de que vocês evoluem na Sombra.
Vocês não podem ter conhecimento da Luz enquanto vocês não são Unitários e enquanto vocês não ascendem à sua Existência.

A Luz não é aquela que aparece quando vocês fecham os olhos em suas meditações.

Esta é uma Luz chamada Luciferiana.
A verdadeira Luz é Vibratória.

Ela não existe nesse mundo.
A Luz pode apenas se perceber quando vocês olham, por exemplo, o Sol e quando vocês saem da Ilusão desse próprio Sol.

Agora, o fato de ter agregado certo número de Partículas Luminosas em suas estruturas físicas (que é o Templo no qual se constrói a imagem do Corpo de Existência), naquele momento vocês participaram, por sua Presença, na atenuação do choque.

É preciso, de fato, compreender que aquele que não vive esses estados Vibratórios, que se encontrará, de um dia para o outro em sua limitação e em seu próprio confinamento (mesmo se ali está perfeitamente confortável e perfeitamente inserido) viverá a chegada da Luz como um fim e não como uma Ressurreição.

Assim, a presença das Sementes de Estrelas, devido ao conhecimento comum (não conhecimento exterior, mas, efetivamente, conhecimento Interior da Vibração) permitirá, efetivamente, amortizar a Luz.

Assim como o disse o Arcanjo Miguel, vocês são as Sementes de Luz, Sementes de Estrelas, mas vocês são também os estandartes e os porta-estandartes da Luz, que ancoram a Luz em sua Revelação, para vocês como para o conjunto da humanidade.


Questão: Que quer dizer: « Eu sou o Alfa e o Ômega»?

Bem amada, esta frase de Cristo significa que ele era o eixo que conduzia ao Caminho, à Verdade e à Vida. Aliás, o Caminho, a Verdade e a Vida são o Alfa, o Ômega e Ki-Ris-Ti, que permite, pelo caminho de Cristo (o Caminho, a Verdade e a Vida para além do Bem e do Mal, na Clareza e na Precisão, na Profundidade e na Visão) permite viver a Unidade nesse mundo.

Assim, portanto, eu sou o Alfa e o Ômega é a frase que pode pronunciar aquele que se juntou à sua Unidade. Do mesmo modo que ele pode dizer e afirmar que Ele e Seu pai são Um.

Ser o Alfa e o Ômega é inscrever-se na Atenção e na Intenção, entre o Aqui e Agora, realizar a Cruz da Redenção, sair da Ilusão e Vibrar na Unidade.

O Alfa e o Ômega, princípio e fim, correspondem, de fato, a AL e OD.

AL e OD que correspondem ao caminho, em sua elevação e em sua fundação.

A fundação é o OD.
A elevação é o AL.

Ir de um ao outro, ser um e o outro é manifestar esse caminho, que é o caminho do Amor e o caminho da retidão.

Questão: Qual é o efeito induzido pelo fato de mudar de percurso entre as doze Estrelas?

Bem amado, hoje, assim como você pode constatar, o conjunto desses caminhos reunifica-se.

Nenhum dos caminhos pode ser separado.
Assim, portanto, assim que a instalação (como lhes disse Um Amigo) das Cruzes mutáveis, dos eixos mutáveis, a reunificação do conjunto desses caminhos se realize, não é então mais possível diferenciar um caminho (como foi o caso) pronunciado por Cristo, pronunciado por Miguel, pronunciado por Uriel que, efetivamente são caminhos diferentes, mas, não foi dito que todos os caminhos levavam a Roma?

Hoje, todos os caminhos levam à Fonte.
Não há mais meio de diferenciar um caminho de outro, porque a intensificação da aglutinação das Partículas de Luz Vibral, mesmo em sua Coroa Radiante da Cabeça e do Coração, vai induzir uma alquimia desses esquemas, fazendo com que todas as Estrelas sejam religadas e de todos os modos possíveis.

Não há, portanto, mais caminho pessoal, mesmo se, até certo ponto, era efetivamente possível identificar-se a um caminho ao invés de outro.

Hoje, o conjunto dos caminhos mistura-se para conduzir a um único caminho, devido mesmo à constituição da Lemniscata sagrada que é a parte superior do Canal do Éter, situando-se entre ER-ER e AL-AL.

Houve, como foi dito, um mecanismo de fusão dos Éteres.
Esse mecanismo de fusão dos Éteres (que foi descrito e anunciado há um ano e meio, quase dois anos) corresponde, inteiramente, ao que acontece hoje.

Nessa alquimia não há mais separação e, portanto, não há mais individualização possível dos caminhos para cada indivíduo.

