quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ANAEL - 2 de dezembro

2 de dezembro de 2010

Mensagem publicada em 12 de dezembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.

Eu sou Anael, Arcanjo.
Bem amados Filhos da Luz e bem amadas Sementes de Estrelas, que a Paz do Coração esteja com vocês e em vocês.

Eu venho a vocês, neste espaço, para dialogar com vocês, relativamente ao princípio de Ilusão e o princípio de Verdade.

Convém recolocar minha intervenção desse dia com relação a alguns elementos que eu dei, há agora alguns meses, concernentes à verdade relativa e a Verdade absoluta [*][**].

O âmbito de minha intervenção, hoje, situa-se no quadro o mais preciso dos tempos atuais que vocês vivem sobre a Terra, concernentes à revelação. Retomemos, se querem, primeiramente, cada uma dessas palavras.

A palavra Ilusão.
A Ilusão foi abordada, no plano espiritual, em inúmeros escritos vindos essencialmente da Índia e do Vedanta, onde o que é vivido no sentido da vida a mais comum, corrente, pessoal, vida de personalidade, foi chamado, por aqueles que realizaram o Si, Maya ou Ilusão.

A Ilusão é frequentemente assimilada ao que é falso e, por extensão, ao que não existe. O perigo maior desta concepção seria fazê-los crer que nada do que existe nesse mundo em que vocês vivem tenha existência própria.

A Ilusão não está tanto na ausência de algo, mas, efetivamente, numa caricatura de certo número de elementos escondidos ou ocultos, impedindo-os, por seus sentidos ou pela lógica, ascender ao sentido profundo que sustenta o desenvolvimento da Vida nesta Dimensão.

A principal Ilusão, porque é uma, é crer e viver e experimentar que o que vocês vivem nesta Dimensão está isolado e cortado do que existe nas outras Dimensões. Enquanto que, mesmo o que está presente na outras Dimensões sustenta a manifestação chamada ilusória nesta Dimensão.

Simplesmente, certo número de elementos foi ocultado.
O primeiro desses elementos, como acabo de dizer, é tê-los privado do acesso à sua multidimensionalidade.

O segundo elemento é fazer aderir o humano a certo número de elementos não experimentados, mas simplesmente cridos e aceitos como evidência e realidade, enquanto que esses elementos participam, indiscutivelmente, da Ilusão ou também da falsificação desse mundo.

Assim, logo que o ser humano não tenha a capacidade de experimentar um fato em sua própria Consciência em sua própria vivência, aquilo a que adere a consciência limitada não multidimensional, sem tê-lo provado e verificado por si mesmo, porque não é diretamente verificável pela consciência da personalidade, estabelece-se então como uma verdade estabelecida, totalmente ilusória.

Isso se chama a Crença.
Que se refira à Crença de fatos que existiram há muito tempo ou a Crença em certo número de elementos que jamais foram provados pela Consciência nem experimentados pela Consciência, mas simplesmente aos quais a Consciência aderiu de maneira habitual, forçada frequentemente, sugerida de maneira muito hábil por aqueles que, nos bastidores, puxam as cordas, fazendo-os crer que vocês são os mestres de seu destino.

Assim, logo que vocês aderem a um elemento exterior à sua vivência, isto é uma Crença. Esta Crença tem um impacto essencial no que eu chamaria seus comportamentos e, bem além, em seus condicionamentos.

Essas Crenças, geralmente, são organizadas para fazê-los ir para onde vocês não haviam previsto necessariamente ir, num primeiro tempo, mas aonde vocês irão muito naturalmente.

Pouco importa, de fato, que a Crença pertença à Ilusão ou à Verdade, porque, de fato, assim que ela se instala, em definitivo, seja ela a mais autêntica, ela os afasta e os separa da Verdade absoluta.

A Verdade absoluta não é um quadro de referência ou de Crença, a Verdade absoluta é o que é experimentado e provado mesmo na Consciência.

A Crença participa de um processo de exteriorização e de projeção. A Verdade participa de um princípio de interiorização.

A Crença pertence, de maneira irremediável, ao eu e à personalidade. A Verdade absoluta pertence, de maneira irremediável, ela, à realização do Si.

Aliás, seja no Oriente ou no Ocidente, ou entre os povos que vocês chamam primitivos, alguns seres tiveram acesso aos espaços Interiores multidimensionais, ao mesmo tempo conservando um corpo, uma Consciência eficiente na separação, ao mesmo tempo tendo acesso a espaços qualificados de ilimitados.

A problemática levantada pela época que vocês vivem, nesse momento, ilustra-se pelo fato de que certo número de elementos pertencentes à Verdade absoluta, não estando presentes em suas Crenças e, portanto, na personalidade, estão fazendo irrupção, literalmente, em sua realidade e em sua verdade relativa procedente das Crenças.

Assim é da vida que vocês nomeiam extraterrestre, assim é de certo número de elementos caindo sob o que vocês chamam os sentidos e que, no entanto, não têm outra realidade além daquela ligada à própria projeção de sua consciência na personalidade.

Nós falamos frequentemente de desconstrução, nós falamos de dissolução. A revelação que vocês vivem agora atinge, efetivamente, um ponto essencial, confortando as palavras pronunciadas pelo Cristo quando de sua primeira vinda, dizendo então: "Nada do que lhes foi escondido será escondido no momento da revelação".

Esses momentos de revelação estão inscritos nos ciclos importantes de revolução galáctica. Eles se inscrevem, portanto, numa lógica precisa, rigorosa, ligada ao tempo Solar e ao tempo Galáctico.

Ele corresponde, de algum modo, a um momento de sobreposição mais ou menos fácil, entre a projeção exterior da consciência na matriz e a Verdade absoluta do que é a Consciência fora da matriz.

Esta sobreposição é o que se vive atualmente, revelando-se de início, num primeiro tempo, à sua própria consciência fragmentada, como a dissolução dos elementos de falsificação que, mesmo em suas Crenças, foram alterados, deformados, justamente para lhes esconder os fatos fundamentais e a finalidade fundamental que estava fora do alcance de seus sentidos e de sua experiência.

A segunda sobreposição é, ela, de natureza muito mais violenta, porque é, eu diria, a antítese da Sombra e do jogo da Sombra/Luz existente nesta Dimensão. Ela corresponde à divulgação da Luz Autêntica ou Vibral, assim como às Consciências que ali residem mesmo em sua Ilusão.

Obviamente, a maioria dos seres humanos não está pronta a aceitar e a aquiescer à irrupção da Luz Vibral nesse mundo, porque, simplesmente, para a maioria da consciência humana, ela simplesmente não existe.

Ora, os mecanismos de regulagem do ser humano, nesse mundo separado e dividido, excluem de maneira formal tudo o que não pertença ao seu campo de percepção e de concepção. Assim, portanto, a irrupção de uma Verdade absoluta, bem além dos jogos de Sombra e de Luz de seu mundo, representa o que Sri Aurobindo chamou o «choque da humanidade».

Esse choque se traduz, obviamente, por uma sideração, um medo, mesmo entre os seres que tocaram outros estados dimensionais fora desse mundo, porque trata-se, em definitivo, não de uma experiência de Unidade ou da Existência, vivida fora desse corpo ou em seus espaços Interiores, mas, efetivamente, da revelação, mesmo em seus espaços exteriores denominados ambiente, da Verdade da Luz e de sua instalação.

Em outros termos, a revelação do Fogo do Éter, na qual é doravante instalada a Consciência Crística e o Cristo vem, de maneira formal, aniquilar o que chamamos o Fogo por Atrito ou Fogo da Dualidade ou também Fogo do confinamento nas forças Luciferianas ou Prometéicas.

Vários elementos foram preparados desde vários anos, permitindo esse momento. Esses momentos que vocês vivem, traduzidos também por Sri Aurobindo como a iminência, traduzem-se também em suas próprias percepções Vibratórias que se pode chamar indistintamente e do mesmo modo, a pressão da Ascensão e as modificações do envelope o mais próximo que os mantêm no planeta-prisão, ou seja, a modificação consequente do que é chamada a ionosfera e, em seu corpo, a modificação consequente das cargas elétricas da circulação das energias, da circulação da Vibração Adamantina mesmo em suas estruturas.

Isso se traduz, agora e já, para alguns de vocês, pela modificação do som Interior chamado Nada ou Canto da Alma. Para outros, vai se traduzir por uma amplificação de percepções que podem ir, por vezes, até certa forma de dor concernente a uma ou outra das três Lareiras.