Há fusão do conjunto dos caminhos em um único caminho.


Questão: Não é mais útil então percorrer um caminho entre as doze Estrelas?

A partir do momento em que a Consciência da fusão dos Éteres ativou-se sobre esta Terra e em vocês, obviamente não é mais útil percorrer. Parece-me, aliás, que, tanto Uriel como Miguel jamais voltaram a percorrer esse caminho com vocês quando de sua Presença, por essa razão e essa última razão, que é a única.

A partir do instante em que a fusão dos Éteres está realizada ou estava em preparação, a partir do instante em que a Liberação do Sol ocorreu e a Liberação da Terra concomitante ocorreu, a fusão dos Éteres tornou-se possível. Nessa fusão dos Éteres não pode haver individualização de cada um desses caminhos. Os caminhos misturam-se e tornam-se uma única e mesma realidade.

Do mesmo modo (como começou a dizer-lhes Um Amigo), a partir do instante em que vocês tiverem ativado os eixos (simplesmente ali colocando sua Consciência ou efetuando certo número de gestos) para o conjunto da humanidade, vocês realizarão então essa alquimia e essa unificação.

Pode-se dizer, de algum modo, que o ensinamento do Yoga Integrativo é certamente a coisa a mais limitada, no tempo, que seja.


Questão: O ponto ER seria A Fonte em nós?

A Fonte é a totalidade dos caminhos.
Vocês são a Vibração.

A Consciência Ilimitada percorre os caminhos, unificando-os.
É o instante em que o retorno à sua Unidade faz, de seu Corpo de Existência, a única realidade viável e a única realidade a percorrer.

O ponto AL é um de seus constituintes na Existência.
A Fonte está, igualmente, no ponto AL como no ponto Profundidade ou no ponto IM ou IS, uma vez que não há mais separação.

Tudo é religado e tudo é Um, o que é difícil a conceber para o cérebro humano. Essa noção de Unidade, de conjunto do criado e do incriado, unicamente a Consciência pacificada chamada Sat Chit Ananda pode realizar e isso não pode ser concebido, ou mesmo aproximado, pela ferramenta mental ou intelectual.

Eu prosseguiria também dizendo que a ferramenta mental é adaptada, unicamente, para a lei de ação/reação. Aliás, quando vocês percorrem as esferas do Ilimitado, a ferramenta que vocês chamam cérebro não existe mais.


Questão: Levar minha Atenção sobre uma Estrela de Maria remete-me na conexão ao meu mental?

Bem amado, isso é completamente exato.
Através mesmo de seus processos de alinhamento, em que lhes era pedido conectar-se no OD - ER - IM - IS - AL do peito (chamado vertical) e ao nível da Coroa Radiante da Cabeça (chamada Estrelas de Maria ou o OD - ER - IM - IS - AL da Cabeça), vocês percebem, muito claramente, que isso se torna cansativo. Mas é justamente o fato de ter levado sua Atenção e sua Intenção sobre esses pontos que permitiu difundir o conhecimento e a Vibração desse conhecimento na humanidade.

Hoje, alguns de vocês, efetivamente não têm mais necessidade do que quer que seja mais do que fechar os olhos e acolher a Luz. Isso vai se revelar cada vez mais verdadeiro para a maior parte de vocês.

A imersão na Luz não tem mais necessidade de ser especificada num ponto ou no outro: ela se torna total.

Naquele momento, o que acontece?
Há um desaparecimento, puro e simples, desses pontos.

A Vibração da Luz está presente em todas as células do corpo.
As células se põem a respirar, o Coração se põe a respirar e há dissolução.

Naquele momento, e unicamente naquele momento, vocês não podem mais ser identificados a um dos pontos, vocês não podem mesmo mais colocar um esforço do que quer que seja para manifestar ou conscientizar um desses pontos.

O trabalho de integração é, então, inteiramente realizado.
Não há nada mais a fazer ou a ser do que ser essa Luz que você vive naquele momento.

Mas essa é a finalildade.
Se vocês não passassem por essas etapas, aqueles de seus Irmãos que se abrem hoje não poderiam viver o acesso total à Luz como alguns o vivem atualmente.

A instalação no Turiya, após ter passado pelas portas da humildade, da simplicidade, mas também de seu trabalho pessoal nos protocolos implica no desaparecimento desses ditos protocolos e na instalação nesse Samadhi, podendo confinar ao Maha Samadhi.

Não há mais nada que exista, porque vocês estão dissolvidos na Luz.

Mas eu os lembro que temos ainda necessidade, um pouquinho, de vocês aqui.