A Luz, que vários seres humanos que haviam se tornado os Ancoradores e os Semeadores da Luz e, portanto, vivendo um processo alquímico transmutatório Interior, revela-se agora no exterior, ou seja, mesmo na Ilusão desse mundo.

A Verdade, portanto, da multidimensionalidade da vida vai então se restabelecer sob seus olhos e sob seus sentidos. Imaginem então, ou tentem perceber, o que pode ser este afluxo da Luz, para aqueles cujos quadros de referência e de Crença sejam sustentados apenas e unicamente pela personalidade, pelo que caía sob os sentidos, gerindo, portanto, a vida segundo os preceitos comuns à civilização dita ocidental ligados à sobrevivência, ao bem-estar, levando a personalidade a não mais vislumbrar o próprio fim.

Assim é construída a personalidade e assim é construído o mundo da Ilusão, atraindo-os sem cessar e sempre para o efêmero, para o prazer imediato, para o consumo.

Cada Fogo por Atrito existente nos mundos dissociados tem por necessária finalidade o próprio consumo da referida experiência de vida pelo Fogo por Atrito e não pode ser de outro modo. Esse Fogo por Atrito, chamado aniquilação de toda vida, é, de fato, apenas o desaparecimento da Ilusão. Mas, obviamente, aqueles que estão inseridos nesta Ilusão não podem conceber outra coisa que a Ilusão, porque eles não têm acesso a qualquer multidimensionalidade e, para alguns deles, a multidimensionalidade pode mesmo ser chamada demoníaca ou satânica, demonstrando assim os medos ancestrais da Luz, implantados no interior de suas estruturas no cérebro reptiliano.

Vários de vocês, contudo, ancoraram e semearam a Luz, permitindo, como sabem, a reativação da Merkabah interdimensional e, portanto, a junção, a conexão, com os planos da Verdade absoluta.

A multidimensionalidade, portanto, desde agora sete semanas, está perfurando literalmente as bainhas isolantes desse sistema Solar, modificando então as próprias condições elétricas existentes no Céu e sobre a Terra, traduzindo-se por esta pressão da Ascensão e, sobretudo, pela modificação do som, para aqueles que o percebem ao nível do Antakarana.

Esta pressão da Ascensão e esta iminência da divulgação ou revelação da Luz aumentam cada dia. Obviamente, ao nível da Ilusão, muitas coisas escondidas são desvendadas, mas elas apenas concernem sempre ao jogo da Ilusão, empurrando-os por vezes a reações mesmo da Ilusão.

Ora, o conjunto dos Anciãos que se comunica com vocês insistiu sobre a imperiosa necessidade de encontrar a Paz, de se estabelecer em seu Coração e de não ser desestabilizado nem participar, no mundo ilusório, da divulgação ou da revelação e, portanto, necessariamente às forças de atrito que vão se amplificar, uma com relação à outra, mas sempre na Ilusão.

O paradoxo aparente seria crer que lhes basta se retirar da Ilusão. Essa não seria a boa solução, porque vocês têm a viver, inteiramente, nesta Ilusão, a Verdade da revelação, sem dar Consciência, Energia ou tomada ao Fogo por Atrito e se estabelecerem, de maneira muito mais proveitosa, no Fogo do Éter, no Fogo do Céu e no Fogo da Terra, estabelecendo-se em vocês pela Vibração e a Consciência de suas três Lareiras.

Foi dito que esse corpo é seu Templo.
Foi dito que esse corpo é sagrado, porque a sacralidade foi mantida, qualquer que seja a falsificação dos mundos em carbono.

Sem isso, simplesmente, nenhuma vida ali seria possível.
A sacralidade, portanto, permaneceu em vocês, em algumas estruturas precisas. De fato, a sacralidade pôde apenas ser asfixiada, reprimida e fechada, mas jamais morta.

Assim, portanto, o trabalho alquímico da revelação em vocês, pela agregação das partículas Adamantinas, pela Vibração de suas três Lareiras, pela cultura da Alegria Interior e da Paz, permite realizar, nesse Templo que é o corpo, participando, portanto, à ilusão, sua própria ressurreição à Luz.

Uma linguagem metafórica empregada por alguns Anciãos, como as palavras «lagarta» e «borboleta», ilustra à maravilha a transformação da Vida, de uma forma e de um estado em outra forma e em outro estado.

Não é de modo algum uma fuga, a lagarta deve aceitar a transformação e não por fim à sua própria existência para se tornar borboleta, porque é a alquimia se produz sim, efetivamente, no próprio interior da lagarta. Assim, portanto, o ponto de vista que será o seu nos instantes essenciais da divulgação, lembre-se desse fato, de que é no interior desse corpo que se vive esta transmutação e não no exterior. É por isso, aliás, que vários de vocês, mesmo ainda agora, não podem ascender em total liberdade ao corpo de Existência.

Assim, o corpo de Existência vem a vocês para lhes permitir, justamente, levar a efeito, em toda segurança, a passagem da lagarta à borboleta. A chegada do que foi nomeada a Onda Galáctica é apenas um dos elementos que modificam seus Céus e sua Terra.

Existem efetivamente outros.
Mas lembrem-se também de que tudo o que acontece no exterior é apenas uma tradução do que acontece em seu próprio Interior, que vocês o vivam aí onde estão ou que isso se refira a um lugar que não é o seu sobre esta Terra, mas conduzindo a uma transformação total de um conjunto de Consciências nesta Terra.

Sempre lhes foi dito que a porta do exterior para o Interior, a porta da Reversão, a porta que lhes permite viver o Fogo do Coração, sem serem afetados pelo Fogo por Atrito que se desagrega, apenas se pode encontrar no silêncio das palavras, no silêncio das emoções e, por vezes, no silêncio do corpo, no Coração e em nenhum outro lugar.

A melhor ilustração que eu posso dar do Fogo por Atrito, em seus encadeamentos, corresponde inteiramente à ação de seu próprio mental, fechado durante muito tempo na Ilusão do bem e do mal, chamada Ilusão Luciferiana.

O mental pertence, nesta Dimensão, inteiramente ao Fogo por Atrito. Ele é a ilustração a mais perfeita da manifestação desse Fogo por Atrito.

Vocês têm, portanto, que superar e transcender esse Fogo por Atrito, pelo silêncio mental, pelo estabelecimento de sua Consciência no Coração, o único lugar que não pode ser atingido pelo Fogo por Atrito, aí onde nasce o que é chamado o Fogo do Coração ou o Fogo do Amor, que difunde sua irradiação em vocês como no exterior de vocês.

Quaisquer que sejam seu alinhamento e seu centramento no Coração, cada um e cada uma viverá certo número de quedas de Ilusão ou de Crenças que, até agora, podiam ainda guiar suas vidas, suas regras, seus comportamentos. O que acompanha a revelação da Luz Vibral, num mundo em que predomina a ação/reação, vai engendrar, de maneira forte, a amplificação desse processo de ação/reação, ao qual o Fogo do Coração os fez escapar.

Isso não concerne, é claro, apenas à consciência humana, mas também ao conjunto da crosta Terrestre, fechada e amordaçada na expressão do que a habita, ou seja, o Núcleo cristalino, as matrizes cristalinas autênticas de Sírius, explicando as modificações essenciais desta crosta Terrestre.

Isso não tem que preocupá-los de nenhuma maneira porque, quanto mais vocês se alinharem, quanto mais vocês forem capazes de penetrar no santuário de seu ser multidimensional, mais vocês escaparão ao Fogo por Atrito e, portanto, ao mental.

É, portanto tempo, agora, não de compreender, mas de viver o fato de que o mental é apenas o elemento que vai arrastá-los, inexoravelmente, para fora de seu Coração. A própria revelação da Luz Vibral, se não é totalmente integrada no Coração, os conduzirá, aí também, a manifestar um Fogo por Atrito, nada tendo a ver com o Fogo do Coração. Nesse sentido, nós os convidamos, uns e outros, a buscar a Paz e o alinhamento.

As circunstâncias climáticas e geofísicas deste período concorrem indiretamente para colocá-los em seu ser Interior [inverno na França]. Assim, não critique ou lamente contra o que os impediria, onde quer que estejam sobre a Terra, de levar a efeito suas atividades exteriores. Porque é isso que se produz para vocês, onde quer que vocês estejam, considerem que isso é, antes, uma Graça que lhes permite encontrar o tempo e os instantes para se alinharem, se recentrarem e experimentarem mais facilmente sua própria Presença e, portanto, passarem mais facilmente do ego ao Si.