Questão: Muitos humanos realizaram esse trabalho Vibratório que vai permitir a eles conseguir sua Translação Dimensional?

Bem amada, assim como foi dito, o Corpo de Existência imprime-se ao nível de seu corpo físico. Existe, portanto, um esqueleto (que é o corpo físico e sua consciência fragmentária) no qual veio reconstruir-se seu corpo de Existência.

Vocês vivem o Corpo de Existência aqui mesmo.
Muito poucos foram os seres capazes de juntar-se, ao final dos Casamentos Celestes (por razões extremamente precisas de aperto, de algum modo, do DNA) aos próprios corpos de Existência presentes no Sol.

É por isso que o Corpo de Existência veio até vocês e reconstituiu-se. Assim, portanto, em todos os tempos a presença de despertos sobre a Terra, em número extremamente limitado, permitiu manter certa forma de filiação da Luz Vibral.

Hoje vocês não são alguns, mas vocês são, na superfície deste planeta, vários milhões. Esses milhões de pessoas, obviamente criaram, por sua dimensão de Sementes de Estrelas, um campo de ressonância que permite viver o que há a viver hoje.

Isso corresponde, inteiramente, ao que disse o Arcanjo Miguel, no final de setembro, que vocês realizaram, realmente, em Verdade e totalmente.

Os pioneiros, de algum modo, viveram esses mecanismos Vibratórios bem no início da chegada da primeira mini Onda Galáctica, correspondendo às primeiras efusões de Sírius, Sol Central desta galáxia, em agosto de 1984. Pouco a pouco construiu-se uma rede e ressonâncias específicas dessa Luz Vibral, tendo permitido iniciar os Casamentos Celestes há alguns anos.

Hoje, esta Luz, instalada e ressonante, é acessível a todo ser humano que, se ele se abre hoje, vai de imediato transmutar o conjunto do que tomou anos, ou mesmo dezenas de anos para os antigos e que tomou, eu os lembro, mais de dois mil anos para cumprir as palavras de Cristo.


Questão: Agulhadas no corpo são o início do contato com o Corpo de Existência?

Bem amado, isso não representa o início, mas o fim.

A irradiação pelas agulhadas existentes no conjunto do corpo traduzem o fim e não o início de um processo: a irradiação total do corpo pela Luz.


Questão: Pode haver presença de Vibração em todo o corpo, sem, no entanto, que ela esteja presente ao nível do Coração, ainda?

Bem amado, a sequência é a seguinte, independentemente da ativação das Coroas: há primeiro um mecanismo de respiração pulmonar, passando ao nível do Coração e estabilizando-se sob forma de respiração celular que é, de fato, uma irradiação pela Luz.

Essa irradiação pela Luz é ligada à Passagem da garganta e à Abertura da boca. Então, obviamente, aqueles que não haviam Vibrado e percebido a Coroa do Coração, sob uma forma ou sob outra, vivem hoje esse mesmo mecanismo de passagem da Luz no conjunto do corpo.

Trata-se exatamente do mesmo mecanismo, em outra oitava.

Naquele momento, é o conjunto do corpo, percebendo essa queimadura, esse calor, essas agulhadas, que se torna ele mesmo Coração.

Mas eu repito, isso não é um processo inicial, mas final.

Questão: E a sensação de que o peito tornou-se imenso, o Coração pronto a explodir, as células dançando de Alegria por toda parte no corpo?

É o mesmo processo.
O que você vive, através desse processo de irradiação de Luz, de respiração celular ou de Fogo, presente no conjunto de seu corpo é, de algum modo, a prefiguração do que chega sobre a Terra, chamado, não sem humor pelo Venerável (ndr: O.M. AÏVANHOV), o Planeta-Grelha.


Questão: Tenho medo de ser incômoda para os outros nesse estado.

Bem amada, considerar que você é incômoda para os outros é ainda uma Dualidade e uma resistência, qualquer que seja a vivência dessa irradiação.

Você considera que o outro é exterior a você.
Você pronunciou, você mesma, a palavra: o medo.

Não pode existir medo no Turiya.
Lembre-se de que, na finalidade, no final, o conjunto da humanidade viverá essa irradiação. Tudo dependerá de sua capacidade, quando dessa irradiação final, para se manter na Alegria e no Turiya ou não.

Se, agora e já, tendo a chance de manifestar essa difusão e essa irradiação da Luz, você cria resistências para você mesma, pelo medo de incomodar, o medo disso ou o medo daquilo, obviamente, no momento em que a Onda chegar inteiramente (o que será em um instante) você não poderá reportar para mais tarde o que há para viver.