Eu os lembro que a Luz Vibral é Inteligência e que, agindo por esta Inteligência, pela Ação de Graça, ela vai sempre, para vocês como para os continentes, agir além do que é perceptível pelos sentidos, para uma finalidade que será sempre o estabelecimento da Luz.

O que desaparece, mesmo do mundo ilusório, é tudo o que era não somente ilusório e, além disso, escondido. O que mascarava, literalmente, o acesso à própria verdade relativa desse mundo desaparece sob seus olhos, atualmente.

Os elementos que nós lhes demos e vocês realizaram, ao nível de sua Consciência, concernentes às três Lareiras ou a uma das três Lareiras, é capaz de trazer-lhes todas as soluções necessárias e vitais à manutenção de seu Templo sagrado, seu corpo, nesta Dimensão, mas reencontrando seu acesso multidimensional.

Assim, este acesso que era reservado, até o presente, apenas aos seres que estivessem suficientemente pacificados, é hoje aberto para o conjunto da humanidade, mesmo se a maioria recuse e recusará a chegada da Luz.

Vocês não têm que se preocupar com isso, mas, bem mais, em servir esta humanidade, eu os lembro, pela Humildade, a Simplicidade e a Paz.

Vocês vão irradiar esta Luz que alimentará o Fogo do Coração, estejam certos, daqueles que estão ainda vacilantes e hesitantes, que hesitam em passar do ego ao Si. Lembrem-se também de que vocês não poderão forçar ninguém pelas palavras ou por qualquer convicção exterior, vocês podem apenas se apresentar como portadores de Luz que, pela ressonância, permitirá ou não aos seus Irmãos e às suas Irmãs, eles também, penetrarem nesta própria ressonância.

O importante é e permanecerá (mais os dias passem, porque eu falo efetivamente de dias) estarem cada vez mais alinhados no Coração, deixarem cada vez menos espaço e lugar para a atividade de seu mental, concernentes às referidas manifestações de revelação da Luz, o que não deve impedi-los de levarem sua vida, qualquer que seja, na condição de que as circunstâncias de vida de seu ambiente o permitam.

A Paz lhes será atribuída se vocês pedem a Paz.
A Luz Vibral estará aí, o Fogo do Coração também, se vocês não dão tomada ao Fogo por Atrito ou ao seu mental.

Lembrem-se de que vocês não são nem seu mental, nem suas emoções.

A identificação a isso é a Ilusão a mais perfeita.
Em contrapartida, vivam plenamente seu corpo, que é, eu o repito, o Templo no qual se realiza a alquimia e a revelação.

Quanto melhor vocês se aproximarem de seu Templo Interior que é o Coração, melhor vocês serão regados à Fonte da Luz.

Quanto melhor vocês aceitarem não dar peso e consistência ao seu mental e suas emoções, melhor lhes será fácil penetrar o santuário do Coração, que vocês já o tenham realizado ou não.

O Coração é a porta e ele detém também todas as chaves de sua vida e de sua sobrevivência, na Ilusão, pelo momento. As circunstâncias da revelação serão eminentemente diferentes conforme vocês estiverem, vocês mesmos, próximos de seu Coração ou afastados de seu Coração.

Do mesmo modo, elas serão eminentemente diferentes em tal ou tal região do mundo e mesmo num lugar de uma mesma cidade. Tudo dependerá, é claro, a que vocês atribuirão sua Atenção e sua Intenção, recordando-se de permanecerem o mais frequentemente possível em seu Presente do que é vivido, no Aqui e Agora.

Se vocês guardam consciência desses alguns preceitos, nenhum ataque da Ilusão poderá colocar em perigo o que quer que seja ao seu Coração, à sua vivência. Tornar-se-á, paradoxalmente, num mundo em que o Fogo por Atrito torna-se intenso, muito mais fácil, se vocês o aceitam, penetrar no Coração.

Muitos dos escritos essenciais desse século, realizados pelos seres missionados, nos tempos antes da revelação que vocês vivem agora, foram recebidos em tempos extremamente perturbados exteriormente.

Alguns ensinamentos que nós lhes transmitimos, nós, Arcanjos, foram realizados durante o que vocês chamaram a segunda guerra mundial, porque, quando as circunstâncias exteriores ou o Fogo por Atrito se tornam maiores e intensos, isso permite, paradoxalmente, a alguns seres, se voltarem ainda mais facilmente para a Dimensão Interior e, portanto, a multidimensionalidade.

O que é certamente muito mais duro em tempos chamados de paz em seu mundo, em que a vida parece vazar de fonte, mas que, de fato, os afasta de sua Fonte. Não há, portanto, tampouco, que querer julgar o Fogo por Atrito dos países ou dos seres, porque eles terão decidido, eles mesmos, tocar esse jogo e esta partitura, ao invés da partitura do Coração.

E eu os lembro que é a liberdade deles a mais absoluta.
Cabe a vocês efetivamente definir qual partitura vocês podem e querem tocar.

Cabe a vocês serem cada vez mais lúcidos, claros e precisos em seus próprios objetivos.

A hora não é absolutamente mais para querer a Luz na personalidade, para se apropriar de uma Luz, mas, efetivamente, para deixar a Luz se estabelecer, a fim de que ela dissolva e redima a personalidade.

A redenção, como vocês sabem, apenas é possível pela Crucificação do ego, ou dissolução do ego. Mas esta dissolução ou esta Crucificação não é uma morte, nem uma fuga da personalidade, mas, efetivamente, uma transcendência da personalidade vivida nesse corpo, que eu chamei, na época, o Abandono à Luz.

De fato, para exprimir isso em algumas palavras, em que o venerável Comandante Aïvanhov lhes disse que vocês não poderiam permanecer sentados entre duas cadeiras, cabe-lhes agora definir claramente seu lugar, na Existência ou na personalidade.

Isso concerne à sua Consciência.
O corpo, quanto a ele, obedecerá e permanecerá, o que quer que ocorra e quaisquer que sejam suas escolhas.

Mas essas escolhas, como vocês sabem agora, são definitivas.

Muito em breve ele não existirá mais, para as almas que estão engajadas num caminho de possibilidade de retorno anterior, qualquer que seja.

Cabe a vocês definirem, pela própria Vibração que vocês portam e assumem, o que será sua vida.

Ela continuará de maneira cada vez mais violenta, a se estabelecer na ação/reação?

Ou ela se estabelecerá de maneira cada vez mais forte e suave, na Ação de Graça?

Há testemunhos da Ação de Graça, como há testemunhos da ação/reação. Os testemunhos da Ação de Graça são, antes de tudo, o silêncio das palavras, o silêncio das emoções, um estado de pacificação Interior, de leveza e de Alegria, enquanto que a ação/reação, ela também, terá seus próprios testemunhos: questionamento, sofrimento, excesso do mental, dificuldade para se estabelecer no silêncio, qualquer que seja.

Essa é uma realidade vivida pelo corpo e por sua própria consciência fragmentada.

Conforme a modificação de seu estado de humor que estiver aí, cada dia, vocês poderão, de maneira objetiva, saber se vocês vão para a ação/reação ou para a Ação de Graça.

O bem amado Sri Aurobindo perfeitamente descreveu as etapas sucessivas que todo ser humano vive quando desse choque.

Aí está o que eu tinha a lhes transmitir hoje.
Se existe, com relação a isso e exclusivamente com relação a isso, ou seja, de maneira global e não individual, uma necessidade de informação complementar, então, eu gostaria de responder ou tentar responder.

Questão: Nosso DNA foi falsificado unicamente no corpo físico?

Bem amado, isso escapa ao que eu desejo responder hoje.
Eu peço que me pergunte sobre o que eu acabo de dizer, pelo momento, e sobre nada mais.

Eu voltarei provavelmente um pouco mais tarde, aí, desta vez, para responder a esse gênero de questão.

Questão: Como fazer quando se tem dificuldade para fazer «descer» o mental no Coração?

Bem amado, o mental não pode descer no Coração, dado que é ausente.

Vocês não podem lutar com o mental contra o mental.
Isso participa, e eu o engajo a reler o que eu disse sobre o Abandono à Luz.

O Abandono à Luz é, de algum modo, a rendição do mental, o abandono do mental, realizando o Abandono à Luz. Se o mental é forte, isso quer dizer que não há suficientemente prática do vazio Interior pela meditação ou pela Respiração ou por qualquer outro procedimento que lhes foi dado.