O que acontecerá?
Isso é válido para cada um de vocês.

Os medos não são feitos para ser reprimidos.
Os medos não são feitos para ser julgados.
Os medos estão simplesmente aí para mostrar-lhes o que está resistente em vocês para o estabelecimento total da Luz em vocês.


Questão: A Luz não pode, portanto, incomodar os outros, mesmo se isso possa tomar manifestações menos tranquilas que de hábito?

Bem amada, a Alegria Interior não é a exuberância exterior.
Bem amada, você já viu um ser em Samadhi manifestar algo no exterior?

Não há mais exterior.

O estado de Turiya ou de Samadhi é voltado para o êxtase ou, se você prefere, eu diria mesmo, o intase, para diferenciar, justamente, do êxtase que pode se viver em algumas iniciações ditas Luciferianas e que se manifestam por uma exaltação extrema de emoções.

A Alegria, o Samadhi não é exuberância.
A Alegria, o Samadhi é uma irradiação Interior do Ser, na qual o Ser está na Alegria.
A Alegria se manifesta, naquele momento, absolutamente não por uma tradução exterior comportamental de movimento ou de exacerbação do que quer que seja, bem ao contrário.


Questão: a contemplação pode permitir atingir definitivamente esse estado de Samadhi?

Bem amado, é preciso ser capaz de manter um estado de contemplação que seria uma tensão no Abandono extremamente potente.

Existem muito poucos seres que puderam, no passado, realizar isso.
Uma das Estrelas foi um exemplo: Hildegarde Von Bingen.

Mas agora, hoje, é tão mais simples acolher a Luz que está aí!

Questão: Tendo essa potencialidade, pode-se acolhê-la ainda mais facilmente?

Não.
Você interpreta o inverso do que foi dito.
A contemplação não finaliza no Turiya.

O próprio princípio da contemplação é um ato, por Essência, dual.
Ele permite apenas excepcionalmente juntar-se à Unidade e essa exceção é reservada a seres chamados de exceção.

Excepcionais, não quanto à estatura espiritual, mas, justamente, excepcionais no Abandono à Luz. É por isso que eu chamei isso uma tensão para o Abandono.

A maior parte dos seres que vislumbram a contemplação como um ato exterior ou uma vontade de identificação ao que é contemplado, isso se traduz por uma tensão, não o Abandono, mas uma tensão ao nível do terceiro olho.


Questão: Quando é a alma que tem esse aspecto, não a personalidade, é a mesma coisa?

Bem amado, você sabe o que é a alma?
Você sabe o que é a personalidade?

O saber estritamente para nada serve.
É uma Vibração que se traduz por percepções.

Existe, presentemente, no sentido de suas perguntas, uma vontade feroz de manter o mental que se opõe, inteiramente, ao seu estado de Turiya.

Não pode haver acesso do Turiya com qualquer atividade mental.
Turiya está ao oposto da atividade mental.

A atividade mental define-se na consciência de vigília.
A ausência do mental vive-se na consciência de sonho.
O mental está totalmente ausente no sono e está, igualmente, totalmente ausente no estado Turiya.


Questão: É ainda útil respirar com a boca entreaberta?

Bem amado, no Turiya não é mais necessário respirar, nem pela boca, nem pelo nariz, uma vez que a respiração é colocada ao nível celular.

Vocês constatarão, muito progressivamente, que vocês passarão tempos cada vez mais longos sem respirar.

Vocês passarão tempos cada vez mais longos sem batimentos cardíacos e, no entanto, vocês não estão mortos.

A constituição do Canal AL-AL e ER-ER, a fusão dos Éteres sendo concluída, vocês vão descobrir potenciais inéditos.

Esses potenciais inéditos consistem (eu já falei disso) no fato de não ter necessidade de comer, de nutrir-se do néctar existente na boca, na parte traseira do palato ou também, efetivamente, passar tempos cada vez mais longos codificando-se em minutos, pelo momento, sem respirar, uma vez que a respiração não está mais nos pulmões, nem no Coração, mas no corpo.

A consciência bascula, efetiva e concretamente, na Existência.
Um Corpo de Luz não tem pulmões, não tem cérebro.

E o Coração, existente nos Mundos Unificados, não tem de modo algum as mesmas características que seu coração físico.

Assim, portanto, se o Corpo de Existência é reproduzido identicamente sobre esse corpo de carne e no Interior, obviamente, vocês começam a perceber, eu diria, os ritmos fisiológicos que nada mais têm a ver com uma estrutura carbonada.

É nisso que vocês penetram.



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Versão do francês para o português: Célia G.
Revisão: beto junior

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