O abandono ou a rendição do mental se observa, sobretudo em vocês, por certa dificuldade para emitir pensamentos concernentes à vida comum ou sua própria vivência, de maneira lógica, no lugar.

Enquanto que, justamente, o acesso a outros estados de Consciência permite, não mais ao mental, mas à Consciência pura, liberada do mental, ascender a muito numerosas informações, mas não tendo mais traço de sua vida comum.

O mental muito forte apenas traduz, ainda mais hoje, que a superioridade da personalidade sobre a Existência e, portanto, do ego.

As coisas podem ser ditas cruamente, mas esta é a estrita verdade.

O ego se manifesta, antes de tudo, pelo mental.

Questão: O fato de se falar a si mesmo releva igualmente os processos do mental?

Inteiramente.

Questão: Quando se está no Coração pode-se fazer pedidos à Luz?

O pedido, qualquer que seja, definitivamente, é um ato de exteriorização. A aquiescência e o Abandono é um ato de interiorização.

A partir do momento em que há Presença no Coração, real, não há mais nada a pedir, uma vez que tudo está realizado.

Se há, então, pedido, é que há, portanto, saída do Aqui e Agora.

No Aqui e Agora realiza-se a Presença.
O acesso ao Coração não pode emitir qualquer pedido porque, naquele momento, a Consciência «É», Sat Chit Ananda, como diria Um Amigo.

E na Morada de Paz Suprema ou no estado de Felicidade, não pode existir qualquer pedido, porque não há nada a pedir.

Questão: Qual é a coisa a fazer para acsender ao silêncio mental?

Mas justamente não há nada a fazer.
É justamente no não-fazer que aparece o silêncio mental.
Assim que há ação para um fazer, mesmo para ascender ao silêncio mental, é o mental que age.

Não pode haver sedação do mental pela ação do próprio mental.

O Abandono à Luz, como eu defini, é uma rendição do mental.

Existe, nesse nível, algo que deve ser realizado em Consciência, mas que não pode ser resolvido ou aproximado mesmo pelo mental, porque ele vai sempre arrastá-los para fora deste estado que, para ele, significa sua morte.

A Alegria é um estado que eclode assim que vocês penetram o santuário do Coração. Ela vai se reforçar, progressivamente e à medida do tempo e dos momentos de experiência que vocês vivem no Abandono à Luz e na rendição do mental.

O mental não pode aceitar viver a Alegria.
Esta Alegria que se deve formalmente diferenciar da simples satisfação ou do simples prazer, qualquer que seja.

A Consciência Unificada ou a realização do Si pode apenas se realizar e viver quanto tudo o que é exterior a isso não exista mais.

A melhor chave que eu posso lhes dar é o que eu chamei, agora há mais de um ano, Hic e Nunc, ou seja, Aqui e Agora.

No Aqui e Agora não existe nada mais do que o Aqui e Agora. O mental está em toda parte, exceto no Aqui e Agora.

Questão: Sentir-se na Alegria poderia ser um jogo do ego, sabendo que ele vai desaparecer?

Bem amado, eu não apreendi o alcance, isso me parece um pouco torcido, para não dizer pior.

Questão: A concentração num ponto, num som, numa Respiração, faz parte dos jogos do mental?

Enquanto isso é chamado concentração, sim.

A única Atenção e Intenção que vale hoje, próxima do Coração, é aquela que está centrada, justamente, no Coração e em nada mais.

Questão: Viver no acolhimento, o não-fazer não pode ser vivido pelo ambiente como uma forma de provocação?

Bem amada, o que realiza a Alegria não se importa com o ambiente, porque é estabelecido na Alegria.

Agora, existem seres que meditaram durante vidas e jamais tocaram o Coração.

Existem seres que meditaram cinco minutos e encontraram o Coração.

Questão: Isso significa que seríamos invulneráveis, neste estado?

Mas esse é o caso.
O Coração não pode ser atingido por nada.
Quando a Consciência do Si está realizada, naquele momento, a vida se desenrola sob outros auspícios e não a lei de ação/reação ou Fogo por Atrito.

A doença é um Fogo por Atrito, os problemas psicológicos são Fogos por Atrito.

O Fogo do Coração dissolve todos os Fogos por Atrito.

Questão: A vida cotidiana necessitando a antecipação, como viver no Aqui e Agora?

É ainda uma Ilusão mental raciocinar assim.
Aqui e Agora é um estado Vibratório.

Aqui e Agora permite realizar qualquer coisa e qualquer tarefa.
Limpar a casa ou pensar em ir buscar os filhos na escola não impede o Aqui e Agora.

Essa é uma Crença.
Aqui e Agora não consiste, como eu disse, em nada fazer, em permanecer sem se mover e esperar.

Aqui e Agora é, eu o qualificaria assim, o ato Vibratório e de Consciência.

Aqui e Agora é o que se vive quando o instante está totalmente desacoplado do que é o passado e o futuro.

É chamado também o tempo zero, o momento em que o tempo pára para penetrar as três dimensões do tempo: iluminação, realização do Si, passagem na Existência, Transfiguração, as palavras poderiam ser muito numerosas.

Mas enquanto o mental atua, ele vai afastá-los, é claro, deste estado, porque ele não tem qualquer interesse para que vocês se realizem. Ainda uma vez, vão para além da compreensão das palavras, mesmo se, obviamente, eu me exprima pelas palavras que são para vocês bem humanas.

Vão para além dessas palavras.
O silêncio de que eu falo ao nível do mental não é parar a vida, ainda uma vez.

Isso foi desenvolvido, de maneira extremamente precisa, por vários místicos que realizaram o Si, qualquer que seja a tradição.

O problema é que o ser humano, e o mais frequentemente no Ocidente, se alimenta eternamente de seu próprio mental, crendo encontrar uma escapatória do mental pelo mental, o que é, ainda uma vez, eu repito, estritamente impossível.

Questão: Estando no Coração, se estamos em ressonância com os outros, o fato de estar só ou entre os outros faz uma diferença?

Se o coração está realizado, estritamente nenhuma.

Questão: E se o Coração não está realizado?

Então, naquele momento, é preciso encontrar o espaço e o instante para realizar o que eu chamaria o Si a Si, que só pode ser encontrado em particular, mas, jamais, numa relação, seja ela a mais satisfatória possível.

O Si realiza-se sozinho, não existe qualquer ser humano, nem qualquer mestre, nem qualquer potência espiritual capaz de devotá-lo ao Si.

É uma decisão que se faz Si a Si, em particular.
Nenhuma Crença, nenhuma religião, nenhum mestre, nenhuma Consciência pode levá-los a isso.

Enquanto vocês acreditam numa autoridade exterior ou numa potência exterior, mesmo a do próprio Cristo, vocês não podem realizar o Si.

Questão: Por que, quando eu me estabilizo no Coração, minhas ações são mais lentas?

Essa é a característica de alguns estados chamados Samadhi, como o demonstraram alguns sábios e alguns místicos que ascendem, de maneira irregular ou regular, a esses estados.

Questão: Numa conversa, ao final de um momento, o mental retoma a dianteira.

Mas, bem amada, a conversa é um ato mental, sempre.
É, portanto, normal que o mental tome a dianteira.

O Coração é silêncio, o Coração é estado de ser que se basta a si mesmo.

Não pode, portanto, haver conversa no Coração.

Questão: Numa conversa, é impossível manter a Vibração do Coração?

É possível, na condição de que a Vibração do Coração esteja instalada, obviamente, de maneira permanente, o que significa que, naquele momento, vocês realizam o Samadhi permanente.

Aí, naquele momento, tudo lhes é possível.
Mas enquanto vocês não estão estabelecidos, isso é impossível.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Bem amados Filhos da Luz e Sementes de Estrelas, eu rendo Graça por sua escuta.

Recebam minha Paz e as bênçãos do Conclave.

Eu lhes digo, quanto a mim, até dentro de pouco tempo, para uma discussão talvez mais leve.

Até muito em breve.


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[*] Anael - 10 de agosto (1 Parte):
http://despertardaluzinterior.blogspot.com/2010/08/anael-10-de-agosto-1-parte.html

[**] Anael - 13 de agosto:
http://despertardaluzinterior.blogspot.com/2010/08/anael-13-de-agosto.html


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Versão do francês para o português: Célia G.

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